Tag: linchamento

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Casos de linchamentos se espalham pelo Brasil

Depois do caso fatal em São Luís na terça-feira (7/7), agora é a vez de suspeito de roubo ser espancado pela população em um bairro pobre do Rio de Janeiro. Segundo testemunhas, vítima só não morreu porque a Polícia Militar agiu a tempo no Correio Braziliense Dois dias após um homem acusado de roubo ter sido agredido até a morte por moradores de São Luís (MA), outro suspeito foi alvo da revolta da população, desta vez em Senador Camará, bairro pobre na Zona Oeste do Rio. Na noite de quarta-feira, Daniel Jesus de Aquino, conhecido como Daniboy, de 31 anos, foi flagrado durante uma tentativa de assalto, amarrado e espancado. Não morreu porque a Polícia Militar interveio, após uma denúncia anônima. O rapaz recebeu atendimento médico e está preso. Se forem identificados, os autores da agressão poderão ser indiciados por lesão corporal ou tentativa de homicídio. Daniboy, que tem oito passagens pela ...

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Especialistas analisam a reação polêmica nas redes sociais à capa com imagem de jovem amarrado a poste

“Não basta acabar com a escravidão. É preciso destruir sua obra”. A imagem do jovem negro amarrado a um poste mostra que, 127 anos depois da abolição da escravatura, a sociedade brasileira ainda reproduz as cenas que o abolicionista Joaquim Nabuco (1849-1910) lutava para extirpar do país. no Extra A conclusão é do historiador Luiz Antonio Simas, que cita a obra do historiador e diplomata abolicionista para analisar as reações inflamadas à capa do EXTRA de ontem. A relação entre a execução sumária e a escravidão suscitou amplo debate nas redes sociais.  — A chave para entender essa questão é a frase do Joaquim Nabuco. O mais complicado é acabar com a obra da escravidão. São quatro séculos de uma cultura escravocrata, onde a violência está presente, naturalizada. É claro que é preciso denunciar a tortura no período da ditadura militar, mas é preciso lembrar que a tortura é uma ...

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Em capa histórica, jornal estampa o atraso do Brasil

Ao noticiar o linchamento de um jovem no Maranhão, "Extra" lembra a Justiça desigual e compara situação à da escravidão No Carta Capital Em sua edição desta quarta-feira 8, o jornal Extra, do Rio de Janeiro, fez uma dura crítica à sociedade brasileira, uma na qual vicejam justiçamentos com as próprias mãos, prática apoiada por grandes contingentes da população, inclusive da imprensa. Ao noticiar o linchamento de Cleidenilson da Silva, na periferia da capital do Maranhão, São Luís, o jornal fez uma comparação entre a situação atual do País e a vivida no período da escravidão. "Os 200 anos entre as duas cenas acima servem de reflexão: evoluímos ou regredimos?", questionou o Extra, que pertence Grupo Globo, ao exibir a imagem de um escravo sendo açoitado e a de Cleidenilson, que foi despido, amarrado a um poste e espancado com socos, chutes, pedradas e garrafadas após uma tentativa de assalto na segunda-feira 6, ...

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O linchamento como sintoma

O verdadeiro crime cometido por Cleydison Pereira Silva, espancado até a morte por justiceiros nesta segunda-feira no Maranhão, não está previsto no Código Penal. Seu assassinato desnuda a crise de representatividade que vive o país e a seletividade de uma indignação tão justa quanto pontual Por Murilo Cleto Do Portal Fórum Aconteceu de novo. Cleydison Pereira Silva foi amarrado a um poste e espancado até a morte por um grupo de pessoas em São Luís, capital do Maranhão. Ao contrário do que se anuncia, seu crime não foi o assalto. Aliás, pode até ter sido um deles, mas não o mais importante. Pro crime de assalto, a legislação brasileira prevê de 4 a 30 anos de reclusão, conforme o caso, de acordo com o Código Penal. Mas não é deste crime que se trata a sentença de Cleydison. 4 ou 30 anos não seriam o suficiente pra saciar o desejo de ...

