sexta-feira, outubro 23, 2020

    Tag: Desigualdade racial

    "Qual é o cognitivo da sociedade em relação ao afrodescendente a nossa cultura, nossa história e religião?" (Foto: Mariana Maiara)

    Bem no meio da encruzilhada

    “Nosso medo mais profundo não é sermos inadequados. Nosso medo mais profundo é de sermos poderosos além da medida. É nossa luz, não nossa escuridão o que mais assusta.” Nelson Mandela Diante do controle moralizante da sociedade que permite classificar e punir, indagamos: quem somos nós? Qual é a verdadeira participação do povo negro na formação da nação brasileira? Qual é o cognitivo da sociedade em relação ao afrodescendente a nossa cultura, nossa história e religião? Quem vai contar a verdadeira história que nos liberta? O racismo não tem a ver com a questão das diferenças. O que leva ao racismo é o medo que o diferente se torne parecido, ameaçando identidades e transgredindo nos espaços da suposta democracia racial. Dizendo de outra forma, o que assusta a sociedade branca é o negro poder mostrar-se com todo seu potencial de ser. Sequestrados do continente africano, negras e negros foram mandados para ...

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    Foto: Diêgo Holanda/G1

    Proporção de negros nas prisões cresce 14% em 15 anos, enquanto a de brancos cai 19%, mostra Anuário de Segurança Pública

    Em 15 anos, a proporção de negros no sistema carcerário cresceu 14%, enquanto a de brancos diminuiu 19%. Hoje, de cada três presos, dois são negros. É o que revela o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado neste domingo (18) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Dos 657,8 mil presos em que há a informação da cor/raça disponível, 438,7 mil são negros (ou 66,7%). Os dados são referentes a 2019. Percentual de negros tem aumentado ano a ano — Foto: Elcio Horiuchi/G1 Segundo o Anuário, as prisões no país estão se tornando, ano a ano, espaços destinados a um perfil populacional cada vez mais homogêneo. “No Brasil, se prende cada vez mais, mas, sobretudo, cada vez mais pessoas negras.” “Existe, dessa forma, uma forte desigualdade racial no sistema prisional, que pode ser percebida concretamente na maior severidade de tratamento e sanções punitivas direcionadas aos negros”, ...

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    Diversidade racial na medicina O objetivo do programa de financiamento do Iluma é garantir "recursos financeiros e mentoria" para a estudantes de medicina negros de baixa renda. A mentoria — que inclui acompanhamento de atividades acadêmicas, notas e desempenho — é feita por médicas e médicos negros. "A gente trabalha para garantir meios para que a pessoa consiga seguir em frente e se formar", explica Juliana Oliveira. Já as doações mensais de R$ 400 podem ser feitas por qualquer um disposto a contribuir com o aumento da diversidade racial na medicina (mais detalhes aqui). Lançada oficialmente em dezembro de 2019, durante uma solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo, a associação se propõe a promover e assegurar equidade de direitos políticos, educacionais, sociais e econômicos para a população negra. Entre os objetivos do instituto estão a busca por "sustentabilidade econômica" para esta parcela da população, a defesa da educação e saúde gratuitas e de qualidade, o combate ao "encarceramento sistemático da população negra", a "representatividade política como condição essencial para exercício do direito ao voto" e o "fomento do engajamento de jovens e jovens adultos negros na luta antirracista". Dos 209,2 milhões de brasileiros, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua do IBGE, 19,2 milhões se autodeclaram pretos e 89,7 milhões se apresentam como pardos. Dados referentes a 2018, divulgados em novembro de 2019 pelo IBGE, mostraram que, pela primeira vez na história, o número de estudantes negros em faculdades públicas brasileiras superou o de alunos brancos: 50,3% de pretos e pardos contra 49,7% de brancos. Apesar de ainda não se refletir nos cursos mais disputados, como é o caso de medicina, a conquista, segundo o IBGE, é um fruto direto da política de cotas raciais nas universidades públicas. Apesar de terem superado o número de brancos nas faculdades públicas, a maioria dos universitários pretos (66,86%) e pardos (73,54%) brasileiros estuda em faculdades particulares, segundo dados de 2018 do Inep. 'Não vive, não sabe' Juliana conta que ter nascido em uma família com boas condições financeiras trouxe vantagens indiscutíveis, mas não tornou sua trajetória igual a de colegas de profissão brancos. "A tensão racial esteve presente em todos os lugares, desde a universidade até hoje." Durante a entrevista, a médica enumera uma série de episódios racistas vividos ao longo da carreira. "Acontece muito por eu hoje usar um cabelo afro, que expõe gritantemente a minha raça e meu posicionamento político — porque usar um black power é um gesto político", diz. Além de comentários racistas sobre sua aparência, Juliana ilustra as barreiras na profissão pela ausência de equipamentos de proteção individual pensados para profissionais negros. "Por exemplo, a touca que todos nós usamos nos procedimentos. Não existe touca para médico preto. Não se encontra touca médica onde caiba um black power, um dreadlock, uma trança. Nada." As de Juliana são feitas em cetim por encomenda. "Quando souberam, minhas colegas disseram que nunca pensaram sobre a dificuldade das touquinhas para cirurgiões negros." Ela explica: "Você não vive, você não sabe". (Arquivo Pessoal)

