sexta-feira, janeiro 14, 2022

O Que é Raça?

A origem da palavra raça é obscura.

A gradual e a sofrida mudança da submissão de cada homem, do seu próprio grupo étnico, para o mais amplo círculo de toda a humanidade, constitui uma das maiores revoluções do nosso tempo. Hoje, cada ser humano deve perguntar a si mesmo onde ele está situado nesta revolução, pois ninguém ficará intocável pela sua força.

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iStockphoto

Há mais de cem anos, Bahá’u’lláh preparou o homem para esta mudança impetuosa, quando proclamou a Unidade da Humanidade e fez disto o princípio fundamental da Fé Bahá’í. É um princípio de significado abrangente, o qual personifica os preceitos religiosos, sociais, políticos e de unidade econômica. Também inclui de maneira explícita a afirmação da unidade biológica do homem e, deste modo, estabelece a posição de todos os Bahá’ís com relação àquela que é a maior desafiadora revolução – o preconceito racial e qualquer forma de discriminação.

Uma das respostas à esta desafiadora questão é o desenvolvimento de um programa de grande alcance para erradicar cada vestígio do preconceito racial. Tal programa envolve necessariamente a disseminação de informações efetivas, como um meio de eliminar conceitos inadequados e superstições sobre raça, de modo que o relacionamento positivo com pessoas de outras raças possa ser estabelecido com facilidade e confiança.

O propósito deste site é disseminar informações básicas sobre a raça humana, através uma apresentação fácil de ser assimilada.

O QUE SIGNIFICA RAÇA ?

A origem da palavra “raça” é obscura. Alguns estudiosos entendem que a sua etimologia provém da palavra latina “radix”, que significa raiz ou tronco; enquanto outros acham que ela tem origem na palavra italiana “razza”, que significa linhagem ou criação. Seja qual for a sua origem, ela foi introduzida na literatura científica há cerca de 200 anos e desde então tem aparecido em tantos diferentes contextos que até hoje a palavra “raça” não teve o seu significado exatamente claro. Ela tem sido usada para designar qualquer agregado de pessoas que podem ser identificados como pertencentes a um grupo. De acordo com este entendimento, as pessoas que possuem os mesmos ancestrais, ou compartilham com as mesmas crenças ou valores, mesma linguagem ou qualquer outro traço social ou cultural são considerados como uma raça. Por si mesmo, esta ampla definição talvez não seja de todo uma coisa má, contudo abre a porta para muitos e sérios desentendimentos sobre pessoas que a utilizam para caracterizar preconceito e discriminação. Este panfleto, portanto, é de muita utilidade pois tem o propósito de esclarecer o sentido científico da definição da palavra, até então de uso restrito naquelas ocasiões onde o seu significado é apropriado.

“Raça tem somente um significado científico e é biológicamente única. Refere-se a uma única subdivisão das espécies conhecidas, membros de uma herança física, a qual visa distinguir-se de outras populações da mesma espécie. Apesar desta definição ser precisa tanto quanto possível, os cientistas entendem que não existem claras subdivisões na única espécie chamada homem, isto é, o homo sapiens. A maior parte das pessoas pertencem a categorias entre subdivisões do que propriamente àquela da qual pertencem, ou de que um mesmo indivíduo pode ter características que o colocam em diversas categorias simultaneamente.

COMO AS RAÇAS SÃO DESCRITAS ?

Os antropólogos tem, tradicionalmente, descrito várias raças colhendo um ou mais traços de evidencia física , por meio do qual o homem pode ser classificado. Entre os mais comuns traços utilizados estão: forma da pálpebra, cor e forma do cabelo, o formato do nariz, a forma da cabeça, a pele e a cor dos olhos e altura.

