Tag: Mulheres

    FOTO: ARQUIVO/FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL

    Câmara de SP tem recorde de mulheres eleitas; entre as mais votadas, a transexual Erika Hilton

    O total de mulheres eleitas vereadoras por São Paulo nesta eleição bateu recorde. De acordo com dados oficializados nesta segunda, 16, pelo Tribunal Superior Eleitoral, os paulistanos elegeram 13 candidatas - duas delas estão entre as 10 mais votadas, sendo uma transexual: Erika Hilton (PSOL). Nos últimos oito anos, o aumento da participação feminina no Legislativo Municipal foi de 116%. Em 2012, foram eleitas seis parlamentares e há quatro anos, o total foi de 11. O resultado deste ano destinará 23% das 55 cadeiras a mulheres. Na comparação com a atual composição, o ganho é ainda maior, já que atualmente são 8 exercendo o mandato. A diferença se dá porque uma foi eleita deputada federal em 2018, uma se licenciou do cargo para disputar a reeleição e outra deixou o cargo para virar secretária municipal. A partir de janeiro de 2021, a lista de mulheres novas na Câmara também será ...

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    Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes pedia que fosse garantido à mulher o “direito de conhecer e decidir sobre seu próprio corpo”. (Foto: ARQUIVO/SENADO FEDERALA)

    Como o movimento de mulheres no Brasil contribuiu para construção do SUS

    Criado pela Constituição de 1988 após anos de luta do movimento sanitário na década de 1970 e 1980, o SUS (Sistema Único de Saúde) contou com contribuição substancial do movimento de mulheres para se concretizar. A criação de um modelo de “serviços públicos de saúde coletiva e assistência médica integrados” era um dos pleitos da Carta das Mulheres Brasileiras aos Constituintes, entregue em 1987. Mas já no início daquela década a articulação feminina para garantir um acesso amplo à saúde no Brasil ganhava força. Em 1983, no governo de João Batista Figueiredo - último presidente da ditadura militar - foi criado dentro do Ministério da Saúde o Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM). “A demanda por saúde era muito forte no movimento de mulheres no Brasil. Os grandes grupos feministas tinham como centro questões associadas à saúde, à contracepção, planejamento familiar”, conta a médica Ana Maria Costa, ...

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    Bianca Cristina (Foto: Enviado pela autora ao Portal Geledés)

    O poder do amor próprio

    Minha história se inicia no dia 30/01/1993, em uma cidade chamada Guaratinguetá. Bianca nasce no verão , em ritmo de carnaval, em um sábado de muito calor, às 18 horas, em casa, porque vovó que fez o parto, vai sentindo a emoção!!! Nasce na família, em um contexto nada tradicional , mas que faz parte da vida de mais de cinco milhões de brasileiros ou mais até, em sua certidão de nascimento não tem o nome do pai, mas isso nunca foi bloqueio para a família, pois sempre foi muito amada. Sua avó, mãe e tios, sempre doaram muito amor, carinho, afeto e cuidado. Bianca foi crescendo, os anos foram se passando e por ser muito apegada a família, tinha medo de ir à escola, medo mesmo, pavor, atrasando sua entrada no ambiente escolar, ocorrendo apenas com 11 anos, pois sua mãe e avó esperaram seu tempo. Antes de entrar ...

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    Apoiadoras escutam em Washington a notícia da vitória de Biden. (Foto: WILL OLIVER / EFE)

    As mulheres falaram, Biden ganhou

    Apesar dos horrores de 2020, neste outono boreal estou com um otimismo renovado. E isso se deve, em grande parte, à nova vida que algumas mulheres nos Estados Unidos injetaram no processo democrático. Graças a políticas como Stacy Abrams e Alexandria Ocasio-Cortez e a jornalistas como Soledad O’Brien, descobri que, como diz a canção de Marisol, a vida também pode ser uma tômbola de luz e de cor. Já em 7 de agosto de 2020, num artigo do Brookings Institute, Michael Hais e Morley Winograd afirmavam: “Em quase todos os Estados e municípios dos EUA, as mulheres estão assumindo as rédeas do voto e do futuro.” Previam que o impacto do voto da mulher teria como resultado a vitória de Joseph Biden e uma maioria democrata no Senado. Tinham razão. A participação nestas eleições foi excepcional. E não foi algo casual, mas o resultado do trabalho duro e da inspiração ...

