terça-feira, dezembro 1, 2020

    Tag: cultos afro-brasileiros

    A realidade por trás da tentativa de proibição dos sacrifícios animais nos cultos religiosos

    Não me causa espanto um projeto de lei que proponha proibir o sacrifício de animais em rituais religiosos. É um desdobramento previsível em um cenário político dominado pelo conservadorismo, racismo e por tentativas de imposição religiosa. por  Monique Britto Eleoterio via Guest Post para o Portal Geledés A suposta idéia de proibir o sacrifício supondo alguma política de proteção aos animais demonstra claramente como em uma sociedade desigual, preconceituosa e punitiva o uso das leis é predominantemente feito com o intuito de reforçar essas desigualdades. Traduzindo: as leis para brancos e para a cultura dominante são de uma forma e para negros e culturas não brancas são de outra. A primeira coisa que precisamos entender é a seguinte: em uma sociedade laica ninguém é obrigado a ter a mesma visão espiritual sobre os animais “irracionais”. Ser vegetariano é uma opção individual. Então, vamos partir do princípio básico de que TODAS as pessoas têm direito ...

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    Nei Lopes

    Religiões afro-brasileiras, uma questão filosófica – por Nei Lopes

    O juiz Eugenio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio de Janeiro, rejeitou a retirada da internet de 15 vídeos contra o candomblé e a umbanda, alegando que os cultos afro-brasileiros “não constituem religião”, pois não se baseiam em apenas um livro nem têm apenas um deus. Os vídeos foram postados por representantes de igrejas evangélicas. No artigo abaixo, o escritor Nei Lopes explica os fundamentos dos cultos de origem africana e seu caráter religioso. Em junho de 1993, a Suprema Corte dos Estados Unidos garantiu aos praticantes de cultos de origem africana o direito de sacrificar animais em suas cerimônias religiosas. Esse relevante fato histórico deveu-se, certamente, à articulação das casas de culto de origem cubana estabelecidas no país a partir da década de 1950, as quais na década de 1970 já tinham, entre si, a Church of The Lukumi Babalu Ayé, a qual se propunha, quando ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Jõao Candido, marinheiro que liderou Revolta da Chibata em 1910 vai ganhar museu no Rio

    Quase 42 anos depois de morrer pobre e esquecido, o marinheiro João Cândido Felisberto - também conhecido como Almirante Negro - começa a ser reverenciado como herói do país. Em 1910, ele liderou mais de 2 mil homens naquela que ficou conhecida como a Revolta da Chibata, movimento que pedia o fim dos castigos físicos e chibatadas como forma de punição permitida pela Marinha. A partir de fotos, reportagens e entrevistas guardadas por décadas por um dos filhos do marujo, será inaugurado, no fim do ano, um museu que relembra a história de João Cândido.

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    Lélia Gonzales (Foto: Acervo JG/Foto Januário Garcia)

    Happy Birthday, Lélia Gonzalez – English version

    Today, February 1st, I dedicate this post to what would have been the 77th birthday of Lélia Gonzalez, an important militant of women's rights and the Movimento Negro in Brazil. Any black women that adores and appreciates the work and dedication of women such as Angela Davis, Assata Shakur, bell hooks, Kathleen Cleaver or Frances Cress-Welsing should also be familiar with the story of Gonzalez, who was their Afro-Brazilian equivalent. One of my first memories of Lelia Gonzalez was the realization of how Afro-Brazilian militants and leaders are often ignored or under appreciated in Brazil. I remember walking into a restaurant in the historic Pelourinho area of Salvador, Bahia, to eat lunch with two Bahian friends. When I entered the restaurant, I saw a large photo of Gonzalez on the wall above a table. Because of her importance to black Brazilian history, I was excited to see the poster as ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Lançamento do livro João Cândido – A Revolta da Chibata, do jornalista gaúcho Paulo Ricardo de Moraes, em Salvador

