Tag: Alice Walker

    “A cor púrpura” e “Quarto de Despejo”

    Uma nota sobre a arte de arranhar a vida entre os dentes

    “A noite está tépida. O céu já está salpicado de estrelas. Eu que sou exotica gostaria de recortar um pedaço do céu para fazer um vestido.” (Quarto de Despejo, pg. 32). Há muito o que se dizer e muito que até aqui já foi dito sobre a solidão de Carolina Maria de Jesus, conquistada ao seu posto de escritora, mãe de três filhos e que denominava-se despejada do mundo, herdeira do amarelo da fome. Da mesma forma, há muito o que se traduzir nas linhas do livro de Alice Walker que conta a história de Celie, violentada durante a infância, apartada dos seus filhos (frutos de tais abusos) e confinada a uma vida em que chama o próprio marido de Sinhô, esquecendo-lhe o nome. “A Cor Púrpura”, de Alice Walker foi publicado originalmente em 1982 e conta a história de uma mulher negra a partir de cartas que ela escreve ...

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    Colorismo: o que é, como funciona

    texto originalmente publicado em 27 de janeiro de 2015, em Blogueiras Negras O colorismo* ou a pigmentocracia é a discriminação pela cor da pele e é muito comum em países que sofreram a colonização europeia e em países pós-escravocratas. De uma maneira simplificada, o termo quer dizer que, quanto mais pigmentada uma pessoa, mais exclusão e discriminação essa pessoa irá sofrer. por Aline Djokic, no Festival Marginal  Ao contrário do racismo, que se orienta na identificação do sujeito como pertencente a certa raça para poder exercer a discriminação, o colorismo se orienta somente na cor da pele da pessoa. Isso quer dizer que, ainda que uma pessoa seja reconhecida como negra ou afrodescendente, a tonalidade de sua pele será decisiva para o tratamento que a sociedade dará a ela. O colorismo dificulta e até mesmo impede completamente o acesso de pessoas de pele escura a certos lugares da sociedade, o ...

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    Reprodução/Instagram

    A beleza de Lupita Nyong’o e as bananas do Neymar: deslizamentos ou deslocamentos discursivos em torno do racismo?

    “Nenhuma raça possui o monopólio da beleza, da inteligência, da força”. Aimé Césaire A irrupção dos fatos por Rosane da Silva Borges Reprodução/Instagram Decididamente, as notícias sobre o racismo no Brasil e no mundo vêm inflacionando o menu temático que orienta a cobertura da imprensa e os posts das redes sociais. Desde a infausta notícia da venda de crianças negras no Mercado Livre, em janeiro, uma mostra expressiva do racismo não para de nos interpelar. Enumeremos brevemente parte dela: jovens negros agrilhoados a postes, sistemáticas ofensas racistas nos estádios de futebol, o trágico assassinato de Cláudia da Silva Ferreira e do dançarino do programa “Esquenta”, Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG. O espraiamento desses fatos vem impressionando de tal modo, que há quem enxergue na reiteração um forte indicativo de que o racismo vem se agudizando no tecido social brasileiro. Nesse curso de “achacáveis” notícias, fomos ...

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    Hoje na História, 9 de Fevereiro de 1944, nascia Alice Walker

    Hoje na História, 9 de Fevereiro de 1944, nascia Alice Walker

    Alice Malsenior Walker (Condado_de_Putnam_(Geórgia), 9 de fevereiro de 1944) é uma escritora estado-unidense e ativista feminista. Romancista, contista, poetisa, ensaísta, feminista e ativista. Em 1983, aos 39 anos de idade, ganhou o Prêmio Pulitzer pelo aclamado romance A Cor Púrpura. Em suas biografias, são sempre apresentadas as bases e extensão de seu trabalho. A partir de discussões sobre identidade negra e feminismo e reflexões sobre sofrimento e prazer, sua obra tem revelado tanto seus dons literários quanto suas convicções espirituais e políticas. Suas histórias estão enraizadas nas dificuldades econômicas, na exclusão racial, na sabedoria popular da vida e cultura afro-americana, principalmente do sul rural norte-americano. Ela explora relações entre mulheres e "abraça o poder redentor da revolução social e política" Alice Malsenior Walker. Oitava filha de um casal de agricultores meeiros, a autora nasceu em 9 de fevereiro de 1944, em Eatonton, Georgia, onde a variante do sul é proeminente ...