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O linchamento como sintoma

O verdadeiro crime cometido por Cleydison Pereira Silva, espancado até a morte por justiceiros nesta segunda-feira no Maranhão, não está previsto no Código Penal. Seu assassinato desnuda a crise de representatividade que vive o país e a seletividade de uma indignação tão justa quanto pontual Por Murilo Cleto no Revista Fórum Aconteceu de novo. Cleydison Pereira Silva foi amarrado a um poste e espancado até a morte por um grupo de pessoas em São Luís, capital do Maranhão. Ao contrário do que se anuncia, seu crime não foi o assalto. Aliás, pode até ter sido um deles, mas não o mais importante. Pro crime de assalto, a legislação brasileira prevê de 4 a 30 anos de reclusão, conforme o caso, de acordo com o Código Penal. Mas não é deste crime que se trata a sentença de Cleydison. 4 ou 30 anos não seriam o suficiente pra saciar o desejo de ...

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Mais uma pessoa amarrada em poste. Mais um linchamento

Um homem de 29 anos foi linchado por moradores do Jardim São Cristóvão, em São Luís (MA). Segundo a polícia civil, ele havia tentado assaltar um bar, quando foi rendido, amarrado nu em um poste e agredido até a morte com socos, chutes, pedradas e garrafadas. Um jovem de 16 anos que seria seu cúmplice também foi espancado, mas sobreviveu. por Leonardo Sakamoto no Blog Fiz questão de postar a imagem. Alguns leitores psicopatas sentirão orgasmo com ela. Para esses, há pouco a ser feito fora da medicina. Contudo, não acredito que a maioria de vocês ache normal uma turba de moradores fazer justiça com as próprias mãos – e com requintes de crueldade. Ou indo direto ao ponto: a Lei Áurea completou 127 anos, mas a sociedade ainda coloca negros no pelourinho. Por raiva, por vingança, para servir de exemplo. Foto: Imirante.com Desde que jornalistas fizeram apologia ao fato ...

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Ao tentar voltar para casa, rapaz é agredido por taxista e suspeita de racismo 

O auxiliar de limpeza, Fábio Eduardo Camargo, acredita que foi vítima de racismo e após ser atendido no posto de saúde procurou a polícia para registrar queixa. Depois de sair de lanchonete com a amiga, um homem de 36 anos tentou pegar um táxi próximo ao trevo Imbirussú, mas foi agredido pelo taxista que recusou a corrida. O auxiliar de limpeza, Fábio Eduardo Camargo, acredita que foi vítima de racismo e após ser atendido no posto de saúde procurou a polícia para registrar queixa. Segundo Fábio, o taxista recusou a corrida fazendo sinal de negativo com a mão. Indignado, o rapaz ligou para a central e reclamou que o taxista não quis atendê-lo. Em seguida, relata Fábio, o taxista começou as agressões e até o derrubou no chão. “Ele dizia para todo mundo que eu queria roubá-lo. Pegou no meu pescoço, olhava para os lados e ia me matar. Foi ...

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Luiz Flávio Gomes: Licença para matar; mais de 50 linchamentos em 2014

Onda de linchamentos começou com adolescente negro acorrentado no RJ;  Rachel Sheherazade exaltou a atitude de “justiceiros” Licença para matar: mais de 50 linchamentos em 2014 por Luiz Flávio Gomes No estágio de barbárie que ainda nos encontramos, alguns humanos concedem a si mesmos licença para matar pessoas (quase sempre impunemente, porque a polícia brasileira somente apura 8% dos homicídios no Brasil). Ainda assassinamos pessoas como se matam baratas. Isso ocorre de diversas maneiras: execuções sumárias (normalmente praticadas por agentes do Estado ou contra eles), grupos de extermínio, linchamentos, esquadrões da morte, justiceiros, jagunços, milícias, falsos super-heróis, limpeza social, tribunais do crime organizado etc. O linchamento constitui uma nefasta licença para matar, sendo manifestação típica das massas (composta de todas as classes sociais; prova disso é que todas elas estão agora surfando na moda dos justiçamentos com as próprias mãos). O linchamento constitui uma evidência do nível de rebelião das massas desorientadas (precisamente pela carência, ...

