Tag: Mulheres

(Foto: Reprodução/TV Brasil/Imagem retirada do site Brasil 247)

Empresas descumprem lei e mantêm funcionárias grávidas em trabalho presencial

Mesmo após a entrada em vigor da lei que obriga empresas a colocar funcionárias grávidas em regime de teletrabalho, empregadores estão mantendo as gestantes em trabalho presencial. A advogada Thaís Cremasco, especialista em Direito do Trabalho e Previdenciário, relata que foi procurada por trabalhadoras ainda que não foram afastadas do ambiente de trabalho. A reportagem é do portal G1. No dia 13 de maio, entrou em vigor a Lei 14.151, que garante regime de teletrabalho às trabalhadoras gestantes enquanto durar a pandemia. A norma estabelece ainda que a substituição do trabalho presencial pelo remoto para a trabalhadora grávida deverá ocorrer sem redução de salário. A empregada deverá ficar à disposição da empresa para exercer as atividades em seu domicílio, por meio de teletrabalho, trabalho remoto ou outra forma de trabalho à distância. “Muitas empresas não obedeceram ao comando da lei e continuam expondo suas funcionárias a uma situação de perigo. ...

Leia mais

Live: Protegendo mulheres na Pandemia

Geledés instituto da Mulher Negra realiza live, no dia 19 de maio, para falar sobre prevenção e proteção para mulheres vítimas de violência doméstica em tempos de pandemia. Convidadas Cláudia Patrícia de Luna - Advogada , Especialista em Gênero e Violências , Conselheira Seccional ,Presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB SP Aline Maia - Psicóloga Clínica com curso de extensão em formação em Projeto de vida para classes vulneráveis pela PUC Rio. Perita Judicial . Mediação: Maria Sylvia - Coordenadora de Políticas de Promoção da Igualdade de Gênero e Raça de Geledés Instituto da Mulher Negra   Assista no YouTube

Leia mais
Economista Luana Ozemela, fundadora de fundo para ajudar empreendedores - Imagem: Divulgação

Brasileira cria fundo para financiar empreendedor negro, mulher e LGBTQIA+

A economista Luana Ozemela se apresenta como uma ativista do movimento negro gaúcho que se tornou tecnocrata, depois empresária e, agora, investidora de empresas fundadas por empreendedores negros. Ela está à frente de uma das primeiras iniciativas globais de criação de um fundo de investimento o Roots Funding, voltado exclusivamente para colocar recursos em empresas criadas por negros, mulheres, LGBTQIA+ e indígenas da América Latina. Ela é CEO e fundadora da Dima, empresa que faz a ponte de negócios entre América Latina e o mercado árabe a partir do Qatar, e investidora em múltiplas áreas em empresas de tecnologia, turismo, agricultura e mercado imobiliário. Agora, se dedica a impulsionar negócios criados por grupos diversos. Focado em negros no Brasil O Brasil deve ser o principal mercado do fundo por ter o maior ambiente de negócios da região. Por aqui, o recorte racial será dominante porque, apesar de 56% dos brasileiros ...

Leia mais
Seção eleitoral é preparada em escola de Santiago; votação ocorrerá em dois dias por causa da pandemia Foto: Martin Bernetti/AFP

Constituinte do Chile vai ter metade de mulheres

Os chilenos elegerão neste sábado e domingo os 155 deputados constituintes que serão responsáveis por redigir a nova Constituição do país. A eleição ocorre sete meses após o histórico plebiscito que optou por uma nova Carta. Dezessete vagas são reservadas para povos indígenas. As mulheres serão metade dos eleitos, uma paridade inédita em uma Convenção Constitucional. Para o historiador, antropólogo e professor da Universidade Católica do Chile, Rodrigo Mayorga, a paridade de gênero na redação de uma Constituição traz benefícios importantes. Um deles é garantir que aqueles que tomam as decisões representem de maneira adequada os que votaram por eles. O outro é a legitimidade. “Nada melhor do que uma mulher para discutir assuntos que são pertinentes a elas, que estão relacionados às experiências delas. Um exemplo é o aborto.” Em razão da pandemia, a eleição, que já tinha sido adiada uma vez, ocorrerá em dois dias e o objetivo é que a ...

