segunda-feira, junho 14, 2021

Tag: universidades

Cida Bento (Foto: Carolina Oms/Believe.Earth)

Sentimento de não pertencer é um desafios para os negros nas universidades

Durante muitos anos, como estudante de doutorado e depois como pesquisadora na USP (Universidade de São Paulo), senti, repetidas vezes, o desconforto e o estranhamento das pessoas diante de minha presença e circulação em certos espaços da universidade. Participando de bancas examinadoras de mestrado e doutorado, o estranhamento de ter uma mulher negra nesse lugar acadêmico aparecia de maneira mais intensa. De certa maneira, o olhar que expressa a pergunta “o que faz você aqui?" é uma das tantas possibilidades de reação de profissionais de instituições brasileiras diante da presença negra em lugares onde ela não era esperada. Reflete ainda o longo caminho a percorrer no território do enfrentamento do racismo institucional por organizações públicas ou privadas. Com a ampliação da presença da juventude negra na universidade, com certeza essa reação se acentua. Lembrei-me muito dessas ocorrências nos últimos dias após o suicídio de jovens negras e negros na USP. E a ...

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GETTY IMAGES

Em mudança histórica, maioria dos novos alunos da USP é de escolas públicas

Em uma mudança histórica, a maioria dos novos alunos matriculados na Universidade de São Paulo (USP) vem de escolas públicas. Depois de anos de discussões e polêmicas sobre reserva de vagas na instituição de ensino mais conceituada do País, foi cumprida este ano a meta ambiciosa estabelecida em 2017 de ter metade de seus novos alunos com esse perfil. É a primeira vez que isso ocorre desde que a instituição passou a registrar o perfil dos ingressantes, em 1995.  Das 10.992 vagas preenchidas, 51,7% foram ocupadas pelos alunos que estudaram na rede pública. Há mais de dez anos, o índice geral ficava em cerca de 25%, sendo bem menor nos cursos mais concorridos.  Apesar disso, chegar aos mais pobres ainda é um desafio: a renda média da maioria dos ingressantes continua acima de cinco salários mínimos e menos de um terço do total dos estudantes é preto, pardo e indígena.  ...

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Danilo, Ricardo, Heloisa, Gabriela, Luiz, Thais e Cristiane: todos filhos orgulhosos de porteiros que conseguiram cursar uma faculdade. (Foto: Imagem retirada do site El País)

Os filhos de porteiros que chegaram à universidade têm um orgulho que o ministro Paulo Guedes ignora

“Tu se acha melhor que todo mundo. Que tu é superior a todo mundo”, diz a personagem Val, uma empregada doméstica interpretada por Regina Casé no filme Que horas ela volta? (2015). Jéssica (Camila Vardilla), sua filha que resolve prestar vestibular, então responde: “Eu não me acho melhor não, Val. Só não me acho pior”. A personagem Jéssica se tornou símbolo de uma geração de jovens brasileiros de origem pobre que nos últimos anos correu atrás de um sonho: ingressar em um curso universitário. Políticas sociais na área da educação, elaboradas para reverter um quadro secular de exclusão e desigualdade, contribuíram para facilitar o acesso de filhos de pretos e pobres a espaços até então reservados para uma elite branca. Há um mal estar numa parte da sociedade brasileira por conta dessa janela para os mais pobres. Não é raro no país ouvir alguém falar com demérito – ou com ...

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Foto: Secom

Sisu abre inscrições para quase 210 mil vagas em universidades e instituições públicas

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) de 2021 abriu na madrugada desta terça (6) as inscrições para vagas em universidades e instituições de ensino públicas de todo o país. O prazo se encerra na próxima sexta (9) e o resultado será divulgado em 13 de abril. Veja o site do Sisu. Nos primeiros minutos após a abertura do sistema, candidatos relataram nas redes sociais p-roblemas para acessar o site, que demorava para carregar (veja mais abaixo alguns dos memes que circularam nas redes). Por volta das 6h30, entretanto, outros candidatos diziam ter conseguido realizar a inscrição. O G1 entrou em contato com o Ministério da Educação para saber quais falhas o sistema enfrenta e aguarda resposta. Na semana passada, os candidatos do Enem tiveram problemas para acessar as notas do exame. No Sisu, é recomendável fazer o acesso periódico do sistema durante os quatro dias de inscrição. Isso ocorre porque ...

