Somos éticos ou convenientes?

por ANTONIO ALENCAR FILHO

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Bis. Toda educação é uma ação interativa, uma possibilidade e um impulso à transformação da sociedade. Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo eticamente má, como foi e é a educação com efeito manipulador, que há décadas existe, por exemplo no Brasil, mesmo que, tenha tido alguma evolução tecnológica. Entendemos que os diversos conceitos referem-se aos valores no conteúdo e no exercício no ato de educar são valores humanos e humanizadores: a cidadania, a justiça, a dignidade das pessoas, a democracia, o desenvolvimento de todos os seres humanos enquanto indivíduos.

Ao educar, é preciso como principio básico conhecer o significado da palavra “ética” de origem grega, um dos berços da nossa civilização. Formada pela palavra “ithos”, que significa “a clareza da  alma” , com seu verbo grego “itheo”  traduzido significa “filtrar”.  Desta definição, veremos, que os atos das pessoas possuidoras destas premissas básicas da ética detém ainda, as condições melhores de peneirar ou filtrar os estímulos e valores do universo… tendo assim uma melhor compreensão e capacidade na formação  da moral humana. A “Declaração Universal dos Direitos Humanos”, ditada pela ONU (1948) é um exemplo vivo da importância da ética entre os povos, as nações, credos religiosos.

No liberalismo econômico e político, a moral conservadora, está acostumada a pensar que o campo da ética é exclusivista das benesses e do livre arbítrio de cada indivíduo, que seria um conceito “neutro” e não uma consciência dos homens em uma sociedade. Dentro deste aspecto costumam-se a julgar que não seja parte de responsabilidade de ética a situação, da saúde, da segurança, da fome que resultou do desemprego, e que os males, não foram gerados por uma “analise subjetiva” de quem os julgam, sem o debate democrático da consciência crítica.

Da política, esperamos objetivos plenos na realização de nossos direitos atendidos na busca a verdadeira cidadania. Seria um dos momentos da ética, da convivência humana, e que desta forma, algumas interrogações me vem, a mente: Ser ético nada mais é do que agir direito? É cumprir os valores da sociedade que vive?  É tudo que envolve integridade? É ser honesto em qualquer situação?  É ter a consciência “limpa”? Na minha o opinião, para reflexão e que deve estar presente na consciência “Ética daqueles…”, conforme o ideal a substituição da riqueza material do ter pelo ser e na escolha de um requisito básico dos “políticos e politiqueiros”.  Bois, vacas de curral, animais irracionais.  Não somos animais, temos a liberdade para falar, decidir e agir – liberdade interior. Não me interessa a liberdade que nos dão, nos interessa a liberdade que temos.   Sem trocas, e negociações impostas pela ilusão de falsas promessas.   A conquista do respeito é pela ética dos valores humanos.

Descobrimos dentro da ética – o que são as virtudes, do contrário, mais também o que são os vícios. Que são os vícios? Não a generosidade, mas sim o egoísmo; não a cordialidade, mas a dureza, não a fidelidade, mas a infidelidade.   Maneiras de comportar-se que encarnam anti-valores “anti-ética”. Tratar as pessoas como se fossem  objetos, dominá-las, isso é rebaixá-las, é nos dominar para que façamos o que eles querem.   É fundamental na vida subir os degraus da escala de valores.

Escrever, contribuir para a educação da sociedade eticamente correta, sempre respeitando o limite, a opinião do próximo – nesta ferramenta pessoal, acessível, sem intermediários na prática da verdadeira liberdade e democracia da comunicação, só nos engrandecem enquanto ser humano. Neste contexto, não posso de transcrever a seguinte mensagem de Moacyr Scliar “um antigo cemitério, impressionou-me a inscrição, na lápide de uma mulher de um epitáfio colocado por sua família. Dizia: “ela fez o que pôde”.  Acho que não existe melhor resumo para uma vida bem vivida, uma vida eticamente vivida. Ela fez o que pôde. Mais não fez, porque mais não podia fazer. Mas, e principalmente isso, não fez menos do que podia fazer. Como o quê, ganhou o respeito, a admiração e afeto de sua família e, certamente, de muitas outras pessoas.

Somos éticos quando fazemos, pelos outros, tudo o que podemos fazer e tudo o que está ao nosso alcance fazer. Ética é isso, é a prática do bem até o limite de nossas forças. Quando atingimos esse limite, temos a satisfação do dever cumprido. Que é a primeira condição para chegarmos à felicidade. De vários conceitos e reflexões, anistiem dentro dos princípios éticos e moral, a sua liberdade de ser.  Nessa visão pela busca da ética, livre das dissimulações humanas, lembro-me e registro uma frase do livro de George Orwell, que em seu livro “Revolução dos Bichos”, diz: “Todos os bicho são iguais, mas, alguns bichos são mais iguais que outros”.

(Antonio Alencar Filho, administrador de Empresas, formado pela Universidade Católica de Goiás/Atual PUC-GO, conselheiro da Associação Goiana de Imprensa/AGI, presidente da Associação de Resgate e Cidadania do Estado de Goiás, articulista do DM, escreve aos domingos)

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