terça-feira, dezembro 1, 2020

    Tag: MNU

    Milton Barbosa, um dos fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU). (Foto: PC PEREIRA)

    “O papel da extrema direita é fazer a população oprimida se reestruturar. Nós temos que derrotá-la”

    Voz do movimento negro no Brasil há exatamente 42 anos, Milton Barbosa (Ribeirão Preto, 1948) ainda não foi ouvido. Escolhido o orador de um manifesto lido para cerca de 2.000 pessoas nas escadarias do Theatro Municipal de São Paulo, em plena ditadura militar, ele denunciou a violência contra a população negra e a discriminação racial, simbolizadas na época pela morte do feirante Robson da Luz, torturado pela polícia por ser suspeito de roubar uma fruta, e pela proibição de entrada de quatro atletas de um time de vôlei em um tradicional clube paulistano. “Os racistas do Clube de Regatas Tietê que se cubram, pois exigimos justiça. Os assassinos de negros que se cuidem, pois a eles também exigiremos justiça!”, proferiu, naquele 7 de julho de 1978. Era, segundo discursou, um dia histórico, que representou um novo passo na luta contra o racismo no Brasil. O ato de lançamento do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial foi ...

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    132 anos da Abolição da Escravatura: Estamos livres?

    No dia 13 de maio de 2020 a Abolição da Escravatura completa 132 anos, uma data histórica para o Brasil e principalmente para a população negra (que teve seus povos ancestrais escravizados, desumanizados e exterminados) e agora, pergunto à vocês prezados leitoras e leitoras: nós negros e negras estamos livres?. Sou um militante ativista racial em Santa Maria e faço parte do Movimento Negro Unificado (MNU) movimento que nasceu nas escadarias em frente ao Teatro Municipal em São Paulo em 1978, denunciando por exemplo, as altas taxas de pessoas negras desempregadas, as opressões policiais truculentas e cotidiana, exigindo assistência para povo preto que encontrava-se abandonados nas ruas da capital paulistana e principalmente as constantes mortes de pessoas “de cor” ou seja, um verdadeiro extermínio da população negra. Novamente pergunto para vocês prezados leitores e leitoras: avançamos enquanto população negra e sociedade no geral? Vocês devem estar se questionando: “ele veio ...

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    José Adão (esq.), Regina (centro) e Milton (dir.) e imagens do primeiro protesto do MNU, em 1978 / Colagem com imagens de Memorial da Resistência/Alma Preta/Arquivo Pessoal/Sérgio Silva/Ponte Jornalismo

    Uma história oral do Movimento Negro Unificado por três de seus fundadores

    Regina Santos, José Adão e Milton Barbosa são colocados em diálogo para contar trajetória do MNU Por Bruna Caetano, do Brasil de Fato José Adão (esq.), Regina (centro) e Milton (dir.) e imagens do primeiro protesto do MNU, em 1978 / Colagem com imagens de Memorial da Resistência/Alma Preta/Arquivo Pessoal/Sérgio Silva/Ponte Jornalismo No ano de 1978, a ditadura militar prendeu, torturou e assassinou o feirante Robson Silveira da Luz, acusado de roubar frutas em seu local de trabalho. No mesmo ano, quatro garotos jogadores de vôlei foram discriminados pelo Clube Regatas do Tietê e o operário Nilton Lourenço foi morto pela Polícia Militar no bairro da Lapa, em São Paulo. A reação imediata da juventude negra para os ataques foi a articulação do Movimento Negro Unificado (MNU), que pedia o fim da violência policial, do racismo nos meios de comunicação, no mercado de trabalho e do regime, ...

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    Maria Carolina Trevisan de pé e dando entrevista para o Geledés

    Movimento negro denuncia pacote anticrime de Moro à OEA por violações

    Quarenta entidades do movimento negro denunciaram o pacote anticrime de Moro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) por Maria Carolina Trevisan no Blog Cosme Genoveva foi uma da1s vítimas em processo em que Brasil foi condenado por impunidade contra violência policial na CIDH – Foto- arquivo pessoal Quarenta entidades do movimento negro denunciaram, na última quarta (20), o pacote anticrime de Moro à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA). No documento entregue a Antonia Urrejola, relatora para o Brasil da CIDH, Margarette May Macaulay, relatora sobre os Direitos das Pessoas Afrodescendentes e contra a Discriminação Racial, e Paulo Abrão, secretário executivo da comissão, as organizações alegam que há "flagrantes violações de direitos humanos no bojo da proposta do pacote anticrime, apresentado ao Congresso Nacional Brasileiro, pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, do governo Jair Bolsonaro". O documento assinado por ...

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    Brasília - A militante do Movimento Negro, e representante da Marcha das Mulheres Negras, Yêda Leal, fala à imprensa após encontro com a presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto (Valter Campanato/Agência Brasil)

    MNU: 40 anos de luta contra o racismo reagir, re(sobre)viver, descolonizar para real democracia

    Dezoito de junho de dois mil e dezoito. 0 Movimento Negro Unificado completará quarenta anos desde a sua criação. O lançamento público foi no dia 7 de julho, numa ato contra o racismo nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo. Por Iêda Leal enviado para o Portal Geledés  Iêda Leal (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)   Fazem quarenta anos que a bandeira amarela do MNU tremula, não tão somente nas escadarias do Teatro Municipal, mas em todas as unidades da Federação, em todas as capitais dos estados brasileiros. E nesses quarenta anos de luta, nós procuramos olhar para frente, para os desafios postos às conquistas que perseguimos, mas também olhamos no retrovisor: qual era o mote da nossa luta lá em 1978, qual era a nossa narrativa, qual era a nossa discussão, quais eram as denúncias que nós oferecíamos ao Estado brasileiro, a partir das nossas manifestações nas ...

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    Foto: MNU

    #Geledes30anos: Ações do Movimento Negro Unificado e Geledés contra o racismo

    O Debate CEDEM deste dia 27 de junho, intitulado Ações do Movimento Negro Unificado e Geledés contra o racismo, celebra os 40 anos de fundação do Movimento Negro Unificado (MNU) e os 30 anos do Geledés Instituto da Mulher Negra. São décadas de ação das duas entidades pelo reconhecimento do negro em sua plenitude. O MNU nasceu com o nome Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial para desmascarar o racismo velado da sociedade nacional, foi também um marco na resistência contra a ditadura militar. Em 1978, em pleno regime de exceção, um ato público ocorreu na escadaria do Teatro Municipal, em São Paulo, para denunciar manifestações de racismo. As gotas d’água foram o assassinato, por policiais, do trabalhador negro Robson Silveira da Luz, em Guaianazes, zona Sul da cidade, além da segregação de atletas negros, jogadores de vôlei do Clube de regatas Tietê, impedidos de entrar na piscina. Segundo seus fundadores, ...

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    Foto: Getty Images/Arquivo

    Uma quilombola brasileira em Harvard: reflexões sobre estigma e autoestima

    No final do ano passado, recebi de uma amiga e companheira militante do Movimento Negro Unificado, a advogada Margareth Ferreira, uma mensagem contendo uma chamada de seleção de trabalhos para participar de um workshop de teses no Instituto de Pesquisas Afro-Latino-Americanas em Harvard.   Entrei no site e vi os critérios para seleção, que consistiam em envio do resumo da tese e uma carta do orientador falando sobre o trabalho. Fiquei pensando logo nos impedimentos com relação à língua, pois não sou fluente em inglês, mas li que os trabalhos poderiam ser enviados nas três línguas: português, inglês e espanhol. Primeira barreira, rompida. Então pensei: “Por que não?” Entretanto um complexo de inferioridade ainda falava lá dentro de mim: “Eu em Harvard?” E, por outro lado, uma voz dizia: “Vai! Por que não?” Havia também meu companheiro reforçando o lado positivo, é claro, incentivando-me a enviar o resumo. O lado ...

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    Desobediência civil já

    E aos pobres e miseráveis restará (NAO a terra ou o trabalho, NÃO a cultura e a decencia, NAO o direito e a cidadania, NAO a justiça, a dignidade, ou a felicidade, nem o poder)....restará a bíblia e MORTE!-RBispo. Por Reginaldo Bispo, no Facebook A violência doma fisicamente o homem, pode tirar-lhe a vida, mas introduz e amplifica a revolta. A sociedade e o estado racista identifica e trata todos como negro, preto e inimigo da sociedade, nos FAZENDO UMA GUERRA GENOCIDA NÃO DECLARADA! É hora de uma Grande Campanha de Desobediência Civil! A camera de seu celular, será a arma de cada negro! Juntar vizinhos, parentes e amigos e reagir ao racismo, em auto defesa, pelo modo e pelos meios necessários! Não comprar onde não empregam negros! Boicotar não comprar produtos dos anunciantes da GLOBO! Não permitir prisões e violência arbitraria contra os nossos! A bíblia por seu turno, ...

