MARÍLIA: Dia da Consciência Negra deve ser lembrado pelas lutas, diz socióloga

Fonte: Jornal Diário –

Em Marília, data não é feriado como ocorre em 757 cidades brasileiras

 

O Dia da Consciência Negra, lembrado em 20 de novembro, deve ser comemorado dentro de uma perspectiva crítica, que realce as lutas dos negros em se libertar de um processo de escravismo que por mais de 300 anos foi vigente no Brasil.

É o que diz a socióloga e coordenadora do Grupo de Estudos Negros e Educação da Unesp de Marília, Maria Valéria Barbosa. “A data, por si só, já deve ser comemorada. Ela expressa toda a luta do negro em relação à instituição da escravidão no país”, fala.

O dia da Consciência Negra, que será instituído feriado em oito Estados e 757 municípios brasileiros, marca a morte do líder Zumbi dos Palmares, maior símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

Para Maria Valéria, apesar da situação do negro no país ter avançado, ainda existe muita desigualdade, além de um forte preconceito que é velado pela sociedade.

“O racismo é um problema de brancos e negros e que está, infelizmente, enraizado na sociedade brasileira”, considera. “É uma situação que só superaremos com a troca de valores, baseada na educação”.

 

 

93% não têm acesso a faculdade


 

 

Dados do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser), instituição ligada à UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), mostram que 93,7% dos negros no Brasil ainda não têm acesso à educação superior, ainda que o número destes estudantes nos cursos de graduação tenha aumentado 415% nos últimos dez anos.

Para Maria Valéria, a inclusão do negro tem sido possibilitada por três grandes políticas, como o ProUni (programa de bolsas a alunos carentes e de bom rendimento escolar), o Fies (Financiamento estudantil) e a reserva de cotas para estudantes nas universidades públicas do País.

“Mesmo assim, os dados continuam a revelar que a realidade está longe de ser o ideal”.

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