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MP denuncia gerente de banco suspeito de racismo contra cliente que levou ‘mata-leão’ em Salvador

Caso ocorreu em fevereiro deste ano, dentro de agência bancária. Segundo denúncia, suspeito chamou vítima de ‘esse tipo de gente’, ‘supostamente se referindo à raça/cor da vítima’.

Do G1 

Imagem Geledés

O Ministério Publico da Bahia (MP-BA) denunciou à Justiça pelo crime de discriminação racial o gerente de banco suspeito de racismo contra um cliente, em fevereiro deste ano, em Salvador.

O caso ocorreu em 19 de fevereiro, dentro da agência que era administrada pelo suspeito, no bairro do Dois de Julho, após uma discussão com a vítima, que na confusão chegou a receber um “mata-leão” de um policial militar.

Na época, a vítima usou as redes sociais para denunciar a situação, com um vídeo mostrando a agressão. Após a repercussão, o gerente foi afastado pela Caixa Econômica.

Conforme a denúncia, as investigações policiais apontam que a situação começou depois que a vítima, identificada como Crispim Terral de Souza, procurou pelo suspeito, João Paulo Vieira Barreto, para cobrar atendimento após 6h de espera.

Na ocasião, segundo a denúncia, o gerente geral acionou o setor de segurança privada para retirar o cliente do estabelecimento. Depois, a Polícia Militar também compareceu à agência e propôs ao gerente que ele e o cliente se dirigissem até a delegacia da região.

Neste momento, segundo a denúncia, João Paulo teria afirmado que não fazia acordo com “esse tipo de gente”, “supostamente se referindo à raça/cor da vítima”, e logo após teria afirmado que somente iria à delegacia, se Crispim Terral saísse algemado da agência.

Ainda conforme a denúncia, após o “mata-leão”, a vítima foi retirada da agência pelos policiais militares, e o suspeito foi embora sem se dirigir à delegacia.

Na denúncia, a promotora do caso, Lívia Vaz, afirma que o “acusado praticou discriminação racial, ao conferir tratamento discriminatório à vítima, que, além de ter sido tratada de forma diferenciada em relação aos demais clientes da agência, foi apontado como ‘esse tipo de gente’ pelo denunciado, que exigiu que os policiais algemassem Crispim, ainda que este não tenha cometido qualquer delito”.

De acordo com o MP, o texto contra João Paulo foi encaminhado para a Justiça no dia 11 de outubro. O caso ainda está em avaliação.

Em nota, a Caixa Econômica informou que repudia quaisquer práticas e atitudes de discriminação contra qualquer pessoa. Em relação à denúncia, a assessoria da Caixa disse que não teve acesso ao teor do documento e por isso não iria se manifestar sobre o tema.

O banco informou ainda que está à disposição da Justiça e que, a partir da denúncia do Ministério Público da Bahia, vai prestar todos os esclarecimentos necessários sobre o atendimento realizado pelo empregado.

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