quarta-feira, março 3, 2021

Tag: Mulheres

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Motoristas argentinos terão de fazer curso sobre igualdade de gênero para ter habilitação

A Agência Nacional de Segurança Viária da Argentina (ANSV) determinou que quem quiser uma carteira de habilitação deverá fazer um curso sobre gênero e estudar temas como masculinidades, patriacardo, feminicídios, travesticídios e acesso de mulheres ao setor de transporte. "As grandes mudanças socioculturais e tecnológicas produzidas através dos anos trouxeram consigo a necessidade de adaptar os conteúdos dos cursos de formação, como assim também do exame teórico, motivo pelo qual faz-se necessário a reformulação de tais conteúdos, a fim de garantir a inserção na via pública de condutores idôneos e responsáveis, com conhecimentos atualizados em relação às novas tecnologias automotivas e principais regras para uma condução segura e eficiente", diz a resolução publicada no Diário Oficial da Argentina. "Com a convicção de que o recurso cultural é um aspecto de vital influência no que se refere à incorporação de normas de gênero relativamente cristalizadas, faz-se necessário incorporar no curso obrigatório para a concessão da ...

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Cartas de mulheres assírias encontradas em escavações revelam sua atuação nas redes de comércio da época (Foto: VANESSA TUBIANA-BRUN)

As mulheres que chefiavam ‘empresas’ há 4 mil anos

Ahaha havia investido no comércio de longa distância entre Assur e a cidade de Kanesh, onde fica hoje a Turquia. Ela e outros investidores juntaram prata para financiar uma caravana de mulas para transportar estanho e tecidos para Kanesh, onde as mercadorias seriam trocadas por mais prata, gerando um lucro considerável. Mas a participação de Ahaha nos lucros parecia ter desaparecido — possivelmente desviado por um de seus próprios irmãos, Buzazu. Então, ela pegou um estilete de junco e uma tábua de argila e escreveu uma carta para outro irmão, Assur-mutappil, implorando por ajuda: "Não tenho mais nada além desses fundos", redigiu ela em escrita cuneiforme. "Trate de agir para que eu não seja arruinada!" Ela instruiu Assur-mutappil a recuperar sua prata e atualizá-la rapidamente. "Faça uma carta detalhada sua chegar até mim na próxima caravana, dizendo se eles pagaram a prata", escreveu ela em outra tabuleta. "Agora é a ...

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Pesquisa mostra que, apesar de homens morrerem mais, as mulheres são mais impactadas no dia a dia da pandemia

Embora os homens morram mais de Covid-19, são as mulheres as mais impactadas pela pandemia no dia a dia. Não se trata só da sobrecarga nas tarefas domésticas, das aulas on-line, do acúmulo de trabalho ou, na outra ponta, do desemprego. Essa é também uma crise da saúde mental, segundo pesquisa da agência humanitária Care International. O coronavírus expôs, como nunca, a falácia da igualdade de gêneros e tem colocado uma geração no limite. As mulheres, em especial as mães, passaram o último ano se equilibrando entre tarefas. Como o espaço de trabalho invadiu a casa, o tempo gasto com atividades profissionais se misturou à dedicação aos filhos, à organização do lar, à limpeza e aos cuidados com os outros. Não faltam estatísticas mundiais para tratar da problemática. No Brasil, pesquisa do Gênero e Número e Sempreviva Organização Feminista mostrou a gravidade do tema. Segundo levantamento feito com 2.641 entrevistadas, ...

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A arquiteta e urbanista Tainá de Paula (Foto: Fernanda Dias)

O que as mulheres têm a ver com o Plano Diretor?

O mês de março se aproxima, mês internacional das mulheres, assim como a revisão de diversos planos diretores pelo Brasil. Há muitos anos venho me dedicando às novas formas de planejamento urbano e como setores marginalizados no debate urbano - onde eu insiro as mulheres - podem impactar o futuro das cidades. Objetivamente o planejamento da forma como o consolidamos no Brasil sofre de três graves problemas centrais: a descontinuidade das políticas propostas e consolidadas pelos planos, o que gera o sabido "planejamento de gaveta", um emaranhado de boas ideias que não são postas em prática ou fora da realidade; a inexistência de aplicação de instrumentos propostos nos escopos dos planos e a ausência da participação de representantes de todos os setores sociais na gestão urbana, seja como tomadores de decisão, seja como participantes do processo de elaboração das práticas. Juventude, negros, populações vulneráveis (em situação de rua, adictos, ciganos ...

