Tag: Carolina Trevisan

    Maria Carolina Trevisan de pé e dando entrevista para o Geledés

    Racismo de deputado deve ser repudiado e punido de maneira exemplar

    "Eu não agredi ninguém", disse o deputado federal Coronel Tadeu (PSL-SP), policial militar, à jornalista Bela Megale momentos depois de arrancar da parede uma charge que denunciava a violência policial contra a população negra na exposição que celebra o Dia da Consciência Negra em plena Câmara dos Deputados. Ele também admitiu que não se arrepende e ameaçou cometer novamente o ato racista caso o cartaz volte à exibição. Por Maria Carolina Trevisan, do Universa Mas ele agrediu, sim. Agrediu metade da população brasileira, negra. Agrediu também os não negros avessos ao racismo. Agrediu até os policiais que ele alegou defender ao arrancar a placa da parede e que não concordam com a política do abate. Agrediu muita gente. Mas, principalmente, o deputado Coronel Tadeu agrediu violenta e novamente as vítimas da violência policial e suas famílias. A charge de Carlos Latuff não é mera provocação. É um retrato da realidade ...

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    Carolina Trevisan, jornalista dando entrevista para o Geledés

    Pacote anticrime de Moro é muito mais resposta política do que proposta efetiva

    O pacote de medidas anticrime anunciado pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, nesta segunda-feira (4), responde aos anseios de bolsonaristas mas não está direcionado à sociedade como um todo. É uma proposta populista que agrada os eleitores do presidente. Porém, pouco tem a ver com a diminuição da violência de fato. por Maria Carolina Trevisan no Blog Carolina Trevisan - Imagem Natália Sena "Na prática, o pacote anticrime de Moro é muito mais uma resposta política do que uma proposta efetiva", afirma Arthur Trindade Maranhão, doutor em Sociologia, coordenador do Núcleo de Estudos sobre a Violência e a Segurança da Universidade de Brasília e conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isso porque não traz nenhuma proposta que visa proteger jovens negros – 70% das 63.880 vítimas de homicídios no Brasil. Flexibilização da posse de armas Ao contrário, a proposta estimula o uso da violência ...

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    Maria Carolina Trevisan de pé e dando entrevista para o Geledés

    Brasil é o 4º país que mais prende mulheres: 62% delas são negras

    O sistema prisional brasileiro é um dos que mais prende mulheres no mundo. Somos a quarta maior população carcerária feminina do planeta. Mantemos privadas de liberdade cerca de 42.355 mulheres, de acordo com o novo Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias sobre Mulheres, o Infopen Mulheres, divulgado (sem alarde) na quarta-feira (9), pelo Ministério da Justiça. Estamos atrás apenas dos Estados Unidos, da China e da Rússia. por Carolina Trevisan no Blog A situação é grave e não há indícios de melhora: o Brasil mantém uma taxa de aprisionamento feminino de 40,6, o que representa um aumento de 455% entre 2000 e 2016, como informa a Conectas, organização social de direitos humanos. No mesmo período, a Rússia diminuiu essa população carcerária em 2%. “A expansão do encarceramento de mulheres no Brasil não encontra parâmetro de comparabilidade entre o grupo de cinco países que mais encarceram mulheres no mundo”, diz o relatório. ...

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    Maria Carolina Trevisan (Foto: André Neves Sampaio)

    Remover a menção a Black is Beautiful não diminui cunho racista da campanha

    Depois de ganhar as redes sociais, a Santher, que fabrica o papel higiênico preto da Personal, retirou a menção ao conceito filosófico do movimento negro “Black is Beautiful”. Mas isso não diminui o racismo da campanha. Tudo nessa estratégia publicitária é racista. Além de usurpar o slogan, colocar o papel higiênico preto para limpar a bunda da menina branca é reproduzir o que a elite brasileira considera ser o lugar do negro brasileiro: sua função é servir ao branco. Está no imaginário da nossa sociedade. no Blog de Maria Carolina Trevisan “O que é preocupante é a empresa não reconhecer que essa propaganda é racista, que houve um erro e uma postura racista do departamento de marketing ao veicular uma peça como essa”, alerta Dennis de Oliveira, professor da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP. “O correto seria reconhecer o racismo e fazer uma retratação. Seria o ...