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Photo by Lia Castro from Pexels

Apoiar entrada de jovens negros na universidade é pensar sobre qual futuro queremos

Em um cenário de crise aguda, a educação continua sendo alvo de descaso, como mostra a retirada definida pelo governo federal de R$1,4 bilhão do MEC (Ministério da Educação). Foi a pasta que mais perdeu recursos. Ao mesmo tempo, jovens de baixa renda —em sua maioria, negros— sofrem com a falta de equipamentos adequados e de apoio para estudarem. Esses problemas dificultam ainda mais a inserção da juventude negra e periférica no ambiente acadêmico. Nesse cenário em que não há políticas públicas sendo pensadas é que surge uma iniciativa corajosa e potente do Fundo Baobá: o Programa Já É: Educação e Equidade Racial. Em sua primeira edição, a iniciativa ofereceu a cem jovens negros, das periferias da capital paulista e da região metropolitana de São Paulo, bolsas de estudo em um curso preparatório para o vestibular. O programa, do qual fazemos parte, foi desenvolvido em parceria com Fundação City, Demarest ...

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SALA DE AULA. FOTO: GETTY IMAGES.

Faculdades particulares têm 1% de cursos com nota máxima no Enade 2019

Apenas 94 cursos de instituições privadas de ensino superior registraram nota máxima na edição de 2019 da prova federal realizada por estudantes formandos. Os dados constam do resultado do mais recente Enade. O montante representa 1% das 6.360 graduações avaliadas nessas instituições. Nas federais, 342 cursos alcançaram o indicador máximo, equivalente a 24% do total. O governo Jair Bolsonaro (sem partido) tem um discurso crítico à qualidade das instituições federais. Sob o argumento de que elas são dominadas pela esquerda, a gestão já tentou duas vezes trocar a forma de escolha de reitores por medidas provisórias, ambas sem sucesso. O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes​) é uma avaliação obrigatória aos alunos do último ano de cursos de graduação. A prova compõe o sistema de avaliação e regulação do ensino superior. O exame mede os aspectos da formação geral e específica dos estudantes. A cada três anos é avaliado ...

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'As universidade são ainda um lugar de exclusão', diz Marina Reidel, diretora de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (Arquivo Pessoal)

‘Ser exceção sempre dificulta’: conquistas e barreiras vividas pela crescente parcela de transexuais nas universidades

Provas, leituras, prazos, novas pessoas — estar em uma universidade traz desafios para qualquer um. Entretanto, para um grupo pequeno porém crescente, estes desafios costumam se somar ainda ao preconceito, à incompreensão e a angústias. Esse é o relato de transexuais (pessoas que cuja identidade de gênero difere daquela designada no nascimento) que, em um fenômeno recente, estão chegando às universidades brasileiras, seja como alunos, professores ou pesquisadores. De acordo com a antropóloga Brume Dezembro Iazzetti, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ela própria transexual, o ingresso de pessoas trans em instituições de ensino superior é recente no país, datando dos últimos dez anos. Isso é visto tanto em inscrições no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e em outros vestibulares, quanto no aumento da quantidade de defesas de dissertações e teses escritas por eles. "Os temas abordados são diversos, havendo a presença de transexuais em todas as áreas de conhecimento, ...

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Arquivo Pessoal

Quantas professoras negras você já teve na universidade?

Quantas professoras negras eu já tive? Foi uma questão que me indaguei quando havia acabado de ser selecionada como professora substituta na Universidade Federal do Acre - Ufac, cargo este que ocupei no período de 2018 a meados de 2020. Percebi a invisibilidade de mulheres negras ocupando espaços na docência universitária, e a presença maior destas trabalhando em empresas terceirizadas nos setores de limpeza das instituições. Quanto à inserção maior de mulheres negras nos empregos terceirizados, ou de babás e empregadas domésticas, é importante  “ problematizar o porquê de tais lugares ainda serem os mais comuns ou naturais para mulheres de pertencimento étnico racial não branco (EUCLIDES, 2017, p. 44-45). A resposta para essa indagação é porque a raça é uma categoria que está presente nos modos de organização social. E não é sobre o ponto de vista biológico que falo, mas sobre uma perspectiva política, tendo haver com ...

