Tag: Cultura Negra

Foto: Divulgação/ ReverberÁfrica

Projeto “Cia. Repentistas do Corpo – 20 Anos em Movimento” apresenta on-line “ReverberÁfrica” em 24 e 25 de julho

A Cia. Repentistas do Corpo permanece na celebração de duas décadas de existência e o conjunto de ações artísticas contempla a exibição de três espetáculos on-line na Mostra de Repertório. Nos dias 24 e 25 de julho, a sessão será do trabalho “ReverberÁfrica”, no sábado, às 21h e no domingo, às 18h. Todas as atividades serão gratuitas e fomentadas através do Edital ProAC LAB 48 – Prêmio por Histórico de Realização em Dança – Modalidade A. A Mostra de Repertório promove duas sessões gratuitas dos mais recentes trabalhos da Cia. “Um Olhar Muda Tudo” (2019), “ReverberÁfrica” (2021) e “Olhares Alheios” (2019). As transmissões acontecem on-line, no canal do YouTube da Cia. seguidas de bate-papo sobre os processos de criação e respondendo perguntas do público.  “ReverberÁfrica”, recém-criado em tempos de isolamento social, o trabalho investiga as conexões sensoriais e imateriais entre Brasil e África, através de um mergulho nas memórias afetivas, nas ...

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Os artistas Adeilson Boris, Nathê Ferreira e Emerson Crazy no Túnel da Abolição (Foto: Priscilla Melo/ Divulgação)

Túnel da Abolição vira galeria de arte negra a céu aberto

Através do nome que rememora a luta das pessoas negras pelo fim da escravidão, o Túnel da Abolição é localizado em uma das mais importantes vias do bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife (PE). O equipamento de mobilidade urbana, que tem cerca de 550 metros, foi inaugurado pela Prefeitura em 2015, mas só a partir desta semana passou a refletir traços da cultura afro-brasileira, através do painel “Do Orun ao Aiye: Afrika Elementar”. A iniciativa faz parte do projeto “Colorindo o Recife”, que surgiu na Secretaria de Turismo e Lazer, mas passou a ser encabeçado pela pasta de Inovação Urbana da capital. O objetivo é criar galerias de arte a céu aberto com a participação de artistas, além de também promover oficinas ao público infantil das escolas públicas da Cidade. Os transeuntes, no entanto, poderão reparar que a cor azul tornou-se predominante no túnel, por escolha dos próprios artistas. ...

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Abdias Nascimento (Foto: Luiz Paulo Lima)

Após campanha com Gil e Emicida, Museu de Arte Negra bate meta para expo 3D

Após a realização de uma campanha com apoio de Gilberto Gil, Emicida, Sueli Carneiro, Mônica Francisco, Keyna Eleison, Totoro, Lucas Salles e outros pensadores e personalidades do meio artístico, o Museu de Arte Negra (MAN) bateu a meta de R$ 75 mil e criará uma plataforma interativa com acesso gratuito para abrigar sua primeira exposição digital. A estreia terá pinturas de Abdias Nascimento em 3D e realidade aumentada. A primeira mostra virtual do MAN será lançada em novembro, mês da Consciência Negra, e contará com a colaboração de um corpo curatorial único para o seu desenvolvimento. "Costumava dizer Abdias Nascimento que arte é um ato de amor. Nós concordamos com isso e resolvemos combinar a plenitude do amor com a agilidade das novas tecnologias. Para nós, isso é inovação, é reparação e, claro, uma manifestação de amor inspirada em nossa ancestralidade", dizem, em texto, os responsáveis pela iniciativa. O acervo ...

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Foto: Divulgação

Unity Warriors apresenta temporada de estreia de “MANOfestAÇÃO” e celebra a cultura hip-hop

“MANOfestAÇÃO” exalta a importância da cultura hip-hop como espaço de mobilização e transformação social Nos dias 17, 20 e 26 de maio de 2021, a Unity Warriors - grupo que tem como fundador o bailarino Igor Souza - realiza apresentações de “MANOfestAÇÃO”, espetáculo de dança inspirado nas festas de rua que deram origem à cultura hip-hop, onde jovens encontravam na dança um refúgio e um espaço de protesto. As apresentações são gratuitas e fazem parte da temporada de estreia que integra o projeto contemplado na 1ª Edição do Prêmio Aldir Blanc. No dia 17 de maio (segunda-feira), às 19:00, o espetáculo será exibido pelo Facebook da Ocupação Cultural Ermelino Matarazzo (www.facebook.com/ocupacaomateussantos), seguido de bate-papo com o elenco. Já na quinta-feira, dia 20 de maio, às 19:30, o espetáculo será exibido pelo Facebook do Kasulo Espaço de Cultura e Arte (www.facebook.com/espacokasulo), seguido de bate-papo. E no dia 26 de maio (quarta-feira), ...

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Edivan Fulni-ô (Foto: Tayane Capelo)

Festival Afro e Indígena reúne artistas em documentário musical para resgate das raízes brasileiras

Nos dias 13 e 20 maio, a primeira edição do Festival Afro e Indígena, vai dar continuidade às apresentações, que tem como proposta promover a disseminação cultural através da valorização das raízes brasileiras. Em formato de documentário musical, para além de apresentações musicais a produção é entrelaçada com entrevistas dos artistas convidados, em que falam sobre suas trajetórias musicais, reflexões sobre a arte e as culturas negra e indígena, assim como suas vivências em meio ao isolamento social ocasionado pela pandemia. No dia 6 de maio se apresentaram os artistas Gabriellê e Edivan Fulni-ô e o Festival continua nas próximas quintas, dia 13 e 20, respectivamente, com apresentações de Brisa Flow, Miranda Caê, Katu Mirim e Toinho Melodia. As exibições irão ocorrer pelo canal de Youtube do Festival a partir das 19h. Divididos em três episódios, com uma hora e meia cada, as narrativas da produção também se compõem com ...

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Joaquin Corbalan/Adobe

Tocar tambor é um ato de resistência!

No Brasil antes da invasão, já se ouvia os maracás, os sons percutidos nos troncos de madeira, as buzinas, os pés batendo forte no chão ritmando os torés dos índios, os verdadeiros donos dessa terra!  Após a invasão, ouvia-se os bumbos, as caixas de guerra, as zabumbas, os adufes, todos instrumentos de origem egípcia ou árabe que foram incorporados a Europa por conveniência.  Daí então desembarca o som do lamento, da dor, da saudade, da esperança e da alegria, pois chegam as terras brasileiras os africanos e seus tambores.  Sabemos que os escravizados não podiam trazer seus instrumentos. Mas incrivelmente eles os recriaram, transformaram, deram forma, pois sabiam que através de sua cultura haveria uma grande oportunidade de manterem vivas suas tradições, de perpetuar e cultuar suas divindades e acima de tudo, seria uma forma libertação.    Nunca foi fácil tocar os tambores, em todos os períodos da historia do Brasil ...

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Imagem retirada do site Medium

Salve sua força, Marlene Silva! Obrigada.

Não há em Belo Horizonte, gente negra de mais de 40 anos, envolvida com o Movimento Negro ou com a cultura negra da dança que desconheça o significado do nome Marlene Silva para a cena da dança afro local e brasileira. E que alegria, senhora, saber que as devidas homenagens lhe foram prestadas em vida. Artistas negros da dança na cidade, na casa dos 40 anos ou mais, se não foram formados por Marlene Silva, passaram por suas mãos, receberam sua orientação, seu carinho e sua benção. Os mais jovens também, pois um currículo de dança rico e respeitável precisava abrigar os ensinamentos da mestra maior da dança afro. Marlene Silva, seu nome e seu legado povoam meu imaginário há 35 anos. Discípulos seus são amigos queridos e sempre me contaram de seu alto nível de exigência, compensado pelo sorriso largo. Pedimos desculpas, querida Marlene Silva, mas nossa responsabilidade uns ...

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Reprodução/Facebook

Reverenc’Yás: memória, resistência e preservação

O quilombo é um avanço, é produzir um momento de paz. Quilombo é um guerreiro quando precisa ser um guerreiro. E também é o recuo se a luta não é necessária. É uma sapiência, uma sabedoria. A continuidade da vida, o ato de criar um momento feliz, mesmo quando o inimigo é poderoso, e mesmo quando ele quer matar você. A resistência. Uma possibilidade nos dias de destruição  Maria Beatriz do Nascimento     Por Cássia Cristina – Makota Kidoiale e  Jair da Costa Junior, enviado para o Portal Geledés Nas tradições de matriz africana, na cultura africana, e esta refletida na cultura afro-brasileira como herança de nossos ascendentes (ancestrais), bem como nas comunidades e populações afro-brasileiras, de maioria negra, as mais velhas e os mais velhos têm uma importância vital na transmissão e preservação de saberes e conhecimentos que estão sendo esquecidos ao longo dos anos e dos processos institucionalizados ...

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Você já foi na Saída do Ilê Aiyê?

Bloco afro faz ritual tradicional e desfila no Curuzu neste sábado (22), às 20h Por Ana Cristina Pereira, Do Correio Saída do Ilê: emoção e ancestralidade (Mateus Pereira/GOVBA/Divulgação) Quem gosta de sair do lugar comum no Carnaval em algum momento já deve ter ouvido a máxima: “Você precisa ir na Saída do Ilê Aiyê”. Se a ideia é viver uma experiência cultural diferente na festa baiana, todos os caminhos levam ao Curuzu neste sábado. E o que tem de tão especial assim para atrair tanta gente para as ruas apertadas do bairro em pleno sábado de Carnaval? Na minha opinião, que acompanho a Saída do Ilê há pelo menos 15 anos, é a mistura de tradição, beleza, celebração da negritude e descontração. Sim, porque além do ritual comandado agora pela Ialorixá Hildelice Benta dos Santos, dos cânticos para os orixás, do suingue da percussão do afro ...

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Margareth Menezes faz homenagem aos 40 anos do bloco afro Olodum

Com 32 anos de carreira, ela entrou no circuito com um repertório vasto, com sucessos que marcaram sua trajetória artística de três décadas Do iBahia (Foto: Valter Pontes/Secom) Uma das atrações da pipoca na segunda noite oficial do Carnaval de Salvador, no Circuito Dodô (Barra-Ondina), a cantora Margareth Menezes faz uma homenagem aos 40 anos do bloco afro Olodum. Com 32 anos de carreira, ela entrou no circuito com um repertório vasto, com sucessos que marcaram sua trajetória artística de três décadas. Vestindo um luxuoso macacão vermelho em paetê e um max colete dourado com recortes assimétricos em preto e verde, que também compõem as cores do bloco, a cantora, com look assinado pelo estilista Céu Rocha, entoou sucessos como “Faraó” e “Eligibô”. (Foto: Valter Pontes/Secom) Os músicos também vestiram figurinos criados por Júnior Rocha, responsável pelo styling da cantora no Carnaval, ...

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Young african woman relaxing at home and reading a book, she is lying on the bed

Identificação com a cultura negra através da literatura

A história dos negros no Brasil é marcada, desde sempre, por uma luta constante contra um processo sistemático que tenta a todo momento apagar partes da sua história. E a forma mais eficiente que acharam para desenvolver esse processo de “apagamento” foi através da base, mais especificamente na educação. Por  João Guilherme de Lima Melo, enviado para o Portal Geledés É nas escolas que as crianças têm o primeiro contato com o que a sociedade em geral caracteriza como normal, como certo. E é neste mesmo local, e neste mesmo momento que as crianças começam a ser afastadas de alguns pontos de suma importância para a sua formação pessoal. Trazendo novamente a questão para a temática racial, os jovens negros desde cedo são levados a entender que a sua cultura tradicional, assim como os seus traços físicos característicos, não fazem parte do padrão de normalidade estabelecido na sociedade. Com isso, ...

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As escavações do terreno: planos de memorial (Arquivo A Lasca Arqueologia/Divulgação)

Sítio arqueológico na Liberdade pode virar memorial da cultura negra

Após demolição de prédio, foram encontradas nove ossadas com mais de 200 anos no terreno Por Rafaela Bonilla, da Veja  As escavações do terreno: planos de memorial (Arquivo A Lasca Arqueologia/Divulgação) Em julho de 2018, um prediozinho na rua Galvão Bueno acabou demolido indevidamente para a construção de mais um centro comercial na Liberdade, bairro que, desde as primeiras décadas do século XX, recebe imigrantes orientais. Após uma denúncia do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), foram encontradas nove ossadas com mais de 200 anos enterradas a cerca de 1 metro da superfície. As escavações do terreno: planos de memorial (Arquivo A Lasca Arqueologia/Divulgação) O terreno particular de 400 metros quadrados, com sua obra atualmente embargada, fica ao lado da pequena e deteriorada Capela de Nossa senhora dos Aflitos, bem tombado em 1991 por causa do seu valor histórico. O entorno, protegido pelo ...

