Tag: Michel Foucault

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    Introdução à vida não fascista – Foucault

    Foucault disse algo que muito incomodou – e incomoda – a modernidade. Chamou atenção para que tomássemos cuidado com o fascismo, não se limitando àquele que se estereotipou enquanto ditadura política culminando no holocausto e seus efeitos, pelo contrário, referia-se, sobretudo, ao fascismo que habita em cada um de nós! Por Adriel Dutra, do Letra e Filosofia  O filósofo Michel Foucault, 1984 (Arte Andreia Freire | Foto Michele Bancilhon /Revista Cult) Em uma belíssima introdução à obra O Anti-Édipo de Deleuze & Guattari, Foucault sintetiza alguns fios de pensamento para se pensar uma vida não fascista. Breves parágrafos para nos incomodar e nos levar a pensar a complexidade do nosso “pequeno fascismo diário”, se assim podemos dizer, já que costumamos usar a palavra fascismo apenas para nos referir àquilo que ficou consagrado enquanto ideologia política do século XX. … esquecemo-nos das pequenas doses diárias do fascismo cotidiano que ...

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    De Platão a Foucault: 136 curtas de animação para aprender tudo sobre filosofia, sociologia e política

    A empresa especializada em educação online Macat produziu uma série de animações curtas sobre as principais teorias de grande pensadores da humanidade. Ao todo, são 136 vídeos com duração de aproximadamente três minutos cada. Todos eles foram disponibilizados gratuitamente no canal da instituição no Youtube. Os temas abordados são bastante amplos, contemplando desde filosofia clássica, com os pensamentos de Platão e Aristóteles, até a filosofia moderna, de Foucault e Judith Butler. por Jéssica Chiareli no Revista Bula Além deles, as animações abordam também os principais pensamentos de Charles Darwin, em “A Origem das Espécies”; Sun Tzu, “Arte da Guerra”; Aristóteles, “Política”; Henry David Thoreaus, “A Desobediência Civil”; Sigmund Freud, “A Interpretação dos Sonhos”; Virgina Woolf, “Um Teto Todo Seu”; Max Weber, “A Política como Vocação”; Thomas Hobbes, “Leviatã”; Immanuel Kant, “Crítica da Razão Pura”; Friedrich Hegel, “Fenomenologia do Espírito”; Levy Strauss, “Antropologia Estrutural”; Karl Marx, “O Capital”; Friedrich Nietzsche, “Para ...

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    De Hannah Arendt a Paul Gilroy, cinco livros que buscam as raízes do ódio contemporâneo

    A Declaração Universal dos Direitos Humanos é clara: todos têm direitos iguais, independentemente de classe social, gênero, raça, etnia ou religião. Não é o que acontece, no entanto. No Brasil e no mundo, as taxas relacionadas a crimes de ódio são altas, e têm crescido com a escalada de discursos racistas, machistas, homofóbicos e xenófobos, que ganham propulsão nas redes sociais e nas ruas num contexto de avanço do conservadorismo de governos de extrema-direita. Por dia, no Brasil, ao menos uma pessoa LGBT é morta, oito casos de feminicídio são registrados pelo Ministério Público e 63 jovens negros são assassinados. Dados da Secretaria de Direitos Humanos mostram que denúncias contra casos de intolerância religiosa aumentaram 3.600% no país, entre 2011 e 2016. Apenas a cidade de São Paulo registra um crime de ódio por hora, a maior parte deles relacionada ao racismo, segundo a Secretaria da Segurança Pública. Em outros países o quadro é semelhante. No último ...

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    Safatle: Se o Estado age como o PCC, como espera julgá-lo?

    "Se o Estado age como o PCC, decidindo quem vive e quem morre, como espera julgá-lo?", questiona Vladmir Safatle em sua coluna nesta sexta. "Entender como o governo brasileiro funciona é entender como ele administra o desaparecimento e o direito de matar. Esta é sua verdadeira forma de governo. Com uma mão ele massacra parte de sua população, com outra ele lembra, à outra parcela, que o medo espreita e que é necessário 'ser ainda mais duro'", escreve Fonte: Brasil 247 O texto foi publicado na Folha de S:Paulo. "'Ali não tinha nenhum santo.' Foi com tal sentença que o governador do Amazonas veio a público comentar o massacre que ocorreu em prisão de Manaus. De fato, santo lá não havia, como, ao que tudo indica, não há em nenhum outro lugar do mundo sublunar. É possível que a frase do senhor governador quisesse dizer outra coisa. Talvez algo como: ...