Leia mais
Foto: Leo Patrizi/Getty Images

Dia das mães, 2021

A estrutura que me cerca odeia as mães, assim como odeia as mulheres. Uma categoria quase mitológica, que deve ser louvada, a menos que ‘erre’. E errará, sempre errará, de qualquer jeito, mesmo que seja para sobreviver, estará falhando miseravelmente. E todo e qualquer erro será grafado com letras garrafais. A condenação será perpétua, mesmo que as condições de vida dessa mãe sejam absurdas e muito provavelmente isso jamais será considerado no julgamento que ocorrerá em todas as instâncias sociais. A forma como nos condicionam a um ideal de maternidade branca, cis, ocidental, e ao mesmo tempo emancipada, nos coloca quase na obrigação de odiar nossos filhos, e talvez seja esse o ponto em que as maternidades possam se classificar enquanto revolucionárias. Apesar de vocês, ainda amamos nossos filhos. Com muito custo, peso, dor, e longe muito longe da incondicionabilidade que nos impõem. A precariedade de afeto na criação materna ...

Leia mais
Vítima foi agredida pelo marido e teve dificuldades para conseguir proteção do Estado. — Foto: Reprodução/TV Globo

Mulheres agredidas que vivem em comunidades do RJ relatam dificuldade para conseguir proteção

Mulheres agredidas que vivem em comunidades encontram um obstáculo a mais para conseguir proteção do Estado. "Particularmente, eu acredito que ainda estou em recuperação em relação a isso. Hoje eu faço uso de três medicações, calmantes e um antidepressivo. Então acabei desencadeando isso. A depressão, a ansiedade ", diz uma vítima agredida pelo companheiro, que encontrou dificuldade para conseguir ajuda. Ela prefere não se identificar porque o ex-companheiro ainda está solto e vive escondida em uma casa que ele não sabe onde fica. As lembranças da agressão ainda moram bem perto. "Eu descobri uma traição dele. E nesse questionamento da traição, nessa discussão, ele veio para cima de mim mais uma vez para me bater. Ele me deu muito soco. Muito, muito, muito soco. No rosto, na costela, na cabeça, nos meus braços e eu tentando me proteger. Os meus braços ficaram todos marcados. Mão, eu tentava levara mão no ...

Leia mais
(crédito: Fernando Lopes/CB/D.A Press)

CPI do Feminicídio aponta falhas do poder público na proteção de mulheres

Dados do relatório da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Feminicídio, obtidos com exclusividade pelo Correio, deixam evidentes as falhas do poder público em proteger mulheres vítimas deste crime. Em 100% dos casos, os agressores eram reincidentes em violência doméstica, de acordo com as informações levantadas pelo grupo de investigação. Uma atuação célere, punição e a criação de uma rede de proteção poderiam ter evitado a dor que se abateu sobre as vítimas, familiares e amigos. Foram analisados 90 processos entre 2019 e 2021. O feminicídio é um delito cruel que deixa marcas por gerações, sejam nos pais ou filhos das vítimas, e cria traumas com impactos profundos em todo o círculo social das mulheres assassinadas. Somente neste ano, sete casos foram registrados na capital federal. Um dos maiores problemas encontrados pela comissão é a falta de integração entre os serviços de proteção. A conclusão dos distritais é a de que ...

Leia mais
Logo da ONU em sede de Nova York (Imagem: Lucas Jackson)

ONU: Mulheres e meninas foram esquecidas na resposta mundial à pandemia

Ativistas de 128 organizações de proteção a mulheres ligadas a ONU (Organização das Nações Unidas) lançaram um alerta para a comunidade internacional: há um grande risco de o mundo dar passos para trás em relação aos direitos das mulheres durante a pandemia de covid-19. Por isso, afirmam, é preciso um esforço urgente para evitar que isso aconteça. As entidades, concentradas na Europa e na Ásia, pedem que os governos garantam um diálogo eficaz com a sociedade civil para garantir que as necessidades da população feminina estejam no centro das políticas adotadas em resposta à pandemia. Para os grupos, é preciso levantar dados e estatísticas sobre o impacto da crise sanitária com recorte de gênero, sabendo, assim, quais os maiores desafios para mulheres e facilitando a criação de políticas públicas específicas. Entre os maiores problemas, adiantam, estão a dificuldade de acesso à Justiça, o aumento da carga de trabalho doméstico sem remuneração, ...