A descrição de diferentes raças tem sido originadas da média das medidas de vários traços em comum por um grande número de tipos similares de pessoas. Não há, contudo, ninguém que possa calcular a média do ajuste como sendo a “ideal” de uma determinada raça, em face da existência de muitos pontos coincidentes. Por exemplo, os indivíduos mais altos de uma raça de pessoas pequenas são maiores do que as pessoas mais baixas de uma raça de pessoas altas.

As pessoas de pele muito escura, de uma raça de pele clara, pode, freqüentemente, ser mais escura do que uma pessoa mais clara de uma raça de pele escura. Estes pontos coincidentes ocorrem com tanta extensão que se torna impossível estabelecer claramente subdivisões de tipos raciais.

QUANTAS SÃO AS RAÇAS ?

A despeito do mau uso do palavra “raça”, e pela dificuldade em aplica-la precisamente, seria absurdo dizer-se que as pessoas não fazem nenhuma observação sobre as diferenças de grupos. Tem havido, contudo, uma pequena concordância sobre um número de raças dentro da espécie humana. Desde que muitos dos traços acima mencionados são independentes um do outro, entre as populações diferentes do mundo, o número de raças varia de acordo com o número de traços utilizados para definir a raça.

Se, por exemplo, a cor do olho for usada para definir uma raça, as pessoas que forem classificadas nesta categoria terão uma larga variedade de cores de peles; variações de tamanho de cabeças que aparecem entre os membros de qualquer grupo da humanidade; cabelo preto não é uma propriedade exclusiva de nenhuma grupo particular de pessoas.

Portanto, quanto maior os traços usados como uma base para classificação, tanto maior um número de raças iremos encontrar. O número de raças declarado pelas autoridades varia entre duas e duzentas.

A UNESCO tem sugerido o uso destas três classificações básicas:

Cada uma manifesta algum traço físico comum, sendo que o principal é a cor da pele. Aceitando-se esta simples classificação, deve ser lembrado que o vasto número de pessoas caem simultaneamente dentro de dois ou mesmo três destas categorias raciais.

O QUE A RAÇA NÃO É:

Raça tem sido comumente confundida com nacionalidade, ( lugar de nascimento ) herança lingüística e religião. No seu sentido biológico apropriado, ela não se refere obviamente a nenhuma destas classificações.

Por exemplo, a palavra “Americano” se refere a uma pessoa que nasceu na América. Isto é uma identificação de nacionalidade e, portanto, não deveria ser usada para classificar uma pessoa pela raça. Uma nação é muitas vezes formada por pessoas de muitas raças. Alaskianos, Esquimós, Índios de Oklahoma, Negros do Mississipi, Caucasianos da Nova Inglaterra e diversos povos do Havaí são todos Americanos. Muita da confusão entre raça e nacionalidade advém do fato de que as pessoas das nações conhecidas são freqüentemente da mesma raça e, em muitos casos, a mesma palavra tem sido usada para designar a língua e a nacionalidade, bem como a raça.

Os Latinos também não são uma raça. Eles são pessoas que falam uma língua, cuja herança lingüística é o Latim. Não é uma herança característica falar uma língua particular; todas as línguas são aprendidas. Uma pessoa de qualquer raça pode aprender a falar qualquer língua.

Enquanto é verdade que pessoas de uma identidade racial particular podem ser adeptos somente de uma religião particular, as categorias de raça e religião não devem ser confundidas. Assim, a Fé Judaica não deveria ser usada para identificar racialmente os seus adeptos. As pessoas que pertencem a esta fé são tão fisicamente diversos como as múltiplas populações entre as quais eles viveram e casaram entre si. A distinção dos Judeus como um grupo está ligado mais às suas crenças religiosas, seus costumes e suas tradições, do que a herança das suas características físicas. Obviamente , é possível que alguém mude de sua própria religião, porém não pode mudar de sua raça.

