quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Tag: meio ambiente

Retrato de Aílton Krenak Imagem: Mathilde Missioneiro/Folhapress

E aí, 2030, conseguimos adiar o fim do mundo?

A minha provocação sobre adiar o fim do mundo é exatamente sempre poder contar mais uma história. Se pudermos fazer isso, estaremos adiando o fim. A gente não fez outra coisa nos últimos tempos senão despencar. Cair, cair, cair. Então por que estamos grilados agora com a queda? Vamos aproveitar a nossa capacidade crítica e criativa para construir paraquedas coloridos. Ailton Krenak, em Ideias para adiar o fim do mundo   Oi, 2030. Contrariando as evidências de terra arrasada, resolvi te escrever, aqui de 2021, pra perguntar: "E aí, tudo bem?" Um ato de esperança? Vai saber. Eu adiei, enrolei, mas finalmente estou aqui. Peguei uma fresta do tempo - que cá por essas bandas, anda escasso e meio parado - para te escrever e contar as novidades de um presente requentado de passado. A essa altura você já deve estar sentindo daí, mas o desmatamento continua comendo solto. E ...

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Foto da pequena Ella Kissi-Debrah no celular de sua mãe. (Foto:HOLLIE ADAMS / AFP)

Justiça britânica estabelece precedente histórico ao atribuir morte de criança ao ar poluído

A investigação oficial britânica sobre a morte, em 2013, da menina Ella Kissi-Debrah, que tinha nove anos, concluiu que “a poluição ambiental foi um fator relevante tanto para a causa como para o agravamento de suas crises de asma”, e que a menor “foi exposta a níveis de dióxido de nitrogênio e partículas flutuantes que superaram os níveis recomendados pela Organização Mundial da Saúde”. As Coroner’s Courts, tribunais investigativos que contam com o trabalho de peritos, como médicos legistas, fazem parte do sistema judicial britânico desde a aprovação do Coroners and Justice Act, de 2009. Têm capacidade para investigar, de ofício ou a pedido de alguma parte, as causas de qualquer morte, embora não possam atribuir responsabilidades penais específicas. Suas sentenças têm a força legal de qualquer precedente. A decisão da Southwark Coroner’s Court, no sul de Londres, representa um marco jurídico histórico, pois até agora nenhuma morte havia sido ...

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A rica floresta tropical de Papua, um dos lugares com maior biodiversidade do planeta, está ameaçada pelo desmatamento (Foto: MIGHTY EARTH)

Azeite de dendê: como produção do óleo está destruindo uma das últimas florestas tropicais da Ásia

Uma gigante sul-coreana produtora de óleo de palma, extraído de árvores conhecidas popularmente no Brasil como dendezeiros, tem comprado trechos das maiores florestas tropicais remanescentes da Ásia. E uma investigação aponta que queimadas foram deliberadamente provocadas pela empresa nessas áreas. Petrus Kinggo caminha pela densa floresta tropical na Boven Digoel Regency, na região de Papua, na Indonésia. "Este é o nosso minimercado", diz ele, sorrindo. "Mas, ao contrário da cidade, aqui a comida e os medicamentos são gratuitos." Kinggo é um ancião da tribo Mandobo. Seus ancestrais viveram nessas florestas por séculos. Junto com a pesca e a caça, o amido do sagu extraído das palmeiras que crescem na natureza fornecia à comunidade seu alimento fundamental. Sua casa está em um dos lugares com maior biodiversidade do planeta, e a floresta tropical é sagrada e essencial para as tribos indígenas. Seis anos atrás, Kinggo foi abordado por uma gigante sul-coreana ...

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Divulgação

Racismo climático

O que o antirracismo pode ensinar ao campo das mudanças climáticas? A pergunta é respondida em um produto/publicação do DESAFIO LAB, criado pelo Perifa Connection. O "LAB PerifaConnection: Clima e Periferias" é uma iniciativa em parceria com o iCS com o propósito de ser uma formação em questões climáticas, meio ambiente e sustentabilidade para 15 comunicadores e ativistas que vivem nas periferias do Rio de Janeiro, principalmente negros, mulheres e LGBTs. O recado inicial já deixa claro: “Impactos climáticos têm gênero, cor e lugar. O racismo é estrutural. As periferias e as populações tradicionais querem ser agentes em um mundo com menos emissões, e não apenas resultados de impactos ou metas”. Segundo o documento, que aborda intimamente o conceito de justiça climática, o enfrentamento do tema só acontecerá com propriedade quando houver a incorporação do pensamento antirracista como protagonista de políticas e modelos de um mundo de baixo ou zero ...

