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Mil mulheres negras reúnem-se em Goiânia em encontro nacional

Programação do evento discute violência, bem viver e estratégias de enfrentamento ao racismo

por Larissa Costa no Brasil de Fato

Encontro Estadual de Mulheres Negras de Minas Gerais aconteceu em setembro deste ano : Helen Lagares

Mulheres negras de todo o Brasil se encontram de 6 a 9 de dezembro, em Goiânia (GO), em
evento marca os 30 anos do primeiro encontro, 1988, em que mulheres do movimento negro se uniram para discutir formas de enfrentar a violência e a opressão que cerca a vida das mulheres.

Saiba mais:

Programação do Encontro Nacional de Mulheres Negras 2018 Ângela Davis participa de Encontro Nacional de Mulheres Negras em Goiânia (Jornal Opção, 03/12/2018)

Eliane Dias, da Rede Afro LGBT e da Rede de Mulheres Negras de Minas Gerais, conta que a realização desse encontro é necessária para fortalecer as organizações de mulheres negras no neste período após a eleição de Jair Bolsonaro (PSL).

“Vai ser a primeira grande mobilização popular pós período eleitoral. Apesar de não ter tido ainda a chegada do novo governo, a gente já sente na pele os efeitos. As mulheres pretas, principalmente, já vivem em ambientes hostis, de ameaça, de perigo, mas de muita resistência.

Além disso, a partir do encontro, vamos ter um norte para algumas décadas de luta, vamos sair de lá com estratégias de enfrentamento”, explica.

No estado de Minas Gerais, as mulheres negras se preparam desde o início do ano para participar do evento. São 80 delegadas, entre LBTs (lésbicas, bissexuais e transexuais), quilombolas, religiosas de matriz africana, atingidas por barragem, pesquisadoras e trabalhadoras de políticas públicas. “O grande desejo das nossas mulheres negras mineiras é de que suas questões sejam debatidas, de que ações efetivas se deem no campo das políticas públicas”, Cris Ribeiro, que também é integrante da Rede de Mulheres Negras de Minas Gerais.

A programação conta com feiras, apresentações culturais, oficinas, palestras e rodas de conversa com temas diversos, como saúde, religiosidade afro-brasileira, encarceramento em massa e desafios e perspectivas do movimento de mulheres. A filósofa e escritora Sueli Carneiro, a escritora Conceição Evaristo e filósofa e militante estadunidense Angela Davis têm presenças confirmadas.

Por Larissa Costa

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