Leia mais
Escadaria da rua Cristiano Viana zona oeste de São Paulo, amanheceu com lambe-lambe em homenagem à vereadora Marielle Franco, morta a tiros no Rio (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

“Violência aumenta com mais mulheres nas eleições”, avalia Talíria Petrone

O Brasil registrou, nos últimos cinco anos 327 casos de violência política, sendo 125 assassinatos e atentados, 85 ameaças, 33 agressões, 59 ofensas, 21 invasões e 4 casos de criminalização. Isso sem contar com o período pós eleições municipais de 2020. Em 2019, foi uma ocorrência a cada três dias, segundo dados do relatório "Violência Política e Eleitoral no Brasil", organizado pela Terra de Direitos e pela Justiça Global. E é por causa desses números que a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) realiza, nesta segunda-feira, (03) a audiência pública Violência política contra mulheres negras. A própria deputada já foi vítima de violência política. Em 2019, enviou uma carta de denúncia à ONU relatando ameaças a sua vida. Em uma delas, a pessoa afirmou que tinha o objetivo de "jogar uma bomba na piranha que o PSOL elegeu". Em documento, ela pediu que o governo brasileiro tomasse medidas concretas para garantir a sua segurança. Talíria ...

Leia mais
Beatriz Amparo, coordenadora de dados da secretaria da mulher da Prefeitura do Rio, apresenta o projeto Mapa da Mulher Carioca - Foto: Ricardo Cassiano/Prefeitura do Rio de Janeiro

Dados são aliados na formulação de políticas públicas para as mulheres

Orientar novas narrativas e futuros, a partir das mulheres, em especial de negras, periféricas, LBTI+ e as que contemplem outros tipos de diversidades, é um ato de retribuição às humanidades silenciadas. A pluralidade de vozes e vivências possibilita a construção de um serviço público que tenha como premissa o combate às desigualdades sociais. Com isso, o surgimento de uma nova compreensão social, com o olhar para equidade de gênero e raça, necessariamente precisa contemplar a participação das mulheres na formulação e na tomada de decisão. Atender as demandas sociais depende de um bom diagnóstico, que deve contemplar indicadores sobre as características, as condições sociais, as potencialidades e as fragilidades da população. Se por um lado, os jovens precisam de esforços para obter mais recursos em educação e os idosos necessitam de serviços assistenciais e previdenciários, por outro, as mulheres em situação de violência requerem espaços de apoio, acolhimento, políticas e ...

Leia mais
Elaine Mineiro, candidata a vereadora pelo Quilombo Periférico, pelo PSOL (Foto: Reprodução/Facebook/Quilombo Periférico)

Artigo: Mulheragem

Expressão ao ato público como mostra de admiração a uma mulher. (dic) As celebrações do 8 de março, Dia Internacional da Mulher, um dia histórico de luta das trabalhadoras, também foram marcadas com a palavra homenagem, palavra que na origem vem do provençal omenatge, todos da família do homem (do latim hominem, acusativo de homo), dicionário Houaiss. Apesar de semanticamente afastadas da palavra homem, a etimologia permite ligar estas palavras à família de palavras. Por esse motivo, em março de 2021 a Mandata Coletiva Quilombo Periférico decidiu usar o termo Mulheragem para celebrar e demonstrar admiração às mulheres negras e trabalhadores que entraram para a história. Mulheres como Soujouner Truth que em 1851, na Convenção dos Direitos da Mulher em Akron, levantou-se para uma multidão e questionou se por ser negra, não seria também mulher. Como Maria Carolina de Jesus, uma das escritoras mais lidas do Brasil, que teve sua ...

Leia mais
Ana Fontes, criadora do Instituto Rede Mulher Empreendedora e da iniciativa "Heróis Usam Máscaras", que distribuiu 12 milhões de máscaras na pandemia - Foto: Renato Stockler

‘Recuperação econômica passa por investir em mulheres e estado não olha para elas’, diz finalista do Prêmio Empreendedor Social

À frente de uma rede de 750 mil empreendedoras brasileiras, a alagoana Ana Fontes criou um projeto modelo de política pública no país. "Heróis Usam Máscaras" gerou renda justa para 6.500 costureiras, distribuiu 12 milhões de máscaras, fortaleceu ONGs e movimentou pequenas economias locais. Fundadora da Rede e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), Ana representa o Brasil no W20, braço da ONU que trata de igualdade de gênero nas 20 maiores economias. “No mundo inteiro se fala que a recuperação econômica passa por investir em mulheres e nosso estado não está olhando para elas”, diz. Para além do aspecto econômico, dar autonomia financeira e autoestima contribuem para tirar mulheres de círculos de violência. Por isso, na pandemia, o IRME fechou parceria com o Ministério Público de São Paulo para acolhê-las em seus programas. A finalista do Prêmio Empreendedor Social do Ano, que vai à votação popular na Escolha do Leitor, ...

