12 mulheres que fizeram história ligando o foda-se

Modelos de vida.

Por Hannah Jewell Do Buzz Feed

1. Elizabeth Blackwell (1821–1910):

A médica inglesa Elizabeth Blackwell foi a primeira mulher a exercer a medicina nos Estados Unidos. Rejeitada por muitas faculdades por causa do seu gênero, ela acabou conseguindo uma vaga na Faculdade de Medicina de Geneva (Geneva Medical College), em Nova York, onde teve de aguentar muitos colegas de classe babacas e um professor que achava que ela deveria sair da sala na hora das palestras sobre anatomia reprodutiva para proteger sua “frágil sensibilidade”.

Acontece que ela estava pouco se fodendo para essa tal de “frágil sensibilidade” e acabou se tornando uma obstetra mundialmente famosa.

2. Annie Smith Peck (1850–1935):

Acima, possivelmente o melhor retrato já feito da expressão “pouco me fodendo”, uma cortesia da alpinista Annie Smith Peck.

Peck escalou todas as maiores montanhas da Europa, partindo depois para a América do Sul, onde tornou-se a primeira pessoa a escalar a maior montanha do Peru, o Huascarán, em 1908, ganhando assim reconhecimento internacional.

Ela também era uma autoridade acadêmica influente, tanto que escreveu diversos livros e dava palestras ao redor do mundo. Ela praticou alpinismo até os 82 anos.

Ah, e ela não usava as longas saias que as mulheres deveriam usar na época.

As pessoas ficavam, tipo: “OoOOooOooOh! Mas Annie! Quanto despudor!”, mas quem disse que ela ligava?

“Mas Annie!”

O que foi, meu querido?

3. Mary Lou Williams (1910–1981):

Mary Lou Williams, a terceira da esquerda para direita na foto, foi uma pianista prodígio e uma das artistas e compositoras mais influentes das três primeiras décadas do jazz.

Ela começou a se apresentar profissionalmente com 12 anos, teve uma grande influência sobre as big bands de jazz e bebop da cidade do Kansas (EUA), compôs músicas em diversos gêneros e lacrou em todas as ocasiões possíveis.

Olha ela aqui de novo, mostrando que não tem tempo para idiotas e idiotices.

4. Sojourner Truth (1797–1883):

Abolicionista e ativista em prol dos direitos das mulheres, Sojourner Truth é autora da seguinte pérola, tirada de uma conversa com a jovem sufragista Stanton Blatch:

Harriot Stanton Blatch: “Sojourner, você não sabe ler?”
Sojourner Truth: “Ah não, querida, eu não consigo ler coisinhas miúdas como letras. Eu leio coisas maiores, como homens.”

5. Ada Lovelace (1815–1852):

Ada Lovelace foi uma matemática e é considerada a criadora do primeiro programa de computador, trabalhando com Charles Babbage no seu plano para uma espécie de protocomputador, a “máquina analítica”.

Babbage uma vez disse a ela: “Esqueça este mundo, todos os seus problemas e, se possível, seus inúmeros charlatães – tudo, em suma —, menos que você é a Encantadora dos Números.”

O que, resumidamente, significava: “Ligue o foda-se”.

6. Beatrice Potter Webb (1858–1943):

Beatrice Potter Webb foi uma economista e historiadora que lutou, junto com seu marido, Sidney, por políticas que beneficiassem a população urbana pobre, trabalhando para as primeiras leis sobre salário mínimo, desenvolvendo o Partido Trabalhista no Reino Unido, escrevendo centenas de livros e fundando a Escola de Economia de Londres (London School of Economics).

7. Lilian Bland (1878–1971):

A jornalista e aviadora Lilian Bland teve uma vida plena e incrível. Em 1910, ela construiu o seu próprio avião na Irlanda. Ela não tinha um tanque de combustível para colocar nele, então improvisou um com uma garrafa vazia de uísque e a corneta acústica de sua tia. Ela conseguiu voar 27 metros com ele – o que era um voo impressionante naquela época.

Seus hobbies incluíam fumar, usar calças, artes marciais, carros a motor e xingar. Ela passou sua aposentadoria na Cornualha, jogando jogos de azar, bebendo e pintando – isso tudo, claro, sem dar a mínima para a opinião das outras pessoas.

8. Ethel L. Payne (1911–1991):

Ethel L. Payne foi uma jornalista investigativa que cobriu o movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos e assuntos internacionais. Como membro do Corpo de Imprensa da Casa Branca, ela ficou famosa por irritar o presidente Eisenhower com suas perguntas sobre a segregação racial nos EUA. Por causa disso, o presidente passou a ignorá-la em coletivas de imprensa posteriores, como uma criança mimada.