SELEÇÃO NATURAL

Cada coisa viva deve ser capaz de se adaptar-se ao seu próprio meio ambiente, do contrário irá perecer. Alguns traços físicos têm mais capacidade de adaptação do que outros. Aquele organismo que adquire, através de mutações genéticas, características que os capacitam a se adaptar mais sucessivamente num ambiente em mudanças se reproduzem mais e viverão mais. Depois de um longo período de tempo, ele se tornará um tipo predominante, enquanto o outro mais velho e menos adaptado irá desaparecer gradualmente.

EVOLUÇÃO

A evolução está primariamente sustentada por dois processos – de mutação e de seleção. As raças são formadas pela interação destas duas forças combinadas com outros dois fatores: migração e isolação. Os exemplos que se seguem vão ajudar a esclarecer a maneira pela qual as raças evoluem.

EXISTEM ALGUMAS RAÇAS PURAS ?

A maioria dos cientistas concordam que toda a espécie humana provem do mesmo tronco ancestral, o qual provavelmente apareceu entre 600.000 a 1.000.000 de anos atrás. Eles, além disto, concordam que raça “pura” no homem nunca existiu e nem pode agora existir, não obstante às migrações extensivas e os casamentos inter-raciais que houveram continuamente desde o começo das espécies.

QUAL A RELAÇÃO DO HOMEM COM O MACACO ?

Contrariamente a crença popular de que o homem descende do macaco, os cientistas presentemente defendem o ponto de vista de que o homem permanece no final da longa linha evolucionária, da qual os macacos provavelmente se ramificaram há muitos milhões de anos atrás. Evidências adicionais podem causar mudança deste ponto de vista, contudo, em qualquer caso, a presunção do relacionamento do homem com o macaco levou muitas pessoas a concluir de que algumas raças são inferiores porque estão “mais perto” do macaco do que outras, na escala evolucionária. Acontece que o homem branco compartilha com três características primárias com o macaco: pele branca, lábios finos e um corpo cabeludo ereto – todas estas ausentes no Negro. Além do mais, seria absurdo concluir que o homem branco é superior ou inferior porque com estes traços ele está “mais perto” do macaco.

O QUE TEM O SANGUE HAVER COM A RAÇA ?

Tais expressões como : “sangue negro”, “índio mestiço”, ou “meio sangue” caracteriza a falta de conhecimento da relação entre raça e sangue. O sangue, em si mesmo, nada tem a ver com a transmissão da hereditariedade material e não deveria ser usada para designar um tipo racial. A característica da herança física inclui o tipo sangüíneo que são transmitidos pelos genes e não pelo sangue.

O sangue da mãe normalmente não entra em contato com o embrião em crescimento. A criança desenvolve a sua própria necessidade de sangue, das substâncias dos alimentos que passam pela mãe, através da placenta. Em face desta separação do sistema sangüíneo, as crianças podem ter tipos de sangues diferentes da sua própria mãe.

Tipos de sangue se referem a certas propriedades químicas do sangue. Se diferentes tipos de sangue são misturados, as células do sangue irão algumas vezes se acumular, tornando-se, desse modo, compatíveis.

Não faz sentido, por estas razões, descrever a linhagem racial de uma pessoa pelo tipo do seu sangue. Dizer, por exemplo, que alguém tem um quarto de ” sangue índio” ou “sangue negro” correndo nas suas veias não tem nenhum significado científico.

QUAIS SÃO OS EFEITOS DO CRUZAMENTO RACIAL ?

O cruzamento de raças ou híbridação é um dos processos mais fundamentais da evolução. A crença de que a progênie do casamento inter-racial possa ser degenerada e, portanto, perpetuar uma deterioração do estoque da “boa” linhagem racial não tem nenhuma base fatual. Os efeitos das misturas das raças dependem inteiramente da herança das características físicas dos indivíduos que participaram desta mesclagem. Um grande número de antropólogos estudiosos em misturas de raças revelaram que não encontraram nenhuma evidência que a mistura de raças possa produzir resultados ruins. Em muitos casos, o resultado dos casamentos inter-raciais reflete a qualidade superior da linhagem parental. De um modo geral, este aumento de “robustez” é uma característica bem conhecida do híbrido.

