terça-feira, julho 14, 2020

    Tag: UPPs

    Foto: André Wanderlei

    “Não sofro com a discriminação racial, mas aproveito o espaço da mídia para denunciar, combater. E vejo isso como uma missão”, afirma a atriz Zezé Motta

    Aos 74 anos, a atriz e cantora Maria José Motta de Oliveira, mais conhecida como Zezé Motta, está a todo vapor, em plena gravação de dois novos filmes: “Intervenção”, de Rodrigo Pimentel, com direção de Caio Cobra, sobre a rotina dos policiais nas Unidades de Polícia Pacificadoras (UPPs) do Rio de Janeiro, e o longa “M8 - Quando a morte socorre a vida”, dirigido pelo cineasta Jeferson De e inspirado em livro de mesmo nome do escritor Salomão Polak. foto de André Wanderlei Zezé Motta não para. Em abril deste ano, lançou o CD “Missão”, em que solta a voz no samba. Com dezenas de filmes, novelas e peças, ao completar 50 anos de carreira no ano passado, a Xica da Silva de Cacá Diegues recebeu inúmeras homenagens. E as honrarias continuam. Neste mês, a atriz foi a escolhida para ser a homenageada do 1º. Festival ...

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    Romper o signo da guerra urbana

    As UPPs representaram uma trégua parcial, mas nunca foram encaradas pelos moradores das favelas como uma solução sustentável por Eliana Sousa Silva / Itamar Silva / Marcelo Burgos, do O Globo  O Rio vive, há décadas, sob o signo da “guerra urbana”. Tal representação, contudo, mais mascara do que explica uma realidade bem mais complexa do que sua pretensa redução a uma luta entre forças do bem contra o mal. Como se sabe, a configuração de grupos armados de traficantes e milícias em favelas e territórios populares está historicamente associada a formas perversas de articulação com agentes do Estado, tornando tudo bem mais difícil de ser compreendido. Também é verdade que o signo da “guerra” vem construindo uma configuração homóloga a ela, definindo comportamentos que contribuem para confirmar a sua existência. A isso se segue uma corrida armamentista, que desperta gulosos interesses do tráfico de armas pela “guerra do Rio”. O resultado desse encadeamento é ...

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    PM do Rio afasta policiais denunciados por agressão e abuso sexual a jovens

    A Polícia Militar do Rio de Janeiro confirmou o afastamento e prisão administrativa de oito policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) dos morros da Coroa, Fallet e Fogueteiro, no Catumbi, zona central da cidade. De acordo com denúncia de moradores dessas comunidades, que registraram queixa na 6ª Delegacia Policial, na Cidade Nova, quatro jovens, com idades entre 13 e 23 anos de idade, teriam sido agredidos e sofrido abuso por parte dos policiais, quando voltavam de uma festa no vizinho morro de Santo Amaro, pilotando motos sem o uso de capacetes. no Agência Brasil Segundo a denúncia, os agentes feriram com uma faca quente e um isqueiro os quatro jovens, que ainda foram obrigados a ficarem nus e a praticar sexo oral entre eles, enquanto um dos PM os filmava. O fato ocorreu na Rua Prefeito João Felipe, em Santa Teresa, na mesma região. De acordo com a nota ...

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    Moradores do Alemão criam crachá temendo que autista seja morto

    Amigos e parentes contam que Dudu não consegue ouvir direito - Foto:   Divulgação Nesta terça-feira, o menino não entendeu a ordem de parar, dada por um policial, correu e só não foi atingido porque uma senhora alertou os militares por André Balocco no O Dia De novo às voltas com tiroteios diários, os moradores do Complexo do Alemão ganharam mais uma preocupação: evitar que Eduardo de Souza Silva, o Dudu, 21 anos, seja confundido com bandido. Nesta terça-feira, o menino autista não entendeu a ordem de parar, dada por um policial, correu e só não foi atingido porque uma senhora alertou os militares, aos gritos, sobre sua condição. “Vamos fazer um crachá para o Dudu, que é muito querido aqui na Grota mas morre de medo da polícia. Sempre que vê uma operação, sai correndo”, conta o produtor cultural Helcimar Lopes. “Todo mundo aqui conhece ele, mas os policiais não. Então vamos também ao ...