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Bianca Santana - Foto: João Benz

Queremos uma presidenta em 2022!

"Aprendemos a administrar a escassez e, como Cristo, temos multiplicado o pão em nossas mesas. Milagres que os nossos economistas não sabem realizar", escreveu Sueli Carneiro, no ano 2000, para o seminário "Por um tempo feminino". Com o Brasil de volta ao mapa da fome e governantes brincando de armar a população, precisamos que as mulheres assumam o comando do país. Jacinda Ardern, primeira-minsitra da Nova Zelândia, é exemplo de liderança no combate à covid-19Imagem: Hannah Peters/Getty Images Tem sido notícia durante a pandemia como países governados por mulheres se destacaram no enfrentamento ao coronavírus. Nova Zelândia, Alemanha, Taiwan, Islândia e Noruega. A notícia mais recente, do domingo 14 de fevereiro, é de que a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, decretou um lockdown de três dias em Auckland, maior cidade do país, depois do registro de três casos de covid-19. Não é curioso que as mulheres fossem 70% ...

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Marcos Santos/USP Imagens Carteira de trabalho

Pandemia deixa mais da metade das mulheres fora do mercado de trabalho

O efeito devastador da Covid-19 sobre o emprego –em especial sobre o setor informal– está atrasando a volta de mulheres ao mercado de trabalho. Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, 8,5 milhões de mulheres tinham deixado a força de trabalho no terceiro trimestre de 2020 (último dado disponível), na comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse movimento rumo à inatividade –situação em que a pessoa não trabalha nem procura uma ocupação– fez com que mais da metade da população feminina com 14 anos ou mais ficasse de fora do mercado de trabalho. A taxa de participação na força de trabalho ficou em 45,8%, uma queda de 14% em relação a 2019. Na comparação com o primeiro trimestre, antes dos efeitos da pandemia tomarem conta da economia e da vida social das famílias, o número de trabalhadores fora da força de trabalho teve um incremento de 11,2 milhões de ...

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A pesquisa foi realizada com mulheres em remissão de câncer de mama que praticam remo na Raia Olímpica da USP pelo Projeto Remama, que busca oferecer qualidade de vida às pacientes que passaram pelo tratamento da doença no Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) – Foto: Arquivo Programa Remama

Pandemia piorou condições de saúde de mulheres em remissão do câncer de mama

Apandemia levou um grupo de mulheres em remissão de câncer de mama a piorar suas condições de saúde. Antes atuantes na prática de atividade física, durante o isolamento social, período em que tiveram de ser afastadas da canoagem da Raia Olímpica da USP, elas apresentaram ganho de peso corporal (de 1 a 15 quilos), 90% pararam ou reduziram a prática de atividade física e a maioria (58%) apresentou sintomas relacionados à covid-19. O detalhamento dessa pesquisa, feita com remadoras que praticam canoagem na Raia Olímpica da USP, está descrito no artigo “Determinants of health and physical activity levels among breast cancer survivors during the Covid-19 Pandemic”, que será publicado em breve no Journal Frontiers in Physiology. “Compreender correlações dessa dinâmica é fundamental, uma vez que a obesidade é um fator de risco para reincidência de vários tipos de cânceres, inclusive o de mama, além de contribuir para o agravamento da covid-19”, ...

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"O feminismo radical exige que não se pode entender um sistema sem compreender suas interseccionalidades", destaca ativista do movimento Vidas Negras Importam nos EUA, Rose Brewer (Valter Campanato/EBC )

Fórum Social Mundial denuncia ‘aliança perversa’ contra a vida das mulheres

Ativistas pela igualdade de gênero da Índia, Curdistão, Estados Unidos, Saara Ocidental, Peru, e de outros países, denunciaram nesta quarta-feira (27), durante as atividades do Fórum Social Mundial (FSM), o impacto do que chamam de “aliança perversa entre o capitalismo, patriarcado e colonialidade” sobre os corpos das mulheres em todo o mundo. Apesar das diferenças culturais entre seus países de origem, as ativistas evidenciaram que estão todas unidos pela violência estrutural contra a vida da população feminina e também LGBT+. De acordo com elas, fundamentos religiosos, políticos e econômicos do Estado e da sociedade também funcionam como barreiras para o acesso das mulheres à democracia e à liberdade. A pandemia do novo coronavírus, nesse contexto, também somou como outra expressão da violência contra as mulheres. Não à toa, relatos de violações e dores marcaram o painel do FSM, intitulado de “Feminismos revolucionários para outros mundos possíveis e necessários”. Mas as diferentes histórias também lembraram que o ...