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Moleque escravo açoitado até a morte pelo crime de sodomia (1678)

Inquisição de Lisboa, proc. 14649 Por Luiz Mott. O segundo  registro de um crime homofóbico ocorrido no Brasil nos leva a Sergipe del Rey, no ano do Senhor de 1678. A vítima é um moleque escravo que foi açoitado até à morte por ter mantido relação sodomítica com um capitão do exército. Tal episódio encontra-se registrado no 14º Caderno do Nefando da Inquisição de Lisboa: Frei Inácio da Purificação, carmelita da Bahia, denuncia ao Santo Ofício uma série de delitos contra a Fé e bons costumes observados na Ouvidoria de Sergipe: “na Vila Nova do Rio São  Francisco,  vi um homem por nome Capitão Pedro Gomes, tão escandaloso em cometer o pecado nefando, que publicamente o comete com brancos e pretos, e na mesma fama está também incurso um sacerdote, Padre Diogo Pereira, morador na Cotinguiba,  a 5 léguas de Sergipe del Rey”. 1590 é a data oficial da conquista de Sergipe e ...

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Professor ‘dá uma aula’ de Revolução Francesa para não ser linchado

O professor André Luiz Ribeiro teve que dar uma aula sobre Revolução Francesa para não ser linchado - Reprodução/Facebook por Julianna Granjeia Confundido com um ladrão, um professor de História foi espancado por moradores da periferia de São Paulo e só conseguiu se livrar do linchamento quando, segundo ele, foi obrigado a dar uma aula sobre Revolução Francesa. Ainda assim, André Luiz Ribeiro, mulato de 27 anos, foi levado para a delegacia, onde ficou por dois dias, já que o dono do bar assaltado confirmou em depoimento que André seria o ladrão. O professor contou que, socorrido por bombeiros, teve de falar sobre a Revolução Francesa para provar sua inocência. Os bombeiros informaram que não houve “desrespeito ou deboche”. André conta que estava correndo na última quarta-feira no bairro Balneário São José, quando um bar foi assaltado. — Eu corro dez quilômetros todos os dias, estava de fone de ouvido, sem identificação ...

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“Eu faria de novo. Isso deveria ser o normal”: a estudante que impediu um linchamento falou com o DCM

por : Kiko Nogueira Mikhaila Copello, de 22 anos, mora no bairro de Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, estuda arquitetura na UFRJ e toca guitarra (toca bem, como se pode atestar num vídeo do YouTube). Em sua rua, já testemunhou muitos acidentes de carro e, volta e meia, socorreu algumas vítimas. “Tenho um instinto de proteção forte”, ela me diz. Esse instinto foi posto à prova de maneira extrema na semana passada, quando Mikhaila impediu um linchamento sozinha. Ela mesma escreveu sobre a experiência no Facebook: “Estava realizando minha primeira entrevista para a pesquisa sobre intervenções temporárias, num papo incrível com a Fernada, quando ouvi do outro lado da rua: ‘Pega ladrão!’. Num ato instintivo aproximei meus pertences de mim, achando que tudo aquilo que ali acontecia, mesmo que atravessando a rua, estava longe de mim, quando cercaram o tal do sujeito, e ele, no desespero, voltou correndo na ...

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Jovem revela como impediu um linchamento no Rio de Janeiro

“Uma das experiências mais aterrorizantes da minha vida. Eu me confrontei com animais”. Universitária de 22 anos conta como impediu um linchamento A estudante de arquitetura Mikhaila Copello, que sozinha evitou que a ira de um grupo de moradores da região zona oeste do Rio matasse um um jovem que acabara de roubar um celular, contou a história em sua página do Facebook. O caso ocorreu um dia depois da morte de Fabiane Maria de Jesus, vítima de linchamento no Guarujá. A histeria coletiva Bom, eu não sou muito de falar sobre nada além de humor no facebook, muito menos de postar sobre política, mas hoje passei por uma das experiências mais aterrorizantes da minha vida: Estava realizando minha primeira entrevista para a pesquisa sobre intervenções temporárias, num papo incrível com a Fernada, quando ouvi do outro lado da rua : “Pega ladrão!” , num ato instintivo aproximei meus pertences de ...

