quarta-feira, setembro 23, 2020

    Tag: Mulheres

    Rita de Cássio Anjos, pesquisadora na área de Astrofísica e uma das vencedoras do prêmio Para Mulheres na Ciência, da L'Oréal Foto: Arquivo Pessoal / Arquivo Pessoal

    ‘Não existe incentivo para pessoas negras na ciência’, diz astrofísica vencedora de prêmio para mulheres cientistas

    Preconceitos estruturais impedem que um número maior de mulheres optem por carreiras na Ciência, um caminho que é ainda mais difícil para as negras, que enfrentam discriminação dupla, o racismo e o machismo. Um levantamento divulgado este ano pelo Open Box da Ciência mostra que entre os pesquisadores com doutorado em Ciências Exatas e da Terra no Brasil, 68,9% são homens e apenas 31,1% mulheres. A astrofísica Rita de Cássia Anjos, de 36 anos, desafia essa lógica. Mulher, negra, com uma adolescência pobre, hoje ela investiga a origem dos raios cósmicos e sua possível relação com galáxias de intensa formação de estrelas — conhecidas como galáxias starburst. Também colabora em projetos de inclusão para jovens com deficiência nas Ciências exatas e equidade de gênero na astronomia. Rita é a vencedora na categoria Ciências Físicas do prêmio Para Mulheres na Ciência, promovido pela L'Oréal, Unesco Brasil e Academia Brasileira de Ciências ...

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    Imagem: Getty Images

    Mulheres, pardos e pretos estão mais vulneráveis a passar fome no Brasil

    Em mais da metade das casas comandadas por mulheres ou pessoas autodeclaradas pardas, a fome foi vivenciada em alguns momentos entre 2017 e 2018. A incerteza com a alimentação é crescente nessas famílias e também nas de pretos em comparação com as famílias comandadas por homens e brancos. Os dados são da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017-2018 divulgada hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No período estudado, o Brasil apresentou o pior nível de segurança alimentar desde 2004 — se comparado à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de anos anteriores, em 2013, 2009 e 2004. Em 2004, o índice era de 65,1%. Atualmente, está em 63,3%. Em 2013, melhor taxa da série, ele chegou a 77,4%. Escala Brasileira de Segurança Alimentar Gênero e raça influenciam índice A pesquisa revela que fatores como gênero e raça do responsável pelas despesas do domicílio impactam na escala, ...

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    Imagem: iStock

    Brasil, o cativeiro das mulheres

    Como era de se esperar, e quem estuda a história sabe que os direitos das mulheres são os primeiros a serem questionados e atacados em momentos de crise, o Brasil se tornou um imenso cativeiro para mulheres de todas as raças e classes sociais. Quem já tomou consciência disso tenta se proteger e também a outras mulheres, mas há quem ache que tudo segue dentro da mais absoluta normalidade e que falar disso é uma grande bobagem. Coisa de feminista que não tem mais o que fazer. Não importa em qual grupo você se encontra. Se você é mulher, você está em risco. Em uma única semana ganha espaço nos portais de notícia da internet a história de duas mulheres. Histórias de um pesadelo vivido por Mariana Ferrer e Patricia Garcia. Dignas de um filme de terror, as histórias vividas por estas mulheres são retratos contundentes do que é ser ...

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    Carteira de trabalho Foto: Agência O Globo/Jornal Extra

    Participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor em 30 anos, diz Ipea

    O desemprego na pandemia atingiu com mais força as trabalhadoras no Brasil. De acordo com um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o Ipea, a participação das mulheres no mercado de trabalho é a menor em 30 anos. Em junho, Núbia estava feliz: tinha acabado de ser contratada depois de meses de procura. Mas o emprego como recepcionista durou só 12 dias. Não foi só com a Núbia. Tem mais mulheres fora do mercado de trabalho do que dentro dele. A participação delas, que vinha em uma tendência de alta nas últimas três décadas, caiu para apenas 46,3% entre abril de junho de 2020. Em comparação com o mesmo período de 2019, a queda foi de 7 pontos percentuais. A participação dos homens no mercado de trabalho também diminuiu, mas menos: 6 pontos percentuais. O pesquisador do Ipea vê algumas razões para a perda de espaço das mulheres. “O ...

