Nós estamos com os professores do Paraná

Há alguns meses a notícia da greve dos professores em São Paulo e Paraná tem sido suprimida no noticiário. Não se questiona o porquê da supressão, mas quem tem um mínimo de raciocínio lógico e político vai perceber que estes dois Estados brasileiros são governados por tucanos, logo, suas notícias devem ser cuidadosamente veiculadas na Casa Grande Midiática. Alckmin mente, mas tem uma proteção feroz dos poderosos grupos de comunicação do país. Mas o Beto Richa…

por Mailson Ramos via Guest Post para o Portal Geledés

Degringolou de vez o governo de conto de fadas. Hoje, por volta das 15h, um massacre da Polícia Militar sobre os professores manifestantes, definiu em letras garrafais a verdadeira face dos governos tucanos, aqueles que se colocam como paladinos da justiça e intocáveis pela ferocidade da mídia ultraconservadora.

Sangue de professor derramado no chão de uma praça democrática ou em qualquer lugar tem a mácula de um crime severo. Afinal, quem de nós não usufruiu ou usufrui da maravilha de ser pupilo? Quem um dia não teve a representação de mãe ou de pai na figura do professor? Professores, pelo trabalho desempenhado, jamais poderiam sofrer. A eles é dado o direito de sempre se orgulhar dos seus alunos. E de lutar por eles, pela educação deste país.

Beto Richa sangra o respeito. Destituído do poder através desta mácula, nos faz ver que é preciso um exército intransigente para vencer o clamor de quem reivindica os seus direitos. Porque a ausência de direitos numa democracia é terrível. É desumano. É estarrecedor. Não se pode poupar a injustiça e conviver com os erros de outrora. O Brasil então descobre a verdadeira face dos governos tucanos.

Quando a presidente Dilma Rousseff fala que os manifestantes de direita têm o direito de se manifestar, não é apenas o discurso. É que a esquerda sabe como é ser rechaçada com violência. Quantas vezes o foi? Mesmo aqueles que submetem à revelia do Estado democrático um cartaz de intervenção militar são preservados fisicamente nas passeatas dominicais e golpistas.

Dos professores com marcas físicas e indeléveis ao aturdimento da virulência do Estado, o roteiro do pensamento não me faz seguir outra mensagem que não a da repelência, da abominação e do descontentamento com o que acontece no Paraná. Não devo mentir que fiquei emocionado ao ver professores com feridas no corpo e sangue derramado pelos rostos. Mas se a esta dor que compunge carne e sentimento se aglutina a um sentimento de coragem, faço saber que estou com os professores do Paraná. E acho justo o apoio às suas reivindicações.

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