Tag: Raça

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    Como falar sobre raça e privilégio com o meu filho negro

    Esta experiência foi uma das muitas lições que meu filho teve que aprender desde cedo sobre o conceito de privilégio Por Rochaun Meadows-Fernandez, HuffPost US, no HuffPost Brasil  Foto: BEINGBONNY VIA GETTY IMAGES "Vamos sair, filhote, vamos à loja." Meu filho e eu íamos ao Walmart com uma amiga de família mais velha, com a missão de comprar um cartão de memória para o laptop dela. Eu gostava de sair com ela, e acompanhá-la à loja para ajudar com questões de tecnologia seria uma boa ação. Mas eu não tinha previsto que essa ação tão corriqueira se transformaria em uma das muitas lições que meu filho teve que aprender desde pequeno sobre o conceito de privilégio. "Rino", ele gemeu, agarrando o Rinoceronte, seu bichinho de pelúcia favorito. "Sinto muito, filhote, não podemos levar Rino à loja", eu respondi, relutante. Ele não gostou da resposta e soltou um grito de ...

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    O mal-estar da masculinidade negra contemporânea

    “O problema do negro na América é o problema do homem negro.”  (Glazer and Moynihan 1970:38). Esse texto parte de um sentimento. Um mal-estar, que muito provavelmente não atinge todos os homens negros, mas com certeza uma parcela razoável. Logo, é um texto de homem negro para homem negro, embora todos sejam bem vindos. Existe uma sensação em nós, de falta, uma incompletude existencial, difícil de ser explicada, mas fácil de ser sentida. por Henrique Restier da Costa Souza no Justificando É como se não fôssemos homens integralmente, mas sim negros, e apenas isso, pois segundo Franz Fanon (2008), seríamos reféns da nossa aparição, aprisionados ao nosso corpo melaninado que sempre chega antes de nós, e junto dele, uma torrente de estereótipos. Na verdade, somos em grande medida invisíveis, vivendo em uma linha tênue entre o que somos e o que as pessoas pensam que somos, numa espécie de “encarceramento simbólico”. ...

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    Afetividade perpassa por gênero, raça e classe, afirma Stephanie Ribeiro

    A ativista Stephanie Ribeiro, em entrevista ao Alma Preta, afirma que as escolhas afetivas das pessoas são influenciadas por gênero, raça e classe. A pesquisadora organiza no dia 18 de Março, sábado, curso sobre a solidão da mulher negra. Por Pedro Borges Do Alma Preta No dia 18 de março, sábado, das 14h às 18h, Stephanie Ribeiro coordena curso sobre a solidão da mulher negra. A formação, organizada em conjunto do Coletivo Dijejê, acontece no Aparelha Luzia, Rua Apa, 78, centro. As inscrições podem ser feitas aqui. O Alma Preta entrevistou Stephanie Ribeiro sobre o tema. A pesquisadora e ativista apresentou algumas das nuancês deste problema brasileiro e de muitos países da diáspora africana. Porque é importante estudar a solidão da mulher negra? Acho que não é apenas uma questão de estudar, mas sim de falar sobre esse tema. Vamos discutir o que se entende como solidão da mulher negra e ...

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    Curso de férias: Política, Democracia e Racismo

    De 18 a 26 de Janeiro Dias 2 ª,3 ª, 4ª e 5ª feiras, das 18h às 21h. Aparelha Luzia Endereço: Rua Apa, 78 – Próximo ao metrô marechal deodoro (linha vermelha). Confirme participação pelo e-mail [email protected] (nome, escolaridade, bairro e cor/raça) Por Berg Pereira, para Kilombagem Haverá certificados. EMENTA: Este curso tem como proposta refletir a conjuntura social a partir de uma perspectiva ideológica capaz de abranger as particularidades de formação e desenvolvimento do racismo, do machismo e do capitalismo dentro e fora da diáspora africana. Pretende-se fomentar por meio de debates que possibilitem reflexões e provocações em torno da luta classes em tempos de uma pós modernidade que decretou o fim da história. Diante da necessidade de pensar e de compreender nossas relações, elencamos alguns questionamentos: Qual o papel da Democracia na criação e expansão dos estados modernos. ?  O que é a política? O que nós negros ...