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Saiba o que é SUA, condição que afeta uma em cada três mulheres e pode ser sintoma de problemas no útero ou nos ovários

Dúvidas sobre sangramentos vaginais são bastante comuns entre as mulheres, tanto que a pesquisa no Google para saber “quando a menstruação é normal” cresceu 58% de janeiro a outubro deste ano, em comparação com o mesmo período de 2019. Segundo a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO), o Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma condição que atinge uma a cada três mulheres (33%) em algum momento da vida. Pode ser considerado anormal qualquer sangramento que fuja do padrão daquela mulher. Em média, são usados de três a cinco absorventes diariamente no ciclo menstrual, que normalmente dura por volta de cinco dias. Quando houver sangramentos além destes limites, consulte um ginecologista. É normal que mulheres que estejam beirando os 50 anos tenham ciclos menstruais irregulares por estarem se aproximando da menopausa. Mas sangramentos naquelas que já entraram nesta fase são sinais de que há algo de errado. O SUA tem ...

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FOTO: ARQUIVO/FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

Câmara de SP tem recorde de mulheres eleitas; entre as mais votadas, a transexual Erika Hilton

O total de mulheres eleitas vereadoras por São Paulo nesta eleição bateu recorde. De acordo com dados oficializados nesta segunda, 16, pelo Tribunal Superior Eleitoral, os paulistanos elegeram 13 candidatas - duas delas estão entre as 10 mais votadas, sendo uma transexual: Erika Hilton (PSOL). Nos últimos oito anos, o aumento da participação feminina no Legislativo Municipal foi de 116%. Em 2012, foram eleitas seis parlamentares e há quatro anos, o total foi de 11. O resultado deste ano destinará 23% das 55 cadeiras a mulheres. Na comparação com a atual composição, o ganho é ainda maior, já que atualmente são 8 exercendo o mandato. A diferença se dá porque uma foi eleita deputada federal em 2018, uma se licenciou do cargo para disputar a reeleição e outra deixou o cargo para virar secretária municipal. A partir de janeiro de 2021, a lista de mulheres novas na Câmara também será ...

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Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes pedia que fosse garantido à mulher o “direito de conhecer e decidir sobre seu próprio corpo”. (Foto: ARQUIVO/SENADO FEDERALA)

Como o movimento de mulheres no Brasil contribuiu para construção do SUS

Criado pela Constituição de 1988 após anos de luta do movimento sanitário na década de 1970 e 1980, o SUS (Sistema Único de Saúde) contou com contribuição substancial do movimento de mulheres para se concretizar. A criação de um modelo de “serviços públicos de saúde coletiva e assistência médica integrados” era um dos pleitos da Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, entregue em 1987. Mas já no início daquela década a articulação feminina para garantir um acesso amplo à saúde no Brasil ganhava força. Em 1983, no governo de João Batista Figueiredo - último presidente da ditadura militar - foi criado dentro do Ministério da Saúde o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). “A demanda por saúde era muito forte no movimento de mulheres no Brasil. Os grandes grupos feministas tinham como centro questões associadas à saúde, à contracepção, planejamento familiar”, conta a médica Ana Maria Costa, ...

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Bianca Cristina (Foto: Enviado pela autora ao Portal Geledés)

O poder do amor próprio

Minha história se inicia no dia 30/01/1993, em uma cidade chamada Guaratinguetá. Bianca nasce no verão , em ritmo de carnaval, em um sábado de muito calor, às 18 horas, em casa, porque vovó que fez o parto, vai sentindo a emoção!!! Nasce na família, em um contexto nada tradicional , mas que faz parte da vida de mais de cinco milhões de brasileiros ou mais até, em sua certidão de nascimento não tem o nome do pai, mas isso nunca foi bloqueio para a família, pois sempre foi muito amada. Sua avó, mãe e tios, sempre doaram muito amor, carinho, afeto e cuidado. Bianca foi crescendo, os anos foram se passando e por ser muito apegada a família, tinha medo de ir à escola, medo mesmo, pavor, atrasando sua entrada no ambiente escolar, ocorrendo apenas com 11 anos, pois sua mãe e avó esperaram seu tempo. Antes de entrar ...