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    O racismo e o extermínio dos jovens negros

    Esse texto de análise debate a prática racista, a violência urbana e a representação social do negro no Brasil. Por Eduardo Antonio Esteban Santos no Tempo Presente Tendo em vista que nas últimas décadas o homicídio tem sido a principal causa de morte dos jovens negros, traçamos um paralelo entre as narrativas do ser negro e a violência. Para o pensamento racista o negro carrega consigo uma verdade codificada em seu corpo, em sua aparência, de forma que suas qualidades estão relacionadas a lógica da raça. A opacidade da humanidade do negro foi produzida pela biologização da raça. Coube a prática racista materializar a subalternização do negro, relegá-lo as condições mais aviltantes da vida social. Ainda que o racismo esteja interligado as estruturas econômicas da sociedade, a transformação dessa estrutura não implica diretamente em seu desaparecimento. A violência urbana tem gerado inúmeros debates e publicações, não é por menos, pois suas causas são ...

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    Foto e texto: Gerson Ferreira As mães que perderam seus filhos assassinados, pelo aparelhamento opressor do estado, dando seus depoimentos, na passeata contra o genocídio do povo negro,em frente ao shopping Madureira.

    Reaja à Violencia Racial e Policial !

    Contra o Extermino da População Negra. Do MNURio Passeata " REAJA A VIOLENCIA RACIAL E POLICIAL, organizado por diversas entidades do Movimento Negro, com grande presença o MNU - Movimento Negro Unificado, reuniu mais de 1.200 pessoas no Parque Madureira, no Rio de Janeiro na tarde de ontem, (3), em protesto contra o assassinato de cinco jovens por agentes da Policia Militar do Rio de Janeiro, em Costa Barros.     Os jovens Roberto de Souza Penha, Carlos Eduardo Silva, ambos de 16 anos, Wesley Castro Rodrigues, de 25, Souza Wilton Esteves Domingos, de 20 e Cleito Correa de Souza, de 18 anos foram fuzilados por policiais quando se dirigiam ao Shopping e ao Parque Madureira comemorar o primeiro salário de Roberto, quando foram confundidos com bandidos.     Os policias responsáveis pela ação, o Sargento Marcio Darcy Alves dos Santos, o cabo Fabio Pizza Oliveira, e os saldados Thiago Resende Viana Barbosa e ...

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    MNU

    Carta de Pernambuco – MNU CE

    Carta de Pernambuco O XVII Congresso Nacional do Movimento Negro Unificado, realizado em agosto, próximo passado, encaminhou uma resolução para a realização de uma Campanha em defesa do Feriado Nacional em 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra. Sendo fundamental a participação de ativistas do campo democrático e popular, organizações do movimento negro e dos movimentos populares sociais, parlamentares, representações institucionais e população em geral. A importância dessa ação garantirá um momento de reflexão e mobilização nacional que reconheça a memória material e imaterial do povo negro no Brasil e no Mundo. A sociedade brasileira contemporânea precisa de um grande axé, ou seja, reconhecer que em nossa história houve uma experiência de Estado Democrático, Multirracial, Laico, e Socialista conquistado por “ZUMBI” e “ DANDARA “, no “QUILOMBO DOS PALMARES”. Além disto, é legítimo que os afrodescendentes que perfazem 51% da população brasileira tenham um dia de celebração de suas conquistas ...

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    O que temos feito para combater o racismo à brasileira?

    Conversamos com especialistas sobre a discriminação racial no país. Por: Marcelo Collar e Marina Mentz no movirs O Brasil precisou ser apontado por organizações internacionais como um país racista para perceber que estava em dívida com a população negra. Assim, medidas afirmativas vieram como uma espécie de reparação para negros, pardos e indígenas. A primeira delas foi a instituição da política de cotas para acesso às universidades. Depois, a preocupação foi direcionada à questão educacional: foi instituída a Lei 10.639, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e africana nas escolas públicas e privadas do país. Grande parte da luta e das conquistas não veio sem esforço. Isso porque grupos como o Movimento Negro Unificado, o MNU, batalharam para que governantes e população percebessem a desigualdade social, insistindo por políticas de inserção do negro na educação e na cultura, além do acesso à justiça e ao emprego. “Se ...

