quinta-feira, março 4, 2021

Tag: João Alberto

João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Polícia Civil do RS indicia seis pessoas pela morte de Beto Freitas no Carrefour

A Polícia Civil indiciou seis pessoas pela morte de Beto Freitas, homem negro de 40 anos espancado no Carrefour, em Porto Alegre, na noite de 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra. As seis pessoas foram indiciadas por homicídio triplamente qualificado. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) apontou que Beto morreu por asfixia. Após ser espancado, ele foi mantido imobilizado no chão. Gravações mostraram a vítima pedindo socorro. "Tô morrendo", dizia ele em um dos vídeos. A imagem da imobilização e a morte por asfixia lembram o caso do norte-americano George Floyd, cujo assassinato desencadeou protestos contra o racismo nos Estados Unidos. "Há, sim, tratamento desumano e degradante naquela cena", disse Nadine Anflor, delegada-chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. "Vinte e três dias depois do fato, de trabalharmos exaustivamente, a delegada Roberta e sua equipe fizeram um trabalho de excelência. Foram ouvidas ...

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Procedimento quer reforçar ações de combate ao racismo e evitar casos como o de João Alberto, negro morto por dois seguranças branco em Porto Alegre — Foto: LEO ORESTES/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Procedimento vai investigar ações de combate ao racismo por empresas privadas de vigilância do Acre

O Ministério Público Federal (MPF-AC) instaurou um procedimento administrativo para investigar que ações de combate ao racismo estão sendo desempenhadas pelas empresas de segurança privada para evitar crimes no Acre. Para isso, o órgão federal solicitou à Polícia Federal a quantidade de processos administrativos instaurados para apurar irregularidades já identificadas. O MPF-AC destacou que quer coibir e evitar atos discriminatórios e de racismo dos servidores privados que fazem a segurança em estabelecimentos no estado. No dia 10 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Freitas, de 40 anos, um homem negro, foi espancado até a morte por dois seguranças brancos dentro de uma unidade do Carrefour em Porto Alegre. A morte de João Beto, como era conhecido, causou uma onda de revolta e protestos pelo país. A 17ª Marcha da Consciência Negra em São Paulo, no dia 20, pediu justiça pela morte de João Alberto em Porto ...

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Foto: RyanJLane/Getty Images

Carta ao povo preto

21 de novembro de 2020 Homem preto, poderia ser eu. Poderia ser você. Aliás, foi eu e foi você também. Porque não se matou (e nem se mata) no Brasil aquele que cometeu um delito. Um crime. Se mata aquele que tem a pele nossa. Aquele que se parece com a gente. Aquele que tem nosso esteriótipo. Nosso biotipo. Nós temos a cor da morte. E, se não puderem matar, nos prendem sem precisar de justificativas. Homens pretos cometem delitos? – Sim. Por isso precisam de serem punidos? – sim. E os brancos? Os brancos estão no lugar de punir os pretos. O sistema é organizado. Para pretos é a trilogia do C. Cadeia, caixão, cova… para os brancos tem outros Cs a que se recorrer (código, constituição, cidades e cidadania). Não é possível mais aceitar este modelo. Aliás, já não é a muito tempo. E, entendo, reverencio e agradeço ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Pelo fim da banalidade da violência contra pessoas negras e por #JustiçaParaJoãoAlberto

Na última quinta-feira, 19 de novembro, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, na cidade que foi o ponto de partida das discussões que articularam esta data como uma pauta nacional de resgate da humanidade da população afro-brasileira, Porto Alegre, João Alberto Freitas, o Beto, foi espancado durante cinco minutos, sem qualquer chance de reação, até a morte. As cenas, repercutidas incessantemente pela imprensa nacional, são o retrato da lógica de morte e descarte das vidas negras em nosso país, e nos choca profundamente que esse brutal assassinato não gere uma crise moral nacional. Como podemos viver em uma sociedade em que o fato de ser uma pessoa negra é um passe livre para a morte violenta? Bastaram apenas três dias para que o sangue negro que escorreu de forma covarde, racista e desumana fosse limpo e a loja onde o assassinato de Beto aconteceu retomasse as atividades. Os lamentos cínicos nas notas emitidas ...

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Foto: Reprodução/ Carrefour

A polícia privada que guarda as vidraças do Carrefour

Para o pescoço esmagado pelo joelho do agente fardado por longos quatro minutos, que diferença faz se o uniforme é policial ou privado? João Alberto não foi apenas morto por ser negro. João Alberto foi morto porque, sendo negro, a sua carne é, para seus algozes privados, a mercadoria mais barata na gôndola. Sem desmantelar o capitalismo policial por trás do racismo, vidas negras continuarão a ser alvejadas por algozes particulares, protegidos por trás de vidraças que ofuscam, mas não eliminam a distinção entre humanidade e barbárie. Há no Brasil um exército de 1 milhão de vigilantes aptos a trabalhar, 51% deles formalmente inativos, segundo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2020. Inativo não significa inoperante. O setor de segurança privada é marcado por trabalhos informais (“bicos”), tolerados, mas não permitidos por lei para policiais, oficiais ou praças. Regulado pela portaria 3233/2012 da Polícia Federal, o controle sobre o setor ...

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