Tag: Desigualdade racial

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Potências Negras Summit: evento gratuito e inédito traz debate urgente e aulas online contra a desigualdade racial nas empresas

Os últimos acontecimentos e o cenário pandêmico escancararam a desigualdade, o preconceito e a violência, muitas vezes velados. Está, mais do que nunca, evidente que precisamos agir. Quando falamos em oportunidades para pessoas negras e brancas, o cenário brasileiro ainda é de um enorme abismo social. A falta de representatividade nas empresas é, entre outros fatores, um dos motivos para tornar essa disparidade tão grande. Para se ter uma ideia, de acordo com os dados da Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), trabalhadores negros, mesmo quando possuem as mesmas competências, recebem salário até 31% menor do que brancos que ocupam o mesmo cargo. Por questão social, estratégica, mas principalmente de sobrevivência em se falar sobre o tema, o Summit Potências Negras, realizado por Ana Minuto e Escola Profissas, traz um dia inteiro de aulas e painéis para empoderar a comunidade negra e ...

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Seminário do CNJ apresentoua desigualdades a superar no acesso à Justiça (Foto: CNJ)

Seminário do CNJ apontou desigualdades a superar no acesso à Justiça

O compromisso da Justiça de buscar novas soluções para vencer o desafio da desigualdade no Brasil foi reafirmado por autoridades na mesa virtual de abertura do encontro 2º Democratizando o Acesso à Justiça: Justiça Social e o Poder Judiciário no Século 21, promovido nesta segunda-feira (22/2) pelo Conselho Nacional de Justiça. Presidida pela conselheira Flávia Pessoa, a cerimônia reuniu integrantes do sistema de Justiça que apontaram as expressões da desigualdade a serem enfrentadas no dia a dia do Poder Judiciário. O objetivo do encontro se alinha ao eixo da gestão do presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, ministro Luiz Fux, que prioriza a proteção dos direitos humanos e do meio ambiente. A conselheira Flávia Pessoa abriu a cerimônia lembrando que o foco do encontro são os grupos sociais historicamente discriminados no Brasil, em um momento de crise sanitária. O seminário ocorre dois dias depois do Dia Mundial da ...

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Pesquisadores negros enfrentam mais dificuldade para fazer divulgação científica, apontam especialistas

Como iniciativas buscam dar visibilidade a cientistas negros

A revista científica americana Cell trouxe recentemente um alerta, assinado por reitores, catedráticos e professores acadêmicos dos EUA, sobre as disparidades de apoio a projetos de pesquisas coordenados por cientistas negros. De acordo com o artigo, publicado na edição de 26 de janeiro, pesquisadores negros ganham 55% do que seus colegas brancos com desempenho semelhante. No Brasil, apesar de políticas afirmativas que, principalmente de 20 anos para cá, contribuíram para que negros tivessem acessos ao ensino universitário, o pesquisador negro também enfrenta disparidades e invisibilidade. Algumas iniciativas buscam enfrentar o problema. A cada dois anos ocorre, por exemplo, o Congresso Brasileiro de Pesquisadores Negros – a próxima edição, em 2022, será no Recife. "São espaços de sociabilidade científica e de luta antirracista de cientistas negras negros", esclarece o historiador Cleber Santos Vieira, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente da Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN). Fundada ...

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Foto: GETTY IMAGES

Racismo no Brasil: Desigualdade e Injustiça Social

O Racismo é uma construção Histórica e Social. Não nascemos Racistas, Machistas, Misóginos, Homofóbicos, Xenófobos, Intolerantes e Preconceituosos. Aprendemos desde muito cedo no seio das Instituições, Familiares, Religiosas, Estatais, Sociais a exercermos o Preconceito, a discriminação e a Exclusão social. O Racismo apresenta vários conceitos. Um deles o define como a Superioridade de uma Raça (Etnia) sobre a outra. Acontece por meio de um processo hierárquico e Hegemônico de uma Etnia ("Raça Branca") que se sobrepõe a outra Etnia (Raça Negra). "Estudos genéticos já provaram que não existem subgrupos de humanos, sendo errado classificar negros, asiáticos, indígenas ou outros grupos enquanto diferentes raças. A abordagem antropológica e sociológica da questão estabelece que os diferentes grupos entre humanos são etnias, e apresentam diferenças fenotípicas, como a cor de pele" O Racismo se manifesta no preconceito, ódio e exclusão da pessoa de cor Negra dos espaços Políticos, Sociais Públicos, Religiosos e Privados. ...

