quarta-feira, agosto 5, 2020

    Tag: Luiz Eduardo Soares

    Luiz Eduardo Soares, cientista político e coautor dos livros que deram origem aos filmes "Tropa de Elite" Imagem: Mauro Pimentel/Folhapress

    Alvo de dossiê diz que governo Bolsonaro “de novo atenta contra democracia”

    O cientista político Luiz Eduardo Soares, 66, um dos alvos do dossiê produzido pelo Ministério da Justiça contra os policiais antifascistas e citado como "formador de opinião" do grupo, disse que recebeu a notícia com indignação. Para Soares, o governo Bolsonaro mais uma vez "atenta contra a democracia". O dossiê, cuja existência foi revelada pelo UOL nesta sexta-feira (24), foi produzido em junho por uma unidade pouco conhecida do ministério, a Seopi (Secretaria de Operações Integradas). O levantamento listou 579 agentes da segurança púbica estaduais e federais, alguns com fotografias e endereços de redes sociais, que haviam assinado dois manifestos, em 2016 e 2020. O relatório sigiloso inclui um subtítulo denominado "Formadores de opinião", no qual são citados Soares, o especialista em direitos humanos Paulo Sérgio Pinheiro, o secretário estadual do Pará Ricardo Balestreri e o acadêmico da Universidade Federal da Bahia Alex Agra Ramos. Em resposta à revelação sobre ...

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    Luiz Eduardo Soares (Foto: Mauro Pimentel/Folhapress)

    Apelo à unidade anti-fascista

    No campo das esquerdas, tem sido crescente o apelo a revisões críticas e auto-críticas. Afinal, se o país está à beira do abismo, com ameaças seguidas de golpe por parte do garimpeiro genocida do Planalto, se o que nos resta de democracia e de respeito constitucional está se esvaindo a cada dia, ante o avanço do fascismo, é porque, além de um vasto conjunto de fatores que não controlamos, alguns erros nós cometemos. Pelo menos um deles é inegável: nós subestimamos o inimigo. Acho que até aqui há consenso. Muito bem, se é assim, o que não se pode admitir em nenhuma hipótese? A resposta é simples: repetir o erro. Que se cometam erros novos é natural e, na prática, inevitável. Mas insistir no mesmo erro seria estúpido e irresponsável, e demonstraria um nível de incompetência, tibieza, pusilanimidade de nossas lideranças incompatível com a gravidade do momento que vivemos. Não ...

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    “O Brasil é um modo de violência racista” diz Luiz Eduardo Soares

    Luiz Eduardo Soares é escritor, dramaturgo, antropólogo, cientista político e pós-doutor em Filosofia Política. Foi Secretário Nacional de Segurança Pública, Sub-Secretário de Segurança Pública e Coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania do Estado do Rio de Janeiro, além de Secretário Municipal de Prevenção da Violência em Porto Alegre e Nova Iguaçu. É professor visitante da UFRJ, professor aposentado da UERJ e ex-professor do IUPERJ e da UNICAMP. Foto: Gabriel Sayad Luiz Eduardo é um dos maiores pesquisadores da violência policial no Brasil e uma das primeiras autoridades da Segurança Pública a fazer o corte racial nessa temática, destacando o impacto do racismo estrutural nas formações das polícias e em suas instituições, temática que aborda em dois de seus livros, Desmilitarizar; segurança pública e direitos humanos (Boitempo, 2019) e O Brasil e seu Duplo (Todavia, 2019). Nesta entrevista à coluna Geledés no debate, durante a campanha “Memória ...

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    Antídoto Ao Discurso Fascista Sobre Segurança Pública

    Este artigo foi escrito como uma contribuição aos parceiros que, enfrentando a resistência proto-fascista, mantém erguida a bandeira dos direitos humanos. Minha intenção foi oferecer argumentos persuasivos mesmo àqueles que não se importam com valores e apenas cobram resultados. Procurei demonstrar que, mesmo do ponto de vista exclusivamente pragmático, o descumprimento dos direitos humanos por parte das polícias leva à sua degradação e consequente enfraquecimento, e conduz ao fortalecimento do crime. Por Luiz Eduardo Soares Do Justificando Em bom português: ei, dona Maria, aceitar e estimular a violência policial é um tiro no pé. Se a senhora deseja a segurança de sua família e não se importa se o preço a pagar for o assassinato de jovens nas favelas, atenção, pense bem. Não vai dar certo. Quer uma prova irrefutável? Não deu. É o que tem sido feito há tempos. Olhe ao redor. O que está à sua volta é o ...

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    Luiz Eduardo Soares: a experiência real do Rio é marcada pela segregação, racismo e brutalidade do Estado

    Às vésperas do Jogos Olímpicos, o antropólogo e escritor desafia os clichês sobre a Cidade Maravilhosa, a começar pela praia como espaço de socialização democrática. Em Rio de Janeiro – histórias de vida e de morte, ele mostra como a violência e a corrupção afetam os moradores da região metropolitana do Rio Por Leonardo Fuhrmann Do Portal Fórum A paixão de Luiz Eduardo Soares pelo Rio de Janeiro certamente não renderia mais um dos sambas ou marchinhas de exaltação à vida na cidade que é o cartão postal do Brasil. O problema vai além da música, embora o autor revele ao longo do seu novo livro, Rio de Janeiro – histórias de vida e de morte (Companhia das Letras), que não aprendeu a tocar violão na infância por conta da restrição do pai àquele instrumento de “malandro, vagabundo e desocupado”. O pequeno Soares teve de iniciar suas aulas de música pelo ...

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    Maioridade penal. Por Luiz Eduardo Soares

    Os que lutamos contra a redução da idade de imputabilidade penal temos de ficar atentos ao retorno da PEC derrotada sob outras formas, aparentemente mais civilizadas. Enviado por Luiz Eduardo Soares para o Portal Geledés Há propostas muito perigosas que tramitam com pele de cordeiro. O ponto chave a observar é a inclusão de "crimes hediondos". Para quem não é da área, esta expressão parece apontar para os crimes mais graves e violentos contra a pessoa. Falso. Grave erro. A categoria refere-se sobretudo a tráfico de drogas. E neste tipo penal caem todos os que são identificados como traficantes. E traficantes são aqueles flagrados portando drogas ilícitas. Como não há especificação de quantidade, vale o arbítrio primeiro do PM, depois do delegado e do juiz. As pesquisas indicam: se o flagrado é negro e pobre, aplica-se-lhe o rótulo "traficante", independentemente de que porte eventualmente menos quantidade do que o branco de ...

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