    ‘Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina; 32 anos depois, minha formatura foi igual’

    A cor branca não estampa só as paredes, leitos, jalecos e corredores de hospitais e consultórios no Brasil. "Meu pai foi um dos únicos pretos na escola de Medicina. Era ele, um homem e uma mulher numa classe de 80 pessoas", conta a médica Juliana Estevão de Oliveira, formada em 2010 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). "Na minha festa formatura, 32 anos depois, éramos 160 alunos e o cenário era igual." Apesar da redução da desigualdade nas universidades nas últimas décadas, os mais de 30 anos que separam as formaturas da rara família de médicos negros de Minas Gerais ilustram o abismo racial — e o apagão de informações — existentes em uma das profissões mais valorizadas e bem pagas do país. Hoje residente de oftalmologia no Hospital das Clínicas da Universidade Federal da Bahia, em Salvador, Juliana conta que o "pai passou 6 anos praticamente sem dormir" ...

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    Elias Oliveira Sampaio Foto:Adenilson Nunes/Secom Local Fundação Luís Eduardo Magalhães

    As desigualdades raciais são categóricas e duradouras, estúpido!

    Talvez o maior erro de avaliação para usos e formas de se tentar aplicar o termo “novo normal” para qualificar as diversas facetas da atual conjuntura socioeconômica e político-institucional mundial, é imaginar que as transformações em curso estão surgindo e/ou sendo mais evidenciadas, tão somente, em virtude dos efeitos deletérios causados pela disseminação da covid-19. A crise sanitária causada pelo coronavirus, apesar de seu ineditismo, sua dimensão e sua criticidade, tem sido apenas o elemento catalizador de um conjunto mudanças que vem ocorrendo mais acentuadamente nas últimas duas décadas, particularmente, no campo das tecnologias de informação e comunicação, as quais, tem sido – e por muito tempo ainda serão – as condições necessárias para se chegar a algo verdadeiramente novo nas relações sociais de produção e de consumo tal qual as conhecemos. As tão atualmente populares Amazon, Netflix e Google, por exemplo, estão por aí desde dos anos de 1990. ...

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    (Foto: Spencer Platt/Getty Images)

    Por que a COVID-19 é mais mortal para a população negra? – Artigo de Edna Araújo e Kia Caldwell

    O Brasil e os Estados Unidos têm muito em comum quando se trata do coronavírus. Ambos estão entre os países mais atingidos do mundo, onde centenas morrem diariamente. O poder público máximo dos dois países possui opiniões semelhantes sobre a forma de lidar com a pandemia e têm sido criticados por isso. E em ambos os países o vírus está afetando desproporcionalmente os negros, resultado do racismo estrutural que remonta à escravidão. Desigualdades raciais O Brasil moderno nunca legalizou a discriminação racial como as leis Jim Crow nos Estados Unidos, mas as desigualdades raciais estão profundamente arraigadas. Apesar do persistente mito do Brasil como uma integrada “democracia racial”, a discriminação no mercado de trabalho caracterizada por menores salários para brasileiros pretos e pardos mesmo quando eles têm a mesma formação educacional de brasileiros brancos, assim como . segregação residencial , que determina que as pessoas negras, em sua maioria, residam ...