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    A ressaca da UPP

    O próprio governo estadual admite a estagnação do programa por Chico Alves no Carta Capital Há 41 anos morador de Camarista Méier, na zona norte do Rio de Janeiro, André Luiz Bezerra encheu-se de esperança quando foi instalada na favela uma das 38 Unidades de Polícia Pacificadora. Sonhava com duplo benefício: mais segurança para o lugar por tanto tempo dominado pelo tráfico e a chegada de serviços básicos. Mais de um ano depois da implantação da UPP, resta a frustração. “Muitos pontos da comunidade continuam sem saneamento e água encanada”, lamenta. A paz, promessa inscrita no próprio título do programa do governo fluminense, também não foi restabelecida completamente. Em outras comunidades que receberam UPPs em seis anos, a realidade é a mesma: pequena melhora dos serviços públicos e ressurgimento do clima de medo. Aos poucos, a rotina volta a ser bem parecida com aquela do passado. Voltaram as trocas de tiros, os trechos controlados ...

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    UPPs, especulação imobiliária e desigualdade

    Valorização da terra, nas favelas “pacificadas” do Rio, atrai cobiça da Zona Sul e expulsa antigos moradores. Há saídas?  Por Gabriel Bayarri Poucos problemas no mundo são mais polêmicos e complexos que os que tratam a questão do uso da terra e a legalização de seu uso. Muitas religiões têm normas sobre a terra e a herança, a maioria das comunidades tem tradições culturais profundamente arraigadas e cada governo enfrenta o desafio da gestão da terra de forma diferente, com amplo conjunto de leis e diferentes níveis de vontade política. Em muitos países as regras não favorecem as mulheres que possuem terras, por razões que vão desde a pobreza até os costumes. Nos países “ricos”, os registros da propriedade abarcam a maior parte do território e em geral estão bem guardados. Porém, poucos países em vias de desenvolvimento têm mais do 30% de suas terras cadastradas (1). E com frequência os ...

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    Inquérito “absolve” oficial da morte do pedreiro Amarildo

    O mesmo laudo, entretanto, considerou o terceiro sargento José Augusto Lacerda, o soldado Newland Júnior e o soldado Bruno Athanázio como responsáveis pelo crime de corrupção a testemunhas Do SPressoRJ De acordo com reportagem do jornal O Dia, o Inquérito Policial Militar absolveu o major Edson dos Santos da acusação de ter cometido crime no caso do desaparecimento e morte do pedreiro Amarildo de Souza. Aos 48 anos,  Amarildo desapareceu no dia 14 de julho do ano passado, quando foi capturado e assassinado por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. O caso ganhou grande destaque na imprensa e criou uma crise na política de segurança pública estadual, sobretudo, nas UPP’s. Chancelado pelo comandante da PM, José Luís Castro, o inquérito inocentou o major Edson, suspeito de ter participado da manipulação do depoimento de duas testemunhas que mentiram e sustentaram que Amarildo fora assassinado pelo tráfico de drogas. O mesmo laudo, entretanto, ...

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    Julita Lemgruber discute a guerra às drogas

    A socióloga Julita Lemgruber, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, discute a política de guerra às drogas, os discursos por trás do tema e analisa o assunto no Brasil e América Latina, mostrando a influência dessa discussão nas políticas de segurança adotadas no país: "Legalizar não é 'liberar geral' nem incentivar o uso de drogas. Pelo contrário, é possibilitar que elas sejam reguladas, taxadas, controladas. Um bom exemplo é o do tabaco, alvo de uma das políticas de saúde pública mais bem-sucedidas do Brasil. Com campanhas educativas, proibição da publicidade, restrição dos espaços para o fumo e alertas nos maços, o País obteve resultados impressionantes: o número de fumantes caiu 65%. Proibir a venda de cigarros teria o mesmo efeito? Seguramente não" A socióloga e pesquisadora Julita Lemgruber, ex-diretora-geral do sistema penitenciário do Estado do Rio de Janeiro durante o segundo mandato do governador Leonel Brizola (entre ...

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    Consciência negra, da necessidade de se lutar contra o racismo para além dos gabinetes - Por: Dennis de Oliveira

    Consciência negra, da necessidade de se lutar contra o racismo para além dos gabinetes – Por: Dennis de Oliveira

    O Dia da Consciência Negra sempre me faz lembrar um grande ativista e intelectual e que foi uma das minhas principais referências da luta contra o racismo que foi o jornalista Hamilton Cardoso (1953-1999). Conheci-o por conta do meu início de militância no movimento negro, estava ajudando a construir uma entidade do movimento negro junto com outros ativistas. O tempo de convivência foi curto devido a sua morte prematura, mas foi proveitoso em termos de aprendizado. Uma das frases que até hoje me lembro do Hamilton era que o movimento negro precisaria construir uma estratégia de articular todos os espaços em que os negros estivessem juntos, não apenas os espaços políticos. Hamilton ia até mesmo nos concursos de Miss Afro que alguns clubes negros organizavam nos anos 1970 e 1980, eventos que vários militantes desprezavam por considerá-los despolitizados. O racismo no Brasil hoje cada vez mais mostra a sua face: ...

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