quarta-feira, setembro 16, 2020

    Tag: pena de morte

    À esquerda, Walter McMillian e Bryan Stevenson à direita - Wikimedia Commons

    A triste saga de Walter McMillian para escapar da pena de morte

    1 de novembro de 1986. O corpo de Ronda Morrison, uma jovem branca de 18 anos, é encontrado espancado, estrangulado e com três tiros nas costas, em Monroeville, Alabama, nos Estados Unidos. Rapidamente uma campanha para que o assassino fosse capturado teve início. O xerife da cidade, Tom Tate, estava sofrendo uma enorme pressão popular, mas sem nenhuma pista, era impossível que algum suspeito fosse responsabilizado pelo homicídio. Dias depois, em uma região próxima, outra mulher foi morta. Dessa vez, o culpado tinha sido pego. Seu nome era Ralph Meyers. A todo custo, Tate tentava relacionar o crime com o caso de Morrison. Até que um nome foi colocado como principal suspeito: Walter McMillian. Walter não possuía antecedentes criminais, era casado e vivia uma vida tranquila. Entretanto, algo que chamava a atenção de seus vizinhos era o fato dele ter tido no passado um caso com uma mulher branca. O ...

    Leia mais
    blank

    Pena de morte?!

    Hoje, ouvi um relato sobre um assalto. O ônibus retornava da cidade de Aparecida (SP) e foi interceptado por assaltantes armados com Calibre 12. Quem contou disse que o motorista foi obrigado a conduzir o ônibus até um canavial. Lá, durante um tempo que pareceu a eternidade, os passageiros foram aterrorizados com gritos, ameaça e obrigados a tirar a roupa (ficaram apenas com as roupas íntimas). Devotos e devotas de Nossa Senhora Aparecida, as vítimas rezavam fervorosamente. Longe de apaziguar ou sensibilizar os assaltantes, isto, segundo o relatado, os irritavam ainda mais. “Eles não têm Deus no coração; alguém que comete um ato desse não é de Deus”, disse. Após contar os detalhes, a pessoa, ainda visivelmente traumatizada, falou que não queria que os bandidos fossem presos, mas sim mortos. “É o que mereciam”, enfatizou. Nas circunstâncias, considerei melhor apenas ouvir. Mas fiquei a pensar: como alguém que se afirma ...

    Leia mais
    blank

    Lutar contra prisões em massa e pena de morte é lutar contra escravidão dos tempos modernos, diz Angela Davis

    Em entrevista concedida junto com a irmã, Fania Davis - uma das principais expoentes da justiça restaurativa nos EUA, ressalta a necessidade de se criar um processo para 'curar os traumas raciais que continuam sendo reencenados' Por Sarah van Gelder, do Opera Mundi  “Assumimos uma luta que nos vincula aos abolicionistas que se opuseram à escravidão. As instituições da prisão e da pena de morte são os exemplos mais óbvios de como a escravidão continua a assombrar nossa sociedade”, diz Angela ao explicar a importância do abolicionismo penal, a nova trincheira das irmãs. Fania lembra que “abolimos a instituição da escravidão, mas ela foi substituída pela vassalagem, pelas leis Jim Crow , pelos linchamentos, pelas prisões privadas. A essência da violência racial e do trauma que vimos na instituição da escravidão e nas instituições subsequentes continuam até hoje sob a forma do encarceramento em massa e práticas policiais letais”. Ambas defendem a ...

    Leia mais
    blank

    Pena de morte: uma visão global e o papel do Brasil

    Somos pioneiros em acabar com a execução oficial por parte do Estado, mas as polícias matam seis por dia. Por Mauricio Santoro Do Carta Capital Em Noor, no Irã, Abdolah Hosseinzadeh dá um tapa no assassino de seu filho, em 15 de abril. O perdão de Hosseinzadeh salvou o homem, que estava prestes a ser enforcado Em janeiro de 2015, pela primeira vez um brasileiro foi executado por um governo estrangeiro. Policiais da Indonésia fuzilaram Marco Archer, que havia sido condenado por tráfico de drogas naquele país. A execução confrontou o Brasil com a realidade brutal da aplicação da pena de morte. Por que houve uma forte crítica externa ao governo indonésio? As execuções foram ilegais à luz do direito internacional ou a Indonésia está em seu direito soberano? As autoridades brasileiras agiram corretamente ao convocar para consultas seu embaixador em Jacarta? Para responder às perguntas, é preciso analisar como ...