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    Na prática a teoria é outra: as barreiras da sororidade

    Depois da pizza no jantar de terça, eu corria os olhos pelo cardápio de um site de filmes qualquer decidindo o que assistir, enquanto ao meu lado, minha prima corria os olhos pelo cardápio de rapazes de um site de relacionamentos qualquer decidindo quem escolher. De repente fui desconectada do ócio por um grito dela, que também havia se desconectado do seu próprio, ao ver no cardápio um rosto conhecido: o namorado de uma amiga estava no app. Quando esse tipo de coisa acontece a gente sempre tenta se enganar e pensar: deve haver algum equívoco. “Talvez depois que eles começaram a namorar ele esqueceu de apagar o perfil, quem sabe ela até saiba que ele ainda aparece nesse negócio” foi a minha primeira resposta. Depois da minha prima curtir o perfil do dito cujo e os dois combinarem, no entanto, todas as justificativas e qualquer crédito existente já não ...

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    Como a maternidade regula a vida sexual e afetiva das mulheres

    Que a maternidade é uma ferramenta de opressão violenta contra as mulheres, eu já cansei de falar. Mas gostaria hoje de entrar numa questão específica, sobre isso, entre tantas possibilidades de tolir e violentar as mulheres, a narrativa romântica sobre a maternidade relacionados a forma como as mulheres mães estabelecem suas relações afetivas/sexuais é algo que pouco falamos, e que ao mesmo tempo atravessa gerações causando estragos subjetivos de todos os tipos, inclusive jogando essas mulheres reféns de relações abusivas e violentas. O fato é que ao pensar nisso, nem a monogamia nem a não monogamia dão conta do que é mesmo essa compulsoriedade conjugal na vida de uma mulher que é mãe. A que me refiro? Conversando com um boy, falávamos de uma amiga em comum. Uma mulher que é profissional autônoma, que se sustenta, vinda de uma relação abusiva, e com um filho com mais de 10 anos. ...

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    Protesto em Washington, uma das várias cidades americanas a registrar protestos no sábado

    Milhares de mulheres protestam contra Trump nos EUA

    Dezenas de milhares de pessoas saíram às ruas em várias cidades dos Estados Unidos para a Marcha das Mulheres, em protesto contra o presidente Donald Trump e sua indicada a uma vaga na Suprema Corte americana, a conservadora Amy Coney Barrett. Organizadores afirmam que mais de 100 mil pessoas participaram de mais de 400 manifestações realizadas neste sábado (17/10) em todo o país, de Nova York a Los Angeles. Os protestos – inspirados na primeira Marcha das Mulheres ocorrida em Washington no dia seguinte à posse de Trump em 2017 – também homenagearam a ex-juíza da Suprema Corte Ruth Bader Ginsburg, que morreu em 18 de setembro, aos 87 anos. A diretora-executiva da marcha, Rachel O'Leary Carmona, abriu o dia de manifestações pedindo aos participantes que mantivessem distâncias seguras entre si devido à pandemia de coronavírus, afirmando que o único evento "superpropagador" de covid-19 deveria ser um recente promovido pela ...

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    Quase metade das mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho; 15% delas pediram demissão, diz pesquisa

    Quase metade das mulheres já sofreu algum assédio sexual no trabalho, segundo pesquisa do LinkedIn e da consultoria de inovação social Think Eva, que ouviu 414 profissionais em todo o país, de forma online. Entre elas, 15% pediram demissão do trabalho após o assédio. E apenas 5% delas recorrem ao RH das empresas para reportar o caso. De acordo com o levantamento, a maioria das entrevistadas que já sofreram alguma forma de assédio sexual no ambiente de trabalho são mulheres negras (52%) e que recebem entre dois e seis salários mínimos (49%). Além disso, o Norte (63%) e Centro-Oeste (55%) têm uma concentração de relatos superior às demais regiões. A pesquisa mostra ainda que, mesmo entre as mulheres que ocupam posições hierárquicas mais altas, o assédio não deixa de ser uma realidade. Entre as entrevistadas que declararam desempenhar a função de gerente, 60% afirmaram terem sido vítimas de assédio. No ...