Os Geneticistas tem utilizado uma compreensão científica deste efeito para produzir uma linhagem de graõs, frutos e animais domésticos.

Não é com freqüência que haja desajustes sociais no resultado híbrido humano e sofrimento de problemas de ordem psicológica.

A INTELIGÊNCIA TEM HAVER COM O TAMANHO DO CÉREBRO ?

Várias investigações mostraram que a média da capacidade craniana do Negro Americano tem 1400 centímetros cúbicos, enquanto que a do homem branco é de 1450. Esta diminuta diferença tem sido usada para “provar” a superioridade de uma raça sobre a outra, porém chegou-se a conclusão que ela é incorreta.

Em primeiro lugar, médias são notoriamente enganosas, pois não dão nenhuma indicação da extensão do tamanho do cérebro. Existem grandes diferenças no tamanho do cérebro entre as pessoas da mesma raça do que aquelas entre raças diferentes. Os milhares de Negros que tem as cabeças mais largas do que a média dos homens brancos ficariam de fora na contagem das médias. Em segundo lugar, ninguém jamais foi capaz de demonstrar que o tamanho do cérebro do homem tem haver alguma coisa com a inteligência. Os Kaffirs e Amaxosa da África, Esquimós, Japoneses e Polinésios todos tem a média da capacidade craniana mais larga do que a média do homem branco. Ainda assim, ninguém jamais concluiu que estes grupos são “superiores” aos homens brancos na inteligência.

A forma da cabeça é do mesmo modo irrelevante em relação à inteligência ou à capacidade mental. Outra crença também muito difundida, e sem qualquer base fatual, é a de que pessoas com cabeças cumpridas são mais inteligentes do que aquelas de cabeça redonda.

SE TODAS RAÇAS SÃO IGUAIS…

O fato de que alguns grupos raciais não terem tido um certo grau de desenvolvimento cultural não é sinal de que eles não são capazes. Isto significa, meramente, que as condições essenciais para o desenvolvimento entre eles talvez não tenha sido ainda prevalecidas. As duas condições essenciais para o progresso cultural são:

1. Densidade de população relativamente alta, e

2. Oportunidade de contato com outras culturas.

(Apesar destas condições serem pré-requesitos para o progresso, elas não originam necessari- amente esta condição nem as garantem. Outros fatores como religião e estrutura política são determinantes importantes, uma vez que as condições de pré-requesito estejam prevalecendo)

por Glenford Mitchell e Daniel Jordan

A primeira condição – alta densidade de população – é essencial para a divisão do trabalho, sem a qual invenção e produção intensiva são impossíveis. Alguns grupos raciais não viveram em uma área geográfica com bastantes fontes de recursos naturais para sustentar um grande número de pessoas. De relevância particular, são as condições climáticas e a qualidade da terra. Somente onde houver solos cultiváveis ou de grande fertilidade, capazes de uma produtividade permanente, pode ocorrer a evolução do processo cultural sem limitações. Doenças endêmicas, como uma especial sobrecarga sobre o homem do trópico e do sub-trópico, provocaram grandes malogros na evolução das civilizações. Qualquer raça que habite em área onde os solos são inférteis e de condições climáticas extremas terão limitações no seu progresso cultural.

A segunda condição – contato com outras culturas – provê a oportunidade para uma troca recíproca, a qual mantém um nível de estímulo e a resposta necessária para o progresso.

Desse modo, o atual nível de desenvolvimento dos povos conhecidos não pode, de maneira justa, ser comparado com aqueles outros grupos, sem considerar as oportunidades do passado cultural e às condições do meio ambiente de ambos os grupos. Todas as raças tem uma mesma capacidade para o desenvolvimento cultural, desde que as oportunidades para o seu desenvolvimento sejam providas.