Leia mais
Getty Images

A saúde mental de trabalhadoras após um ano de pandemia

Regina Candido, 47, sempre sonhou em ser enfermeira. Após anos trabalhando como atendente em supermercados, profissionalizou-se por meio de cursos técnicos e, aos 40 anos, realizou o sonho da graduação em enfermagem. Hoje, é pós-graduada em urgência de UTI e trauma. O primeiro cargo na profissão, no entanto, veio em meio à pandemia, para trabalhar diretamente com pacientes infectados pela COVID-19. “Apesar de toda a tristeza gerada pela doença, algumas portas foram abertas, porque a demanda é grande diante do número de pessoas com COVID-19 e superlotamento de hospitais”, diz. Linha de frente do combate à doença no país, ao lado de mais de 2 milhões de enfermeiros, sendo 85% composto por mulheres,  segundo o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Regina mora em Perus, extremo noroeste da capital paulista, e todos os dias gasta ao menos 3h atravessando a cidade de trem e metrô para cuidar de outras pessoas. “Minha maior ...

Leia mais
Imagem: POLONEZ/SHUTTERSTOCK

Mulheres de favelas sofrem com dificuldade de acesso a programas contra violência doméstica

“Para nós, a fala verdadeira não é somente uma expressão de poder criativo; é um ato de resistência, um gesto político que desafia políticas de dominação que nos conservam anônimos e mudos. Sendo assim, é um ato de coragem —e, como tal, representa uma ameaça. Para aqueles que exercem o poder opressivo, aquilo que é ameaçador deve ser necessariamente apagado, aniquilado e silenciado.” (Bell Hooks) Começamos essa prosa com a certeza de sermos porta-vozes daquelas que foram silenciadas por meio de violências. Não queremos dar voz para quem sempre conseguiu gritar, mas, sim, ampliar o acesso desses gritos para além dos muros invisíveis de territórios vulneráveis. Quando se trata de violência contra mulheres, sempre ouvimos falar da Lei Maria da Penha. Apesar de ser um marco na conquista do direito à proteção e ao cuidado, essa lei precisa ser oferecida junto de uma rede de apoio legal, assistencial, psicossocial e ...

Leia mais
"Mulheres aprendem que não são responsáveis só pelos próprios sentimentos, mas também pelo dos outros" (Foto: Getty Images)

Por que nós, mulheres, estamos sempre pedindo desculpas? 

Nos últimos dias andei pensando muito no significado da palavra "desculpa". Essa reflexão nasceu depois de uma reunião de trabalho, quando foi apresentado a mim e ao meu time uma proposta de campanha que girava em torno do tema. Na hora, eu e boa parte da equipe, majoritariamente formada por mulheres, pensamos "será que nós, mulheres, pedimos tantas desculpas assim?". A resposta logo apareceu. Em diversas reuniões e ações do meu dia a dia em que, quase como vício de linguagem, um pedido de desculpas saía. Foi a partir daí que me questionei: por que as mulheres estão sempre pedindo desculpas? Por que expressamos essa palavra em excesso sempre antes de nos posicionarmos ou simplesmente para justificar ações do cotidiano? Estudos mostram que esse fenômeno tem raízes histórico-culturais e religiosa que serve como elemento estruturante e legitimador de tal prática, entre outras tantas que nós, mulheres, sofremos diariamente. Recordo das ...

Leia mais
Foto: AdobeStock

A Mulher da Outra

Mariana em meio ao espanto observa os cenários estampidos, uma realidade doída. O tempo é grande e Mariana entende a vida da outra. Era hora de escrever sobre o violento cotidiano de uma desconhecida. Respira. Inspira. Porque em tempos de aglomeração e pouco espaço, sobram desafetos. O texto é o diário vivido por alguém. Uma mulher sem nome... Todos os dias da vida dela é um empurrão. Mas era o trivial. Senta, reza, acende uma vela. Pede a Deus mais paciência. E se puder inventa, conta umas mentiras, esconde debaixo do travesseiro o choro que ninguém vê. Lava a louça, esfrega com força as panelas, assustada quando ele grita. Se ele cisma que a esponja tem gordura, coitada, as marcas roxas se sobressaem. A situação estava complicada demais. Por alguns instantes, ela imaginou um final. Uma garrafa de pimenta poderia ser uma arma. Ou quem sabe: Óleo quente das sobras ...