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    Combinação de fotos de arquivo mostra a Ministra do Comércio da Coreia do Sul Yoo Myung-hee (esquerda), em foto de 16 de julho de 2020, e a ex-ministra das Finanças e Relações Exteriores da Nigéria, Ngozi Okonjo-Iweala, em foto de 15 de julho de 2020 em Genebra, na Suíça — Foto: Fabrice Coffrini/AFP

    OMC terá 1ª mulher no comando após disputa entre nigeriana e sul-coreana

    Duas mulheres, a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala e a sul-coreana Yoo Myung-hee, são as candidatas finalistas na disputa pela direção geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), anunciou nesta quinta-feira (8) o organismo. Os dois nomes foram anunciados oficialmente pelo porta-voz da OMC, Keith Rockwell, na sede da organização em Genebra. A vencedora deve ser definida no início de novembro e irá assumir a vaga deixada pelo brasileiro Roberto Azevêdo, que renunciou um ano antes do esperado, no final de agosto. A organização, em crise devido em parte aos ataques do governo do presidente americano Donald Trump, sempre foi comandada por homens. O organismo comercial de 25 anos de existência nunca teve uma mulher ou alguém da África como líder. As duas receberam forte apoio da União Europeia (UE) esta semana, depois que a Hungria - que a princípio respaldava Liam Fox, ex-ministro britânico do Comércio Exterior e pró-Brexit, e a ...

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    Abortos feitos sem condições mínimas de saúde e higiene são a quarta causa de mortalidade materna no Brasil Foto: Arte de Paula Cruz

    Arquitetura dos direitos reprodutivos e ameaças ao aborto legal e seguro

    Iniciamos esta reflexão homenageando a menina de 10 anos, negra e pobre, engravidada por seu tio sob violência e que conseguiu um aborto legal e seguro, assim como homenageando as pessoas e entidades - feministas, profissionais de saúde, da justiça, da sociedade civil e instâncias de governos estaduais - que se mobilizaram para que esta menina pudesse usufruir um direito assegurado e constantemente negado a tantas outras meninas e mulheres que sofrem violência sexual. Homenageamos também a antropóloga Debora Diniz por ter expressado, de forma poética e dramática que com muito esforço aprend(eu) a conhecer… as dores das mulheres e meninas, que… violentadas sexualmente e por consequência grávidas, exercem - ou não conseguem exercer - seu direito legal de interromper esta gestação. O objetivo deste artigo é trazer os caminhos percorridos pelas mulheres na afirmação de seus direitos sexuais e reprodutivos e alertar o público leitor para a necessidade de ...

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    Mulheres, racismo e pandemia: Perspectivas sobre direitos humanos em um contexto de crise

    Este é um trabalho que mantém um compromisso em apresentar uma perspectiva dos direitos humanos sobre ser garantidor último ou não dos direitos e garantias mínimas de existência às mulheres vítimas de violência de gênero no Brasil, e as perspectivas adotadas neste artigo tem fundamento na teoria Marxista do Direito, e principalmente no contributo epistemológico anticolonial que delineia a formação sócio-histórica do nosso País. Este artigo tem teve como objetivo apresentar no primeiro o que são direitos humanos do ponto de vista universalizante e eurocêntrico, e contextualizá-lo a nossa realidade, trazendo que a ideia de que os Direitos Humanos não foram destinados a todos, se valendo da contribuição teórica de Marx, e seus desdobramentos, para assim, demonstrar uma perspectiva de Direitos Humanos fora dessa ideia universal. Como um Direito Humano que não foi criado para nos proteger e garantir existência mínima, seria capaz de fazê-lo? E com isso, será apresentada ...

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    Participe do Seminário: “Mulheres no poder: e aí, cheguei! Como fazer a diferença?”

    Quais estratégias ainda devem ser construídas para que as mulheres possam exercer lideranças transformadoras em sociedades que ainda são racistas, patriarcais, cisheteronormativas e capacitistas? Buscando responder esta e outras questões quando pensamos na atuação profissional e política de mulheres nos mais diferentes espaços de decisão na atualidade é que ocorre, entre os meses de outubro e novembro, o Seminário “Mulheres no poder: e aí, cheguei! Como fazer a diferença?”. Resultado da parceria entre os grupos de pesquisa GEPPIS Site externo e nPeriferias Site externo (Universidade de São Paulo – USP) e, o Centro de Formação da Ação Educativa Site externoe a iniciativa Preta e Acadêmica Site externo, o evento contará com oito encontros que se dedicarão a pensar as relações de gênero e poder no mundo do trabalho e do ativismo político. Idealizadora da iniciativa, a professora da USP do curso de Gestão de Políticas Públicas, Gislene Aparecida dos Santos, destaca a diversidade na composição da programação, que se debruçará ...

