quinta-feira, setembro 17, 2020

    Tag: Mia Couto

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    5 Escritores africanos que você precisa conhecer

    África também é berço de grandes escritores. Muitos desconhecidos por aqui. Todos têm em comum a influência de suas raízes, de sua terra, sua cultura, sua beleza e suas mazelas sociais e políticas. por Eliane Boscatto O continente Africano é imenso, cultural e possui uma natureza exuberante. No entanto, é também cenário de conflitos étnicos-religiosos, miséria e ditadores corruptos. Uma região cheia de contrastes profundos, da África do Sul que foi fortemente colonizada pelos europeus e mais parece um país da Europa, à Somália e Serra Leoa, quase tribais. No continente Africano, estão os países mais pobres do mundo. A região costuma ser vista com certo desdém pelo ocidente que baseia suas ideias apenas em estereótipos e tem por ela indiferença ou comiseração. Mas África também é berço de grandes escritores. Muitos desconhecidos por aqui. Todos têm em comum a influência de suas raízes, de sua terra, sua cultura, sua ...

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    Lola Benvenutti: “Ser feminista é ser dona do seu corpo”

    Lola Benvenutti: “Ser feminista é ser dona do seu corpo”

    A garota de programa mais famosa do momento tem 22 anos, é apaixonada por literatura, formada em Letras e não tem medo de dizer: “a mulher só se objetifica se ela se sente como tal” Por Anna Beatriz Anjos “Sempre fui assim: a única diferença é que agora eu cobro”. É assim que Lola Benvenutti se refere à sua profissão: puta. E completa: “Eu não me incomodo se a pessoa quiser me chamar de acompanhante, mas eu acho que ‘puta’ é a raiz do negócio.” Por trás da avassaladora Lola dos ensaios sensuais, que há dois anos tomou a decisão de transformar sexo em fonte de dinheiro, está Gabriela Silva, de 22. Nascida em Pirassununga, no interior de São Paulo, começou a carreira ainda longe da capital, onde vive sozinha há cerca de um ano. Virou puta em São Carlos, durante o último ano da faculdade de Letras, que cursou na ...

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    Ideia de desenvolvimento nega identidade dos povos, diz Mia Couto na bienal

    A utopia do desenvolvimento sustentável foi o tema do debate que reuniu cientistas, escritores e até presidente da República na 2ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura, hoje (16), em Brasília. O escritor moçambicano Mia Couto criticou a ideia de que a natureza pode ser “controlada, administrada”. Para ele, é preciso localizar as razões pelas quais o mundo enfrenta, hoje, uma crise ambiental profunda: “Esse sistema não está mal porque não anda bem. Está mal porque produz miséria, desigualdade, causa ruptura em modos que vida que aí, sim, poderiam ser sustentáveis”. Crítico da ideia de desenvolvimento sustentável, o escritor e também biólogo avalia que a ideia de desenvolver traz uma negação. “Estamos retirando o núcleo central, o ambiente. E essa negação é a negação da identidade cultural dos povos que foram expropriados”. Povos cujos modos de vida poderiam inspirar uma relação do homem com a natureza, que seja baseada ...

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    Mia Couto e seu colar de miçangas incomuns

    Mia Couto e seu colar de miçangas incomuns

    Escritor moçambicano conta que tece novos mundos substituindo eurocentrismo e ciência-absoluta por aposta em seres múltiplos, pós-valor e olhar não-cartesiano Entrevista exclusiva a Rôney Rodrigues Nu e cru, eis o fato: Mia Couto cola miçangas. Com sua fala macia, vai compondo as palavras, devagar, com esmero, e sem que nem mesmo percebamos o fio articulador, está pronto um “colar vistoso”. “Assim é a voz do poeta”, explica em um texto. “Um fio de silêncio costurando o tempo”. E o escritor moçambicano já costurou muitos fios em seus 58 anos. Escreveu 23 livros, traduzidos para seis idiomas e publicados em mais de vinte países. Em 2013, venceu o Prêmio Camões – o mais importante da língua portuguesa – e o Prêmio Literário Internacional Neustadt, considerado o Nobel norte-americano. Biólogo de formação, Mia Couto também dirige uma empresa que realiza estudos de impacto ambiental em Moçambique e é professor de ecologia da Universidade ...

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    Um dia isto tinha que acontecer - Por: Mia Couto

    Um dia isto tinha que acontecer – Por: Mia Couto

    Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos. Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (atualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se das dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram ...

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    Congresso luso-afrobrasileiro traz escritor Mia Couto a Salvador

    “Mia Couto: “À porta da modernidade, há sete sapatos sujos que necessitamos descalçar”

    Começo pela confissão de um sentimento conflituoso: é um prazer e uma honra ter recebido este convite e estar aqui convosco. Mas, ao mesmo tempo, não sei lidar com este nome pomposo: “oração de sapiência”. De propósito, escolhi um tema sobre o qual tenho apenas algumas, mal contidas, ignorâncias. Todos os dias somos confrontados com o apelo exaltante de combater a pobreza. E todos nós, de modo generoso e patriótico, queremos participar nessa batalha. Existem, no entanto, várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nós pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho. Falarei aqui na minha qualidade de escritor tendo escolhido um terreno que é a nossa interioridade, um território em que somos todos amadores. Neste domínio ninguém tem licenciatura, ...