No decorrer de sua longa carreira, ela trabalhou para o “Chicago Defender” em matérias de todas as partes do mundo e se tornou a primeira mulher afro-americana a aparecer em uma rede nacional de TV, quando foi contratada pela CBS na década de 1970. Alguns críticos reclamavam do seu estilo muito assertivo. Ainda bem que ela não dava a mínima para esses babacas.

9. Murasaki Shikibu (973–1025… ou por aí):

Murasaki Shikibu foi uma dama de companhia na corte imperial japonesa durante o período Heian e escreveu o que é considerado o primeiro romance da história: “O Conto de Genji”.

Seu pai supostamente elogiava a sua inteligência, mas lamentava que ela tivesse “nascido mulher”. Em seu diário, ela registra que aprendeu chinês escutando atrás da porta quando seu pai dava aulas da língua para o seu irmão, já que mulheres não deveriam aprender chinês. Murasaki Shikibu, ligou o foda-se para essa proibição.

10. Nellie Bly (1864–1922):

Nellie Bly era uma jornalista investigativa audaciosa e influente que escreveu matérias revolucionárias sobre corrupção política e pobreza.

Ela chegou a simular que estava louca para ser admitida em uma instituição mental e apurar denúncias de abuso contra pacientes em Nova York. Sua matéria sobre o caso gerou indignação e mudanças no sistema de saúde.

Jornalistas invejosos referiam-se a suas investigações como “reportagens armadas”, mas Nellie, obviamente, pouco estava se fodendo para a opinião deles.

Ah, e ela viajou ao redor do mundo em um tempo recorde de 72 dias, só porque não tinha mais o que fazer.

11. Nzinga Mbandi (1583–1663):

Nzinga Mbandi, a Rainha do Ndongo e do Matamba (a atual Angola) assumiu o poder quando seu irmão, Ngola Mbandi, morreu em 1624. Ela ganhou reconhecimento internacional por sua genialidade diplomática, táticas militares e por saber quando ligar o foda-se.

Sua habilidade na guerra, na espionagem, no comércio, na construção de alianças e em assuntos religiosos a ajudou a manter o colonialismo português afastado de suas terras enquanto viveu.

Nzinga, você realmente foi uma rainha.

12. Hedy Lamarr (1914–2000):

Hedy Lamarr inventou a tecnologia de “salto de frequência”, que foi utilizada em um sistema de comunicações secretas e em torpedos controlados por rádio na 2ª Guerra Mundial. Mais tarde, essa tecnologia serviu como base para outros progressos tecnológicos, como o Wi-Fi e o GPS.

Ah, e ela também era uma estrela de cinema

Algo mais?

+ sobre o tema

Feminismo, empoderamento e solução: a singularidade de Karol Conka

Sucesso indiscutível entre a crítica e os internautas, a...

Camila Pitanga é eleita Embaixadora Nacional da Boa Vontade

Atriz ganhou o título da ONU Mulheres Brasil e...

para lembrar

Não há noivo? Mulheres casam-se com elas próprias

A ideia nasceu na semana passada e já há...

Garotos “perderam a conta” dos estupros sofridos por tropas internacionais

Relatos de crianças de nove anos revelam que as...

E a culpa é da repórter assediada por Biel. Por Nathalí Macedo

Mc Biel reúne o que há de mais asqueroso...

Site ajuda a avaliar machismo e desigualdade de gênero nas empresas

O TripAdvisor é um site de viagens que fornece...
spot_imgspot_img

Tempo para início de tratamento de câncer de mama é 3 vezes maior que o previsto em legislação

O tempo médio para o início do tratamento de câncer de mama no SUS (Sistema Único de Saúde) é quase o triplo do período previsto pela Lei...

Ação da ApexBrasil faz crescer número de empresas lideradas por mulheres nas exportações

Para promover mudança é preciso ação, compromisso e exemplo. Disposta a transformar o cenário brasileiro de negócios, há um ano a ApexBrasil (Agência Brasileira...

‘Não tenho história triste, mas ser mulher negra me define muito’, diz executiva do setor de mineração, sobre os desafios para inclusão na indústria

Diretora de relações governamentais e responsabilidade social da Kinross Brasil Mineração, Ana Cunha afirma que a contratação de mulheres no setor, onde os homens...
-+=