Tag: Mercado de Trabalho

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    Trabalho pós parto

    A mãe solo Thaiz Leão, 29, está atarefada. Muito atarefada. Ela e o filho Vicente já estão em casa direto há três meses. As aulas são virtuais e a professora da escola envia tarefas e recados pelo celular. Quando o aparelho vibra, ela para tudo e bota o garoto de seis anos para estudar. Na marra, mantém de dois a três afazeres ao mesmo tempo. Nem sempre consegue. Assim que o menino começa os deveres, ela retorna para o computador. Ajeita os óculos e fica meio cansada, meio elétrica. Do outro lado da tela estão milhares de mães solo, como ela, à espera de uma ajuda. Desde o início da pandemia, Thaiz, diretora da Casa Mãe e criadora da página "A Mãe Solo", coordena a campanha #SeguraACurvaDasMães. O nome é a uma alusão à curva de contágio do novo coronavírus, mas a ideia é impedir que os dados negativos contra ...

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    Luiza Trajano (Foto: World Economic Forum)

    Ataques ao Magazine Luiza revelam “capitalismo arcaico da direita brasileira”

    A iniciativa da empresa Magazine Luiza de reservar todas as vagas do seu programa de trainees em 2021 a candidatos negros é um dos temas mais comentados das redes sociais neste sábado (19), e causou a fúria de vários setores da direita brasileira, fazendo com que liberais e conservadores se unissem na promoção da hashtag #MagazineLuizaRacista. Além da campanha nas redes sociais, também surgiram iniciativas judiciais contra a empresa: dois deputados do PSL do Rio de Janeiro, Carlos Jordy e Daniel Silveira, apresentaram seus processos contra a empresa Magazine Luiza, denunciando suposto crime de “racismo”, se apoiando no questionado conceito de “racismo reverso” (no qual os negros oprimiriam os brancos). No entanto, para o professor Dennis de Oliveira, da ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo), “a iniciativa do Magazine Luiza, além de ser produto da pressão do movimento negro, também mostra que a empresa está ...

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    (Foto: Divulgação/ Magazine Luiza)

    Programa de trainee da Magazine Luiza para negros causa polêmica

    A decisão da Magazine Luiza em colocar apenas negros no próximo programa de trainees, antecipada pelo Broadcast, está entre os assuntos mais comentados do momento no Twitter neste sábado (19/9). A decisão da empresa abriu um disputa nas redes sociais entre os que elogiam a medida e aqueles que acusam a Magalu de "racismo reverso" com brancos, usando a hashtag #MagazineLuizaRacista. Gente, estão abertas as inscrições p/ o Trainee 2021, o programa q forma as futuras lideranças do Magalu. Igualdade de oportunidades e a inclusão são duas das nossas mais importantes causas. E, por isso, neste ano será exclusivo para candidatos negros. Segue o fio pra entender + pic.twitter.com/rc4puiMEs8 — Lu do Magalu (em 🏠) (@magazineluiza) September 18, 2020 Trainee da Magazine Luiza dividiu opiniões Dentre os críticos, estão o vice-líder do governo na Câmara, deputado Carlos Jordy. O deputado afirmou que está entrando com representação no Ministério Público contra ...

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    (Foto: nappy/@sebastianlibuda)

    EUA: Negras de cabelo natural têm menos chance no mercado de trabalho 

    Mulheres negras com cabelo natural — crespo ou cacheado — ou tranças têm menos probabilidade de conseguir entrevistas de emprego em comparação com mulheres brancas ou mulheres negras com cabelo liso. As informações são de uma pesquisa da Fuqua School of Business, da Duke University, nos Estados Unidos. A percepção dos participantes do estudo considerava cabelos naturais de pessoas negras como menos profissionais, de forma geral. Esse efeito foi notado especialmente em setores onde uma aparência mais conservadora é comum. A pesquisa, que será publicada na revista Social Psychological and Personality Science na próxima semana, mostra como os preconceitos sociais perpetuam a discriminação racial no local de trabalho, de acordo com comunicado à imprensa. "Os preconceitos estão enraizados em um padrão de beleza de muitas sociedades ocidentais, baseado em mulheres brancas e cabelos alisados. Os recrutadores são então influenciados por esse modelo", disse a pesquisadora Ashleigh Shelby Rosette, professora de ...

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    Luta Permanente: Ana Carla Carneiro e Carolina Campos (Foto: Divulgação/AP)

    “As marcas não ouvem o público negro”

    Carolina Campos – Cofundadora do Estúdio Nina A publicitária Carolina Campos e a pesquisadora Ana Carla Carneiro lançaram o Estúdio Nina em 2019, que tem o objetivo de entender, decodificar e compartilhar conhecimento sobre o público negro. O propósito é ser a ponte que conecta mais da metade dos consumidores brasileiros às marcas que atuam no Brasil. “Falar de diversidade ou apenas incluir pessoas negras nas campanhas é insuficiente. É necessário estabelecer uma comunicação real e mais efetiva, e isso só é possível ouvindo esse consumidor. O mercado de pesquisa apresenta uma lacuna grave: não olha os negros, não tem dados e não se volta para suas necessidades particulares”, explica Ana Carla. Segundo a agência, mencionando estudos do IBGE, as famílias negras são responsáveis por um percentual muito elevado dos gastos da grande maioria de categorias: 61% de leite em pó, 49% de biscoito, 44% de sabonete, por exemplo. “Fomos ...

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    Debora Mattos, diretora de Operações da Coca-Cola Brasil (Foto: Rodrigo Felha / Divulgação)

    Sob pressão, empresas encaram a diversidade e mudam estruturas para contratar mais negros, mulheres e LGBTs

    Com a pressão crescente de consumidores, clientes, movimentos sociais e dos próprios empregados, grandes empresas começam a dar um passo além das peças de marketing e das boas intenções na direção da diversidade em seus quadros funcionais. Causas contra o racismo, a desigualdade de gênero e a LGBTfobia começam a se refletir no ambiente corporativo de forma mais estruturada, com metodologias, investimentos e metas. E não é só para ficar bem na foto e reduzir riscos à reputação. As companhias seguem evidências de que cabeças diferentes favorecem a inovação, ampliam mercados e aumentam lucros. Há mais oportunidades, mas ainda faltam negros, mulheres e pessoas LGBTQ+ no topo. A frente racial ganhou impulso com os protestos antirracistas no mundo provocados pelo caso George Floyd nos EUA há dois meses. Além de um posicionamento antirracista, as empresas são cobradas pela coerência: não adianta fazer publicidade contra o racismo sem contratar negros ou ...

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    Joana Mendes é publicitária e uma das fundadoras do primeiro banco de imagens de mulheres negras do Brasil (Foto: Arte/UOL)

    Ela se tornou a primeira diretora negra em uma grande agência publicitária

    Joana Mendes, publicitária e uma das idealizadoras do YGB.BLACK, o primeiro banco de imagens brasileiro de mulheres negras, fala hoje no quarto painel de debates da segunda edição de Universa Talks, com o tema "A Mulher no Mercado de Trabalho". Em seu discurso, Joana resgata sua trajetória de vida: nascida em Rondônia, considera que foi graças à postura da avó, uma trabalhadora doméstica, que as mulheres seguintes da sua família conseguiram chegar aos espaços que ocupam hoje. Há alguns dias, Joana se tornou a primeira mulher negra a ocupar um cargo de direção em uma grande agência de publicidade: a FBiz. Mudança na pirâmide "Sou rondoniense, minha mãe é carioca e minha avó sergipana. Ela, como muitas mulheres negras, foi empregada doméstica. Aos 11 anos, foi tirada da escola. Mais velha, trabalhava na casa de uma patroa que a constrangia, humilhava. Depois de escutar que 'não era e nem iria ...

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    (Foto: Marta Azevedo)

    Um freio à precarização

    Se escancarou mazelas socioeconômicas tão antigas quanto toleradas no Brasil, a pandemia da Covid-19 tem igualmente precipitado reações à série de abusos. É dessa lavra a articulação que, diante da escalada de homicídios decorrentes de operações policiais no Rio de Janeiro, arrancou do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a liminar proibindo intervenções enquanto durar a calamidade na saúde. Também emergiu com vigor o enfrentamento ao racismo pela cobrança de ações objetivas de construção de equidade. Da mobilização virtual de estudantes brotou o adiamento do Enem. Esta semana, foi a vez de motofretistas e entregadores se insurgirem contra as más condições de trabalho e remuneração a que são submetidos por empresas de aplicativos. Inédita, a paralisação alcançou as principais capitais do país (São Paulo à frente) e, se teve apoio de organizações sindicais e políticas, não foi delas monopólio. Os números sobre a categoria variam. O Centro de ...