Leia mais
Imagem retirada do site Az Mina

Propostas desfavoráveis às mulheres podem ganhar apoio de novas lideranças no Congresso

Era agosto de 2020, em meio à pandemia de coronavírus, quando o caso de uma criança de 10 anos que engravidou após ser violentada por um tio, no Espírito Santo, ganhou o noticiário brasileiro. O Tribunal de Justiça do estado concedeu a ela o direito previsto em lei de interromper a gravidez fruto de um estupro, mas as reações vieram de todos os lados, inclusive do Congresso. O número de projetos de lei que tratam do tema aborto ou violência sexual na Câmara e no Senado cresceram 77% e 56%, respectivamente, entre 2019 e 2020, segundo levantamento do Elas no Congresso, plataforma de monitoramento legislativo da Revista AzMina. Mas a reação de deputados e senadores tem sido negativa para mulheres e meninas: a maior parte dos projetos é desfavorável. E, com a nova configuração do Congresso, os retrocessos podem vir a tramitar mais facilmente. Os projetos de lei criados em reação ao caso do Espírito Santo, ...

Leia mais
A secretária-adjunta da ONU Mulheres, Asa Regner, ex-ministra da Igualdade de Gênero da Suécia (Foto: Arquivo pessoal/Reprodução)

Sobrecarga doméstica de mulheres é problema de Estado, diz secretária da ONU

A divisão injusta de trabalho doméstico entre homens e mulheres deve ser alvo de políticas públicas, e não apenas uma questão familiar, defende a secretária-adjunta da ONU Mulheres, Asa Regner. "Existe uma noção de que o que acontece dentro de uma família é algo que você não consegue melhorar com decisões políticas, mas isso não é verdade", afirma ela em entrevista à Folha. Para Regner, ministra da Igualdade de Gênero na Suécia entre 2014 e 2018, o mundo está longe de alcançar as metas propostas para igualdade de gênero na Conferência de Pequim, marco internacional sobre o tema. O plano de ação adotado por 189 países em 1995 inclui o fim da violência contra a mulher, a promoção da igualdade econômica e o acesso de mulheres e meninas a serviços de saúde, inclusive reprodutiva. A secretária também diz que, sem fiscalização, cotas para mulheres na política são ineficazes. Qual é ...

Leia mais
Mulheres participam de marcha no Dia Internacional da Mulher em frente ao Congresso, em Buenos Aires - Foto: Martín Zabala

O Estado também viola os direitos da mulher

A mais de 1.500 km de Buenos Aires, em um canto remoto do Chaco argentino na província de Formosa, mais de 80 mulheres grávidas da comunidade indígena wichi denunciaram a perseguição policial e as transferências forçadas para centros de isolamento do governo para serem submetidas a cesáreas. As mulheres, supostamente escondidas no mato, denunciaram à Câmara que, após as cesáreas forçadas, as mulheres são separadas sem aviso prévio, e por até 14 dias, de seus bebês que são levados para centros de neonatologia em hospitais da capital provincial. Essa escandalosa denúncia de violência obstétrica –violência exercida por profissionais de saúde que afeta o corpo e os processos reprodutivos das mulheres– foi rejeitada pelo Governo da província como um ato midiático de uma rede de televisão. A politização do tema e a ausência das denúncias formais têm posto a denúncia em questão. Entretanto, como em outros casos, o medo dessas e ...

Leia mais
Conceição Macedo (Foto: Reprodução/ Youtube)

Documentário “Salvador, Mulheres e Histórias” homenageia personalidades femininas

Em homenagem ao mês da Mulher e ao aniversário de 472 anos da capital baiana, foi lançado o documentário "Salvador, Mulheres e Histórias", que traz a trajetória e os propósitos de vida de grandes mulheres de Salvador. São elas: Negra Jhô, Conceição Macedo, Daniele Nobre, Carla Lis, Tânia Toko, Aldaci dos Santos e Rita Cliff Conceição. Para conhecer essas histórias, é só acessar o site ou o Youtube do Shopping Piedade. No Instagram e no Facebook do estabelecimento serão publicados os depoimentos individuais de cada personagem. O documentário São Salvador da Bahia, cidade histórica, berço de guerras e batalhas ao longo de 472 anos, representando em muitas passagens resistência, perseverança, inovação, berço de uma cultura ímpar e sempre se destacando pela sua beleza, alegria, leveza e uma gastronomia de lamber os “beiços”. Poderíamos estar falando da história de uma mulher, de dezenas de centenas delas, muitas que habitam esta capital ...

Leia mais
Página 1 de 7 1 2 7

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist