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Procon-SP notifica shopping após mãe denunciar racismo

O Procon-SP notificou ontem o Bourbon Shopping São Paulo a explicar o tratamento dado a um menino de 11 anos. Segundo a mãe da criança, seguranças do centro comercial, que fica na zona oeste da capital paulista, teriam impedido a criança de entrar no prédio na tarde da última quinta-feira (26). Ela contatou a polícia e registrou um boletim de ocorrência por preconceito racial. O estabelecimento tem 72 horas para se manifestar.

Do Universa 

30.abr.2014 – Fachada do Bourbon Shopping, na Pompeia, zona oeste de São Paulo
Imagem: Luiz Carlos Murauskas/Folhapress – 27.mar.2008

“A empresa deverá explicar o que aconteceu e quais procedimentos administrativos adotados após o ocorrido, quais os critérios de contratação de serviços de segurança e qual a política interna de treinamento de funcionários e prestadores de serviços quanto aos direitos e garantias do consumidor”, informou o Procon em nota.

Segundo o órgão, “o Código de Defesa do Consumidor estabelece que a Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo.”

O caso

Aline Cristina Santos, a mãe do menino, contou aos policiais que estava no shopping com os dois filhos e que sua filha menor deixou um brinquedo cair na porta do estabelecimento. O menino se ofereceu para buscar o brinquedo e, ao tentar voltar ao local e se encontrar com a mãe, foi barrada na porta.

De acordo com ela, os seguranças afirmaram que não iriam deixar a criança entrar, pois ele iria pedir dinheiro. Segundo a polícia, o segurança Bruno Silva, que abordou o menino, vai ser investigado por preconceito racial. A pena prevista para o crime é de um a três anos de prisão e multa.

Em nota, o shopping afirmou que “os seguranças agiram em conformidade à orientação de abordar qualquer menor de idade desacompanhado que ingresse no shopping”. A administração do estabelecimento garantiu ainda que “repudia qualquer forma de racismo ou ato discriminatório”.

* Com reportagem de Beatriz Sanz

 

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