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(Foto: RAWPIXEL.COM- Nappy)

Encontro discute trajetória das mulheres negras nas universidades

Com o tema Política Institucional das Universidades e a Trajetória das Mulheres Negras, o Escritório USP Mulheres realizará o primeiro Encontro USP Mulheres Negras, Latino-Americanas e Caribenhas, nos dias 23 e 24 de julho, com a presença de profissionais, especialistas e pesquisadoras para analisar quatro grandes questões sobre o assunto. Equalizar as oportunidades na carreira docente; apoiar a trajetória acadêmica de mulheres; discutir gênero e política institucional; e inovar propondo medidas antidiscriminatórias são as linhas de debate nos dois dias do encontro. A abertura contará com a participação do reitor da USP, Vahan Agopyan, e com a coordenadora do Escritório USP Mulheres, a professora Maria Arminda do Nascimento Arrudada, da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. O encerramento terá a leitura de um documento elaborado a partir das apresentações realizadas. O evento terá transmissão on-line pelo Youtube neste link e para participar não é necessário fazer ...

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Erika James é oficialmente nomeada como reitora da Wharton School Imagem: Divulgação/Universidade da Pensilvânia

Wharton School nomeia primeira mulher negra como reitora da instituição

Erika James assumiu, hoje, oficialmente o cargo de reitora da Wharton School da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Em 139 anos de história, ela se torna a primeira mulher e afro-americana a chefiar a prestigiada instituição. Em entrevista para o programa Good Morning America, da rede ABC, ela disse que quer influenciar os jovens a confiarem neles mesmo com essa sua conquista histórica. "Muitas vezes impedimos nosso próprio progresso porque não temos confiança para dizer: 'Sim, eu estou pronto para esse papel. Sim, eu posso enfrentar esses desafios. Sim, eu tenho a experiência e os conhecimentos necessários'", declarou. "Quando saímos do nosso caminho e realmente apostamos em nós mesmos, é quando começamos a criar a confiança de outras pessoas em nós. Meu conselho mais forte para os jovens é sempre apostar em si mesmo", acrescentou. O anúncio de que James assumiria o cargo foi feito em fevereiro deste ano. ...

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"Fachada do Ministério da Educação (MEC).| Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Revogação joga luz sobre políticas afirmativas na pós-graduação

Nos últimos momentos antes de sua demissão, o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, publicou a portaria 545/2020 revogando a portaria normativa 13/2016, que versava sobre ações afirmativas na pós-graduação. Como se sabe, a pós-graduação brasileira é composta predominantemente por pessoas brancas e reproduz desigualdades regionais e sociais, como a baixa participação da população negra, historicamente excluída das universidades brasileiras. A norma de 2016 estabelecia que as instituições federais de ensino superior (Ifes) deveriam apresentar propostas sobre a inclusão de pretos, pardos, indígenas e estudantes com deficiência em seus programas de pós-graduação no prazo de 90 dias. O objetivo era incentivar a criação dessas políticas e, ao mesmo tempo, respeitar a autonomia universitária A despeito de não ter a mesma força normativa das leis de cotas na graduação e concursos públicos, a portaria foi interpretada como obrigatória por programas e universidades, que passaram a discutir o tema em seus colegiados ...

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Photo by Lia Castro from Pexels

Branquitude acadêmica, ações afirmativas e o “ethos” acadêmico nas universidades brasileiras

É muito desolador as diversas formas que o racismo acadêmico encontra para controlar nossas mentes e nossos corpos. Pessoas negras que vivenciam esse espaço, seja por passagem ou com objetivos de ocupá-lo, assistem diariamente a falta de caráter explícita do pacto narcísico da branquitude (termo cunhado por Maria Aparecida Silva Bento, que trata de descrever os pactos que as pessoas brancas possuem entre si, em todos os espaços, fazendo com que seus privilégios se mantenham, mesmo que estes sejam diferentes entre eles). Tal pacto ocorre na medida em que pessoas brancas, que passam ou ocupam esse espaço, são beneficiadas constantemente e pouco são criticadas por não agirem da forma como a universidade espera que elas ajam, num primeiro momento (constituida nos moldes brancx-euro-ocidental). Não estou falando das pessoas brancas que não se encaixam na lógica da academia e também são vitimadas pelo modo como os seus iguais hegemônicos estruturam a ...