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    As dinâmicas das sub opressões

    Falo de milhões de homens em quem deliberadamente inculcaram o medo, o complexo de inferioridade, o tremor, a prostração, o desespero, o servilismo. (Aimé Césaire, Discurso sobre o colonialismo). Por Loice Bert, para Justificando O argumento que sempre salta nas discussões sobre machismo e racismo é: Negros são racistas entre eles mesmos. Mulheres são mais machistas que os homens. Estamos em um período da história onde a impaciência em se debruçar com mais critério sobre os assuntos mais complexos e se aprofundar antes de emitir opiniões ou formar argumentos, acaba por gerar conflitos e entendimentos duvidosos e incompletos, que impossibilitam a coerência em assuntos onde ela é fundamental e abre as portas para as manipulações lamentáveis que se consolidaram como modus operandi de nossos meios de comunicação. Devemos considerar que essas afirmações, na verdade derivam de percepções que acabam por se apresentar nas nossas (com)vivências cotidianas, embora tenha uma linha ...

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    A pauta racial no Brasil não é uma pauta fragmentária ou minoritária

    A pauta racial no Brasil não é uma pauta fragmentária ou minoritária. Afirmar algo neste sentido é o apagamento descarado de 328 anos de escravidão e de 52% da população deste país. Os negros no Brasil não são uma minoria real, mas uma minoria política. Ou seja, são grupos que, a despeito da majoritariedade numérica, estão menos representados em espaços de poder na hierarquia social. Por Juliana Borges Do Justificando Não é o Movimento Negro que “deve refletir” pelo “bem comum” ou por “pautas gerais”. As pautas da branquitude é que não são gerais. E está mais do que na hora da esquerda entender isto. Não adianta discutir Reforma Política, Democratização da Mídia, Política Econômica e Reforma Tributária sem garantir o recorte étnico-racial ou há intencionalidade para que continuem diminuindo feminicídio de mulheres brancas e aumentando, em 50%, o de mulheres negras. Poderíamos pensar no seguinte exemplo: as mulheres que são ...

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    Retrocessos da agenda de gênero na educação serão discutidos em Seminário de sociedade civil

    Com o objetivo de discutir estratégias que contribuam para fortalecer o lugar da agenda de gênero – em suas intersecções com sexualidade e raça – nas políticas educacionais, o Seminário Nacional Gênero nas Políticas Educacionais ocorrerá nos dias 2 e 3 de maio em São Paulo. Enviado para o Portal Geledés O evento é uma realização da Ação Educativa, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Ecos – Comunicação em Sexualidade e Cladem – Comitê Latino-americano e do Caribe dos Direitos da Mulher, com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres e ONU Mulheres. Para as/os interessadas/os, as inscrições podem ser feitas aqui . Seminário Nacional Gênero nas Políticas Educacionais: ameaças, desafios e ação política Data: 2 e 3 de maio de 2016 Local: Ação Educativa (Rua General Jardim, 660, Vila Buarque, São Paulo/SP) Promoção: Ação Educativa, Geledés – Instituto da Mulher Negra, Ecos – Comunicação em Sexualidade e Cladem – ...

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    O Brasil por trás da aquarela

    Quando Daniele de Araújo descobriu, há seis anos, que estava grávida, saiu decidida de sua pequena casa, numa rua de terra batida na Baixada Fluminense, morro acima. A trilha íngreme e verdejante que começa perto de onde ela mora não é longa, mas a área é controlada por traficantes de drogas, e, por isso, Daniele estava ansiosa enquanto caminhava. Mas Daniele precisava pedir algo muito importante a Deus, e ela queria estar num lugar que sentisse ser apropriado para a magnitude de seu pedido. por Publicado no The Globeand Mail. por Stephanie Nolen  Leia mais reportagens de Stephanie Nolen sobre como a raça e o racismo são discutidos, abordados e vivenciados em um dos países mais diversos do mundo. Ela disse a Deus que queria uma menina, e que ela fosse saudável, mas ainda havia o pedido mais importante de todos: “O bebê tem que ser branco.” Daniele conhece os efeitos quixotescos ...

