quarta-feira, junho 16, 2021

Tag: SUS

Foto: João Godinho

Deises e Leilanes: abandonadas sem vale-táxi e SAMU-cegonha, por Fátima Oliveira

É cruel a assistência ao parto em muitos recantos do país. Não me calo para não ser cúmplice. Registrei em “O parto roubado é um conceito político de resistência: assistir ao parto exige competência técnica, humanística e ética. Vale para obstetras, obstetrizes e parteiras tradicionais, igualmente” – sobre a cesárea por ordem judicial de Adelir Carmen Lemos de Góes, de Torres (RS), marco inaugural da judicialização da atenção obstétrica e neonatal, sobre a qual o Ministério da Saúde (MS) tem feito solene silêncio. “E La Nave Va...”, um filme de Fellini. Se a judicialização da atenção obstétrica e neonatal é coisa nova, as velhas estão firmes em tempo de Rede Cegonha – lembram? Escrevi em 12.4.2011: “Em 28 de março passado, a presidente Dilma Rousseff lançou, em BH, o Rede Cegonha, uma customização, sem os devidos créditos, de ações bem-sucedidas e em curso, como o Pacto Nacional de Redução da ...

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(Foto: João Godinho)

Urge sensibilizar candidaturas ao Executivo para o SUS – Por: Fátima Oliveira

Nas campanhas eleitorais, causa indignação o tanto que os candidatos a cargos executivos (prefeitos, governadores e presidente da República) e seus marqueteiros não sabem o que é o Sistema Único de Saúde (SUS) e o desconhecem como a política nacional de saúde garantida na Constituição Federal de 1988 – uma política de Estado! Por: Fátima Oliveira   Se soubessem, teriam apenas um compromisso: universalizar o SUS! Nem mais, nem menos! Como desconhecem, se danam a prometer "coisas" no varejo, como se não houvesse uma diretiva nacional a seguir: o SUS, a política de saúde mais ampla e completa de um país no mundo! Um caso exemplar é o do Maranhão. A eterna governadora Roseana Sarney e o seu vice do PT, vulgo Luiz Macaxeira, dizendo ser o maior "programa" de saúde da história do Maranhão, inventaram o Saúde é Vida (olha a tolice: trocar política de Estado por programa!), cujo ...

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Gestantes receberão auxílio financeiro para deslocamento

A partir de sexta-feira (9), municípios poderão solicitar acesso ao sistema que permite cadastrar e acompanhar as gestantes que receberão o auxílio financeiro. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Jorge Fontes Hereda, assinaram, nesta quinta-feira (8), contrato que garantirá a todas as gestantes atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) o benefício (até R$ 50,00) de apoio ao deslocamento para realização das consultas de pré-natal e para o parto. A partir de sexta-feira (9), o sistema já estará disponível para que os municípios solicitem a senha de acesso. Outra novidade anunciada pelo ministro Padilha é a inclusão do exame de eletroforese de hemoglobina para detecção da anemia falciforme, mais prevalente nas mulheres negras. A incorporação deste exame irá gerar impacto de R$ 12 milhões, por ano, em investimentos da Rede Cegonha. Em 2012, um milhão de gestantes (mais de 40% das ...

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Foto: João Godinho

Fatima Oliveira – Duvanier Paiva Ferreira morreu à míngua, terá sido em vão?

Na madrugada de 19 de janeiro, um casal negro, Cássia Gomes e Duvanier Paiva Ferreira, secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, bateu, em vão, às portas dos hospitais Santa Lúcia e Santa Luzia, em Brasília, buscando socorro para ele. Alegaram que não atendiam ao plano de saúde dele, o Geap, do qual são contribuintes compulsórios servidores públicos e aposentados dos ministérios e autarquias federais. Por Fátima Oliveira A terceira estação da via-sacra foi o hospital Planalto, a quem restou tentar reanimar Duvanier, que, fulminado por um infarto, estava morto! O contexto de sua morte é o de omissão de socorro com recortes racial e de classe - o desdém por um casal negro, sem talão de cheques no bolso, peregrinando na madrugada brasiliense. Cássia Gomes declarou que os dois hospitais exigiram um cheque caução para atendê-lo, mas eles não portavam cheques. Hospital privado é uma empresa segundo a lógica ...

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cirurgia-plastica para mulheres no sus

SUS – Mulheres vítimas de violência poderão fazer cirurgia plástica e reparar sequelas causadas pela agressão

Mulheres vítimas de violência poderão fazer, sem custos, cirurgia plástica para reparar sequelas ou lesões causadas pela agressão. É o que prevê o projeto de lei que foi aprovado hoje (8) na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Como foi aprovada em caráter terminativo, seguirá para sanção presidencial. De acordo com a Agência Senado, as cirurgias serão de responsabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em hospitais públicos ou conveniados. No momento em que receberem as mulheres vítimas de violência, hospitais e centros de saúde pública deverão informá-las sobre a possibilidade de acesso gratuito à cirurgia plástica reparadora. Para isso, será necessário apresentar o registro policial da agressão. O responsável por hospital ou posto de saúde que não observar a regra poderá receber multa de dez vezes o valor do seu salário mensal, perder a função pública e ficar proibido de receber incentivos fiscais por quatro anos. Segundo a senadora ...