    Leia mais
    blank

    Nem sempre branco brasileiro leva vantagem em tudo. A tragédia de uma vida mal executada até na morte.

    A deputada ex-ministra dos direitos humanos Maria do Rosário, poderia ser mais ponderada em sua manifestação via twitter, quando desabafa:”Fui contra a execução, sou contra a pena de morte. mas que interesse há para onde suas cinzas irá no Brasil. O sujeito não era um herói, era um ttraficante”. A voz de um deputada e ex-ministra tem peso oficial. Por marcos romão Do mamapress Mas esta mensagem não esclarece. Põe é mais lenha na fogueira da ignorância geral sobre política internacional e nas dúvidas que as pessoas com sangue quente têm em relação aos direitos humanos e regras internacionais para todos. Não se trata aqui, da execução de um “traficante”, poderia ser um “cristão, um muçulmano, um judeu, um comunista, uma mulher que largou o seu marido. Poderia ser qualquer um, dependendo da orientação política e moral de cada país. Vivemos em uma comunidade Internacional. Se não respeitamos os vivos, ...

    Leia mais
    blank

    Apesar de abolida, pena de morte ainda tem aplicação prevista no Brasil

    Em sua argumentação junto ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, para obter clemência para dois brasileiros condenados à pena de morte por tráfico de drogas, a presidente Dilma Rouseff mencionou na sexta-feira que o ordenamento jurídico brasileiro não comporta a pena capital. Por Mariana Schreiber, do BBC  Mas a Constituição Federal brasileira ainda prevê essa punição em caso de crimes cometidos em tempos de guerra. O inciso 47 do artigo quinto da Constituição, diz que "não haverá penas de morte, salvo em caso de guerra declarada". Os crimes que podem levar a essa punição estão descritos no Código Penal Militar, de 1969. Ele prevê ainda que a pena deve ser executada por fuzilamento, exatamente o mesmo método que será aplicado na Indonésia no domingo (tarde de sábado, no horário de Brasília) para matar o carioca Marco Archer Cardoso Moreira. O outro brasileiro no corredor da morte é Rodrigo Muxfeldt Gularte, que ...

    Leia mais
    blank

    Condenados à morte, homens ganham a liberdade após 39 anos de injustiça

    Wiley Bridgeman e Ricky Jackson ficaram quase 40 anos presos injustamente (AP / Phil Long) Dois homens ganham a liberdade após 39 anos presos injustamente. Eles estiveram a um fio de perderem as suas vidas na cadeira elétrica. A testemunha admitiu que foi forçada pela polícia a afirmar que Ricky Jackson e Wiley Bridgeman foram responsáveis por um assassinato ocorrido em 1975 do Pragmatismo Político Durante a luta dos negros em defesa de seus direitos civis, entre os anos 1960 e 1970, nos Estados Unidos, o FBI, em conjunto com as polícias de cada estado, promoveram uma verdadeira caça à população negra, independente da existência ou não de crime. Desde a queda das leis de segregação racial, foram aparecendo diversos casos de gente presa que teve seu processo constituído com base em testemunhos falsos, geralmente conduzidos e coagidos pela própria polícia. É um método tradicional usado pela polícia dos EUA, ...

    Leia mais
    blank

    Pelo fim da pena de morte aos adolescentes. O caso São Remo

    O “mito do adolescente violento” transforma o jovem, negro e morador de periferia em uma espécie de bode expiatório da sociedade. Poucos estigmas no mundo são tão mortais Por: Bruno Paes Manso Os bons policiais da Rota deveriam se enojar de seus supostos admiradores. Afinal, só me resta crer que a maioria da corporação militar repudia as indecências que saem publicadas no blog Admiradores da Rota + 18. Há algo de doentio numa página em que os editores alertam a seu público, como zelosos samaritanos, que as fotos de corpos e tiros sejam vistas apenas por maiores de 18 anos. Detalhe perverso: muitos dos executados e mortos são adolescentes de São Paulo. Eu preferia não ter que dar espaço a esse tipo de publicação, que faz apologia ao crime. Mas um caso estarrecedor ocorreu no dia 6 de setembro deste ano, nos arredores da Favela São Remo, ao lado da USP. A Defensoria Pública assumiu a ocorrência para que não caia ...

    Leia mais

    Últimas Postagens

    Artigos mais vistos (7dias)

    Twitter

    Welcome Back!

    Login to your account below

    Create New Account!

    Fill the forms bellow to register

    Retrieve your password

    Please enter your username or email address to reset your password.

    Add New Playlist