    "Aqui neste convés, o nosso colega Marcelino recebeu 250 chibatadas, e nós fomos obrigados a assistir a esse espetáculo degradante. O baiano ainda se encontra recolhido ao seu beliche, com muitas dores e febre, mas devemos estar preparados para isso. (...) Custe o que custar, mesmo tendo que matar milhares de pessoas e deixar em ruínas a nossa capital, Marcelino Rodrigues Menezes será o último marinheiro chicoteado em um navio brasileiro", trecho de João Cândido, o Almirante Negro. No dia 26 de agosto de 2011 (sexta-feira) acontece o lançamento do livro João Cândido – A Revolta da Chibata, do jornalista, poeta e escritor gaúcho Paulo Ricardo de Moraes, na sede do Bloco Afro Ilê Aiyê, na Senzala do Barro Preto, Curuzu, na Liberdade, em Salvador, às 19h. A Roda de Diálogo terá a participação da jornalista Céres Santos do CEAFRO, programa do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) da UFBa. A ...

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    João Candido

    Marinha libera ficha do “almirante negro”

    Expulso da Marinha, João Cândido viveu as décadas seguintes em dificuldades, até ser redescoberto pelo jornalista Edmar Morel A Marinha liberou, após 97 anos, documentos referentes ao marinheiro de 1ª classe João Cândido Felisberto (1880-1969), o "almirante negro", líder da Revolta da Chibata, e ajudou a localizar sua ficha no Arquivo Nacional. Os documentos agora tornados públicos só haviam sido consultados por oficiais e historiadores da Marinha e usados para corroborar a versão oficial do episódio que acabou com os castigos corporais nos navios de guerra. A liberação é um fato novo. Durante todo este tempo, os pesquisadores e os filhos de João Cândido esbarraram em negativas da Marinha, que jamais aceitou a elevação dos revoltosos à condição de heróis. O próprio João Cândido nunca conseguiu ter acesso à documentação. Em depoimento no MIS do Rio em 1968, ele reclamou: "... os da Marinha são negativos, João Cândido nunca ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    João Cândido ganha monumento no Dia da Consciência Negra

     Para marcar o Dia da Consciência Negra, a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) vai promover em 20 de novembro uma atividade cultural na Praça XV, no Centro do Rio de Janeiro, palco da Revolta da Chibata de 1910. O ponto alto do evento será a instalação de monumento em homenagem a João Cândido. O presidente Lula confirmou presença no evento, que contará com shows de João Bosco e Martinho da Vila, entre outras manifestações artísticas. O Almirante Negro liderou revolta dos marinheiros João Cândido, conhecido como o "Almirante Negro", liderou a revolta dos marinheiros - negros em sua maioria - contra os castigos físicos a que ainda eram submetidos 22 anos após a Abolição da escravidão. Cândido foi anistiado apenas agora em 2008, após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a projeto de iniciativa da senadora Marina Silva (PT-AC), atendendo a uma antiga reivindicação dos movimentos ...

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    (Foto: Reprodução/ Paz & Terra; Edição: 1ª (17 de março de 2016) )

    Almirante Negro volta às livrarias

    "As memórias tinham sido publicadas em 1912 e 1913 na Gazeta de Notícias, mas, na coleção da Biblioteca Nacional, faltavam esses exemplares. Localizamos os jornais na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo", relata Marco. A nova edição - as anteriores foram em 1959, 1963, 1979 e 1986 - incorpora a ficha de João Cândido na Marinha, revelada em 2008, e notas, que ajudam na contextualização dos fatos, além de fotos dos rebelados. O movimento envolveu mais de 2,3 mil marinheiros, a maioria negros e mulatos pobres, nos navios Minas Gerais, São Paulo, Bahia e Deodoro, na Baía de Guanabara, de 22 a 27 de novembro de 1910. Edmar o batizou de Revolta da Chibata. A frota naval do Brasil, na época, era a terceira maior do mundo, o que ajudou a dar peso à rebelião. Alguns marujos, como o próprio João Cândido, tinham acompanhado a construção de um dos ...

