quarta-feira, novembro 25, 2020

    Tag: Mulata

    Quem vestiu a Globeleza?

    Enviado para o Portal Geledés Engana-se os que acham que foi a globo que vestiu a Globeleza. Quem vestiu a Globeleza foram as feministas. Foi o grito das mulheres contra a objetificação do corpo feminino e contra a hipersexualização do corpo negro que calou o assanhamento dos machos brancos. A Globeleza nunca representou o carnaval, ela representava apenas o samba carioca bordelizado que nasceu nos tempos do Sargentelli. A mulata Globeleza se saracoteando pelada, era o símbolo da exploração do corpo negro, da carne barata servida nos baquetes bacantes da casa grande desde a hora primeva. Nua, a mulata Globeleza evidenciava apenas a beleza negra que importa aos mercadores: peito, bunda e tapa sexo. A Globeleza, vestida, é uma vitória das pretas cansadas de serem virtualmente mucamizadas. A ESQUERDA SEM DIREITOS Com Temer o povo perdeu até o direito de reclamar. não há mais direitos, só deveres. Antes a polícia ...

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    Mulheres, gozemos!

    Recentemente li um post no Facebook que dizia: “Não finja orgasmo. Deixe o cara saber que ele fode mal”. Pode parecer indelicado à primeira vista, porque estamos acostumadas a acreditar que sexo bom é aquele em que o homem se sente plenamente satisfeito, mas esta frase é muito mais que apenas uma excelente orientação para um sexo de qualidade. É claro que, em se tratando de qualquer relação, seja sexual ou não, as afinidades contam muito. Mas esta frase não fala sobre uma mera questão de afinidade (que faz com que alguns casais se dêem melhor na cama e outros menos), porque quando se pensa em afinidade, necessariamente se pensa em pares. por Camila Castanho Miranda via Guest Post para o Portal Geledés Primeiramente, falemos do óbvio: quem se acostuma a fingir jamais exigirá para si mesma o prazer que merece e pode alcançar. Já olhando para os homens, podemos concluir ...

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    Mulheres Negras: O que a Mulata Globeleza tem a nos ensinar?

    "Não deixe que te façam pensar que o nosso papel na pátria É atrair gringo turista interpretando mulata" (Yzalú) Por  Lorena Monique, do Brasil Post  Foi dada a largada nas vinhetas promocionais que hiperssexualizam o corpo das mulheres negras. E nessa hora, o que eu me pergunto é quando chegará o dia em que, ao falarmos de representação midiática ou referências de mulheres negras, a resposta dada não será:a Mulata Globeleza? Pois é, essa é a resposta que obtemos desde 1993, ano do lançamento da personagem promovida pela Rede Globo durante o Carnaval. Não é preciso fazer muito esforço para percebermos que a imagem dessa personagem contribui muito para a hiperssexualização do corpo das mulheres negras e intensifica os estereótipos que esse grupo carrega. Isso qualquer pessoa que tenha o mínimo de senso crítico já deve saber. A mulata rebolativa global que te convida pra sambar, que posteriormente viraria hit e ...

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    Dani Costa Russo/Divulgação

    Nem morena, nem mulata

    Segundo o IBGE, no Brasil, 7,6% da população se considera de cor preta e 43,1% se considera de cor parda. Entre eufemismos como “moreno”, “mulato” e “cor de jambo”, como delimitar quem é, de fato, negro, mesmo que tenha a pele mais clara? Por Jarid Arraes  Do Portal Fórum A cultura brasileira tem uma forma complexa de lidar com questões raciais. Por causa da miscigenação, as pessoas aceitam como regra o discurso do ser “moreno”, recorrendo a outros eufemismos para adjetivar uma cor de pele que não é branca: cor de bombom, chocolate, cor de jambo, mulato, entre outras variações e apelidos. É difícil se declarar negro – primeiramente, pelo estigma social causado pelo racismo; depois, porque há a percepção de que somente uma pessoa de pele muito escura é realmente negra. Apesar disso, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje mais de metade da população brasileira ...

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    Não me chame de mulata

    Por Jarid Arraes na Revista Fórum Eu começo este cordel Recorrendo ao dicionário Pois o tal livro reflete Um saber reacionário Já que o significado Do verbete ali mostrado É antigo e ordinário. Tomarei como um exemplo A palavra de “mulata” Revelada a sua origem Que me fez estupefata Pois compara com jumento Com racista entendimento A gente miscigenada. Se você não conhecia Eu lhe posso explicar Que mulata se dizia Com o fim de debochar O termo pejorativo Era depreciativo Sem noção de respeitar. É chamado de mulato Aquele que é misturado Um dos pais é de cor negra Sendo o outro branqueado Mas a miscigenação No início da nação Foi um mal desnaturado. Nunca foi caso de amor Como se pode alegar Era caso de estupro Que à negra ia abusar O senhor da Casa Grande Mui cruel e dominante Pronto pra violentar. E além dessa faceta Existiu branqueamento Como ...