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Evento acontece há 20 anos / PH Reinaux

História da famosa Terça Negra recifense vira livro

Obra costura as narrativas de 12 personagens que transformaram a experiência do povo negro no Recife No Brasil de Fato Evento acontece há 20 anos - Foto: PH Reinaux Se um lugar representa os valores e a cultura da África preservados no Recife, esse seria o Pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio, local onde há duas décadas acontece a Terça Negra. Essa é a conclusão a que chegou a educadora Lúcia dos Prazeres, analisando as relações visíveis e invisíveis possibilitadas pelo encontro de cultura negra na capital pernambucana, e registradas no livro “Terça Negra no Recife: Narrativas sobre Dança, Música, Espiritualidade e Sagrado”, que será lançado no dia 17 de dezembro, às 19h, em edição especial da Terça Negra, no Pátio de São Pedro. A noite, que marcará também o início das comemorações dos 20 anos do festejo, terá apresentações do Maracatu Estrela ...

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As batalhas de rimas, que tomam conta de múltiplos espaços da cidade, foram analisadas no trabalho do estudante
(foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press)

Pesquisador analisa expressões da cultura de resistência da periferia do DF

O trabalho do pesquisador Lucas da Silva foi selecionado para congresso na Argentina Por Lucas Batista, do Correio Braziliense As batalhas de rimas, que tomam conta de múltiplos espaços da cidade, foram analisadas no trabalho do estudante(Foto: Luis Nova/Esp. CB/D.A Press) Tendo a desigualdade social como triste realidade no cenário do Distrito Federal (DF), a população se acostumou a ter o centro da cidade, Brasília, como produtor de conhecimento e cultura. Com o passar dos anos, as regiões administrativas começaram a conquistar espaço e respeito como centros culturais. Mesmo que ainda marginalizadas, são grandes fornecedoras de arte de resistência, por meio do hip-hop, grafite e poesia, entre outras expressões. Entretanto, as pessoas de cidades periféricas do DF ainda são desqualificadas como fabricantes de conhecimento, precisando superar obstáculos como preconceito, defasagem de conteúdo e falta de recursos financeiros para produção de pesquisas, por exemplo. O artista de ...

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Cultura Preta: Quais são as novidades do segundo semestre de 2019?

O segundo semestre de 2019 chegou e com ele uma série de lançamentos e estreias na música, teatro, literatura e cinema. Aqui reunimos as mais recentes novidades da cultura preta e periférica de São Paulo, confira a agenda e mais informações sobre cada evento. Do Negro Belchior Peça “Terror e Miséria no 3º Milênio – Improvisando Utopias” Quando? Em cartaz de 28 de junho a 28 de julho Onde? Sesc Bom Retiro – Alameda Nothmann, 185, Campos Elíseos, São Paulo Saiba mais: https://bit.ly/terror3milenio Inspirada no clássico de Bertolt Brecht, a peça se une a cultura Hip Hop para apresentar um panorama sobre a violência. É uma visão que coloca, em mundos paralelos, os dias de hoje e os anos que antecederam a explosão do nazi-fascismo, na época da Segunda Guerra Mundial. O elenco formado por 11 atores MCs discute também os privilégios e opressões vindas do racismo, do preconceito de classe e gênero. O ...

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Arte: Marília Marz

Indivisível retrata a história da cultura negra no bairro da Liberdade

Indivisível mostra como a cultura negra e oriental coexistem no bairro da Liberdade, em São Paulo. O quadrinho está no Catarse e segue até dia 03 de junho, com finalidade de baratear a produção de mais exemplares. Em menos de dois dias, a obra escrita e desenhada por Marília Marz arrecadou trinta por cento da meta de doze mil reais. Por Davi Costa, do Epilogo A trama conta a história de Francisco José das Chagas, conhecido popularmente como Chaguinhas. Chagas era um oficial negro e frequentemente libertava e ajudava escravos a fugirem. Ele seguiu assim até certo dia, quando foi pego e condenado a morte por enforcamento no Largo da Forca, hoje chamado Praça da Liberdade. No entanto, a corda rompeu inúmeras vezes. Com isso, o oficial tornou-se um mártir e santo popular. Arte: Marília Marz Ainda hoje no bairro da Liberdade, Chaguinhas é um catequizado informal e recebe ...