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    Ocupar escolas, ocupar o discurso especialista

    “O indivíduo era sempre descrito em função de seu desvio possível ou real em relação a algo que, se não era definido como o bem, a perfeição e a virtude, era definido como o normal” (p. 198). Assim, em “A sociedade punitiva”, Michel Foucault nos sugere como os indivíduos foram encaixados nos mecanismos e instituições de produção e transmissão de saber, constituindo discurso sobre o próprio indivíduo, seu sujeitamento indissociado de uma “situação de poder”. Por FLÁVIO SARANDY, da Revista Espaço Acadêmico “Vagabundos”, “maconheiros”, “invasores”, “os que mal sabem ler”, “manipulados”. Assim o governo pretende trazer à normalidade os estudantes que ocuparam as escolas por todo o país. Não sem razão a crítica ao movimento das ocupações atua por termos relacionados ao mundo do trabalho ou ao desvio de comportamento da norma fixada para o que é considerado a virtude. Ou ainda, desautorizando os estudantes em “assunto que não lhes competem”, ...

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    Tudo é interseccional? Sobre a relação entre racismo e sexismo

    A discussão sobre interseccionalidade tem ocupado um espaço importante na pesquisa de gênero. O reconhecimento de que formas sexuais de injustiça são, por um lado, análogas e, por outro, empiricamente entrelaçadas com outras formas de injustiça — como as relacionadas a “raça”, etnia e religião — encontra nesse conceito sua expressão teórica. Se levarmos em consideração razões histórico-linguísticas, a importância de refletir com maior precisão sobre a relação entre racismo e sexismo é evidente por si só. Por Ina Kerner, do Novos Estudos  Resumo O artigo propõe a diferenciação de quatro modos de relações entre racismo e sexismo. O primeiro estabelece semelhanças entre formas de racismo e de sexismo, o segundo, diferenças entre eles, o terceiro, acoplamentos entre ambos, e o quarto, cruzamentos, entrelaçamentos ou intersecções. Um modelo crítico que abarque semelhanças, diferenças, ligações e intersecções tem efeitos muito mais benéficos para a compreensão das relações entre racismo e sexismo do ...

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    O corpo utópico de Michel Foucault

    Nesta conferência de Michel Foucault – que acaba de ser publicada em espanhol – o corpo é, em primeiro lugar, “o contrário de uma utopia”, lugar “absoluto”, “desapiedado”, com o qual a utopia da alma se confronta. Mas, finalmente, o corpo, “visível e invisível”, “penetrável e opaco”, é “o ator principal de toda utopia” e cala apenas diante do espelho, do cadáver ou do amor. Por Michel Foucault Do IHU A conferência “O corpo utópico”, de 1966, integra o livro El cuerpo utópico. Las heterotopías, cuja versão espanhola acaba de ser publicada (Ed. Nueva Vision). Esta versão está publicada no jornal argentino Página/12, 29-10-2010. A tradução é do Cepat. Eis a conferência. Basta eu acordar, que não posso escapar deste lugar que Proust , docemente, ansiosamente, ocupa uma vez mais em ...

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    Foto: Reprodução / Facebook Dom Odilo Pedro Scherer

    Carta Aberta de Chauí: vigiar e punir Foucault?

    Para vetar cátedra em homenagem ao grande pensador, PUC-SP alega divergência de pensamento. Ora, desde quando filosofia e ciência se definem pela unanimidade e pelo consenso? Por Marilena Chaui, do Outra Palavras  Foto: Reprodução / Facebook Dom Odilo Pedro Scherer Carta Aberta ao Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer Nos anos recentes da história brasileira, a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo tornou-se um dos grandes exemplos do verdadeiro sentido da instituição universitária: recebeu em seu corpo docente professores das universidades públicas que haviam sido cassados por governos da ditadura civil-militar por suas idéias filosóficas, científicas, políticas e pedagógicas; afrontou o Estado abrigando a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), proibida por esses mesmos governos; abriu suas portas para grupos de pesquisa nas mais variadas áreas do saber, sem jamais questionar os princípios teóricos e práticos que os orientavam; defendeu seus estudantes ...

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    “Charlie Hebdo”, Nigéria, Salvador… ou de como o jornalismo (re)afirma o biopoder e a necropolítica

    “A carne mais barata do mercado é a carne negra” Marcelo Yuka, Seu Jorge e Wilson Capellette Num mundo que se quer transparente, onde tudo ou quase ganha visibilidade, porções significativas de fatos e ocorrências de inegável importância são relegadas à sombra. As tragédias recentes, a exemplo do ataque ao semanário francês “Charlie Hebdo”, das mortes na Nigéria e da chacina de jovens negros em Salvador nos levam a tensionar o par visibilidade-invisibilidade a partir do instituto jornalístico. Para tanto, recorremos aos conceitos de biopoder e necropolítica na chave explicativa dos pensadores Michel Foucault, Achille Mbembe e Sueli Carneiro.  As coisas como são. Será? Depois de mais de um mês do ocorrido no semanário francês “Charlie Hebdo”, o episódio não cessa de provocar comentários que se desdobram em diversas escalas analíticas. “Charlie Hebdo” persiste, insiste, resiste e, mesmo com a tendência contemporânea de volatizar os fatos na velocidade da luz, de tal modo que se perdem rapidamente nas ...