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Prisão em Hinton, Oklahoma, administrada pelo grupo GEO, que administra prisões federais americanas e será afetado pelo decreto de Biden (Foto: AP)

Biden publica decretos mirando desigualdade racial e encerra contratos com prisões privadas

Dando continuidade à profusão de decretos executivos destinados a combater o coronavírus, a prestar contas a seu eleitorado e a anular muitas das políticas de seu antecessor, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta terça-feira uma série de planos políticos tendo por objetivo cumprir uma promessa central de sua campanha: promover a igualdade racial. As medidas combatem a discriminação nas políticas de habitação e determinam o fim do uso de prisões privadas no sistema federal. Esta foi a primeira resposta política do presidente aos protestos nacionais do ano passado contra o racismo institucionalizado. Em uma cerimônia de assinatura dos decretos na Casa Branca, Biden apontou o assassinato de George Floyd pela polícia em maio, que levou a vastas manifestações contra a brutalidade policial e o racismo sistêmico, como “um ponto de inflexão na atitude deste país em relação à justiça racial". O presidente também sugeriu que suas medidas ...

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Manifestantes carregam cartazes com os nomes de jovens mortos por ações policiais, durante o Ato Vidas Negras Importam, em Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo (Foto: Bruno Santos/ Folhapress)

Violência racial: de cada 10 pessoas mortas pela polícia, oito são negras. Entidades cobram resposta do Estado

Ações para conter a violência racial e por parte da polícia e barrar a escalada de assassinatos de negros em todo o país foram cobradas com veemência em audiência pública realizada pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC/MPF) nesta quinta-feira (3). Representantes de organizações de defesa dos direitos humanos, do movimento negro e especialistas em segurança pública reivindicaram também medidas urgentes e efetivas do Ministério Público Federal no enfrentamento à violência de abordagens desnecessárias, violentas – especialmente de jovens – que geralmente terminam em assassinato e impunidade. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as mortes decorrentes de intervenções policiais têm aumentado. Em 2018, das 6.175 ocorrências, 75,4% eram pessoas negras. Em 2019, o número de ocorrências subiu para 6.357 e o percentual saltou para 79,1%. O número é mais de dez vezes maior que o de policiais mortos, evidenciando o uso excessivo de força policial. Além ...

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Ilustração: Bruno Fonseca e Larissa Fernandes/Agência Pública

A saúde das crianças negras

Quando se fala sobre saúde de crianças negras com profissionais da medicina, é comum que pensem logo em anemia falciforme, por se tratar de uma doença que acomete a população afrodescendente. No entanto, a vulnerabilidade das crianças negras vai muito além. Como fazem parte da população mais pobre do Brasil, estão sujeitas inúmeras doenças ligadas à pobreza. Uma criança negra tem, por exemplo, 70% mais risco de ser pobre e 30% a mais de chance de estar fora da escola do que uma criança branca, segundo o Unicef. A pobreza retira crianças e jovens da escola e os empurra cada vez mais precocemente para o mercado de trabalho, onde acabam desenvolvendo funções insalubres. Dados do Unicef indicam que 64,78% das crianças e adolescente que trabalham no Brasil são negros. Meninas negras representam entre 87% e 93% das crianças e dos adolescentes envolvidos em trabalho doméstico no país. Vejam outros números: ...

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(Foto: Divulgação/ Fundo Alas)

Edital Caminhos, primeira ação do Fundo Alas, apoiará lideranças negras

O combate à desigualdade racial e o apoio à potência de pessoas negras são aspectos centrais no trabalho da Fundação Tide Setubal na promoção da equidade, em especial no desenvolvimento de iniciativas com esse propósito. Com base nessa premissa, a Fundação Tide Setubal, por meio do Programa de Raça e Gênero, desenvolveu o Edital Caminhos, primeira ação do Fundo Alas. A iniciativa, que conta com parceria do Instituto Ibirapitanga e da Porticus América Latina, visa ampliar a diversidade racial em espaços de influência e decisão na sociedade e contribuir com a promoção da justiça social. Serão selecionadas 30 lideranças negras que receberão aporte financeiro de até R$ 15 mil. Esse recurso poderá ser investido em atividades diversas que contribuam com a trajetória das lideranças negras, como cursos de idiomas, cursos de pós-graduação (MBA, especialização e extensão), participação em intercâmbios, congressos e seminários; cursos livres que abordem temáticas relacionadas a consolidação ...

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Albinismo e relações raciais: Subjetividade, pertencimento e aspectos sociais

Albinismo é uma alteração genética hereditária, causada por gene recessivo, na qual a pessoa não produz melanina, que dá cor aos pêlos, cabelos e pele. A condição quase sempre afeta a visão, pois a falta de pigmentação atinge a retina, causando a baixa visão². Também pode haver nistagmo³, estrabismo ou fotofobia. Há aproximadamente 7 genes envolvidos na condição do albinismo, tendo assim uma diversidade entre as pessoas albinas, inclusive no que diz respeito a tonalidade dos cabelos e da pele. A condição está presente em várias etnias e em muitas espécies do reino animal. Sobre a quantidade de casos por pessoa, não há estatísticas e sim estimativas, variando entre 1/17.000 e 1/20.000 habitantes. Em África as estimativas são de 1/10.000 habitantes. Assim como no continente africano, é percebido no Brasil uma prevalência da condição em famílias negras. Para além das definições, há muitos aspectos a serem explorados para abarcar a ...

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"Qual é o cognitivo da sociedade em relação ao afrodescendente a nossa cultura, nossa história e religião?" (Foto: Mariana Maiara)

Bem no meio da encruzilhada

“Nosso medo mais profundo não é sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão o que mais assusta.” Nelson Mandela Diante do controle moralizante da sociedade que permite classificar e punir, indagamos: quem somos nós? Qual é a verdadeira participação do povo negro na formação da nação brasileira? Qual é o cognitivo da sociedade em relação ao afrodescendente a nossa cultura, nossa história e religião? Quem vai contar a verdadeira história que nos liberta? O racismo não tem a ver com a questão das diferenças. O que leva ao racismo é o medo que o diferente se torne parecido, ameaçando identidades e transgredindo nos espaços da suposta democracia racial. Dizendo de outra forma, o que assusta a sociedade branca é o negro poder mostrar-se com todo seu potencial de ser. Sequestrados do continente africano, negras e negros foram mandados para ...

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Foto: Diêgo Holanda/G1

Proporção de negros nas prisões cresce 14% em 15 anos, enquanto a de brancos cai 19%, mostra Anuário de Segurança Pública

Em 15 anos, a proporção de negros no sistema carcerário cresceu 14%, enquanto a de brancos diminuiu 19%. Hoje, de cada três presos, dois são negros. É o que revela o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste domingo (18) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Dos 657,8 mil presos em que há a informação da cor/raça disponível, 438,7 mil são negros (ou 66,7%). Os dados são referentes a 2019. Percentual de negros tem aumentado ano a ano — Foto: Elcio Horiuchi/G1 Segundo o Anuário, as prisões no país estão se tornando, ano a ano, espaços destinados a um perfil populacional cada vez mais homogêneo. “No Brasil, se prende cada vez mais, mas, sobretudo, cada vez mais pessoas negras.” “Existe, dessa forma, uma forte desigualdade racial no sistema prisional, que pode ser percebida concretamente na maior severidade de tratamento e sanções punitivas direcionadas aos negros”, ...

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Diversidade racial na medicina O objetivo do programa de financiamento do Iluma é garantir "recursos financeiros e mentoria" para a estudantes de medicina negros de baixa renda. A mentoria — que inclui acompanhamento de atividades acadêmicas, notas e desempenho — é feita por médicas e médicos negros. "A gente trabalha para garantir meios para que a pessoa consiga seguir em frente e se formar", explica Juliana Oliveira. Já as doações mensais de R$ 400 podem ser feitas por qualquer um disposto a contribuir com o aumento da diversidade racial na medicina (mais detalhes aqui). Lançada oficialmente em dezembro de 2019, durante uma solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo, a associação se propõe a promover e assegurar equidade de direitos políticos, educacionais, sociais e econômicos para a população negra. Entre os objetivos do instituto estão a busca por "sustentabilidade econômica" para esta parcela da população, a defesa da educação e saúde gratuitas e de qualidade, o combate ao "encarceramento sistemático da população negra", a "representatividade política como condição essencial para exercício do direito ao voto" e o "fomento do engajamento de jovens e jovens adultos negros na luta antirracista". Dos 209,2 milhões de brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, 19,2 milhões se autodeclaram pretos e 89,7 milhões se apresentam como pardos. Dados referentes a 2018, divulgados em novembro de 2019 pelo IBGE, mostraram que, pela primeira vez na história, o número de estudantes negros em faculdades públicas brasileiras superou o de alunos brancos: 50,3% de pretos e pardos contra 49,7% de brancos. Apesar de ainda não se refletir nos cursos mais disputados, como é o caso de medicina, a conquista, segundo o IBGE, é um fruto direto da política de cotas raciais nas universidades públicas. Apesar de terem superado o número de brancos nas faculdades públicas, a maioria dos universitários pretos (66,86%) e pardos (73,54%) brasileiros estuda em faculdades particulares, segundo dados de 2018 do Inep. 'Não vive, não sabe' Juliana conta que ter nascido em uma família com boas condições financeiras trouxe vantagens indiscutíveis, mas não tornou sua trajetória igual a de colegas de profissão brancos. "A tensão racial esteve presente em todos os lugares, desde a universidade até hoje." Durante a entrevista, a médica enumera uma série de episódios racistas vividos ao longo da carreira. "Acontece muito por eu hoje usar um cabelo afro, que expõe gritantemente a minha raça e meu posicionamento político — porque usar um black power é um gesto político", diz. Além de comentários racistas sobre sua aparência, Juliana ilustra as barreiras na profissão pela ausência de equipamentos de proteção individual pensados para profissionais negros. "Por exemplo, a touca que todos nós usamos nos procedimentos. Não existe touca para médico preto. Não se encontra touca médica onde caiba um black power, um dreadlock, uma trança. Nada." As de Juliana são feitas em cetim por encomenda. "Quando souberam, minhas colegas disseram que nunca pensaram sobre a dificuldade das touquinhas para cirurgiões negros." Ela explica: "Você não vive, você não sabe". (Arquivo Pessoal)

‘Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina; 32 anos depois, minha formatura foi igual’

A cor branca não estampa só as paredes, leitos, jalecos e corredores de hospitais e consultórios no Brasil. "Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina. Era ele, um homem e uma mulher numa classe de 80 pessoas", conta a médica Juliana Estevão de Oliveira, formada em 2010 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Na minha festa formatura, 32 anos depois, éramos 160 alunos e o cenário era igual." Apesar da redução da desigualdade nas universidades nas últimas décadas, os mais de 30 anos que separam as formaturas da rara família de médicos negros de Minas Gerais ilustram o abismo racial — e o apagão de informações — existentes em uma das profissões mais valorizadas e bem pagas do país. Hoje residente de oftalmologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, Juliana conta que o "pai passou 6 anos praticamente sem dormir" ...

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Elias Oliveira Sampaio Foto:Adenilson Nunes/Secom Local Fundação Luís Eduardo Magalhães

As desigualdades raciais são categóricas e duradouras, estúpido!