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    (Getty Images/Reprodução)

    Desigualdade racial na educação brasileira: um Guia completo para entender e combater essa realidade

    Introdução De caráter estrutural e sistêmico, a desigualdade entre brancos e negros na sociedade brasileira é inquestionável e persiste com a fragilidade de políticas públicas para o seu enfrentamento. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por exemplo, os negros representam 75,2% do grupo formado pelos 10% mais pobres do país. Se realmente queremos construir uma sociedade igualitária, é necessário compreender qual o papel que cada estrutura socioeconômica desempenha na reprodução do racismo, a fim de desenhar estratégias eficazes para o seu enfrentamento. Nesse cenário, o combate à desigualdade racial na educação é essencial, enquanto elemento indispensável para qualquer mudança, de modo que sem uma educação efetivamente antirracista não é possível pensar em uma sociedade igualitária. Ao longo deste especial, compilamos uma série de informações, dados e análises aqui do Observatório de Educação – Ensino Médio e Gestão para você compreender um pouco mais sobre a ...

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    Todos os americanos, e em especial os americanos brancos, estão passando por um rápido aprendizado dos fardos suportados diariamente pelos americanos negros Foto: Roberto Schmidt/AFP

    Cinco crises simultâneas dos EUA

    Cinco mudanças gigantescas ocorrendo nos EUA hoje. A primeira delas é o fato de estarmos perdendo a luta contra a covid-19. Nosso comportamento nada tem a ver com a realidade ao nosso redor. Simplesmente cansamos e, por isso, desistimos. A segunda: todos os americanos, e em especial os americanos brancos, estão passando por um rápido aprendizado dos fardos suportados diariamente pelos americanos negros. Esse aprendizado continua, mas a opinião pública já está mudando com velocidade impressionante. A terceira: estamos no meio de um realinhamento político. O público americano está rejeitando com veemência o Partido Republicano de Donald Trump. O sinal mais claro disso é o fato de o partido ter desistido de si, um culto à personalidade cujo líder está acabado. A quarta: uma quase-religião está buscando o controle das instituições culturais americanas. Os acólitos dessa quase-religião chamada Justiça Social defendem uma ideologia simplificadora: a história é essencialmente uma disputa ...

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    Getty Images/iStockphoto

    Entenda por que falamos que ‘vidas negras importam’ em vez de ‘todas as vidas importam’

    Direto aos fatos: Miguel Otávio Santana da Silva, 5 anos, morreu após cair de uma altura de 35 metros, no Recife, ao sair para procurar a sua mãe, a faxineira Mirtes Renata Souza. Ela seguia trabalhando durante o isolamento social com a companhia de seu filho por não ter opção. Miguel sentiu falta da mãe, que naquele momento passeava com o cachorro de Sari Corte Real, e foi colocado pela patroa sozinho no elevador, saiu num andar sem proteção e não resistiu aos ferimentos da queda. O exemplo reflete o descaso que pessoas brancas têm pela vida de pessoas negras e reforça a pergunta: e se fosse o filho da patroa? Todas as vidas importam, claro, mas se o exemplo acima não te convence de que olhar para a vida da população negra é urgente e sempre foi, você está colaborando com a manutenção do projeto de exterminação da população ...

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    REUTERS

    Protestos por George Floyd: em seis áreas, a desigualdade racial no Brasil e nos EUA

    A eclosão de manifestações nos Estados Unidos e no Brasil contra a violência que atinge os negros volta a lançar luz sobre a desigualdade e a representatividade racial nos dois países. A BBC News Brasil selecionou abaixo dezenas de indicadores oficiais em seis tópicos acerca da disparidade racial. Em resumo, em relação aos brancos, os negros brasileiros e americanos têm menos escolaridade, acesso à saúde e emprego. Morrem mais de covid-19 e em intervenções policiais. São sub-representados no sistema político e na indústria cultural. Os negros somam 55% da população brasileira e 12% da americana. Cada país adota sua própria metodologia para classificação racial ou étnica. No Brasil, ela é mais flexível e em torno da autodeclaração, sendo ligada a aspectos físicos e socioculturais, por exemplo. Negros é a soma de pretos e pardos. Nos EUA, a regra é mais rígida — baseada na ascendência — para se definir como ...