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    Mia Couto: em busca das identidades plurais

    Mia Couto: em busca das identidades plurais

    Moçambicano agraciado com Prêmio Camões enxerga África em busca de si mesma; e vê na literatura caminho para encontrar indivíduo-multidão  POR FLORA PEREIRA E NATAN DE AQUINO Com dezenas de trabalhos publicados e prêmios arrebatados , Mia Couto é uma das principais figuras da literatura africana contemporânea. Em conversa com o Afreaka, o escritor e biólogo moçambicano conta como o seu estilo está costurado com o momento histórico de seu país e de seu continente. Discutindo sobre a linha de pensamento que conduz seu trabalho, traz uma análise apurada sobre a busca de identidade: a identidade de si mesmo e a identidade de África. Quem é o Mia Couto pessoa? Eu sou muitos, um dos quais é esse que agora infelizmente ganhou uma certa hegemonia sobre os outros, sobre esta multidão que mora dentro de mim, que é o Mia Couto escritor. Tenho uma empresa onde trabalho como biólogo. ...

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    Mia Couto: As três irmãs

    Mia Couto: As três irmãs

    Tela do pintor angolado Abias Ukuma Eram três: Gilda, Flornela e Evelina. Filhas do viúvo Rosaldo que, desde que a mulher falecera, se isolara tanto e tão longe que as moças se esqueceram até do sotaque de outros pensamentos. O fruto se sabe maduro pela mão de quem o apanha. Pois, as irmãs nem deram conta do seu crescer: virgens, sem amores nem paixões. Por Mia Couto O destino que Rosaldo semeara nelas: o serem filhas exclusivas e definitivas. Assim postas e não expostas, as meninas dele seriam sempre e para sempre. Suas três filhas, cada uma feita para um socorro: saudade, frio e fome. Olhemos as meninas, uma por uma, espreitemos o seu silencioso e adiado ser. Mia Couto: As três irmãs Gilda, a rimeira Gilda, a mais velha, sabia rimar. O pai deu contorno ao futuro: a moça seria poetisa. Mais ela versejava, menos a ...

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    Para Mia Couto, Brasil é um tio rico, mas distante de Moçambique

    Para Mia Couto, Brasil é um tio rico, mas distante de Moçambique

    Um tio rico, mas distante culturalmente. É assim que Moçambique enxerga o Brasil, na opinião do escritor Mia Couto. Aos 56 anos, o autor de "Terras Sonâmbulas" (considerado um dos 12 melhores livros africanos do século 20), "O Voo do Flamingo" e outras 24 obras retorna ao País para participar de alguns eventos. Nesta quarta-feira (dia 3), comandou uma aula-palestra para alunos do 3º ano do ensino médio do colégio São Luiz, em São Paulo. "Já me sinto um morto!" Com um misto de brincadeira e espanto, Mia Couto fala ao iG sobre ter seus livros lidos em escolas brasileiras, que normalmente reservam seus currículos para os cânones da literatura. "Fico feliz que esses livros possam chegar a pessoas mais novas. Mas, por outro lado, o que deveria ser feito são aulas de literatura, de expressão criativa, como suporte para o ensino de uma língua. Quando eu estudei os autores, ...

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    beijo_da_palavrinha

    Mia Couto-O beijo da palavrinha

    Texto: Mia Couto - Ilustrações: Malangatana   Ed. Língua Geral Livro: Mia Couto-O beijo da palavrinha. A história se passa em uma aldeia no interior da África onde há uma família muito pobre que não conhece o mar. Imagine alguém sentir o mar através da palavra MAR. O que esta palavrinha traz da grandeza do mar? O autor nos mostra que esta palavrinha traz muito desta grandeza e nos faz ver e sentir o mar ao defini-lo através de um momento de cumplicidade, sensibilidade, solidariedade e muita imaginação de dois irmãos. Em O beijo da palavrinha, Mia Couto conduz-nos ao interior de sua Moçambique, a um lugar onde vivia uma menina que nunca vira o mar, e para enfatizar a distância da localidade do litoral, afirma: viviam numa aldeia tão interior que acreditavam que o rio que ali passava não tinha nem fim nem foz. Logo na primeira página o autor contextualiza, de maneira simples e clara, o ambiente ...

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    'A África que existe na cabeça das pessoas é folclorizada', diz Mia Couto

    ‘A África que existe na cabeça das pessoas é folclorizada’, diz Mia Couto

    por Natalia da Luz, Maputo Ele é referência quando se trata de literatura africana. Exímio poeta, Antônio Emílio Leite Couto, mais conhecido como Mia Couto é um homem incansável, com absoluta consciência do seu papel na sociedade. Jornalista, biólogo e escritor que assume várias vertentes, é acima de tudo cidadão. E ele está no Brasil para, nesta sexta-feira (26), participar de um bate-papo no Sesc da Avenida Paulista e, depois disso, ir ao Rio para o Festival de Teatro da Língua Portuguesa, onde será homenageado. Aos 54 anos, o dramaturgo e cidadão moçambicano de Beira (uma das cidades mais afetadas pela guerra civil, que se prolongou de 1976 a 1992), coleciona 23 livros e prêmios importantes como o Vergílio Ferreira (1999), União Latina de Literaturas Românticas (2007) e o título de um dos 12 melhores livros africanos do século XX por "Terra sonâmbula", eleito na Feira Internacional do Livro do ...

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