quinta-feira, dezembro 3, 2020

    Tag: Roberto Da Matta

    A carta de Jean Wyllys para Roberto DaMatta e Ziraldo

    Jean Wyllys lamentou as atitudes homofóbicas de Roberto DaMatta e Ziraldo. Se disse surpreso com o comportamento do antropólogo, mas que do cartunista não esperava coisa diferente. Único deputado assumidamente homossexual no Brasil revelou que Ziraldo já se recusou a sentar em mesa com ele por ser gay no Pragmatismo Político Único parlamentar declaradamente homossexual do Congresso, o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) criticou o antropólogo Roberto DaMatta e o cartunista e escritor Ziraldo pelas posições que assumiram em relação aos homossexuais nos últimos dias. Para Jean, os dois se apresentam como intelectuais que pregam a “tolerância”, mas, na prática, são “intolerantes em relação à saída da homossexualidade da privacidade e do silêncio onde eles imaginavam que esta deve estar confinada”. Em texto publicado no Facebook, Jean disse ter ficado decepcionado e chocado com DaMatta, que não desmentiu o ator Paulo Betti, que o acusou de tê-lo agredido verbalmente no último ...

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    ‘Mexeu com um juiz, mexeu com todos’, diz antropólogo Roberto da Matta sobre decisão contra agente de trânsito

    ‘Mexeu com um juiz, mexeu com todos’, diz antropólogo Roberto da Matta sobre decisão contra agente de trânsito

    Breno Boechat “Juiz não é Deus”. A frase dita pela agente de trânsito Luciana Silva Tamburini e condenada por desembargadores da 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio provocou uma repercussão nas redes sociais. Há 55 anos, um dos mais prestigiados antropólogos do país, Roberto Da Matta, explicava, no livro “Carnavais, malandros e heróis”, o “Você sabe com quem está falando?”, frase tão usada por autoridades, para demonstrar poder. Na opinião de Da Matta, a decisão judicial é corporativista e escancara a desigualdade da sociedade brasileira. — Esse caso mostra o princípio da hierarquia, é exatamente “Você sabe com quem está falando?”. Nessa sociedade em que vivemos, a distância do prestígio entre as duas carreiras é tão grande que, quando ele se referiu a ela como juiz, ele tentou eliminá-la da situação. A decisão dos desembargadores é pior ainda. É o “Você sabe com quem está falando?” coletivo. ...

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    E se não fossem os negros?

    E se não fossem os negros?

    Roberto da Matta Não haveria esse futebol maravilhoso que renasce em cada Copa do Mundo É do brasilianista que mais entende de Brasil, o professor Richard Moneygrand, essa indagação provocadora. No Brasil, para assistir ao que considera “a mais bela atividade esportiva jamais inventada”, ele chama minha atenção para a presença dos negros. “São aproximadamente 195!” Diz entre o enfático e o venturoso, explicando que teve o cuidado de classificá-los com olhos brasileiros, porque se os visse na perspectiva americana dos rednecks (os racistas cuja adjetivação tem origem no seu pescoço — neck — avermelhado pelo sol da labuta manual e humilde, semelhante à dos negros que eles detestam), o número seria maior. Contei, diz Moneygrand, seguindo a aparência, a “marca” e não a “origem”, como distinguiu num estudo realmente clássico e protoestruturalista o sociólogo Oracy Nogueira, ao revelar que, no Brasil, o contexto e o posicionamento social poderiam englobar a cor. Algo diverso ...

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    A fábula das três raças ou o problema do racismo à brasileira – Roberto Da Matta

    Alguns trechos para reflexão: O racismo contido na "fábula das três raças", que floresceu do final do século até hoje, tanto no campo erudito como no popular decorre da dificuldade de se pensar o Brasil e nossa hierarquia social. Há uma "ideologia abrangente" permeando todas as camadas e espaços sociais: "preguiça do índio", "melancolia do negro", a "cupidez" e "estupidez", do branco lusitano, responsáveis, nessa visão popular, pelo nosso atraso econômico e social, indigência cultural e a nossa necessidade de autoritarismo político, fator corretivo básico neste universo social que, entregue a si mesmo, só poderia degenerar. Assim, é o caso de perguntar se o racismo do famoso Conde de Gobineau está realmente morto! É uma faceta da história do Brasil vista pelo seu prisma mais reacionário: como uma história de "raças", não de homens. O conhecimento social assim, se reduz a algo "natural", como "raças", "miscigenação" e traços biológicos de ...

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    Racismo à Brasileira – Roberto Da Matta

    Anais do Seminário Internacional "MULRTICULTURALISMO E RACISMO: O PAPEL DA AÇAO AFIRMATIVA NOS ESTADOS DEMOCRATICOS COMTEMPORANEOS" Por Roberto Da Matta NOTAS SOBRE O RACISMO À BRASILEIRA Esta minha intervenção tem dois aspectos ou dimensões. De um lado, quero falar de fatos sociais concretos - alguns,aliás ,bem conhecidos do nosso racismo-, como sua manifestação implícita, disfarçada e de difícil discussão, como se, entre nós, brasileiros, falar de racismo fosse um tabu, de acordo com aquela tendência que Florestan Fernandes chamou, com propriedade,"o preconceito de ter preconceito". De outro, quero me concentrar nas inter-relações dos fatos sociais com os ideais políticos, alvo que - se bem entendo - move este encontro e tem suas dificuldade específicas, sobretudo quando se trata de um tema tão dramático quanto pungente, quando a justa vontade de erradicar o preconceito certamente embaça a discussão de suas características históricas e de sua organização sociológica ou cultural. Para tanto,quero ...

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    Lula Marques/ Folhapress

    Bené, por Sueli Carneiro

    Combinar os critérios de qualificação técnica com recorte de gênero e de raça é um risco e um desafio que, até o momento, apenas essa mulher, negra e ex-favelada, se dispõe a enfrentar. Coragem típica de quem teve que reescrever com dor e lágrimas o próprio destino. Mulher, negra, ex-favelada assume pela primeira vez o governo do Rio de Janeiro. Essa foi a tônica das manchetes sobre a ascensão de Benedita da Silva ao governo do Rio. As ênfases na condição de raça, gênero e de classe da governadora é, por si só, exemplar do ineditismo de que o fato se reveste. Para Millôr Fernandes, é preciso acabar com essa demagogia porque a favela do Chapéu Mangueira é favela de grã-fino, o slogan black is beautiful já superou a identificação entre negro e pobre e, a não ser como piada, ele nunca ouviu alguém ser contra mulher. Poderia e deveria ...

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