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    Adobe

    Apenas UM: a tokenização no mercado de trabalho

    Por várias questões que me cercam e quem se sente como eu entenderá, inicialmente é necessário fazer uma observação: este texto passeia pela superficialidade. Ele nasce a partir do contexto que estamos vivendo e das reflexões que tenho feito nas últimas semanas. Portanto, não espere questões super acadêmicas e profundas. Me permita ser superficial para falar sobre um iceberg, afinal já sabemos o perigo que se esconde por baixo das águas. Asseguro que, mesmo sob essas condições, esta leitura pode ser um gatilho para observar, repensar e agir. Vamos juntos? Inclusão e diversidade no ambiente de trabalho não são temas que começaram a ser discutidos no ano de 2020. Sabemos que o pouco conquistado até o momento vem de lutas que começaram há décadas (e por qual motivo não falarmos séculos, considerando a luta da população negra desde que chegou nas Américas?). Aqui, sinalizo o meu lugar de fala: sou ...

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    Mulher caminha por rua da Saúde, na Zona Sul de SP (Foto: Arquivo/Celso Tavares/G1)

    Recessão gerada pela pandemia impacta mais mulheres e negros no mercado de trabalho

    O quadro recessivo gerado pelo isolamento social atingiu quase todos os setores da economia e trabalhadores, como mostraram os dados do Produto Interno Bruto (PIB), que mostraram que a economia brasileira encolheu 1,5% no primeiro trimestre. Mas grupos que ocupam, historicamente, posições menos favoráveis no mercado de trabalho têm sido impactados com maior intensidade, como é o caso das mulheres e da população negra. O canal de contágio da atual crise sobre o trabalho feminino tem sido, principalmente, o trabalho doméstico, com muitas dessas trabalhadoras - a maioria negras - sendo dispensadas por seus empregadores com pouca ou sem remuneração. As mulheres também são atingidas pelo modo como se inserem no mundo do trabalho: elas ainda são minoria nos postos ligados à produção, como a indústria, transportes e construção, atividades consideradas essenciais nos decretos governamentais de isolamento social. Já entre os serviços não essenciais estão os salões de beleza e ...

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    Ilustração: Cezar Berje

    Uberizados: prelúdio da Era dos Bicos

    Há quase duas semanas, no dia 17 de abril, entregadores de aplicativo de delivery de São Paulo protestaram contra pagamentos baixos e falta de equipamento de proteção individual. Com suas motos, bicicletas e patinetes, fecharam a avenida Paulista. Desesperados, buzinavam, apitavam e vociferavam com a exploração do trabalho promovida pelas empresas-aplicativos – intensificada em plena pandemia. Máscaras, luvas e álcool gel são distribuídos em poucos postos de atendimento. A maioria tira dinheiro do próprio bolso para minimizar os riscos de contaminação; quem não tem o dinheiro, trabalha sem proteção. Afinal, quem não trabalho, ou mesmo quem fica na rua e não recebe nenhuma chamada, não recebe nada ao final do dia. Hoje, esses trabalhadores são os mais degradados e precarizados do mercado: trabalham mais de 14 horas por dia. Não têm direitos trabalhistas, são vilipendiados pela sociedade e esquecidos pelo Estado – para, ao final, ganhar pouquíssimo. Mas uma coisa ...

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    Sociedade racista admitia o negro como escravo; para o trabalho livre trouxe o europeu, alegando que os negros não tinham mentalidade para se integrarem aos modos de produção

    Como os paulistas excluíram os negros do mercado de trabalho

    O trabalho escravo, núcleo do sistema produtivo do Brasil colônia, vai sendo gradativamente substituído pelo trabalho livre no decorrer dos anos 1800. Essa substituição, no entanto, dá-se de uma forma particularmente excludente. Uma das consequências mais importantes do trabalho escravo e de seus desdobramentos racistas nas primeiras décadas após a abolição, segundo o professor titular de Sociologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul Karl Monsma (2016), é o que se denomina de “mercado de trabalho cindido”. A sociedade racista admitia o negro como escravo; para o trabalho livre trouxe o europeu, alegando que os negros não tinham mentalidade para se integrar aos modos de produção modernos. Esmagados pela herança da escravidão, os negros não constituem uma força produtora significativa e não se definiram como classe trabalhadora. Ironicamente o negro perdeu importância ao se transformar em homem livre: não conseguiu a emancipação, nem atingiu o estágio de trabalhador engajado ...