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    A Marcha das Mulheres Negras acontece a cada dez anos afirma as bandeiras de luta para o próximo período

    Plenas de Coragem por Maria Carolina Trevisan

    As mulheres negras ainda lideram as piores estatísticas do País. São maioria entre os mais pobres, se mantêm como as maiores vítimas de violência de gênero e vivem o descaso do Estado. Mas nem pensam em perder a luta por Maria Carolina Trevisan no Brasileiros A Marcha das Mulheres Negras acontece a cada dez anos afirma as bandeiras de luta para o próximo período. Foto: Reprodução/Brasileiros Ser mulher no Brasil é perigoso. A cada dia morrem 13 mulheres por violência letal. Elas são 4,8 vítimas de homicídio a cada 100 mil habitantes. A maioria dos assassinatos é cometida por familiares (50,3%) e parceiros (33,2%). Os dados são do Mapa da Violência 2015 – Homicídio de Mulheres no Brasil. Esses números alarmantes caracterizam o Brasil como um dos mais letais em relação a gênero no mundo. As Nações Unidas denunciam que somos o quinto país em homicídios contra ...

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    Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

    A liderança combativa e generosa de Luiza Bairros por Maria Carolina Trevisan

    Por quatro décadas, ela esteve à frente das principais conquistas das mulheres negras e do povo negro. Seu legado inspira a continuidade da luta Por Maria Carolina Trevisan no Brasileiros A voz rouca e a postura firme revelavam uma mulher forte. Guerreira desde sempre, a trajetória da socióloga Luiza Helena Bairros garantiu conquistas que ajudaram a construir um País mais justo. No dia a dia da luta e no incansável trabalho, ela expôs o racismo inerente à sociedade brasileira e ajudou a derrubar o mito da democracia racial, que paralisava avanços e justificava – de maneira velada – a exclusão racial. Foi imprescindível nos direitos mulheres negras e a primeira a propor o enfrentamento ao genocídio dos jovens negros, que segue nos acometendo. Luiza morreu nesta terça-feira, 12 de julho, em Porto Alegre, aos 63 anos. Foi vítima de câncer de pulmão, doença descoberta em março deste ano e sobre a ...

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    André Neves Sampaio

    Controle de armas e manutenção da vida

    A chacina de Orlando evidenciou que o controle de armas está diretamente ligado ao número de mortes por armas de fogo. No Brasil, pela primeira vez desde que o Estatuto do Desarmamento foi promulgado em 2003, há crescimento na taxa de homicídios, colocando o país em primeiro lugar em números absolutos de assassinatos do planeta por Maria Carolina Trevisan no Brasileiros Foto: Raphael Alves/ TJA Homicídios em massa em que os autores são civis chamam a atenção do mundo. Nos Estados Unidos, onde é frequente esse tipo de ação, a posse e o porte de armas são garantidos pela Constituição. Estima-se que existam em todo o país entre 270 milhões e 300 milhões de armas de fogo em poder de civis. A facilidade de acesso às armas tem relação direta com a violência letal. A tragédia na boate gay de Orlando só aconteceu porque a legislação da Flórida ...

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    André Neves Sampaio

    Reajuste do Bolsa Família está assegurado, diz presidenta Dilma à Brasileiros

    Diante de incertezas sobre políticas sociais no governo interino de Michel Temer, a presidenta Dilma e a ex-ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello, alertam para os perigos de retrocessos que podem levar brasileiros novamente à miséria por Maria Carolina Trevisan, do Brasileiros Desde a quinta-feira passada (12), quando o Senado Federal aprovou o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a capital do País vem mudando: o presidente interino Michel Temer aglutinou no novo Ministério da Justiça e Cidadania as pastas de Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, incorporou Cultura na Educação, fundiu o Ministério do Desenvolvimento Social com o do Desenvolvimento Agrário e sumiu com a Secretaria de Pessoas com Deficiência. Entre outras questões, a dança dos ministérios deixa dúvidas nos servidores e na população sobre quem responde por qual programa e que fim levarão vários projetos. Uma das iniciativas mais importantes para o País nos últimos 13 anos é o ...

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    André Neves Sampaio

    A cozinheira baiana que se tornou amiga e defensora de Lula

    FOTO: ADRIANO MACHADO/LATINCONTENT/GETTY IMAGES Tia Zélia conquistou o coração do ex-presidente com pratos da culinária baiana durante seu segundo mandato. Hoje eles trocam recados de força para enfrentar os dias que ameaçam a democracia do País Por Maria Carolina Trevisan Enviado para o Portal Geledés A baiana Maria de Jesus Oliveira Costa, 62 anos, conhecida como  “Tia Zélia”, sempre foi admiradora do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Nunca votei em outro”, atesta. A simpatia da baiana por Lula data dos tempos em que ele era sindicalista, “usava calça branca de boca larga e cabelão grande”. “Vi ele defendendo o povo e sendo preso, arrastado pela calçada”, lembra, em alusão ao sequestro de Lula pelo Dops, a polícia política do regime militar, em abril de 1980. Tia Zélia não imaginava que, 28 anos depois, encontraria Lula pessoalmente no Palácio do Planalto, e que trocaria recados com o ex-presidente até ...