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A médica afirma que o descontrole da pandemia no país poderia ter sido evitado com políticas públicas adequadas Foto: Adriana Medeiros

Entrevista – Jurema Werneck: Racismo é maior obstáculo para efetivação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra

A luta pela garantia do direito humano à saúde pública de qualidade para brasileiras e brasileiros, sobretudo negras e negros mais vulneráveis às iniqüidades e às violações, é um ideal diário na vida de Jurema Werneck. Além de ser coordenadora da ONG Criola, pesquisadora e Conselheira Nacional de Saúde, a médica passou a ter na sua história de militância pró-saúde pública, o fato de ser a primeira mulher negra a coordenar uma Conferência Nacional de Saúde, neste caso, a 14ª edição iniciada na quarta-feira (30), em Brasília. Em entrevista para o UNFPA, Fundo de População das Nações Unidas, que apóia a Mobilização Nacional Pró-Saúde da População Negra, no âmbito do Programa Interagencial de Gênero, Raça e Etnia, Werneck contou os obstáculos que ainda precisam ser superados pelo Sistema Único de Saúde e a sua rede de serviços, em destaque, o Racismo Institucional, considerado o problema mais grave. A Conselheira enfatizou ...

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SUS faz primeira Operação de Mulher para Homem no Brasil.

Alexandra dos Santos será 1ª brasileira a passar por operação de mudança de sexo paga pelo SUS. Há 15 anos, intervenção podia ser considerada crime   No início do próximo mês, a autônoma Alexandra Peixe dos Santos, de 38 anos, vai se deitar em uma mesa cirúrgica do Hospital Pérola Byington, em São Paulo, para se submeter a um procedimento pouco comum, que deve durar duas horas. Do centro cirúrgico, sairá diferente: sem útero, ovários e trompas. Em data ainda a ser definida, passará pela extração das mamas. Os procedimentos constituem o passo mais contundente da transformação de Alexandra em Alexandre, ou Xande, primeiro transexual feminino do país a realizar uma cirurgia de mudança de sexo custeada pelo Sistema Único de Saúde – entre os homens, a prática existe desde 2008. Cada intervenção para retirada dos órgãos reprodutivos femininos (histerectomia total) e da mama (mastectomia) vai custar aos cofres públicos ...

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Legal, seguro e raro

SOLICITAMOS SUA ASSINATURA DE APOIO A ESSA MANIFESTO PARA EXPRESSAR NOSSA INDIGNAÇÃO PELO USO QUE VEM SENDO FEITO DE UMA GRAVE QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA, QUESTÃO ESSA DO INTERESSE DE TODA A POPULAÇÃO, E EM PARTICULAR DAS MULHERES – O ABORTO.   Nós, cidadãs e cidadãos, defensores dos direitos humanos e conscientes das desigualdades de gênero que afetam negativamente o cotidiano das mulheres brasileiras, vimos a público expressar indignação pela forma como a questão do aborto está sendo instrumentalizada no atual período eleitoral. O aborto é uma grave questão de saúde pública. Esse entendimento e o respeito à dignidade das mulheres levaram os dois últimos governantes que ocuparam a presidência da República a garantir avanços significativos nesse campo, com a aprovação de duas normas técnicas, pelo Ministério da Saúde. A Norma Técnica Prevenção e Tratamento dos Agravos Resultantes de Violência Sexual contra Mulheres e Adolescentes, de 1998, assegura assistência imediata ...

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Tema recorrente na política, o aborto é um problema grave de saúde

Uma romaria de mulheres procura diariamente os hospitais públicos brasileiros. Depois de abortos clandestinos e malsucedidos, elas precisam de atendimento médico com urgência. São, em média, 256 a cada dia, 10 por hora. A mesma quantidade de vítimas de clínicas ou medicamentos clandestinos enfrenta a decisão pelo aborto sem qualquer suporte médico. Por: Vinicius Sassine Os hospitais mantidos pelos repasses do Sistema Único de Saúde (SUS) não fazem tantas cirurgias quanto as curetagens. São procedimentos que exigem anestesia, geral ou local, para a retirada de restos de placenta do útero. Necessárias depois de abortos provocados, são 500 curetagens por dia. É mais do que o dobro de procedimentos de retirada de útero e o triplo da quantidade de cirurgias de períneo, as duas cirurgias mais frequentes pelo SUS, depois da curetagem. Em qualquer site de busca na internet, a digitação das palavras misoprostol e Citotec garante um retorno fácil de ...