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Manifestação pela Justiça Climática - Rio de Janeiro (Reprodução/Twitetr)

O paradoxo da justiça climática no Brasil: o que é e para quem?

Há uma infinidade de ensaios, estudos de caso e definições que ilustram o conceito de justiça. Entre tantas abstratividades, sua interpretação nos permite acolher um panorama norteador de princípios morais, políticos e humanitários. Ela é como uma bússola que nos permite avaliar se estamos trilhando um caminho em direção à preservação dos direitos e da igualdade para todos e todas. Em sua essência, aguça o nosso faro individual e coletivo na percepção do que é “justo e correto” na perspectiva do bem comum. Antes de mais nada, cabe aqui alinharmos nossas expectativas para este texto. Não se trata de uma análise jurídica, baseada em arquétipos de leis. O que proponho, efetivamente, é um olhar atento, honesto e realístico para uma das agendas mais importantes do cenário global, inserida em um forte campo de disputas político-sociais. A complexidade do tema das mudanças climáticas, para mim, é um paradoxo inconcluso, que nos ...

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Nota pública: 2019, Cidadania e Estado de Direito

No marco da erosão crescente do nosso ambiente democrático, o ano de 2019 tem sido marcado pela profunda hostilidade oficial à atuação do terceiro setor e da sociedade civil no Brasil. Do GIFE (Foto: Imagem retirada do site GIFE) Desde o chamado ainda na campanha eleitoral para literalmente “botar um ponto final em todos os ativismos no país”, a atitude predominante do governo federal em relação às organizações de promoção da cidadania e da participação social na vida pública tem sido a de fomentar a desconfiança e desqualificação, quando não a sugestão recorrente de criminalização da atuação dos mais diversos atores na sociedade. Sem que possa surpreender, essa atitude abre caminho para a escalada da estigmatização e intimidação em múltiplos níveis da nossa vida pública. De forma também crescente, professores, jornalistas, artistas, cientistas e outras vozes plurais têm sido alvo de censura e desqualificação por seus ...

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Fumaça precede o apartheid climático

Enfrentar impacto ambiental em direitos humanos requer o que mais nos falta: soluções urgentes, objetivas e coletivas Por Thiago Amparo, Da Folha de S.Paulo (Foot: NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO)   “Esse é o problema com as pessoas, seu problema de raiz. A vida corre ao lado delas, invisível. Bem aqui, do lado delas. Produzindo o solo. Renovando a água. Trocando nutrientes. Criando o clima. Compondo a atmosfera. Alimentando, curando e abrigando mais tipos de criaturas do que as pessoas podem contar.” Esse trecho é do livro "The Overstory", de Richard Powers, ganhador do Pulitzer de ficção deste ano. Nele, Powers fala da conexão humana (ou falta dela) com seu entorno natural. Nada como um livro contado a partir da perspectiva das árvores para nos fazer pensar: por que temos dificuldade em lidar com o estado atual do desastre climático? Enfrentá-lo requer de nós o que mais nos ...

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Uma inédita frente de ex-ministros do Meio Ambiente contra o desmonte de Bolsonaro

Oito antecessores de Ricardo Salles acusam o atual Governo de promover uma "política sistemática, constante e deliberada de destruição das políticas meio ambientais" Por Naiara Galarraga Gortázar | Felipe Betim, Do El País Sete ex-ministros do meio ambiente, reunidos nesta quarta na USP. NELSON ALMEIDA (AFP) Todos os ex-ministros do meio ambiente vivos desde que a pasta foi criada, em 1992, assinaram um comunicado conjunto e se reuniram nesta quarta-feira em São Paulo para lançar um alerta para a sociedade brasileira. E para o mundo. Rubens Ricupero, Gustavo Krause, José Sarney Filho, José Carlos Carvalho, Marina Silva, Carlos Minc, Izabella Teixeira e Edson Duarte acusaram o Governo do ultradireitista Jair Bolsonaro (PSL) de colocar em prática em pouco mais de quatro meses uma "política sistemática, constante e deliberada de desconstrução e destruição das políticas meio ambientais" implementadas desde o início dos anos de 1990, além do desmantelamento institucional dos organismos de proteção e ...