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    João Cândido (Imagem: Arquivo Nacional)

    Levante de João Cândido era tabu na instituição

    A Revolta da Chibata sempre foi um tabu para a Marinha. Ela não só ignorou a anistia concedida pelo Congresso em 1910 aos marinheiros sublevados como até recentemente perseguiu os que trataram os revoltosos como heróis.No prefácio de "A Revolta da Chibata", Edmar Morel relata que Aparício Torelly, o Barão de Itararé, foi seqüestrado em 1934 por oficiais da Marinha depois de publicar na "Folha do Povo" duas reportagens sobre a vida de João Cândido. Segundo Morel, foi depois deste episódio que o humorista colocou na porta de sua sala no jornal a placa "Entre sem bater".  O "Diário da Noite" teve de interromper, por pressões, uma campanha para ajudar o ex-marinheiro que estava doente. No Estado Novo, o escritor Gustavo Barroso foi proibido pelo DIP (Departamento de Imprensa e Propaganda) de continuar a escrever sobre a revolta em "A Manhã". O próprio Edmar Morel foi cassado pelo regime militar, ...

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    Pesquisadores afirmam que a maior parte da Marinha brasileira era composta de homens negros (Foto: Imagem retirada do site Brasil de Fato)

    Marinha não vê heroísmo no episódio

    Até hoje a Marinha considera a Revolta da Chibata "uma rebelião ilegal, sem qualquer amparo moral ou legítimo", sustenta o Centro de Comunicação Social da Marinha: "A Revolta da Chibata, ocorrida no ano de 1910, sob a ótica desta Força constitui-se em um triste episódio da história do país e da própria Marinha do Brasil (MB), e sobre a qual, hoje, dificilmente podemos aquilatar, com precisão, as origens e desdobramentos que antecederam aquela ruptura do preceito hierárquico. A MB sempre se pautou pela firme convicção de que as questões envolvendo qualquer tipo de reivindicação obteriam a devida compreensão, reconhecimento e respaldo para decisão superior, por meio do exercício da argumentação e sobretudo do diálogo entre as partes, o que é de fundamental importância para o pleno exercício da liderança e para o estabelecimento de vínculos de lealdade. A despeito dos fatos que motivaram aquela crise, o movimento não pode ser ...

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    Imagem: Arquivo Nacional

    João Cândido: Ex-marinheiro morreu pobre aos 89 anos

    Em 22 de novembro de 1910, inconformados com os castigos corporais ainda impostos pelos oficiais da Marinha, João Cândido e cerca de 2.300 marinheiros se sublevaram, tomaram à força quatro navios de guerra na baía da Guanabara e bombardearam o Rio, então capital federal, como advertência. No episódio, morreram quatro oficiais nos navios e duas crianças em terra. A rebelião foi planejada, e seu estopim foi o castigo de 250 chibatadas imposto ao marinheiro Marcelino Rodrigues diante da tripulação do encouraçado Minas Gerais. Os revoltosos tomaram também o encouraçado São Paulo, o cruzador Bahia e o navio de patrulha Deodoro.  João Cândido foi guindado a chefe da insurreição, "o primeiro marinheiro no mundo a comandar uma esquadra", observou Edmar Morel. Uma semana antes da rebelião, o marechal Hermes da Fonseca assumira a Presidência. Pressionado pelo poderio nas mãos da marujada, o Congresso aprovou o fim dos castigos e a anistia. ...

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    (Foto: Marcus Steinmayer)

    O que ori não quer…, por Sueli Carneiro

    Ogun, na tradição religiosa negro-africana, é o dono dos caminhos do mundo, e ele os abre ou fecha aos seres humanos reverenciando seu irmão Exu, aquele que permite ou não os encontros. De comum acordo, parece que eles desautorizaram metáforas ecumênicas que escondem desigualdades no exercício da fé religiosa, que tergiversam diante das perseguições dos iniciados nos cultos afro-brasileiros, que mascaram intolerâncias e simulam diálogos inter-religiosos inexistentes para todos. Religiões de resistência diferem das religiões da ordem e do poder ,e aparentar que caminham juntas é incorrer num simulacro que os orixás mostraram repudiar. Por Sueli Carneiro no Jornal Correio Braziliense - Coluna Opinião Assim, a foto oficial da delegação brasileira que representou o Brasil nos funerais do papa João Paulo II refletiu o ecumenismo real e possível em nossa sociedade. A presença de mãe Nitinha - a iyalorixá convidada pelo presidente para completar o quadro de tolerância religiosa da ...

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