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    As mães demitidas durante a pandemia: “Tentei conciliar trabalho com meu bebê, mas perdi o emprego”

    A pandemia chegou quando a advogada Nádia Silva, de Goiás, estava em seu segundo mês de licença-maternidade. Mãe solo (embora receba pensão do pai da criança), ela pretendia juntar um mês de férias à licença e aproveitar o período para encontrar um berçário para deixar o bebê quando voltasse ao trabalho. O plano não deu certo: os berçários continuam fechados, e a empresa exigiu a volta dela sem conceder as férias. A analista de contratos tentou equilibrar tudo - cuidados com o bebê, trabalho em tempo integral em home office e cuidados com a casa -, mas a situação ficou insustentável. "Às vezes eu acordava às 4h da manhã para terminar meu trabalho antes de o bebê acordar. E também fazia todo o trabalho doméstico", conta à BBC News Brasil. "Dois meses depois, pedi para a empresa um novo arranjo e um aumento, para eu poder pagar uma babá. Acho ...

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    Foto: Heloise Hamada/G1

    Menos de 1% dos municípios do Brasil tem só mulheres na disputa pela prefeitura

    Em 39 cidades brasileiras, os eleitores já sabem que terão uma mulher como prefeita no próximo ano. Dados analisados pelo G1 a partir do repositório do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ainda passa por atualizações, indica que esses municípios terão apenas mulheres como candidatas à prefeitura. O número equivale a menos de 1% do total dos municípios. O percentual das cidades em que apenas homens concorrem, por outro lado, equivale a 60% do total. Algumas características chamam a atenção no grupo dos municípios com apenas mulheres na disputa. São cidades pequenas, com no máximo 45 mil eleitores (Camocim-CE) e mínimo de 2 mil eleitores (São José do Brejo da Cruz-PB). A maior parte está localizada em estados do Nordeste. Há municípios em que apenas uma mulher concorre ao cargo de prefeita. Caso os novos registros de candidaturas não alterem a base do TSE, a candidata Larissa (PSD), na pequena Tenente ...

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    Rita de Cássio Anjos, pesquisadora na área de Astrofísica e uma das vencedoras do prêmio Para Mulheres na Ciência, da L'Oréal Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

    ‘Não existe incentivo para pessoas negras na ciência’, diz astrofísica vencedora de prêmio para mulheres cientistas

    Preconceitos estruturais impedem que um número maior de mulheres optem por carreiras na Ciência, um caminho que é ainda mais difícil para as negras, que enfrentam discriminação dupla, o racismo e o machismo. Um levantamento divulgado este ano pelo Open Box da Ciência mostra que entre os pesquisadores com doutorado em Ciências Exatas e da Terra no Brasil, 68,9% são homens e apenas 31,1% mulheres. A astrofísica Rita de Cássia Anjos, de 36 anos, desafia essa lógica. Mulher, negra, com uma adolescência pobre, hoje ela investiga a origem dos raios cósmicos e sua possível relação com galáxias de intensa formação de estrelas — conhecidas como galáxias starburst. Também colabora em projetos de inclusão para jovens com deficiência nas Ciências exatas e equidade de gênero na astronomia. Rita é a vencedora na categoria Ciências Físicas do prêmio Para Mulheres na Ciência, promovido pela L'Oréal, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências ...

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    Mulheres, pardos e pretos estão mais vulneráveis a passar fome no Brasil

    Em mais da metade das casas comandadas por mulheres ou pessoas autodeclaradas pardas, a fome foi vivenciada em alguns momentos entre 2017 e 2018. A incerteza com a alimentação é crescente nessas famílias e também nas de pretos em comparação com as famílias comandadas por homens e brancos. Os dados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018 divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período estudado, o Brasil apresentou o pior nível de segurança alimentar desde 2004 — se comparado à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de anos anteriores, em 2013, 2009 e 2004. Em 2004, o índice era de 65,1%. Atualmente, está em 63,3%. Em 2013, melhor taxa da série, ele chegou a 77,4%. Escala Brasileira de Segurança Alimentar Gênero e raça influenciam índice A pesquisa revela que fatores como gênero e raça do responsável pelas despesas do domicílio impactam na escala, ...