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Reprodução/Facebook

“Future-se”, uma fratura exposta da ciência brasileira

Pela primeira vez, desde que Dom Pedro II (1825-1891) fez diversas intervenções nos campos cultural, paisagístico e das artes, o País não sofria uma mexida tão drástica nas agendas acadêmica, da gestão e do provimento das universidades brasileiras.  Nem mesmo a preocupação de Rui Barbosa (1849-1923) em introduzir nas terras tupiniquins as ideias da “Escola Nova” e nem o “Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova”, de 1932, foram capazes e tão ousados no patamar da alteração dos rumos educacionais do Brasil quanto as propostas vindas do “Future-se”. Assim é que podemos interpretar a proposta anunciada pelo Ministério da Educação (MEC) com o “Future-se” (Programa Institutos e Universidades Empreendedoras e Inovadoras) como a maior e mais arrojada mudança de rumos na vida das universidades brasileiras dentro da lógica proposta pelo acordo celebrado entre o MEC e a United States Agency for International Development (USAID), nos idos de 1964, e em plena ...

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Em 2018, após decisão judicial que determinou retirada de faixa com dizeres 'Direito UFF Antifascista', ela foi substituída por outra, denunciando: 'Censurado'; episódio é mencionado no relatório Free to Think 2019

Relatório denuncia perseguição a acadêmicos e universidades no mundo, com destaque inédito ao Brasil

Com cinco edições publicadas, o relatório anual Free to Think, que monitora a perseguição a acadêmicos e a universidades em todo o mundo, já teve estampadas em sua capa fotos do Irã, da Turquia, do Paquistão e Egito. Na edição de 2019, quem ocupa a primeira página do relatório é o Brasil. Por Mariana Alvim, da BBC Em 2018, após decisão judicial que determinou retirada de faixa com dizeres 'Direito UFF Antifascista', ela foi substituída por outra, denunciando: 'Censurado'; episódio é mencionado no relatório Free to Think 2019 (Foto: MARCELO SAYAO/EPA) A capa traz uma imagem de estudantes protestando no Rio de Janeiro em maio contra cortes de orçamento e bolsas anunciados pelo governo federal, capturada por Ricardo Moraes, da agência Reuters. Pela primeira vez, o Free to Think ("Livre para pensar", em tradução livre) traz também um capítulo dedicado ao Brasil, afirmando que "pressões significativas ...

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Coletivos negros da Ufes se unem em defesa da universidade pública

Vários grupos participam da campanha Afronta, que aponta como cortes afetam especialmente alunos negros Por Vitor Taveira. Do Século Diário (Foto: Reprodução/ Facebook) Com uma carta conjunta de seis entidades universitárias e juvenis do movimento negro, foi lançada a "Campanha #Afronta, É Guerra!", em defesa da luta pela universidade pública e de qualidade. São elas o Coletivo Ama da Psicologia, Coletivo Negro das Artes, Coletivo Negrada, Negras e Negros das Ciências Sociais e Coletivo Winnie Mandela do Serviço Social, todos surgidos na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), além do Fórum Estadual de Juventude Negra (Fejunes). Esses grupos incluem estudantes, servidores e professores da universidade. “Nos apresentamos para lutar contra os cortes na Educação perpetrados pelo atual governo, mas também estamos aqui para lutar por um novo modelo de universidade pública, que garanta a dignidade para nossos corpos negros e periféricos. Não defendemos uma universidade que ...

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Criador da iniciativa, Laerte Breno, de 24 anos, é estudante de Letras da UFRJ e morador da Maré — Foto: Divulgação/UniFavela

Pré-vestibular comunitário em laje na Maré aprova todos os estudantes em universidades públicas do Rio

Iniciativa UniFavela foi criada por jovens graduandos da Uerj e UFRJ e também moradores do complexo de favelas da Zona Norte. Aluno cedeu a própria casa para ter aulas com o projeto, que não tinha sede. Por Raísa Pires*, do G1 Criador da iniciativa, Laerte Breno, de 24 anos, é estudante de Letras da UFRJ e morador da Maré — Foto: Divulgação/UniFavela Em agosto do ano passado, três jovens professores cariocas fundavam um pré-vestibular comunitário para estudantes do Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio. Menos de um ano depois, o UniFavela já colhia frutos: todos os alunos da primeira turma passaram para universidades públicas do RJ. O sucesso veio com uma mesa-estante de tijolos e um pequeno quadro doado em uma sala de aula improvisada - a laje da casa de um dos estudantes. Laerte Breno, Daniele Figueiredo e Letícia Maia começaram a ajudar ...