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Apoiadoras escutam em Washington a notícia da vitória de Biden. (Foto: WILL OLIVER / EFE)

As mulheres falaram, Biden ganhou

Apesar dos horrores de 2020, neste outono boreal estou com um otimismo renovado. E isso se deve, em grande parte, à nova vida que algumas mulheres nos Estados Unidos injetaram no processo democrático. Graças a políticas como Stacy Abrams e Alexandria Ocasio-Cortez e a jornalistas como Soledad O’Brien, descobri que, como diz a canção de Marisol, a vida também pode ser uma tômbola de luz e de cor. Já em 7 de agosto de 2020, num artigo do Brookings Institute, Michael Hais e Morley Winograd afirmavam: “Em quase todos os Estados e municípios dos EUA, as mulheres estão assumindo as rédeas do voto e do futuro.” Previam que o impacto do voto da mulher teria como resultado a vitória de Joseph Biden e uma maioria democrata no Senado. Tinham razão. A participação nestas eleições foi excepcional. E não foi algo casual, mas o resultado do trabalho duro e da inspiração ...

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Na prática a teoria é outra: as barreiras da sororidade

Depois da pizza no jantar de terça, eu corria os olhos pelo cardápio de um site de filmes qualquer decidindo o que assistir, enquanto ao meu lado, minha prima corria os olhos pelo cardápio de rapazes de um site de relacionamentos qualquer decidindo quem escolher. De repente fui desconectada do ócio por um grito dela, que também havia se desconectado do seu próprio, ao ver no cardápio um rosto conhecido: o namorado de uma amiga estava no app. Quando esse tipo de coisa acontece a gente sempre tenta se enganar e pensar: deve haver algum equívoco. “Talvez depois que eles começaram a namorar ele esqueceu de apagar o perfil, quem sabe ela até saiba que ele ainda aparece nesse negócio” foi a minha primeira resposta. Depois da minha prima curtir o perfil do dito cujo e os dois combinarem, no entanto, todas as justificativas e qualquer crédito existente já não ...

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Como a maternidade regula a vida sexual e afetiva das mulheres

Que a maternidade é uma ferramenta de opressão violenta contra as mulheres, eu já cansei de falar. Mas gostaria hoje de entrar numa questão específica, sobre isso, entre tantas possibilidades de tolir e violentar as mulheres, a narrativa romântica sobre a maternidade relacionados a forma como as mulheres mães estabelecem suas relações afetivas/sexuais é algo que pouco falamos, e que ao mesmo tempo atravessa gerações causando estragos subjetivos de todos os tipos, inclusive jogando essas mulheres reféns de relações abusivas e violentas. O fato é que ao pensar nisso, nem a monogamia nem a não monogamia dão conta do que é mesmo essa compulsoriedade conjugal na vida de uma mulher que é mãe. A que me refiro? Conversando com um boy, falávamos de uma amiga em comum. Uma mulher que é profissional autônoma, que se sustenta, vinda de uma relação abusiva, e com um filho com mais de 10 anos. ...

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Protesto em Washington, uma das várias cidades americanas a registrar protestos no sábado

Milhares de mulheres protestam contra Trump nos EUA

Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades dos Estados Unidos para a Marcha das Mulheres, em protesto contra o presidente Donald Trump e sua indicada a uma vaga na Suprema Corte americana, a conservadora Amy Coney Barrett. Organizadores afirmam que mais de 100 mil pessoas participaram de mais de 400 manifestações realizadas neste sábado (17/10) em todo o país, de Nova York a Los Angeles. Os protestos – inspirados na primeira Marcha das Mulheres ocorrida em Washington no dia seguinte à posse de Trump em 2017 – também homenagearam a ex-juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg, que morreu em 18 de setembro, aos 87 anos. A diretora-executiva da marcha, Rachel O'Leary Carmona, abriu o dia de manifestações pedindo aos participantes que mantivessem distâncias seguras entre si devido à pandemia de coronavírus, afirmando que o único evento "superpropagador" de covid-19 deveria ser um recente promovido pela ...