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    André Neves Sampaio

    Onde estavam os negros na Paulista?

    O racismo da classe média que fala grosso contra a corrupção, mas aceita o preconceito e simula até enforcamentos de negros Por Maria Carolina Trevisan, especial para os Jornalistas Livres Entre as milhares de pessoas que invadiram a avenida Paulista neste domingo (13/3), quase não havia negros.Assim como aconteceu há um ano, a grande maioria dos negros que foram ao coração de São Paulo – e a outras capitais brasileiras – estava trabalhando. Eram babás ou ambulantes (ou policiais militares). Esse quadro trata de reproduzir a posição subalterna dessa parcela da sociedade brasileira, desde a escravidão até hoje. Entre as demandas por honestidade, havia zero cartazes pedindo igualdade de direitos, cotas ou conquistas trabalhistas das empregadas domésticas. Ao contrário. O que se viu na avenida Paulista foi a representação do desejo da classe média alta e da elite branca do Brasil em manter seus privilégios. A manifestação está para a ...

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    André Neves Sampaio

    De dentro das ocupações

    Ocupações em série de imóveis abandonados revelam a força dos movimentos sociais na luta organizada pelo direito à moradia digna. Acompanhamos — de dentro — as ocupações da madrugada de 13 de abril, o Abril Vermelho. por Maria Carolina Trevisan, especial para #JornalistasLivres O planejamento da série de 18 ocupações que ocorreram na madrugada de 13 de abril, como parte do “Abril Vermelho”, começaram a ser preparadas há um ano. Cerca de 6 mil famílias participaram das ações em todas as regiões da cidade. As reuniões se intensificaram nos últimos meses e na noite de domingo (12/4) ganharam forma. Foto: Sérgio Silva Com a chegada da noite, as equipes de cada “alvo” se organizavam para compartilhar os últimos detalhes, repassar os pontos principais e renovar o ânimo para a saída. Foram momentos de movimentação intensa, semblantes sérios e muita atenção. “As ocupações do 13 de abril acontecem para exigir que os governos ...

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    André Neves Sampaio

    ”Minha luta pessoal é o enfrentamento ao racismo”

    A luta de Maria Carolina Trevisan ''Aposto na potência do jornalismo independente para agendar temas ligados aos direitos humanos'' por Maria Carolina Trevisan no TPM Descobri cedo o valor do trabalho e a importância da luta coletiva. Minha família tem origem humilde: meu pai começou a trabalhar aos oito anos. Vendeu banana, foi sapateiro e office boyantes de se tornar um empresário. Minha avó não sabia ler mas fez questão que os quatro filhos estudassem. E lutou por esse direito. Foi incansável sem deixar de ser uma mãe atenta e amorosa, como é a minha, como sou com meus filhos. Sou jornalista por ideal. Acredito que o jornalismo é uma peça fundamental para a democracia, que é capaz de formar opinião, fiscalizar políticas e pressionar por direitos. Passei por redações de grandes veículos e achei que não era suficiente. Fui para o campo aprender. Foram dez anos de projetos sociais em ...

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    André Neves Sampaio

    Imprensa e Racismo

    Maria Carolina Trevisan Foi em 1995, quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu a existência de racismo e desigualdade racial no País, que políticas públicas específicas para a população negra passaram a ser discutidas mais fortemente pelo poder público, impulsionadas pela luta histórica do Movimento Negro e de setores progressistas da sociedade civil. O tema teve destaque em 2001, com a III Conferência Mundial contra o Racismo, Xenofobia e Intolerâncias Conexas, em Durban, África do Sul. Naquele momento, o governo brasileiro se comprometeu a adotar oficialmente medidas contra o racismo, além de oferecer oportunidades para a população negra. No início do governo Lula, em 2003, esse debate ganhou contornos polêmicos com o estabelecimento das primeiras reservas de vagas para negros em instituições de ensino superior, como na Universidade Esta­dual do Rio de Janeiro (Uerj), na Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e na Universidade do Estado da Bahia (Uneb). ...

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