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    “Mãe, onde dormem as pessoas marrons?”

    A pergunta de criança denuncia a vida entre muros do condomínio chamado Brasil por Eliane Brum no El País Uma amiga me conta, na volta de uma viagem a Paris com a família. “Só quando estava lá é que percebi que minha filha estava, literalmente, andando na rua pela primeira vez”. A menina tem quatro anos. Classe média. Mora em São Paulo, num condomínio fechado. Do condomínio, vai de carro para a escola privada. Da escola privada volta para casa. No fim de semana, fica dentro do seu condomínio ou vai para outros condomínios, de casas ou prédios, cercados por muros ou grades, com guaritas e porteiros. Ou vai a shoppings, onde chega pelo estacionamento, de onde sai pelo estacionamento. Desloca-se apenas de carro, bem presa na cadeirinha, protegida atrás de janelas fechadas, vidros escurecidos com insulfilm. De muro em muro, a criança passou os primeiros quatro anos de vida ...

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    A cor e a raça nos censos demográficos nacionais

    Branco, preto, pardo, amarelo e indígena. Essas são as cinco categorias de pertencimento racial com a qual estamos acostumados a nos identificar em censos, questionários e formulários pelo Brasil afora. Se essas cinco palavras são capazes de resumir as identidades étnico-raciais de cerca de 200 milhões de brasileiros/as, é outra questão. Fato é que convivemos com a necessidade de pensar nossa sociedade em termos de relações raciais e, para tanto, certas categorias mostram-se indispensáveis. Pensando nisso, neste texto discuto alguns aspectos históricos e culturais relativos à classificação racial nos censos demográficos brasileiros. Por Adriano Senkevics no Ensaio de Gênero  Longe de ser um procedimento meramente técnico, a realização dos censos demográficos refletem projetos políticos que se transparecem nas questões elaboradas, na metodologia empregada e, evidentemente, nas opções de respostas que são fornecidas. Assim, para se aproximar de alguma classificação racial da população brasileira, é necessário fazer escolhas de quais categorias sociais se ...

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    Eficiência e eficácia em políticas específicas

    É uma ingenuidade defender que um determinado órgão conquiste o status ministerial sem conseguir cumprir suas próprias metas e executar seu orçamento   Por  LEOPOLDO VIEIRA no Brasil 247 No último dia 08 de dezembro, o Ministério do Planejamento e a Secretaria-Geral da Presidência realizaram a quinta edição do Fórum Interconselhos, canal de participação social no ciclo do planejamento governamental, oportunidade em que foram divulgados mais resultados das políticas para Igualdade Racial, Comunidades Quilombolas e Povos e Comunidades Tradicionais, Povos Indígenas, Políticas para as Mulheres, Criança e Adolescente, Juventude, Pessoa Idosa, Pessoa com Deficiência, População em Situação de Rua, e População LGBT. Além disso, uma experiência inédita de cooperação federativa baseada no Plano Plurianual federal, estabelecida entre o Ministério do Planejamento e a Coordenadoria de Políticas de Juventude da Prefeitura de São Paulo, foi apresentada aos movimentos sociais. Esta experiência serviu de base para a construção do Plano Juventude Viva-São ...

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    EBC lança Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça no Rio

    A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) lançou hoje (28), no Rio de Janeiro, o programa Pró-Equidade de Gênero e Raça. A diretora de Programas da Secretaria de Ações Afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Mônica Oliveira, participou do lançamento. Na ocasião, ela disse que o problema não é que sejamos diferentes, o problema é quando as diferenças se convertem em desigualdades. “É contra isso que estamos batalhando. Não é para todos sermos iguais, com coisas completamente homogenizadas. Não é isso. É que as diferenças sejam entendidas como valores”, explicou. Cristina Indio do Brasil - Repórter da Agência Brasil Na avaliação da ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, e representante da Fundação Ford no Brasil, Nilcéa Freire, é impossível pensar em desigualdade de gênero, sem pensar em desigualdade racial. Ela lembrou que no início do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça, ...