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    Mulheres são promovidas em entretenimento, mas não ao topo

    Mulheres ocupam apenas cerca de 25% dos cargos mais altos em empresas de mídia e entretenimento, apesar de serem promovidas com mais frequência, segundo nova pesquisa que revela a desigualdade de gênero no setor. Por Bloomberg, Do Money Times (Foto: rawpixel.com) Mulheres representam metade da força de trabalho no setor de mídia e entretenimento. Elas pedem para serem promovidas com mais frequência do que os homens e assumem cargos de gerência a uma taxa duas vezes maior do que a deles, segundo relatório da consultoria McKinsey & Co. Mas o avanço das mulheres na escada corporativa começa a desacelerar à medida que se aproximam do topo. Quase metade das 1.700 pessoas que responderam à pesquisa da McKinsey disseram que as mulheres são julgadas por padrões diferentes dos homens nesse setor. Mulheres na mídia e no entretenimento “experimentam ambiente de trabalho mais hostil do que os homens ...

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    RAWPIXEL.COM

    Inclusão no mercado de trabalho é prioridade para a população negra, aponta estudo

    Em janeiro deste ano o Think With Google, uma página de análise de dados e tendências de mercado do Google, publicou um artigo sobre as cinco maiores urgências da população negra. A primeira, de acordo com o estudo, é a inclusão no mercado de trabalho. Por Patrícia Carvalho, do Quero Bolsa  RAWPIXEL.COM Para chegar a essa conclusão, foram entrevistados especialistas, criadores do youtube, assim como homens e mulheres autodeclarados pardos e pretos. Destes, 46% classificaram a inclusão no mercado de trabalho como a primeira urgência e acreditam que o tema é muito menos debatido do que deveria. No momento, o Brasil encontra-se em recessão econômica, fator que reflete na oportunidade de emprego, mas os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a situação é ainda pior para a população negra. Dos 12,6 milhões de desempregados em 2019, 65% são negros. Joyce Afonso ...

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    Fila em uma feira de emprego no Rio de Janeiro.MARIO TAMA

    Estagnação na América Latina leva desemprego de jovens ao maior nível em 20 anos

    Organização Internacional do Trabalho acende sinal de alerta sobre o presente e o futuro de “milhões de jovens que não encontram oportunidades”. Um em cada cinco busca ocupação e não encontra Por Ignazio Fariza, do El País Fila em uma feira de emprego no Rio de Janeiro. (FOTO: MARIO TAMA) A estagnação econômica da América Latina abala o mercado de trabalho e atinge com especial força o segmento mais jovem da população. O desemprego entre os menores de 25 anos —que é, junto com a informalidade, o grande cavalo de batalha dos países da região nos últimos anos— tornou-se “um traço estrutural das economias”, segundo o Panorama Trabalhista da América Latina e Caribe, publicado nesta terça-feira pela Organização Internacional do Trabalho (OIT, órgão da ONU). São vários os sinais de alarme nesse flanco: a taxa de desocupação juvenil cresceu 0,3 ponto percentual em 2019, chegando a ...

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    Pela primeira vez, a capacidade de lidar com a tecnologia blockchain subiu ao topo da lista.

    As 10 habilidades no trabalho mais procuradas no mundo, segundo o LinkedIn

    Há uma década, surgiu uma tecnologia associada a criptomoedas que poucos entendiam e aparentemente tinha um alcance limitado. No BBC Pela primeira vez, a capacidade de lidar com a tecnologia blockchain subiu ao topo da lista. (Imagem: iStock/Delmaine Donson) Nada mais longe da realidade. Mas o blockchain ganhou tanta força que agora se tornou essencial. Blockchain é uma espécie de livro contábil digital público que registra transações e informações de maneira verificável e permanente, o blockchain requer profissionais especializados que possam lidar com isso. E adivinhe quem são os profissionais mais em demanda no mundo: os especialistas em blockchain, de acordo com uma análise da plataforma profissional LinkedIn. As habilidades de trabalho desses profissionais estão sendo usadas em inúmeras áreas — serviços financeiros, setor jurídico, energia, saúde, agricultura e até no varejo. Basicamente, são profissionais com a capacidade de armazenar, validar, autorizar e mover dados pela internet ...