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Perfil de estudantes de universidades federais indica maioria de negros

Estudantes provenientes de escolas públicas e quantidade de mulheres também está acima de 50% nas instituições Por Luiz Calcagno, do Correio Braziliense  GETTY IMAGES O número de universitários negros em universidades federais e de centros federais de educação tecnológica ultrapassou o de estudantes brancos. É o que mostra a quinta edição do Perfil Socioeconômico e Cultural dos Estudantes de Graduação. O trabalho revelou que jovens negros representam 51,2% do total de estudantes de instituições federais de ensino. O valor, no entanto, ainda está aquém do levantado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Penad), do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística, que aponta que, na população brasileira, o número de negros é 60% maior que o de brancos. Além do aumento no número de estudantes negros, concluiu-se que 70,2% dos matriculados vem de famílias que recebem entre 1 e meio e meio salário mínimo. A pesquisa também ...

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Léo Ramos Chaves

Marcelo Knobe: ‘Sem universidade pública, o Brasil não tem futuro’

Para o reitor da Unicamp, financiamento estável e liberdade de gestão impulsionaram a qualidade das universidades estaduais paulistas Por Fabrício Marques, do Pesquisa FAPESP  Marcelo Knobel: gestão marcada pela criação de novas formas de ingresso na universidade e pelo engajamento em temas que mobilizam a sociedade (Foto: Léo Ramos Chaves) O reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Marcelo Knobel, tomou posse em abril como presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp). Nos próximos 12 meses, vai coordenar o trabalho do órgão, que reúne os dirigentes das universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (Unesp) e da Unicamp e das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e da Educação, e busca fortalecer a interação com as instituições, além de propor soluções para problemas relacionados ao ensino superior e à pesquisa. Entre as tarefas que o aguardam, estão as comemorações dos 30 anos ...

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MEC mira universidades por ‘balbúrdia’ e corta 30% de verba da UnB

Sem detalhar critérios, o ministro Weintraub disse que a medida considera o desempenho acadêmico aquém do esperado ou promoção de 'bagunça, evento ridículo' Do Correio Brasiliense  (Foto: Imagem retirada do site Pexels.com) O Ministério da Educação (MEC) vai cortar recursos de universidades que não apresentarem desempenho acadêmico esperado e, ao mesmo tempo, estiverem promovendo "balbúrdia" em seus câmpus, afirmou o ministro Abraham Weintraub ao jornal O Estado de S. Paulo. Três universidades já foram enquadradas nesses critérios e tiveram repasses reduzidos: a Universidade de Brasília (UnB), a Universidade Federal Fluminense (UFF) e a Universidade Federal da Bahia (UFBA), disse. Segundo ele, a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em Minas Gerais, está sob avaliação. "Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas", disse o ministro. Weintraub não detalhou quais manifestações ocorreram nas universidades citadas, mas disse que esse ...

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A UFF (Universidade Federal Fluminense) foi uma das universidades afetadas (Foto: MARCELO SAYAO/EPA)

STF suspende ações da Justiça Eleitoral em universidades

A ministra Cármen Lúcia concedeu neste sábado medida cautelar que suspende ações autorizadas na última semana por juízes de Tribunais Regionais Eleitorais em universidades em todo o país. Por André Shalders, Camilla Veras Mota e Juliana Gragnani, da BBC  A UFF (Universidade Federal Fluminense) foi uma das universidades afetadas (Foto: MARCELO SAYAO/EPA) Nos últimos dias, a Justiça Eleitoral ordenou o cancelamento de eventos, a interrupção de aulas, a remoção de faixas e cartazes e a apreensão de documentos em diversos Estados. Em boa parte dos casos, o TRE agiu após pedidos. Um dos episódios, em que uma faixa com os dizeres "Direito UFF - Antifascista" foi removida da Universidade Federal Fluminense, foi motivado por uma ação popular movida por um vereador.   Na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, por sua vez, a decisão de proibir o evento "Contra o Fascismo, Pela Democracia" teve origem em ...

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