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    Teste para coronavírus (Foto: Marijan Murat / AFP)

    Justiça determina registro obrigatório de raça em casos da covid-19

    A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou que os dados registrados e divulgados sobre os casos de coronavírus no país incluam, obrigatoriamente, informações sobre a etnorraça dos infectados. A decisão, liminar, atendeu a um pedido da Defensoria Pública da União e do Instituto Luiz Gama (ONG que luta contra o preconceito) e reconheceu a necessidade de identificar grupos mais vulneráveis à pandemia. "A urgência da medida reside na própria pandemia e na necessidade premente de que os gestores adotem medidas realmente condizentes com as necessidades da população, especialmente a que se encontra em situação de maior vulnerabilidade", escreveu o juiz federal Dimitri Vasconcelos Wanderley. Segundo a decisão, a União deve expedir diretrizes para as secretarias de Saúde para o preenchimento obrigatório dos marcadores etnorraciais, conforme as categorias do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que considera negra toda a população que se autodeclara preta ou parda. Também devem ...

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    Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress

    Discriminação e desigualdades raciais no Brasil: obra de Carlos Hasenbalg quarenta anos depois

    Em 1978, Carlos Hasenbalg defendeu na Universidade de Berkeley, sob a orientação de Robert Blauner, a sua tese de doutorado intitulada Race Relations In Post-Abolition Brazil: The Smooth Preservation of Racial Inequalities. Em 1979, a tese foi publicada como livro com o título Discriminação e desigualdades raciais no Brasil, dando início a uma nova linha de interpretação sobre o lugar da raça na compreensão da desigualdade. Neste texto comemorativo dos quarenta anos desta obra, procuro registrar alguns aspectos que fazem desse livro um divisor de águas na literatura sobre o tema e demonstrar o porquê de esta obra permanecer crucial para aqueles que desejam entender as dinâmicas de raça e classe no Brasil. Por Márcia Lima, do Novos Estudos Márcia Lima, durante o seminário Diálogos, no auditório do Cebrap, em 2016 - Moacyr Lopes Junior - 2.mai.16:Folhapress Organizado em três partes – perspectivas teóricas, evolução das desigualdades raciais ...

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    Foto de Tuca Vieira que mostra Paraisópolis e prédio de luxo do Morumbi rodou o mundo e virou símbolo da desigualdade social

    ‘Quem a polícia defende? De que lado está?’, questiona autor de foto símbolo da desigualdade no Brasil

    No início de 2004, o fotógrafo Tuca Vieira, que trabalhava no jornal Folha de S.Paulo, recebeu a tarefa de fotografar alguns pontos da capital paulista para um caderno especial sobre o aniversário de 450 anos da cidade, comemorado em 25 de janeiro. Por Leandro Machado, da BBC Foto de Tuca Vieira que mostra Paraisópolis e prédio de luxo do Morumbi rodou o mundo e virou símbolo da desigualdade social (Foto: TUCA VIEIRA) Um dos locais escolhidos foi o encontro entre Paraisópolis, segunda maior favela do município, e o rico bairro do Morumbi. Tuca não imaginava, mas a imagem que ele fez naquele dia viraria um retrato e símbolo da desigualdade no Brasil. De um lado, um prédio luxuoso, com quadras de tênis e piscinas na varanda dos apartamentos; do outro, centenas de barracos de alvenaria se espremendo em uma geografia típica de uma favela brasileira. No ...

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    Mapa da Desigualdade: Por que falar em Desigualdade?

