Zuma lança campanha ‘Stop aos estupros’ nas escolas

Cidade do Cabo – O presidente sul-africano Jacob Zuma deslocou-se hoje (quinta-feira) à uma escola na Cidade do Cabo (sul) onde lançou uma campanha de luta contra abusos sexuais as crianças na África do Sul.

“Devemos nos unir para dizer que esse abusos horríveis devem parar”, disse Zuma, que multiplica as declarações públicas sobre essa questão da sociedade, depois de estupro de uma adolescente na Cidade do Cabo no início de Fevereiro.

“A África do Sul está a enfrentar um problema persistente de violências contra as mulheres e crianças (…)”, acrescentou. “O lançamento desta campanha é um passo necessário para o nosso país se livrar deste flagelo e tratar desta doença”, disse Zuma.

A campanha “Stop aos Estupros” deve tocar a partir de sexta-feira mais de 10 milhões de alunos. As crianças vão particularmente prestar juramento e se comprometem a “não ometer estupro ou qualquer forma de assédio sexual, abuso ou violência” assim como
denunciar uma agressão.

Material pedagógico foi oferecido pela associação Lead SA no entanto um folheto explica por exemplo às crianças que levam “uma mini – saia, para uma discoteca à noite ou a “Shebeen” (bares das cidades), sair à noite ou namorar não são crimes e não dizer que
estamos de acordo para fazer sexo, ou que merece ser estuprada “.

Zuma também sublinhou que se a criminalidade em geral marca a África do Sul, “o nível de abuso sexual continua a ser um assunto de preocupação” com 64.000 casos de estupro relatados à polícia, além dos não revelados por medo de represálias.

Segundo os especialistas, 75% das agressões e estupros os autores são conhecidos das vítimas.

O problema de estupro é parte de uma sociedade patriarcal e machista, quer seja Branco ou Negro. Também é frequentemente associada com consumo de drogas, disse Zuma.

As crianças de 12 a 17 anos são as principais vítimas de estupro na África do Sul e, segundo uma estimativa da ONG Médicos Sem Fronteiras, uma mulher é estuprada a cada 26 segundos, um número que habitualmente se regista nos países em guerra.

Zuma não anunciou novas medidas, para além da decisão de reinstalar os tribunais responsáveis para julgar os delitos de carácter sexuais.

 

Fonte: Angola Press

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