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    A genealogia de Foucault e o jornalismo

    Dono de uma obra desconfortável e instigante, Michel Foucault (1926-1984) teorizou a partir de temas outrora ignorados pela academia, como sexo, loucura e prisões. Seus trabalhos sempre discutiram o poder, que considerava intimamente ligado ao saber. “Todo mundo sabe alguma coisa e todo mundo tem algum poder. Mas se você sabe mais, tem mais poder.” O pensador francês, considerado um dos mais notórios da modernidade, dizia que a ciência “não deve hierarquizar os saberes”. E defendia um método de investigação, o genealógico, que levava em conta os “saberes eruditos” e os “saberes populares”. Por Jeferson Bertolini no Observatório da Imprensa No caso do jornalismo, seria um método de apuração que considerasse a fonte oficial sem ignorar a fonte comum, aquela sem sobrenome corporativo, cadeira reclinável e sala refrigerada. Em teoria é isso que se prega. Mas a prática talvez se mostre diferente. Afinal, a fonte erudita costuma estar do outro lado da ...

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    Filosofia pós-moderna – Michel Foucault: A genealogia dos micropoderes

    José Renato Salatiel Desde crianças, adoramos os super-heróis. Torcemos por eles e esperamos que derrotem os vilões. São narrativas importantes em nossas vidas, e nos ajudam a assimilar noções de bem e mal, certo e errado. Em geral, nos identificamos também como o mais fraco, que desafia o poder do mais forte, como o tímido e fraco Clark Kent, que usa seus poderes secretos, como Superman, para derrotar Lex Luthor. Afinal de contas, também somos fracos e o mundo, tão cruel, que não custa imaginar que temos algum tipo de superpoder para enfrentar os vilões que aparecem pelo caminho. Agora, imaginem a confusão de uma HQ (História em Quadrinhos) como Watchmen- cujo filme estreia em 2009 -, em que os super-heróis cuidam de sua própria vida, não têm mais uma "causa" pela qual lutar e, pior, alguns deles comportam-se como vilões! Escrita nos anos 80 por Alan Moore, o enredo ...

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    Epistemicídio

    por Sueli Carneiro - trecho de matéria de 2007 - Espelho com Lazaro Ramos Muitas são as razões que advêm de uma realidade inaceitável contra a qual a militância negra vem historicamente lutando e frente à qual as respostas do Estado permanecem insuficientes, exigindo permanente esforço de compreensão. Assim, contrato racial, biopoder e epistemicídio, por exemplo, são conceitos que se prestam como contribuição ao entendimento da perversidade do racismo.São marcos conceituais que balizaram a tese de doutorado que defendemos junto à USP em agosto passado sob o título "A construção do outro" como não-ser como fundamento do ser. Nela procuramos demonstrar a existência no Brasil de um contrato racial que sela um acordo de exclusão e/ou subalternização dos negros, no qual o epistemicídio cumpre função estratégica em conexão com a tecnologia do biopoder.É o filósofo afro-americano Charles Mills quem propõe no livro The Racial Contract (1997), que devemos tomar a ...

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    Para compreender Michel Foucault

    Há trinta anos, morria filósofo-ativista que recusou papel de líder, mas estimulou a transgredir “verdades” fabricadas e eternizadas pelo poder Por Bruno Lorenzatto “Mostrar às pessoas que elas são muito mais livres do que pensam, que elas tomam por verdadeiro, por evidentes, certos temas fabricados em um momento particular da história, e que essa pretensa evidência pode ser criticada e destruída.” (Michel Foucault) Há trinta anos, em junho de 1984, morria em Paris Michel Foucault. Um pensador do século XX que inventou certo modo radical de pensar, que atravessa este início de século: suas reflexões permanecem fundamentais para os movimentos de contestação política e social; para todos aqueles que desejam “saber como e até onde seria possível pensar de modo diferente”. Foucault participou teórica e praticamente dos movimento sociais que poderíamos chamar de vanguarda de seu tempo, sobretudo durante as décadas de sessenta e setenta: a luta antimanicomial (sua experiência num ...

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    monteirolobato

    A complexidade do racismo brasileiro

    Por Carlos Alberto Dória Além de identificar o discurso racista, é preciso saber como ele se articula e se impõe como força excludente   Ao resenhar "O Presidente Negro", de Monteiro Lobato1, Alcino Leite Neto formula a dúvida diante do racismo expresso no texto: de quem é a fala, de Lobato ou dos protagonistas? Em outras palavras, a questão crucial que ele levanta, e que não é tão datada quanto a obra de Lobato, é: onde mora o racismo? Sobre o livro resenhado, o próprio Lobato escreveu a seu amigo Godofredo Rangel: "Sabe o que ando gestando? Uma idéia-mãe! Um romance americano isto é, editável nos Estados Unidos". Não eram idéias que ele pensaria em apresentar no Brasil, embora o tenha feito. Com a obra, ele pretendia impactar o mercado norte-americano, lançando lá a sua editora Tupy Company. Trata-se de uma ficção científica fracassada, escrita à moda de H. G. ...

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