    Fonte: Rede Nossa São Paulo Muitas vezes, quando se fala em desigualdade, a primeira coisa que as pessoas visualizam é o desequilíbrio na distribuição de renda. Porém, quando falamos em desigualdade, estamos nos referindo às suas diversas formas de se manifestar: desigualdade de gênero, desigualdade racial e, principalmente, em desigualdades regionais. Essas assimetrias perpetuam ciclos viciosos de estagnação social e acesso a direitos básicos, como educação e saúde de qualidade; direito à moradia, ao trabalho, à cultura; direito a ter boas condições de mobilidade e segurança; direito a um meio ambiente saudável e a uma infância feliz. Os efeitos da desigualdade são perversos e afetam a todas e todos, inclusive às pessoas socialmente mais privilegiadas. Esses efeitos se refletem em vários aspectos mensuráveis, como nos índices de criminalidade e violência (social e simbólica); nos tipos e na remuneração do trabalho; no nível de estresse e nas doenças que afetam a população. Esses números demonstram, explicitamente, os sinais de uma sociedade desequilibrada e ...

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    Jadson Oliveira de Jesus, 21, estuda engenharia do Insper; bolsista, ele afirma que a ênfase de sua mãe em sua educação desde a primeira infância o ajudou a superar barreiras impostas a meninos pretos, mas que além disso precisou de sorte - Bruno Santos/Folhapress

    Desigualdade racial transparece em notas de meninos negros, mostra pesquisa

    Aumento da renda tem impacto menor no desempenho do grupo, diz estudo Por Érica Fraga, da Folha da S.Paulo A enorme desvantagem educacional de meninos pretos que vivem em São Paulo em relação a garotos brancos da mesma faixa etária é ainda maior se ambos pertencerem a famílias de nível socioeconômico mais elevado. Isso significa que, embora a renda dos pais tenha grande impacto sobre o desempenho escolar das crianças no Brasil, parte desse poder de alavanca é perdida dependendo da combinação entre gênero e cor da pele do aluno. A conclusão —reforçada por outros dados— é de um estudo inédito da Fundação Tide Setubal, com foco nas notas de alunos do 5º ano do ensino fundamental em língua portuguesa, na rede pública da capital paulistana, que será divulgado nesta semana. A análise da intersecção entre renda, cor e sexo dos alunos mostra que há um padrão de desempenho escolar ...

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    Aluno em escola da rede pública estadual na zona sul de São Paulo - Zanone Fraissat - Folhapress

    Educação? Qualidade para poucos não é qualidade

    Indicador oferece retrato das desigualdades no país por Maria Alice Setubal, José Francisco Soares e Mauricio Ernica no Folha de São Paulo Aluno em escola da rede pública estadual na zona sul de São Paulo - Zanone Fraissat - Folhapress A educação está no centro da pauta nacional e tem mobilizado os mais diversos setores da sociedade. O Brasil alcançou nos últimos anos enormes avanços, considerando-se que, em 1980, apenas 25% das crianças brasileiras chegaram à oitava série e que, hoje, praticamente universalizamos o ensino fundamental e ampliamos muito a taxa de matrículas na educação infantil e no ensino médio. A partir dos anos 1990, o país colocou a qualidade no centro da agenda educacional, estipulando metas balizadas pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Desde então, os problemas educacionais mudaram de forma. As desigualdades no acesso e na conclusão das etapas da escolarização básica foram ...

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    Estatuto da Igualdade Racial é sancionado pela Prefeitura Municipal de Salvador

    Após 10 anos de tramitação, foi aprovado nesta sexta-feira, 28, o Projeto de Lei 549/2013, onde institui o Estatuto da Igualdade e Combate à Intolerância Religiosa, pela Câmara Municipal de Salvador. Por A Tarde (Foto: Gabriel Castro Herrera) O projeto relatado pelo vereador Sílvio Humberto (PSB) já havia sido protocolado pela deputada estadual Olívia Santana (PCdoB), na época que era vereadora da cidade, e aguardava apenas a sanção do prefeito Acm Neto. O estatuto prevê a inclusão igualitária dos afrodescendentes nas políticas públicas, a instituição do Sistema Municipal de Promoção da Igualdade Racial (Sismupir), a criação de um Sistema Municipal de Financiamento das Políticas de Promoção da Igualdade Racial. Além disso, outra realização do projeto é a criação de um sistema de Política Municipal de Saúde Integral da População Negra. Na ocasião, o vereador comemorou a aprovação e acrescentou que os direitos igualitários não foram garantido ...