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    Imagem: iStock

    Brasil, o cativeiro das mulheres

    Como era de se esperar, e quem estuda a história sabe que os direitos das mulheres são os primeiros a serem questionados e atacados em momentos de crise, o Brasil se tornou um imenso cativeiro para mulheres de todas as raças e classes sociais. Quem já tomou consciência disso tenta se proteger e também a outras mulheres, mas há quem ache que tudo segue dentro da mais absoluta normalidade e que falar disso é uma grande bobagem. Coisa de feminista que não tem mais o que fazer. Não importa em qual grupo você se encontra. Se você é mulher, você está em risco. Em uma única semana ganha espaço nos portais de notícia da internet a história de duas mulheres. Histórias de um pesadelo vivido por Mariana Ferrer e Patricia Garcia. Dignas de um filme de terror, as histórias vividas por estas mulheres são retratos contundentes do que é ser ...

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    Carteira de trabalho Foto: Agência O Globo/Jornal Extra

    Participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor em 30 anos, diz Ipea

    O desemprego na pandemia atingiu com mais força as trabalhadoras no Brasil. De acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, a participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor em 30 anos. Em junho, Núbia estava feliz: tinha acabado de ser contratada depois de meses de procura. Mas o emprego como recepcionista durou só 12 dias. Não foi só com a Núbia. Tem mais mulheres fora do mercado de trabalho do que dentro dele. A participação delas, que vinha em uma tendência de alta nas últimas três décadas, caiu para apenas 46,3% entre abril de junho de 2020. Em comparação com o mesmo período de 2019, a queda foi de 7 pontos percentuais. A participação dos homens no mercado de trabalho também diminuiu, mas menos: 6 pontos percentuais. O pesquisador do Ipea vê algumas razões para a perda de espaço das mulheres. “O ...

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    Marcha das Mulheres 2017 (Foto: Natália Carneiro)

    A cruzada contra as mulheres brasileiras

    Em um primeiro momento, as forças que sustentam movimentos ultraconservadores parecem ser heterogêneas e dispersas. Um olhar atento revela que essas forças estabelecem articulações inusitadas, como as alianças do Brasil com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Paquistão, Egito, Afeganistão e Sudão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Único país ocidental nessa articulação, o Brasil, que professa majoritariamente o cristianismo, aliou-se a países islâmicos e ultraconservadores onde as mulheres são, ainda, cidadãs de segunda categoria. É importante que as mulheres brasileiras, cidadãs com plenos direitos, saibam que, na esfera das Nações Unidas, é com esses países que o Brasil se alia em temas relativos aos seus direitos humanos. Em nome de quem fala o Brasil ao adotar tal posição na ONU? Em reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cujo tema principal era a aprovação de resolução proposta pelo México sobre a discriminação contra mulheres e meninas, o Brasil, ...

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    Bolivianos em trabalho análogo ao da escravidão Imagem: Apu Gomes/Folhapress

    Moda escrava: mulheres são maioria em trabalho indigno na área têxtil em SP

    No ano passado, 139 pessoas foram resgatadas em condições análogas ao trabalho escravo em São Paulo. Segundo levantamento inédito do Ministério Público do Trabalho do estado, feito a pedido de Universa, entre as vítimas 44 eram mulheres. E, dessas 44, 43 trabalhavam em oficinas de costura. Apenas uma atuava como doméstica. Os dados abrangem a capital, o Grande ABC e a Baixada Santista. O setor têxtil é o que mais recebe denúncias por recrutar pessoas de forma insalubre na região. E as mulheres são a grande maioria das vítimas em condição de trabalho análogo à escravidão nesse setor. Segundo especialistas, a exploração delas é um efeito do machismo nesse meio, que vê na tarefa de corte e costura algo a ser realizado por esse público, e também por ser de fácil aprendizado para elas. O Código Penal brasileiro identifica trabalho análogo à escravidão aquele em que as condições de trabalho ...

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