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    A escritora e ativista norte-americana Alice Walker, autora de A Cor Púrpura, entrou no Auditório Nelson Rodrigues, do Pavilhão da 1º Bienal Brasil do Livro e da Leitura

    Alice Walker vai muito além de A Cor Púrpura

    A escritora e ativista norte-americana Alice Walker, autora de A Cor Púrpura, entrou no Auditório Nelson Rodrigues, do Pavilhão da 1º Bienal Brasil do Livro e da Leitura, em Brasília (DF), sob aplausos de um público que ficou de pé para recebê-la. "Eu não sou escritora porque fiz faculdade. Sou escritora porque tenho coração", declarou ao público presente. Confira entrevista concedida antes do evento. A escritora de fala pausada, calma e contundente, foi recebida por um público predominantemente feminino na Bienal de Brasília, onde lançou "Rompendo o Silêncio – Uma Poeta Diante do Horror em Ruanda, no Congo Oriental e na Palestina/Israel (Bertrand Brasil)". Sua obra mais conhecida, A Cor Púrpura, é referência na luta contra o racismo, o machismo, o patriarcado nos Estados Unidos e no mundo. A obra lhe rendeu prêmios importantes, como o Pulitzer e o National Book Award, e foi adaptada por Steven Spielberg para o ...

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    Literatura e ideologia: uma entrevista com Alice Walker

    Literatura e ideologia: uma entrevista com Alice Walker

    Gostaria de dizer que planejamos tudo desde o começo, mas foi coincidência, mesmo. A capa do Sabático de hoje é um texto, veja bem, cedido pessoalmente pelo Prêmio Nobel de Literatura de 2000, Gao Xingjian, ao repórter Jotabê Medeiros durante um evento em Turim, algumas semanas atrás. O tema: os embates entre ideologia e literatura. "Podemos dizer que a ideologia foi o mal do século", argumenta Xingjian. E tive a confirmação da entrevista por telefone com Alice Walker, Pulitzer de ficção e National Book Award de 1983 por A Cor Púrpura, só na quarta-feira à noite, quando a capa já estava diagramada. Conversei com ela na quinta à tarde, horas antes do fechamento, sobre o livro Rompendo o Silêncio, da Bertrand Brasil, uma seleção de narrativas sobre os dias que ela passou no Congo Oriental, em Ruanda e no Oriente Médio. E a questão é que a literatura de Alice ...

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    Cabelo oprimido é um teto para o cérebro – Alice Walker

    Como muitos de vocês devem saber, fui aluna desta faculdade, há muitas luas. Eu me sentava nessas mesmas cadeiras (às vezes ainda com o pijama sob o casaco) e olhava para a luz que entra por estas janelas. Eu ouvia dezenas de palestras encorajadoras e cantei e ouvi música maravilhosa. Acho que sentia que ia voltar para falar deste lado do pódio. Acho que naquele tempo, quando eu estudava aqui, adolescente ainda, eu já pensava no que diria a vocês, hoje. Por Alice Walker, do A escritora sonhadora Getty Images/VEJA  Talvez os surpreenda saber que não pretendo falar (talvez até o período de perguntas e respostas) sobre guerra e paz, economia, racismo ou sexismo, ou sobre os triunfos e atribulações dos negros ou das mulheres. Nem sobre filmes. Embora os mais atentos possam ouvir em minhas palavras a preocupação por alguns desses assuntos, vou falar sobre algo muito mais perto de ...

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    Violação à intimidade: o gênero epistolar em A cor púrpura, de Alice Walker por: Waltecy Alves dos Santos

    Violação à intimidade: o gênero epistolar em A cor púrpura, de Alice Walker por: Waltecy Alves dos Santos

    RESUMO: Neste artigo propomo-nos refletir sobre a inserção do gênero epistolar no romance A cor púrpura, de Alice Walker, para compreendermos a importância funcional e estética do próprio discurso epistolar constitutivo desta obra literária, evidenciando as estratégias, as regras e os códigos intrínsecos ao seu sistema. Palavras-chave: Alice Walker. Literatura e Identidade afro-americana. Gênero epistolar. "Womanism". Estudos femininos. A escritora americana Alice Walker, filha de agricultores de ascendência africana, consagrou-se pela efetiva participação numa literatura que põe em evidência a condição da mulher negra. A cor púrpura (1982) é seu mais premiado e famoso romance. A narração ressalta a difícil experiência de vida de duas irmãs, Celie e Nettie, que vivenciam, por meio da escrita e leitura, a experiência de abarcar, por um lado, a intensa carga das relações humanas, pelo outro, a tensão entre o "interior" e o "exterior" dos indivíduos, em um mundo fundamentado na subjugação e na hierarquização. Por tratar-se ...

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