Reino Unido vai bloquear acesso à pornografia

Medida pretende impedir que crianças acessem conteúdo inadequado pela internet; primeiro-ministro David Cameron anunciou instalação de filtros obrigatórios; de acordo com ele, o governo obrigará os provedores de banda larga a incluir esses filtros já no final deste ano para os novos clientes

Do Opera Mundi – O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, anunciou que os provedores de internet serão programados para bloquear o acesso à páginas pornográficas e internautas só poderão acessá-las caso desativem esses filtros. A medida, anunciada na segunda-feira (22/07), pretende impedir que crianças acessem tais sites na região.

De acordo com Cameron, o governo obrigará os provedores de banda larga a incluir esses filtros já no final deste ano para os novos clientes, enquanto os atuais receberão os filtros para instalação. O premiê anunciou também que será ilegal na Inglaterra e no País de Gales a posse de pornografia que mostre violência contra a mulher, como já acontece na Escócia.

Cameron afirmou que a pornografia está “corroendo a infância” durante discurso. “Não quero ser moralista ou assustar, mas sinto, como político e como pai, que chegou o momento de atuar”, disse. Os provedores de internet também deverão bloquear as buscas com certas palavras-chave que ele definiu como “horríveis”, para que não apareçam resultados quando forem buscadas.

O premiê acusou os buscadores online de “não fazer o suficiente” para reduzir o acesso às páginas que ele considera inaceitáveis. “Tenho uma mensagem clara para o Google, o Bing, o Yahoo e o restante dos sites de buscas. Vocês têm o dever de agir neste caso. Se existem obstáculos para vocês agirem, não fiquem parados dizendo que nada pode ser feito. Usem seus grandes cérebros e resolvam o problema”, declarou.

Muitos no Reino Unido já começaram a levantar dúvidas se a medida irá mesmo funcionar. “Para que os filtros funcionem, as empresas tem que impedir os usuários de buscarem na web o termo ‘como desligo esses filtros de pornografia?’, diz um editorial do jornal britânico The Guardian. O jornal diz que será uma medida que não funcionará na prática.

 

Fonte: Brasil 247

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