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    Um partido feminista? Perfeito. Desde que não dure muito

    Um partido feminista? Perfeito. Desde que não dure muito

    Uma aliança política de mulheres seria instável e eventualmente implodiria. Mas não seria pior por isso Por Yvonne Roberts Se os rumores estiverem corretos, esta semana uma série de mulheres deputadas da coalizão serão promovidas, entre elas Liz Truss, Esther McVey, Priti Patel e a mulher que não tem medo de dizer "testículos" na Câmara dos Comuns, Penny Mordaunt, para substituir os "velhos colegas" que possivelmente incluem Eric Pickles e Ken Clarke. O que a acadêmica e deputada conservadora modernizadora Kate Maltby definiu na semana passada como feminismo moderno, o "florescimento individual", certamente vai bem de saúde. Ora, o número de mulheres no gabinete poderá até aumentar 100%, para espetaculares seis, por isso quem realmente precisa de um partido feminista quando os rapazes estão se comportando graciosamente e são tão receptivos em seu convite atrasado para compartilhar o poder? Na semana passada, a jornalista Suzanne Moore pediu a criação de ...

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    “Raça e racismos”, por Ademir Barros dos Santos

    “Raça e racismos”, por Ademir Barros dos Santos

    Por Ademir Barros dos Santos, Sorocaba – Em tempos de inclusão afirmativa, quando a sociedade reconhece sua incompetência em promover, naturalmente, a igualdade de oportunidades para todos sem intervenção estatal, velhas doenças sociais, que se fingiam debeladas, reaparecem nuas, disfarçadas, distorcidas, quase fatais. Como consequência, discursos se desviam de seus núcleos e se embaraçam, tornando-se emaranhados, afetados que são, dentre outros males, pela má aplicação de conceitos, assim como pelo inadequado uso destes, o que distorce o significado das palavras; isto, sem contar com os desvios de compreensão para alguns termos que, se utilizados fora dos contextos naturais, somente agravam o problema. É assim quando se fala em racismo, preconceito, discriminação, por exemplo, cujo conteúdo, em tais discursos, parece confundir-se, confundindo, também, quem os lê e deles se vale; assim também com as próprias tentativas de inclusão que, mesmo quando bem intencionadas, podem misturar, inadvertidamente, exclusões físicas a exclusões sócioculturais. Como resultado, não ...

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    Carlos Moore desconstrói senso comum sobre o racismo

    Carlos Moore, um dos mais importantes intelectuais negros da atualidade, veio à Curitiba no último dia 11 de dezembro para relançar o livro Racismo e Sociedade - Novas Bases Epistemológicas para entender o racismo, da editora Nandyala. Cubano radicado na Bahia, é doutor em Ciências Humanas e em Etnologia pela Universidade de Paris e chefe de Pesquisa na Escola para Estudos de Pós-Graduação e Pesquisas na Universidade do Caribe, em Kingston, na Jamaica. Moore conversou com a equipe da Imprensa da APP-Sindicato e falou sobre falácias sobre a origem do racismo, da importância de se ter estudos sérios sobre o assunto e afirma: "o racismo é um problema dos brancos". Confira na entrevista: Qual é o tema principal do livro? É o racismo através dos tempos, porque essa ideia que temos de que o racismo é algo recente é falsa. As pessoas supõem que o racismo tenha surgido por causa ...

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    Educação, raça e gênero: Relações Imersas na Alteridade

    NILMA LINO GOMES** iStockphoto Resumo Neste trabalho, buscou-se investigar, através de uma pesquisa de tipo etnográfico, como o contexto escolar vivenciado por mulheres negras contribuiu para a reprodução do preconceito e da discriminação racial e de gênero e a interferência destes na prática pedagógica dessas mulheres. Considerou-se, também, que as relações estabelecidas em outros espaços sociais, como a família, o círculo de amizades e a militância política, exercem influência na constituição do "ser mulher negra" na sociedade brasileira".   Leia o PDF: EDUCACAO-RACA-E-GENERO      

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    O Que é Raça?

