Papa condena mutilação feminina e violência doméstica contra mulheres

O papa Francisco condenou neste sábado (7) a mutilação feminina e a violência doméstica contra mulheres, consideradas pelo pontífice como degradações que precisam ser combatidas.

No Brasil Post 

O papa disse em uma reunião sobre os problemas das mulheres no Conselho de Cultura do Vaticano:

“As muitas formas de escravidão, a comercialização e a mutilação dos corpos das mulheres nos convocam a nos comprometer a derrotar esses tipos de degradações que as reduzem a meros objetos que são comprados e vendidos”,

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 140 milhões de meninas e mulheres foram submetidas a alguma forma de mutilação genital feminina ao redor do mundo, a maioria na África e no Oriente Médio.

O papa também condenou a violência doméstica contra a mulher.

“Apesar de ser um símbolo de vida, o corpo feminino é infelizmente e frequentemente atacado e desfigurado, mesmo por aqueles que deveriam ser seus protetores e companheiros”

Francisco recentemente se encontrou com uma mulher italiana que passou por várias cirurgias depois que seu namorado jogou ácido no rosto dela porque queria deixá-lo.

Francisco também repetiu sua defesa por um papel maior para as mulheres entre os 1,2 bilhão de membros da Igreja Católica, mas não mencionou a proibição da Igreja sobre sacerdotisas.

O papa já havia dito anteriormente que “a porta está fechada” nessa questão.

Neste sábado, ele afirmou ao grupo que queria ver “uma presença mais incisiva das mulheres” ao redor da Igreja, acrescentando que as mulheres deveriam ter mais responsabilidades em paróquias e dioceses e que deveria haver mais mulheres teólogas.

Francisco já disse que está estudando como dar a freiras e outras mulheres posições mais importantes dentro de um Vaticano dominado por homens.

+ sobre o tema

Conheça a mulher negra e pobre que mudou a história da medicina

Henrietta Lacks já teve a sua biografia contada em...

E se fosse você?

por Manuela D'Avila no Facebook Eu estava grávida quando fui...

Grife carioca é acusada de machismo por mensagem em etiqueta

"Ou dê para sua mãe, ela sabe como fazer...

Olympe de Gouges: feminista, revolucionária, heroína

A história da revolucionária feminista francesa, Olympe de Gouges,...

para lembrar

Ex-PM é único réu de casos de estupro na Faculdade de Medicina da USP

O estudante da Faculdade de Medicina da Universidade de São...

Sua propaganda vende machismo, não produtos

A estratégia de usar machismo para vender produtos gera...

PLP 2.0 – App começa funcionar oficialmente em Porto Alegre

No final da manhã desta segunda-feira (27), duas porto-alegrenses...

Eleições 2020: “A mulher que chega ao poder é um ponto fora da curva”, diz especialista

Ampliar a representatividade das mulheres na política em Santa...
spot_imgspot_img

O mapa da LGBTfobia em São Paulo

970%: este foi o aumento da violência contra pessoas LGBTQIA+ na cidade de São Paulo entre 2015 e 2023, segundo os registros dos serviços de saúde. Trata-se de...

Grupos LGBT do Peru criticam decreto que classifica transexualidade como doença

A comunidade LGBTQIA+ no Peru criticou um decreto do Ministério da Saúde do país sul-americano que qualifica a transexualidade e outras categorias de identidade de gênero...

TSE realiza primeira sessão na história com duas ministras negras

O TSE realizou nesta quinta (9) a primeira sessão de sua história com participação de duas ministras negras e a quarta com mais ministras...
-+=