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Aborto supera câncer de mama em internações pelo SUS

No banco de dados do Ministério da Saúde, as notificações mostram que as curetagens são numerosas também no sistema privado de saúde. Das 110.483 feitas nos seis primeiros meses de 2010, 45.847 foram em unidades particulares (41,4% do total). “O que precisa ser levado em conta é a diferença entre a condição de saúde das mulheres que chegam às unidades privadas de saúde e das que chegam às públicas”, afirma Margareth Arrilha, diretora da Comissão de Cidadania e Reprodução (CCR), ligada ao Centro Brasileiro de Análise de Planejamento (Cebrap). Segundo ela, a experiência mostra que as pacientes da rede pública chegam com sequelas mais graves, em decorrência dos procedimentos mais inseguros, feitos em locais sem a menor garantia de higiene ou pela ingestão de medicamentos sem qualidade. Remédios falsificados De acordo com as pesquisas, seminários e levantamentos feitos pela CCR, metade dos abortos realizados no País acontece por meio do uso ...

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Foto: João Godinho

Um governador apologista do SUS é a glória para sempre, amém!

Por: FÁTIMA OLIVEIRA   Compreender é muito; pelo menos no discurso é .     Fiquei bem impressionada com a declaração do atual governador de Minas afirmando que é apologista do Sistema Único de Saúde (SUS): "Na realidade, o SUS é um só, nacional. Quando ele foi concebido, na década de 80, foi como um todo. Seriam competência da esfera federal o financiamento e a concepção geral do sistema; aos Estados caberiam o cofinanciamento e a supervisão; e aos municípios, a execução - financiamento também. A execução caberia aos municípios, a não ser em casos de altíssima complexidade (...) Eu sou defensor e até apologista do SUS, acho que o avanço do Brasil ao longo dos últimos anos foi muito grande. Estamos ainda muito distantes de uma saúde pública de qualidade no Brasil, até porque a saúde pública é uma política de demanda infinita, que nunca se conclui. Mas, perto ...

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A médica afirma que o descontrole da pandemia no país poderia ter sido evitado com políticas públicas adequadas Foto: Adriana Medeiros

Mulheres negras brasileiras lideram discussão sobre saúde da população negra

Brasília (Brasil) - O SUS (Sistema Único de Saúde) e o Plano Nacional de Saúde Integral da População Negra estiveram em debate entre sociedade civil e governo brasileiro durante a II Conapir, ocorrida no final de junho, em Brasília. Com moderação de Maria Inês Barbosa, coordenadora de programa de Gênero, Raça e Etnia do UNIFEM Brasil e Cone Sul, o painel avaliou as conquistas da população negra na área da saúde e a implementação das políticas públicas estabelecidas no Plano Nacional de Saúde Integral da População Negra. "A saúde é uma das poucas áreas em que é possível fazer uma avaliação. As demandas foram historicamente apresentadas pela população negra e foram incorporadas pelo Ministério da Saúde. Esse é um momento histórico e excepcional na área da saúde da população negra em que a tônica é avaliação do plano operativo e discussão do que ainda não foi implementado", apontou Maria Inês ...

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SUS fará teste de anemia falciforme em bebês

- CLIPPING - IROHIN - 09/05/2009 - Fonte: Folha de S. Paulo - Identificação será realizada no exame do pezinho - Foto: Venilton Kuchler/Agência de Not O SUS (Sistema Único de Saúde) passará a oferecer em todo o país a identificação de anemia falciforme no teste do pezinho. Esse tipo de anemia é uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil, predominante entre negros. No dia 13 de maio, o Ministério da Saúde lançará o projeto Saúde da População Negra. Entre as ações, a mais destacada é a universalização do teste, que atualmente é oferecido gratuitamente em apenas 13 Estados. A anemia falciforme geralmente gera sintomas no recém-nascido. É uma alteração genética que muda a configuração das hemácias, que adquirem forma de foice e perdem eficiência de oxigenação. Causa dores e oclusão de vasos sanguíneos. O tratamento é feito com penicilina e vacinas. O primeiro passo, segundo Edson Santos, ministro ...

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Mulheres de renda alta buscam SUS contra alcoolismo

Cada vez mais mulheres de famílias com renda mais alta estão recorrendo em São Paulo ao Sistema Único de Saúde (SUS) em busca de tratamento para o alcoolismo. Levantamento da Secretaria de Estado da Saúde mostra que, entre 2006 e 2008, cresceram em 28,8% os atendimentos de mulheres com um perfil diferente do registrado antes. Em geral, elas têm diploma universitário, trabalham em um bom emprego e a renda familiar mensal é superior a 15 salários mínimos, o que corresponde atualmente a mais de R$ 7.000. Fonte: G1 - Brasil "Elas têm mais acesso à informação, então conseguem identificar os locais onde é oferecido tratamento especializado, como hospitais universitários", explica Mônica Zilberman, especialista da Universidade de São Paulo (USP) em alcoolismo feminino. "Mas também tenho a impressão de que, em parte, a procura na rede pública é pela vergonha de recorrer ao médico particular e ter de assumir para a ...

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