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    iStock

    70% das pessoas graduadas que ganham até 1 salário mínimo são mulheres

    Elas são mais qualificadas, mas continuam ganhando menos que homens. Pesquisador atribui à dupla jornada. No Hufpost Segundo pesquisa, um dos motivos para menor remuneração feminina é a dupla jornada.  (Foto: iStock) Mulheres são mais qualificadas e ganham menos que os homens. Essa é a conclusão da manchete do jornal O Globo deste domingo (12) com base no estudo do pesquisador Bruno Ottoni, da Consultoria IDados. ”As mulheres têm mais anos de estudo que os homens, são maioria entre os que chegaram ao curso superior, mas continuam a ter presença maior nas faixas salariais mais baixas”, destaca a reportagem. O levantamento aponta que entre as pessoas que ganham até um salário mínimo, 11% têm nível superior (completo ou incompleto). Nesse universo, 70% são mulheres. Isso representa cerca de 1,9 milhões de pessoas. ″A crise econômica pouco mudou essa configuração. Em 2014, melhor momento do mercado de ...

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    Patrícia Santos é criadora do EmpregueAfro Imagem: Divulgação

    Ela criou o EmpregueAfro para captar vagas para negros e “mudar o sistema”

    Quando Patrícia Santos disse a seu pai que queria ser médica, ouviu um conselho duro e realista: "Isso aí não é coisa para gente como a gente, minha filha". Por Willian Novaes, do Universa Patrícia Santos é criadora do EmpregueAfro (Imagem: Divulgação/Retirada do site Universa) Foi um golpe para ela, negra, aos 16 anos. Fazer Medicina não seria possível devido à sua cor de pele, endereço (a periferia de São Paulo) e de sua condição financeira. Depois de uma tentativa de estudar Educação Física, encontrou seu caminho na área de Recursos Humanos, onde atua há 20 anos. Militante do movimento negro, Patrícia Santos é empresária, palestrante, mãe de quatro filhos (de 11, 9, 5 e 4 anos) e criadora da EmpregueAfro — que já encaminhou mais de 300 pessoas negras para empresas nacionais. A ideia da consultora veio pela necessidade de olhar para pessoas como ela ...

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    UOL AD_LAB Monique Responsa

    Marcas precisam das cabeças da periferia, diz Monique Evelle, da agência Responsa

    O público das periferias, ou novos centros urbanos, precisa não apenas ser ouvido pelas marcas, como também estar entre as cabeças que pensam suas estratégias. Com essa ideia, nasceu a agência Responsa, braço da Bullet, que tem como sócia a comunicadora e empreendedora Monique Evelle. por Vinícius Andrade/UOL UOL AD_LAB Monique Responsa Ela, que tem na bagagem a criação da plataforma Desabafo Social e passagem pelo programa Profissão Repórter, da TV Globo, é a entrevistada do mês, na série de vídeos do UOL AD_LAB, com nomes do mercado publicitário. Neste vídeo, Monique fala que, para abrir a conversa com a população dos novos centros urbanos, é preciso estar imerso na sua linguagem. Por isso, a Responsa contrata apenas profissionais das periferias.  Ela ainda faz uma reflexão sobre a importância de marcas assumirem posições firmes em relação às transformações sociais no mundo. Segundo Monique, isso vai ...

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    Foto: José / DiCampana Foto Coletivo

    A importância da diversidade no mercado de trabalho e em espaços de poder

    Os dados socioeconômicos e educacionais deixam claro a desigualdade racial e socioeconômica que existe no Brasil. E essas disparidades se refletem no mercado de trabalho e em espaços de poder e representatividade, como cargos no Legislativo, Executivo e também Judiciário. Ao ampliar o leque das desigualdades, essa disparidade atinge ainda mais mulheres negras e pessoas LGBTQI+, principalmente quando há interseccionalidade, isto é, quando uma ou mais condições se cruzam, por exemplo, uma mulher negra, trans e moradora da periferia.  Por Bianca Pyl, da Fundação Tide Setubal Foto: José / DiCampana Foto Coletivo Pensando nesse contexto, a Fundação Tide Setubal trouxe como tema do último Vozes Urbanas de 2019 a diversidade no mercado de trabalho e nos espaços de poder. O evento foi realizado em 26 de novembro, na Unibes, e contou com a participação de Ana Mielke, jornalista e coordenadora-executiva do Intervozes – Coletivo Brasil de ...

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