Talvez o maior erro de avaliação para usos e formas de se tentar aplicar o termo “novo normal” para qualificar as diversas facetas da atual conjuntura socioeconômica e político-institucional mundial, é imaginar que as transformações em curso estão surgindo e/ou sendo mais evidenciadas, tão somente, em virtude dos efeitos deletérios causados pela disseminação da covid-19. A crise sanitária causada pelo coronavirus, apesar de seu ineditismo, sua dimensão e sua criticidade, tem sido apenas o elemento catalizador de um conjunto mudanças que vem ocorrendo mais acentuadamente nas últimas duas décadas, particularmente, no campo das tecnologias de informação e comunicação, as quais, tem sido – e por muito tempo ainda serão – as condições necessárias para se chegar a algo verdadeiramente novo nas relações sociais de produção e de consumo tal qual as conhecemos. As tão atualmente populares Amazon, Netflix e Google, por exemplo, estão por aí desde dos anos de 1990. ...

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(Foto: Spencer Platt/Getty Images)

Por que a COVID-19 é mais mortal para a população negra? – Artigo de Edna Araújo e Kia Caldwell

O Brasil e os Estados Unidos têm muito em comum quando se trata do coronavírus. Ambos estão entre os países mais atingidos do mundo, onde centenas morrem diariamente. O poder público máximo dos dois países possui opiniões semelhantes sobre a forma de lidar com a pandemia e têm sido criticados por isso. E em ambos os países o vírus está afetando desproporcionalmente os negros, resultado do racismo estrutural que remonta à escravidão. Desigualdades raciais O Brasil moderno nunca legalizou a discriminação racial como as leis Jim Crow nos Estados Unidos, mas as desigualdades raciais estão profundamente arraigadas. Apesar do persistente mito do Brasil como uma integrada “democracia racial”, a discriminação no mercado de trabalho caracterizada por menores salários para brasileiros pretos e pardos mesmo quando eles têm a mesma formação educacional de brasileiros brancos, assim como . segregação residencial , que determina que as pessoas negras, em sua maioria, residam ...

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(Getty Images/Reprodução)

Desigualdade racial na educação brasileira: um Guia completo para entender e combater essa realidade

Introdução De caráter estrutural e sistêmico, a desigualdade entre brancos e negros na sociedade brasileira é inquestionável e persiste com a fragilidade de políticas públicas para o seu enfrentamento. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, os negros representam 75,2% do grupo formado pelos 10% mais pobres do país. Se realmente queremos construir uma sociedade igualitária, é necessário compreender qual o papel que cada estrutura socioeconômica desempenha na reprodução do racismo, a fim de desenhar estratégias eficazes para o seu enfrentamento. Nesse cenário, o combate à desigualdade racial na educação é essencial, enquanto elemento indispensável para qualquer mudança, de modo que sem uma educação efetivamente antirracista não é possível pensar em uma sociedade igualitária. Ao longo deste especial, compilamos uma série de informações, dados e análises aqui do Observatório de Educação – Ensino Médio e Gestão para você compreender um pouco mais sobre a ...

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Todos os americanos, e em especial os americanos brancos, estão passando por um rápido aprendizado dos fardos suportados diariamente pelos americanos negros Foto: Roberto Schmidt/AFP

Cinco crises simultâneas dos EUA

Cinco mudanças gigantescas ocorrendo nos EUA hoje. A primeira delas é o fato de estarmos perdendo a luta contra a covid-19. Nosso comportamento nada tem a ver com a realidade ao nosso redor. Simplesmente cansamos e, por isso, desistimos. A segunda: todos os americanos, e em especial os americanos brancos, estão passando por um rápido aprendizado dos fardos suportados diariamente pelos americanos negros. Esse aprendizado continua, mas a opinião pública já está mudando com velocidade impressionante. A terceira: estamos no meio de um realinhamento político. O público americano está rejeitando com veemência o Partido Republicano de Donald Trump. O sinal mais claro disso é o fato de o partido ter desistido de si, um culto à personalidade cujo líder está acabado. A quarta: uma quase-religião está buscando o controle das instituições culturais americanas. Os acólitos dessa quase-religião chamada Justiça Social defendem uma ideologia simplificadora: a história é essencialmente uma disputa ...