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imagem retirada do site Hypeness

ONU: Aquecimento global vai empurrar 120 milhões para a pobreza até 2030

O apocalipse ambiental para qual o planeta se encaminha em passos largos será capaz de acabar com tudo, menos com uma coisa: a desigualdade social e as infinitas vantagens para os mais ricos. no Hypeness imagem retirada do site Hypeness Enquanto muito pouco é feito para conter os efeitos catastróficos da ação humana no meio-ambiente, um novo relatório publicado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU revela uma face ainda mais perversa do atual apartheid social em que vivemos: os mais ricos sobreviverão mais e melhor em um cenário de crise climática agudo, apesar de serem os principais responsáveis pela emissão de gases poluentes. Segundo o relatório, cerca de 120 milhões de pessoas serão empurradas para a pobreza até 2030, enquanto os mais ricos seguirão capazes de contratar serviços de proteção e de se mudarem para áreas mais habitáveis em um cenário de crise. O terrível ...

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(Foto: João Godinho)

‘O Futuro Roubado’ é um livro científico que dói na cidadania

Há anos, desde que o li, se tiver de indicar um livro para alguém, não tenho dúvida de que é “O Futuro Roubado”, de Theo Colborn, Dianne Dumanoski e John Peterson Myers (L&PM Editores, 1997), que elenca e analisa estudos científicos sobre agentes químicos sintéticos que alteram os sistemas hormonais e que ecologistas e ecólogos, 30 anos antes de sua publicação, apontavam como deletérios ao meio ambiente e à saúde animal e à humana. Por Fátima Oliveira, do O Tempo  Por sua magnitude em dados científicos irrefutáveis, é reconhecido como uma continuação de “A Primavera Silenciosa”, da bióloga marinha Rachel Carson (1907-1964), publicado em setembro de 1962 – hoje um clássico da área da consciência ambiental planetária. A autora é uma celebridade mundial que, para o jornal inglês “The Guardian”, ocupa “o primeiro lugar entre as cem pessoas que mais contribuíram para a defesa do meio ambiente em todos os tempos”. ...

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Para os que querem abandonar o Brasil

Se conhecêssemos os sonhos do homem branco…

A crise econômico-financeira que está afligindo grande parte das economias mundiais criou a possibilidade de os muito ricos ficarem tão ricos como jamais na história do capitalismo, logicamente à custa da desgraça de países inteiros como a Grécia, a Espanha e outros, e de modo geral toda a Zona do Euro, talvez com uma pequena exceção, a Alemanha. Ladislau Dowbor (http://dowbor.org), professor de economia da PUC-SP, resumiu um estudo do famoso  Instituto Federal Suiço de Pesquisa Tecnológica (ETH), que por credibilidade concorre com as pesquisas do MIT de Harvard. Neste estudo se mostra como funciona a rede do poder corporativo mundial, constituída por 737 atores principais que controlam os principais fluxos financeiros do mundo, especialmente ligados aos grandes bancos e outras  imensas corporações multinacionais. Para esses, a atual crise é uma incomparável oportunidade de realizaram o sonho maior do capital: acumular de forma cada vez maior e de maneira concentrada. Por: Leonardo ...

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‘O tempo está acabando’, alerta ONU diante de novo recorde nas emissões de CO2 no hemisfério norte

Diante do novo patamar atingido, no hemisfério norte, pelas médias de concentração do dióxido de carbono (CO2) na atmosfera – 400 partes por milhão (ppm) em abril, segundo divulgado da Organização Meteorológica Mundial (OMM) –, as Nações Unidas alertaram que o tempo para reduzir as emissões e controlar o aquecimento da terra “está acabando”. Esse patamar possui um significado científico e simbólico, e reforça a evidência de que a queima de combustíveis fósseis e outras atividades humanas são responsáveis pelo contínuo aumento dos gases responsáveis pelo aquecimento de nosso planeta. “Isso deve servir para chamar a atenção sobre os constantes aumentos dos níveis de gases de efeito estufa que provocam as mudanças climáticas. Se quisermos preservar o nosso planeta para as gerações futuras, precisamos de medidas urgentes para parar novas emissões desses gases retentores de calor”, disse o secretário-geral da OMM, Michel Jarraud, nesta segunda-feira (26). “O tempo está se esgotando.” Os níveis ...

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