Violência e homofobia de seguranças do Carrefour

Ao ir no Hipermercado Carrefour João Dias, por volta dás 18:30, deixei meu carro estacionado no piso superior e subi para o Mercado como um cliente qualquer. Ia comer um lanche no Mc Donald’s, mas não estavam com sistema para cartão decrédito.

Desci para ir até o terminal João Dias, sacar dinheiro e subir novamente para comer. Desci pelas escadas normalmente, quando vi que o Johnny que estava comigo estava olhando com cara feia para alguém. Quando eu resolvi olhar para saber para quem ele estava olhando com cara feia, me dei conta que ele e o segurança estavam se encarando feio. Ao olhar para o segurança, ele se dirigiu a mim com um palavão. Eu, na inocência, pensei ter entendido errado e perguntei o que ele tinha dito novamente ele falou outro palavrão.

Cheguei perto dele para ter certeza se era mesmo um palavão, porque eu poderia estar enganado ou ele poderia estar me confundindo com alguém.  Ao chegar perto ele me xingou pela terceira vez e me mandou sair de perto dele. Foi quando ele me disse: ‘Sai fora que aqui não é lugar de viado ficar circulando.’

Eu, sem entender, perguntei se ele era louco de me chamar só para me ofender.  Ele disse que sabia muito bem de pessoas do meu tipo e me mandou ‘vazar‘ de lá. Foi aí que me irritei e começamos a discutir em tom muito alto e vieram todas aquelas pessoas para ficar olhando, a discussão. Quando o segurança percebeu que eu não iria sair de lá só porque ele queria e aparentemente por motivo algum, ele disse que se ele me pagasse na rua, ele me quebrava a cara.

Eu disse para ele ser homem o suficiente e me bater naquela hora mesmo. Pois eu não havia furtado nada no mercado e muito menos havia mexido no carro de ninguém dentro do estacionamento.  Foi quando chegou outro segurança e ficou entrando na minha frente e na frente do seu colega de trabalho para tentar apaziguar a discussão entre nós

Ao perceber que aquele discussão já havia ido longe demais, o segurança desceu da moto e me deu um chute. Na mesma hora desferi um soco em seu rosto e começamos a sair na mão como dois selvagens sem educação. O outro segurança, ao invés de separar a briga, ficou segurando o Johnny para não entrar no meio. Porque ele havia pensado que eu estava roubando alguma coisa e deixou o segurança me bater ainda mais.

Pelo fato do segurança ser gordo, ele estava se cansando da briga, pegou o seu Rádio de Comunicação e me desferiu alguns golpes na cabeça, fazendo com que na mesma hora jorrasse muito sangue da minha cabeça. Os clientes do mercado começaram a gritar dizendo que o segurança estava errado e que eu não havia feito nada.

Nessa hora, o segurança quis subir na moto para ir embora, mas eu fui e o empurrei da cima da moto para que caíssem os dois no chão. Pois ele foi tão covarde, que nem foi homem o suficiente para sair na mão comigo em usar instrumentos para me agredir, mesmo com todo aquele tamanho que ele tinha.

Ao perceberem que a proporção daquilo tinha se tornado muito grande, apareceram uns 15 seguranças, uns 3 chefes da segurança, gerente, coordenador e muito mais para saber o porque daquilo tudo.

Nisso, vários clientes já haviam ligado para a polícia e para o SAMU. Pediram para que eu ficasse sentado aguardando a polícia e o socorro chegarem. Lá mesmo fiquei. Permaneci sentado em cima da moto que ainda se encontrava no chão.

Clientes furiosos queriam linchar o segurança, o xingaram de todos os nomes possíveis. Depois de aproximadamente 1h30 chegou a polícia que ao me verem naquele estado, já logo me deram razão, dizendo que ele foi um despreparado porque nem se eu estivesse roubando ele deveria ter me batido.

Fui para o hospital sozinho pois o SAMU ainda não havia chegado, e estou tomando todas as providências devidas para processar o Segurança, a Empresa Terceirizada de Segurança que presta serviços para o Carrefour e também o próprio Carrefour, por ter a irresponsabilidade de contratar uma empresa que não capacita os funcionários para lidar com determinadas situações.

Fui até a delegacia, fazer um B.O, fui fazer exame de Corpo de Delito no IML e agora estou esperando para sair o Laudo do IML e ir procurar um advogado, já que a causa é ganha! Vão pagar por isso que fizeram comigo e serão impedidos de fazer com que outras pessoas passem pelo que eu passei!

Fiquei me perguntando: ‘E se ele estivesse armado? Teria me matado?‘ Na verdade eu sei o motivo da agressão barata. Foi Homofobia, e isso MATA! Eu garanto que se eu fosse um ladrãozinho de supermercado, ele teria ficado longe de mim, por medo. Mas não. Como sou um cidadão de bem ele preferiu me ofender pelo simples fato de se incomodar com a minha cara e minha aparência!

Triste ver esse tipo de história de homofobia no Carrefour.

Fonte: Site

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