Esta relação ajuda a lembrar que, no tempo de César, os anglo-saxãos, ancestrais dos atuais homens brancos Americanos, foram considerados bárbaros e incapazes de serem civilizados. Mil e setecentos anos mais tarde, a Inglaterra emergiu como um dos maiores centros culturais do mundo. Os Gregos, numa época, foram considerados inferiores pelos Egípcios. Naquele tempo eles produziram uma era dourada, que beneficiou o mundo todo. Do mesmo modo, quando toda discriminação contra o Índio e o Negro Americano for removida e suas antigas potencialidades liberadas, a história poderá registrar uma Renascença no Mundo Ocidental.

COMO PODE SER ERRADICADO O PRECONCEITO RACIAL ?

Apesar de não haver uma resposta clara à esta questão, os cientistas sociais concordam que existem três maneiras mais efetivas para erradicar o preconceito.

1. Disseminação de informações científicas sobre raça, de modo que as bases de julgamento errôneo sejam removidas.

2 Suprir de oportunidades contínuas pessoas de raças diferentes para associar-se de situações favoráveis. Estudos desenvolvidos durante a Segunda Guerra Mundial demonstraram que experiências positivas com membros de outras raças estão entre os meios mais poderosos para remover este tipo de preconceito.

3. Remoção de condições sociais e econômicas que criam dificuldades e frustrações. Investigações de grande profundidade demonstraram que pessoas continuamente frustradas são mais aptas de desenvolver preconceito, porque elas tem uma maior necessidade de um bode expiatório contra aqueles de sentimentos reprimidos de hostilidade que possam ser expressados.

Cada indivíduo que desejar tomar parte na grande tarefa de remover o preconceito racial da sociedade pode faze-lo, tornando-se bem informado sobre as descobertas da ciência a cerca da raça, participando continuamente em atividades inter-raciais , ajudando a melhorar aquelas condições sociais gerais que trazem frustrações e dificuldades a muitos grupos de pessoas, e encorajando outros a juntar-se a ele nestes louváveis empreendimentos.

Há, ainda, outro fator de pré-requesito para o sucesso de qualquer programa destinado a remover o preconceito – uma fonte de motivações para causar a ação corretora, apesar da resistência que a mudança provoca. É extremamente difícil empreender ações necessárias que irão modificar e desenvolver tanto o próprio indivíduo como a sociedade. A enorme resistência do preconceito humano parece impossível de ser superado. Infelizmente, o mero conhecimento sobre discriminação e injustiça racial não irá necessariamente inspirar alguém a fazer alguma coisa a respeito.

As convicções intelectuais devem ter uma confirmação emocional, antes que resultem em ações persistentes. A humanidade deve possuir um desejo de superar o resíduo de superstições e das noções infundadas sobre pessoas e coisas, às quais muitos estão propensos a aceitar como uma simples verdade, porque elas tem sido muitas vezes repetidas pelos parentes, companheiros, e amigos íntimos.

Desde tempos imemoráveis, a religião tem sido a fonte desta motivação em direção ao bom trabalho e conduta que é necessário para a eliminação do preconceito racial do grupo. Na presente era, a religião deve novamente ajudar todos os empreendimentos dedicados à solução d os problemas desta mais desafiadora área do crescimento humano.

Hoje, milhares de comunidades Bahá’ís racialmente unificadas através do mundo demonstram o grande poder da Fé Bahá’í em provê esta motivação e a confirmação essencial. As leis da Fé, suas escrituras, orações e meditações estão todas centradas em volta do princípio da Unidade da Humanidade. A crença nestes ensinamentos básicos de Bahá’ú’lláh, compromete a Comunidade Bahá’í Mundial na erradicação progressiva de todas as formas de preconceito.

Através de uma ampla difusão do conhecimento destes fatos, provido pela ciência e pelo revigor do espírito desta nova religião, a unidade racial pode ser alcançada.

Fonte: Bahai

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