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    Marca quer unir brancos e negros com estampas inspiradas em personagens e fatos históricos. Imagem- Campo Grande News

    Após sentir desigualdade na pele, jovem lança marca para unir negros e brancos

    Tauan Kaique trocou de família várias vezes na infância e foi na rua que teve a ideia de “vestir” a igualdade nas pessoas por Danielle Valentim no Campo Grande News Marca quer unir brancos e negros com estampas inspiradas em personagens e fatos históricos. Imagem- Campo Grande News Aos 24 anos, Tauan Kaique é mais um jovem negro que desafia estatísticas. Sobrevivendo às dificuldades e ao racismo desde a infância, o mais novo empreendedor de Campo Grande precisou sentir o frio das ruas para decidir “vestir” igualdade nas pessoas. Criador da marca Made In Africa, Tauan quer unir brancos e negros com estampas inspiradas em personagens e fatos históricos. Atualmente, ele mora na casa de um amigo, mas teve uma experiência rápida na rua, mesmo assim transformadora, diz. O jovem cresceu longe da mãe e, por essa razão, nunca teve um lar fixo. Ao longo dos seus ...

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    Arte: KKSantos

    Curso: Violência, Gênero e Raça: Resistência e caminho de superação – Inscreva-se

    Nas sociedades brasileira, latino-americana e caribenha as assimetrias de raça e de gênero integram o cotidiano das relações sociais, que resultam em violências perceptíveis nas estatísticas e nos depoimentos de mulheres, em especial as negras e indígenas, em espaços onde podem ser ouvidas. Arte: KKSantos Os dados estatísticos revelam a presença das mulheres nos diferentes indicadores de vulnerabilidade social. Elas vivenciam exclusões socioeconômicas, políticas e culturais e sofrem as consequências do racismo, do sexismo e da intolerância em experiências de violência verbal, física e psicológica. A violência social, de gênero e de raça tem suas causas na estrutura social excludente, que naturaliza a sua invisibilidade e justifica a discriminação e preconceitos contra estes grupos. O Curso Latino Americano de Pastoral e Relações de Gênero trará este tema para o debate de forma a contribuir com a compreensão das origens e consequências da violência contra as mulheres. ...

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    Salário de branco pobre é 46% maior do que o de negro pobre

    Relatório da ONG Oxfam revela que desigualdades sociais aumentaram no Brasil em 2016 e 2017, com negros, pobres e mulheres ganhando menos Por Diego Junqueira, do R7 A desigualdade social voltou a aumentar no Brasil nos últimos dois anos, com aumento da pobreza, aumento da mortalidade infantil e aumento da diferença salarial entre homens e brancos ante mulheres e negros. Os resultados fazem parte de um relatório elaborado pela organização não governamental Oxfam, com sede no Reino Unido. "2017 foi um ano de péssimas notícias para a redução das desigualdades no país, com a aparente consolidação de um recuo histórico", informa o documento “País Estagnado: um retrato das desigualdades brasileiras 2018”, divulgado nesta segunda-feira (26). Segundo o levantamento, a diferença salarial entre brancos e negros (um dos indicadores da desigualdade social brasileira) não apresenta avanços há sete anos. "Desde 2011, a equiparação de renda dos negros está estagnada", diz o texto, assinado ...

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    Foto: Tony Winston/Agência Brasília

    Estudo da Codeplan mostra que negros são maioria no mercado de trabalho, mas com remuneração menor

    Comparando o primeiro semestre de 2017 e o mesmo período de 2018 no Distrito Federal, pessoas negras tiveram redução de 2,8% nos ganhos do trabalho, enquanto para não negros houve aumento de 0,6%. no Agência Brasilia Foto: Tony Winston/Agência Brasília Em termos absolutos, a remuneração média dos negros com ocupação reduziu de R$ 2.831 para R$ 2.753, e a de não negros foi ampliada de R$ 5.030 para R$ 5.061. As informações são do boletim especial da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) no DF, divulgado em alusão ao Dia da Consciência Negra. O documento foi apresentado nesta terça-feira (20), no auditório da Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do DF. Com base nos resultados, a pesquisa identifica que os negros tendem a compor com maior frequência ocupações na construção e no comércio, segmentos em que as remunerações são menores. No setor público ...

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