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Quase metade das mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho; 15% delas pediram demissão, diz pesquisa

Quase metade das mulheres já sofreu algum assédio sexual no trabalho, segundo pesquisa do LinkedIn e da consultoria de inovação social Think Eva, que ouviu 414 profissionais em todo o país, de forma online. Entre elas, 15% pediram demissão do trabalho após o assédio. E apenas 5% delas recorrem ao RH das empresas para reportar o caso. De acordo com o levantamento, a maioria das entrevistadas que já sofreram alguma forma de assédio sexual no ambiente de trabalho são mulheres negras (52%) e que recebem entre dois e seis salários mínimos (49%). Além disso, o Norte (63%) e Centro-Oeste (55%) têm uma concentração de relatos superior às demais regiões. A pesquisa mostra ainda que, mesmo entre as mulheres que ocupam posições hierárquicas mais altas, o assédio não deixa de ser uma realidade. Entre as entrevistadas que declararam desempenhar a função de gerente, 60% afirmaram terem sido vítimas de assédio. No ...

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Combinação de fotos de arquivo mostra a Ministra do Comércio da Coreia do Sul Yoo Myung-hee (esquerda), em foto de 16 de julho de 2020, e a ex-ministra das Finanças e Relações Exteriores da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, em foto de 15 de julho de 2020 em Genebra, na Suíça — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

OMC terá 1ª mulher no comando após disputa entre nigeriana e sul-coreana

Duas mulheres, a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala e a sul-coreana Yoo Myung-hee, são as candidatas finalistas na disputa pela direção geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), anunciou nesta quinta-feira (8) o organismo. Os dois nomes foram anunciados oficialmente pelo porta-voz da OMC, Keith Rockwell, na sede da organização em Genebra. A vencedora deve ser definida no início de novembro e irá assumir a vaga deixada pelo brasileiro Roberto Azevêdo, que renunciou um ano antes do esperado, no final de agosto. A organização, em crise devido em parte aos ataques do governo do presidente americano Donald Trump, sempre foi comandada por homens. O organismo comercial de 25 anos de existência nunca teve uma mulher ou alguém da África como líder. As duas receberam forte apoio da União Europeia (UE) esta semana, depois que a Hungria - que a princípio respaldava Liam Fox, ex-ministro britânico do Comércio Exterior e pró-Brexit, e a ...

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Abortos feitos sem condições mínimas de saúde e higiene são a quarta causa de mortalidade materna no Brasil Foto: Arte de Paula Cruz

Arquitetura dos direitos reprodutivos e ameaças ao aborto legal e seguro

Iniciamos esta reflexão homenageando a menina de 10 anos, negra e pobre, engravidada por seu tio sob violência e que conseguiu um aborto legal e seguro, assim como homenageando as pessoas e entidades - feministas, profissionais de saúde, da justiça, da sociedade civil e instâncias de governos estaduais - que se mobilizaram para que esta menina pudesse usufruir um direito assegurado e constantemente negado a tantas outras meninas e mulheres que sofrem violência sexual. Homenageamos também a antropóloga Debora Diniz por ter expressado, de forma poética e dramática que com muito esforço aprend(eu) a conhecer… as dores das mulheres e meninas, que… violentadas sexualmente e por consequência grávidas, exercem - ou não conseguem exercer - seu direito legal de interromper esta gestação. O objetivo deste artigo é trazer os caminhos percorridos pelas mulheres na afirmação de seus direitos sexuais e reprodutivos e alertar o público leitor para a necessidade de ...

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Mulheres, racismo e pandemia: Perspectivas sobre direitos humanos em um contexto de crise

Este é um trabalho que mantém um compromisso em apresentar uma perspectiva dos direitos humanos sobre ser garantidor último ou não dos direitos e garantias mínimas de existência às mulheres vítimas de violência de gênero no Brasil, e as perspectivas adotadas neste artigo tem fundamento na teoria Marxista do Direito, e principalmente no contributo epistemológico anticolonial que delineia a formação sócio-histórica do nosso País. Este artigo tem teve como objetivo apresentar no primeiro o que são direitos humanos do ponto de vista universalizante e eurocêntrico, e contextualizá-lo a nossa realidade, trazendo que a ideia de que os Direitos Humanos não foram destinados a todos, se valendo da contribuição teórica de Marx, e seus desdobramentos, para assim, demonstrar uma perspectiva de Direitos Humanos fora dessa ideia universal. Como um Direito Humano que não foi criado para nos proteger e garantir existência mínima, seria capaz de fazê-lo? E com isso, será apresentada ...

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