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    O erro de avaliação de Jean Wyllys ao defender a série “O Sexo e as Nega”

    O erro de avaliação de Jean Wyllys ao defender a série “O Sexo e as Nega”

    Inspirada na americana “Sex and The City”, a série “Sexo e As Negas” conta as aventuras de quatro amigas negras. Retrata os negros de forma estereotipada. As manifestações de repúdio foram tantas que a Seppir (Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Social) chegou a abrir uma investigação das denúncias de racismo no programa. Por Marcos Sacramento Para o deputado Jean Wyllys, porém, as críticas de alguns milhares de internautas e de um séquito formidável de blogueiros e articulistas não têm fundamento. “As pessoas foram pouco generosas com Miguel Falabella, que é um cara que está longe, muito longe de ser racista”, disse. Ele defende um amigo e tem todo o direito de dizer que Falabella não é racista. Provavelmente ele não seja, mas o programa que escreveu está longe de ser motivo de orgulho para telespectadores negros e negras. “Sexo e a as Negas” se propõe a colocar negras como ...

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    Deixar de ser racista, meu amor, não é comer uma mulata!

    Considerações sobre elogios racistas por Charô Nunes Elogio racista é toda demonstração de admiração, afetividade ou carinho que se concretiza por meio de ideias ou expressões próprias ao racismo. Com ou sem a intenção de, que fique bem claro. Um dos mais conhecidos é o famoso “negro de alma branca” que nossos antepassados tanto ouviram. Mas não são apenas nossos homens que conhecem muito bem os elogios racistas. Nós mulheres negras também somos agraciadas com esses pequenos monstrinhos, usados inadvertidamente por amigxs, familiares. Muitas vezes até por nossos parceirxs. Decidi fazer uma lista com 5 elogios racistas (e sexistas, diga-se de passagem) que muitas de nós escutamos quase que diariamente. Alguns são consenso, acredito. Outros nem tanto. Fico aguardando ansiosa para que você, mulher negra, deixe seu comentário dizendo se também acontece com você. Se concorda, se discorda. E sobretudo, o que você faz para deixar bem claro que esse tipo ...

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    A História de Luísa - Tornar-se Negro - Cap. V

    A História de Luísa – Tornar-se Negro – Cap. V

    A História de Luísa - Resumo - cap. V - Neusa Santos Sousa: "Tornar-se Negro" por José Ricardo D' Almeida Neste capítulo, a autora transcreve o depoimento de Luísa, "neta de empregadas domésticas e filha de pais de classe média. Luísa é médica recem formada, nascida no Rio de Janeiro" com 23 anos de idade nesta época. Num segundo tópico faz sua análise. Venho fazendo um resumo comentado e neste capítulo o depoimento de Luísa é mais propriamente um comentário do que um resumo. Penso que a história de Luísa poderia ser a história de muitas mulheres de gerações passadas, presentes e ainda futuras, já que temos uma sociedade altamente desigual e despolitizada com baixa escolaridade, uma cidadania frágil, poucas opções de trabalho para a maioria das jovens negras, onde "tornar-se negro" é uma luta sempre desigual contra o racismo. Muitas Luísas ainda estarão por vir num destino pré determinado ...

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    De Elisa Lucinda – Mulata Exportação

    Fonte:  Escola Lucinda “Mas que nega linda E de olho verde ainda Olho de veneno e açúcar! Vem nega, vem ser minha desculpa Vem que aqui dentro ainda te cabe Vem ser meu álibi, minha bela conduta Vem, nega exportação, vem meu pão de açúcar! (Monto casa procê mas ninguém pode saber, entendeu meu dendê?) Minha tonteira minha história contundida Minha memória confundida, meu futebol, entendeu meu gelol? Rebola bem meu bem-querer, sou seu improviso, seu karaoquê; Vem nega, sem eu ter que fazer nada. Vem sem ter que me mexer Em mim tu esqueces tarefas, favelas, senzalas, nada mais vai doer. Sinto cheiro docê, meu maculelê, vem nega, me ama, me colore Vem ser meu folclore, vem ser minha tese sobre nego malê. Vem, nega, vem me arrasar, depois te levo pra gente sambar.” Imaginem: Ouvi tudo isso sem calma e sem dor. Já preso esse ex-feitor, eu disse: ...

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