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Vigiar, punir e exibir! – Por: CELSO VICENZI

Novos casos de linchamento relembram: transformar violência em espetáculo é uma forma de mascarar a brutalidade oculta que permeia sociedade Por Celso Vicenzi | Imagem: Katerina Apostolakou As pessoas que amarram seres humanos em postes ou os imobilizam com travas de bicicleta – cenas que se repetem de diferentes maneiras pelo Brasil, assim como os linchamentos – têm as mesmas motivações daqueles que pregaram Cristo na cruz. Não há diferenças, por mais cristãos que os contemporâneos imaginem ser. Salvo a distância no tempo, são atos com um mesmo propósito, o de exibir a punição para servir de exemplo. São os mesmos que queimaram entre 100 mil e 500 mil mulheres nas fogueiras da Inquisição Católica, na Europa, acusadas de bruxaria (há quem fale em 9 milhões). Não diferem dos que enforcaram Tiradentes, o esquartejaram e penduraram sua cabeça em Vila Rica e pedaços de seu corpo nos lugares em que fizera seus discursos revolucionários. Para ...

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“Não sabia se ela era inocente ou não”, diz eletricista preso por linchamento de dona de casa

“Não sabia se ela era inocente ou não”, diz eletricista preso por linchamento de dona de casa

Um dos suspeitos de participar do linchamento da dona de casa Fabiane de Jesus disse em entrevista à imprensa, na delegacia sede de Guarujá, que não sabia se a dona de casa era ou não inocente. O eletricista Valmir Dias Barbosa, 47 anos, foi preso nesta terça-feira (6) pelo crime. A dona de casa foi atacada por várias pessoas no sábado e morreu na segunda, depois de dois dias internada. “Aconteceu e aconteceu. Não posso fazer mais nada. Eu também tenho filhos e o papo que rolava é que estavam matando crianças. Não sabia se ela era inocente ou não. A foto era idêntica (ao retrato falado), disse ele. O retrato falado foi circulado por redes sociais, especialmente o Facebook, mas não tem ligação com o suposto crime, já que não houve registro de sequestro de crianças no Guarujá. A polícia informou que o eletricista não resistiu à prisão. Ele ...

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Os justiceiros do Flamengo e Keisha Thomas a jovem negra que protegeu um neonazi de ser espancado pela turba

 por Marcos Sacramento A atitude de uma adolescente negra nos anos 90 teria muito a ensinar a Rachel Sheherazade, a apresentadora de extrema-direita do SBT, se Rachel não fosse o que é. Em 1996, Keshia Thomas, então com 18 anos, evitou o linchamento de um simpatizante da Ku Klux Klan, durante um protesto contra a organização racista. Tudo aconteceu em uma manifestação da KKK em Ann Arbor, Michigan, cidade natal de Keshia. Multicultural, liberal e centro de movimentos pelos direitos civis, a cidade não era o lugar mais receptivo para os 17 membros da organização racista. Cerca de 300 militantes anti-KKK foram protestar contra a marcha. Entre eles estava Keshia. O grupo empunhava cartazes e gritava para os mascarados da Klan, quando alguém avistou na multidão um homem com uma camisa com o emblema dos Confederados e um SS tatuado no braço. Os liberais perseguiram o simpatizante da Klan, o agrediram ...

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Willie Lynch

A Carta de Willie Lynch

QUEM ERA WILLIE LYNCH? Willie Lynch foi um proprietário de escravos no Caribe (Caraíbas) conhecido por manter os seus escravos disciplinados e submissos. Acredita-se que o termo "linchar" (to lynch, lynching: em inglês), se deriva do nome dele. Enquanto que a maioria dos europeus se confrontava com problemas como fugas e revoltas de escravos, Willie Lynch mantinha um controle e ordem absoluta sobre os seus serventes negros. Esse poder despertou o interesse dos fazendeiros da América do Norte. Em meados de 1712, Willy Lynch faz a longa viagem do Caribe para a América do Norte. Após a sua chegada ao estado da Virgínia, e após constatar os problemas que os seus colegas enfrentavam com os escravos seqüestrados da África, Willy Lynch decide escrever uma carta onde ele revelaria seu segredo para manter os seus escravos na linha. A CARTA DE WILLIE LYNCH "Verifiquei que entre os escravos existem uma série ...

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