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Modelos no backstage do desfile do verão 2019 da Pyer Moss, marca que vem fazendo um tipo de moda em que a cultura negra é observado de um ponto de vista incomum Foto: Landon Nordeman/The New York Times

Em NY, estilista observa cultura negra e racismo de uma nova perspectiva

Kerby Jean-Raymond desfila na histórica locação que abrigou a segunda maior comunidade afro-americana livre dos EUA por ROBIN GIVHAN - WASHINGTON POST no Estadão Modelos no backstage do desfile do verão 2019 da Pyer Moss, marca que vem fazendo um tipo de moda em que a cultura negra é observado de um ponto de vista incomum Foto: Landon Nordeman/The New York Times O estilista Kerby Jean-Raymond acredita na força da moda de inspirar, provocar e educar. Ele entende que o simples ato de se vestir pode ser político. E enquanto esse ritual matinal não é tão poderoso quanto lançar uma votação, ele também pode encorajar alguém. Sua coleção do verão 2019 para a Pyer Moss, intitulada Americano, Também: Lição 2, se conecta ao atual clima cultural em que pessoas de cor vem sendo crescentemente consideradas fora da norma, fora da família americana. Sentinelas tomam conta dos portões. ...

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CAROLINE LIMA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASIL
Ana Caroline, Odara e Amanda contam a 147ª história do projeto "Todo Dia Delas", que celebra 365 Mulheres no HuffPost Brasil.

Coletivo Dúdú Badé: O grupo que ensina memória e cultura negra para crianças

Elas promovem atividades lúdicas e lançaram catálogo com reflexões sobre infância com enfoque racial: "Nunca existiu esse lugar de valorização de cultura negra dessa maneira". Por Ana Ignacio, do HUFFPOST BRASIL Foto: CAROLINE LIMA/ESPECIAL PARA O HUFFPOST BRASILAna Caroline, Odara e Amanda contam a 147ª história do projeto "Todo Dia Delas", que celebra 365 Mulheres no HuffPost Brasil. Tudo tem um significado e uma origem. As palavras. As brincadeiras. Os costumes. A cultura. Com isso em mente, elas iniciaram um trabalho que junta – e fortalece – todas essas questões. Já começa com o nome do projeto. Dúdú Badé. "Significa caçar em bando preto. E a ideia foi essa", explica Ana Caroline da Silva, 26 anos, produtora cultural e arte educadora. Ela, sua irmã Amanda Cristina da Silva, 26 anos, nutricionista, e Odara Dèlé, 29 anos, socióloga, fazem parte desse bando. Um trio que usa todos os seus aprendizados e vivências para ...

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A cultura negra: luta e resistência de um povo

Afoxé, capoeira, samba de roda e os blocos afros são exemplos das manifestações culturais do povo negro brasileiro Por Lorena Carneiro e Wesley Lima, do Brasil de Fato   Milhares de pessoas se reúnem durante as festas populares e religiosas, como o Dia de Yemanjá, comemorado no dia 2 de fevereiro. / Lucas Mascarenhas A história brasileira é marcada por vários episódios de luta popular em defesa de direitos, que garantem dignidade, respeito e, acima disso, a vida. É neste contexto, que o povo negro, vítima da diáspora que os retirou do seu continente de origem - África -, conduziu o enfrentamento cotidiano na defesa de todas as dimensões sociais e culturais que reafirmam o lugar de protagonismo na construção de uma identidade e representatividade social.Na Bahia, estado brasileiro cuja população é majoritariamente composta por negros e negras, a professora Railma Souza explica que a resistência passa, em primeiro lugar, pelo enfrentamento ...

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Conheça o Coletivo Nega, que resgata a cultura negra a partir da arte

Pesquisadora e artista plástico falam da importância da arte em movimentos sociais, como o da Consciência Negra Por Karin Barros Do ND Online O dia 20 de novembro, data da morte do líder Zumbi dos Palmares (1695), foi escolhido para marcar reflexões sobre a inclusão do negro na sociedade. Porém, todo o mês acaba sendo de reflexão de grupos, coletivos e interessados em discutir o racismo, problema estrutural que continua inserido no país mesmo os negros sendo 53% da população brasileira conforme censo do IBGE, de 2014. Para Roberta Lira, cantora, performer, pesquisadora e acadêmica de artes cênicas da UFSC, a invisibilidade da população negra é uma das violações mais graves aos direitos humanos. “Essa situação se arrasta diante da nossa história por mais de 400 anos e foi construída pela violência. Quando a história do Brasil é contada por historiadores e pesquisadores mais sérios, imparciais, protagonistas, africanos ou povos implicados ...

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