    A origem da palavra raça é obscura. A gradual e a sofrida mudança da submissão de cada homem, do seu próprio grupo étnico, para o mais amplo círculo de toda a humanidade, constitui uma das maiores revoluções do nosso tempo. Hoje, cada ser humano deve perguntar a si mesmo onde ele está situado nesta revolução, pois ninguém ficará intocável pela sua força. iStockphoto Há mais de cem anos, Bahá'u'lláh preparou o homem para esta mudança impetuosa, quando proclamou a Unidade da Humanidade e fez disto o princípio fundamental da Fé Bahá'í. É um princípio de significado abrangente, o qual personifica os preceitos religiosos, sociais, políticos e de unidade econômica. Também inclui de maneira explícita a afirmação da unidade biológica do homem e, deste modo, estabelece a posição de todos os Bahá'ís com relação àquela que é a maior desafiadora revolução - o preconceito racial e qualquer ...

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    A fábula das três raças ou o problema do racismo à brasileira – Roberto Da Matta

    Alguns trechos para reflexão: O racismo contido na "fábula das três raças", que floresceu do final do século até hoje, tanto no campo erudito como no popular decorre da dificuldade de se pensar o Brasil e nossa hierarquia social. Há uma "ideologia abrangente" permeando todas as camadas e espaços sociais: "preguiça do índio", "melancolia do negro", a "cupidez" e "estupidez", do branco lusitano, responsáveis, nessa visão popular, pelo nosso atraso econômico e social, indigência cultural e a nossa necessidade de autoritarismo político, fator corretivo básico neste universo social que, entregue a si mesmo, só poderia degenerar. Assim, é o caso de perguntar se o racismo do famoso Conde de Gobineau está realmente morto! É uma faceta da história do Brasil vista pelo seu prisma mais reacionário: como uma história de "raças", não de homens. O conhecimento social assim, se reduz a algo "natural", como "raças", "miscigenação" e traços biológicos de ...

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    cotas

    Raça, sociologicamente

    Fonte:Suvaco de Cobra Por José Carlos dos Anjos Para o professor da UFRGS, José Carlos dos Anjos, as cotas raciais reduzem a desigualdade social sofrida pelos negros.       Os espaços de interação que envolvem processos de recrutamento, filtragem e rusgas sociais, estão informados por esquemas geradores de apreciações e expectativas do tipo: "quando o negro não suja na entrada, suja na saída". Conceituar raça do ponto de vista sociológico é levar em conta o peso histórico do efeito agregado de milhares de reconhecimentos cotidianos ligeiros e insustentáveis como esse. Trata-se do efeito histórico de dispositivos objetivos e de disposições subjetivas para repartir e definir o lugar das pessoas tendo como uma das bases de apreciação o fenótipo. O "lugar de negro", esse execrável princípio de partição de populações, se faz evidente porque existe esse substrato material causador de impressões marcantes em disposições subjetivas preparadas para racializar. Não é ...

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    Foto: IEA

    Abordagem Conceitual das Noções de Raça, Racismo, Identidade e Etnia

    Por Kabengele Munanga Foto: IEA Etmologicamente, o conceito de raça veio do italiano razza, que por sua vez veio do latim ratio, que significa sorte, categoria, espécie. Na história das ciências naturais, o conceito de raça foi primeiramente usado na Zoologia e na Botânica para classificar as espécies animais e vegetais. Foi neste sentido que o naturalista sueco, Carl Von Linné conhecido em Português como Lineu (1707-1778), o uso para classificar as plantas em 24 raças ou classes, classificação hoje inteiramente abandonada. Como a maioria dos conceitos, o de raça tem seu campo semântico e uma dimensão temporal e especial. No latim medieval, o conceito de raça passou a designar a descendência, a linhagem, ou seja, um grupo de pessoa que têm um ancestral comum e que, ipso facto, possuem algumas características físicas em comum. Em 1684, o francês François Bernier emprega o termo no sentido ...

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