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Getty Images/iStockphoto

Entenda por que falamos que ‘vidas negras importam’ em vez de ‘todas as vidas importam’

Direto aos fatos: Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, morreu após cair de uma altura de 35 metros, no Recife, ao sair para procurar a sua mãe, a faxineira Mirtes Renata Souza. Ela seguia trabalhando durante o isolamento social com a companhia de seu filho por não ter opção. Miguel sentiu falta da mãe, que naquele momento passeava com o cachorro de Sari Corte Real, e foi colocado pela patroa sozinho no elevador, saiu num andar sem proteção e não resistiu aos ferimentos da queda. O exemplo reflete o descaso que pessoas brancas têm pela vida de pessoas negras e reforça a pergunta: e se fosse o filho da patroa? Todas as vidas importam, claro, mas se o exemplo acima não te convence de que olhar para a vida da população negra é urgente e sempre foi, você está colaborando com a manutenção do projeto de exterminação da população ...

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REUTERS

Protestos por George Floyd: em seis áreas, a desigualdade racial no Brasil e nos EUA

A eclosão de manifestações nos Estados Unidos e no Brasil contra a violência que atinge os negros volta a lançar luz sobre a desigualdade e a representatividade racial nos dois países. A BBC News Brasil selecionou abaixo dezenas de indicadores oficiais em seis tópicos acerca da disparidade racial. Em resumo, em relação aos brancos, os negros brasileiros e americanos têm menos escolaridade, acesso à saúde e emprego. Morrem mais de covid-19 e em intervenções policiais. São sub-representados no sistema político e na indústria cultural. Os negros somam 55% da população brasileira e 12% da americana. Cada país adota sua própria metodologia para classificação racial ou étnica. No Brasil, ela é mais flexível e em torno da autodeclaração, sendo ligada a aspectos físicos e socioculturais, por exemplo. Negros é a soma de pretos e pardos. Nos EUA, a regra é mais rígida — baseada na ascendência — para se definir como ...

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Teste para coronavírus (Foto: Marijan Murat / AFP)

Justiça determina registro obrigatório de raça em casos da covid-19

A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que os dados registrados e divulgados sobre os casos de coronavírus no país incluam, obrigatoriamente, informações sobre a etnorraça dos infectados. A decisão, liminar, atendeu a um pedido da Defensoria Pública da União e do Instituto Luiz Gama (ONG que luta contra o preconceito) e reconheceu a necessidade de identificar grupos mais vulneráveis à pandemia. "A urgência da medida reside na própria pandemia e na necessidade premente de que os gestores adotem medidas realmente condizentes com as necessidades da população, especialmente a que se encontra em situação de maior vulnerabilidade", escreveu o juiz federal Dimitri Vasconcelos Wanderley. Segundo a decisão, a União deve expedir diretrizes para as secretarias de Saúde para o preenchimento obrigatório dos marcadores etnorraciais, conforme as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera negra toda a população que se autodeclara preta ou parda. Também devem ...

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Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress

Discriminação e desigualdades raciais no Brasil: obra de Carlos Hasenbalg quarenta anos depois

Em 1978, Carlos Hasenbalg defendeu na Universidade de Berkeley, sob a orientação de Robert Blauner, a sua tese de doutorado intitulada Race Relations In Post-Abolition Brazil: The Smooth Preservation of Racial Inequalities. Em 1979, a tese foi publicada como livro com o título Discriminação e desigualdades raciais no Brasil, dando início a uma nova linha de interpretação sobre o lugar da raça na compreensão da desigualdade. Neste texto comemorativo dos quarenta anos desta obra, procuro registrar alguns aspectos que fazem desse livro um divisor de águas na literatura sobre o tema e demonstrar o porquê de esta obra permanecer crucial para aqueles que desejam entender as dinâmicas de raça e classe no Brasil. Por Márcia Lima, do Novos Estudos Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress Organizado em três partes – perspectivas teóricas, evolução das desigualdades raciais ...

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