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    Pesquisadora diz que leis não protegem patrimônio de comunidades negras

    A engenheira florestal e ativista do Movimento Negro Unificado (MNU/MG), Angela Gomes, criticou hoje (24) a Lei de Patentes (Lei nº 9.279/1996) e as normas de uso da biodiversidade brasileira, em debate no Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra. Segundo ela, a legislação encoberta uma série de apropriações dos saberes e das espécies cultivadas em terreiros, quilombos e quintais de mulheres negras sem dar nenhum retorno às comunidades. "O cientista vai nos terreiros, nos quintais, leva as plantas para o laboratório, registra e patenteia como saber dele", disse. Por Mariana Tokarnia A tese de doutorado de Angela, Territórios da Etnobotânica: terreiros, quilombos, quintais trata do cultivo de plantas trazidas da África em terreiros de candomblé, quilombos e quintas de mulheres negras em zonas urbanas. Ela reconheceu mais de 500 espécies trazidas do continente africano e, dessas, 80 são comumente cultivadas nesses espaços. Tanto as plantas quanto a forma de cultivo guardam ...

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    Processo de adesão: Os 36 anos de Movimento Negro Unificado – MNU

    Processo de adesão: Os 36 anos de Movimento Negro Unificado – MNU

    Militante da luta racial em Porto Alegre nos anos 70, Helena Vitória analisa a trajetória do Movimento Negro Unificado – MNU organização que neste 18 de junho completa 36 anos  IV Congresso do MNU – Encerramento. Oliveira Silveira falando pelo MNU do Rio Grande do Sul. Taboão da Serra. São Paulo, 3 a 5 de junho de 1983. (Foto: Ireno Jardim/Acervo Oliveira Silveira) História - Vamos situar, primeiramente, a expressão Movimento Negro. Compartilho com a definição de Joel Rufino dos Santos: “- (…) todas as entidades, de qualquer natureza, e todas as ações, de qualquer tempo, aí compreendidas mesmo aquelas que visavam à autodefesa física e cultural do negro, fundadas e promovidas por pretos e negros (…). Entidades religiosas como terreiros de candomblé, por exemplo, assistenciais como as confrarias coloniais, recreativas como ‘clubes de negros’, artísticas como os inúmeros grupos de dança, capoeira, teatro, poesia, culturais como os diversos “centros de pesquisa” e políticas ...

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    movi

    História recente dez anos dos movimentos negros

    Hamilton Cardoso Há uma década, apenas, em 1978 os movimentos negros travaram, principalmente na cidade de São Paulo, o seguinte debate: o que fazer, no dia 13 de Maio, data da abolição da escravatura? Hoje o debate pertence a toda sociedade. A Globo, por exemplo, diz Axé. Na época, duas tendências da esquerda digladiavam-se, ao mesmo tempo que se contrapunham ao setor mais tradicional, favorável a comemorações da abolição. Uma delas queria uma postura passiva: "não devemos fazer nada, no dia 13", diziam. "Não devemos, sequer trabalhar". A outra queria uma denúncia ativa, com ampla participação, sob forma de protesto, de todas atividades comemorativas. Os ativistas partiam de algumas premissas: uma delas era o reconhecimento de que, independente da reflexão ou do caráter da abolição decretada no Brasil, a maior parte da população negra sempre comemorou no candomblé e na umbanda, nas congadas e escolas de samba e outras entidades ...

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    Hamilton Cardoso (Foto: Imagem retirada do site Piseagrama)

    Hamilton Cardoso

    Hamilton Cardoso (1953-1999) Sensibilidade, inteligência e solidariedade na luta contra o racismo  No dia 25 de Abril de 2004 a"Folha de S. Paulo" publicou uma foto com articuladores das "Diretas Já". Hamilton está lá, no movimento pelas Diretas Já, em 1984. 20 anos depois era um dos ausentes, entre aqueles que voltaram para a foto atualizada, revivendo duas décadas de avanço da democracia. Certamente, se aqui estivesse faria um balanço para dizer que, além das formalidades e de obtermos alguma representação e visibilidade, como coletivo pouco caminhamos. Apoiaria os programas de cotas, mas certamente diria que são insuficientes. Hamilton Bernardes Cardoso nasceu em Catanduva, em 10 de julho de 1953. Filho de Onofre Cardoso, músico, e de Deolinda Bernardes Cardoso, responsável pela estruturação da família e educação dos filhos. Segundo filho de quatro irmãos, cresceu em São Paulo e tinha muito orgulho de ter estudado no Colégio Caetano de Campos. ...

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