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    Marcha das Mulheres 2017 (Foto: Natália Carneiro)

    A cruzada contra as mulheres brasileiras

    Em um primeiro momento, as forças que sustentam movimentos ultraconservadores parecem ser heterogêneas e dispersas. Um olhar atento revela que essas forças estabelecem articulações inusitadas, como as alianças do Brasil com Arábia Saudita, Bahrein, Qatar, Paquistão, Egito, Afeganistão e Sudão no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Único país ocidental nessa articulação, o Brasil, que professa majoritariamente o cristianismo, aliou-se a países islâmicos e ultraconservadores onde as mulheres são, ainda, cidadãs de segunda categoria. É importante que as mulheres brasileiras, cidadãs com plenos direitos, saibam que, na esfera das Nações Unidas, é com esses países que o Brasil se alia em temas relativos aos seus direitos humanos. Em nome de quem fala o Brasil ao adotar tal posição na ONU? Em reunião do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, cujo tema principal era a aprovação de resolução proposta pelo México sobre a discriminação contra mulheres e meninas, o Brasil, ...

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    Bolivianos em trabalho análogo ao da escravidão Imagem: Apu Gomes/Folhapress

    Moda escrava: mulheres são maioria em trabalho indigno na área têxtil em SP

    No ano passado, 139 pessoas foram resgatadas em condições análogas ao trabalho escravo em São Paulo. Segundo levantamento inédito do Ministério Público do Trabalho do estado, feito a pedido de Universa, entre as vítimas 44 eram mulheres. E, dessas 44, 43 trabalhavam em oficinas de costura. Apenas uma atuava como doméstica. Os dados abrangem a capital, o Grande ABC e a Baixada Santista. O setor têxtil é o que mais recebe denúncias por recrutar pessoas de forma insalubre na região. E as mulheres são a grande maioria das vítimas em condição de trabalho análogo à escravidão nesse setor. Segundo especialistas, a exploração delas é um efeito do machismo nesse meio, que vê na tarefa de corte e costura algo a ser realizado por esse público, e também por ser de fácil aprendizado para elas. O Código Penal brasileiro identifica trabalho análogo à escravidão aquele em que as condições de trabalho ...

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    Ilana Weizman, uma das criadoras do "HaStickeriot", que prega cartazes nas ruas, em Tel Aviv, Israel (Foto: AFP)

    Mulheres em Israel rompem silêncio após estupro de adolescente por 30 homens

    Na esteira do #Metoo, a nova plataforma “Mais de 30” amplia as vozes das mulheres vítimas de agressão sexual em Israel, em meio ao choque provocado pelo estupro de uma adolescente por 30 homens. Há vários dias, testemunhos de agressões e assédio sexual se multiplicam nas redes sociais em hebreu, depois que se tornou conhecido o estupro em grupo de uma menina de 16 anos em um hotel da cidade turística de Eilat (sul). “Qualquer mulher sabe que existem mais de 30 estupradores no país”, afirma a iniciativa feminista Mitsad Hanashim (Marcha das Mulheres). Em sua página do Facebook, pede às mulheres vítimas de violência sexual que inscrevam em sua plataforma online “Mais de 30” os nomes de seus agressores e a idade que tinham quando ocorreram os fatos. “Existem dados sobre a violência contra as mulheres, mas já é hora de associar esses dados aos nomes (dos agressores) e ...

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    A estudante de Psicologia Julia Aquino, de 23 anos, é do Rio de Janeiro Foto: Arquivo Pessoal

    ‘Espero que as mulheres possam receber de volta os cuidados que estão tendo que dar hoje’, diz a estudante de Psicologia Julia Aquino

    Desde o início da pandemia, especialistas alertam que as mulheres estão entre os grupos mais vulneráveis aos efeitos da crise gerada pela Covid-19. Por isso, na semana de 10 a 15 de agosto, Celina publica uma série de matérias e entrevistas em que 11 brasileiras — todas entre 18 e 24 anos, pertencentes a regiões e classes sociais diferentes — contam como veem o futuro de sua geração. Elas refletem sobre seus sonhos, preocupações e expectativas, revelando como o novo coronavírus atinge as vidas das jovens mulheres brasileiras. Leia a entrevista com Julia Aquino: Julia Aquino, de 23 anos, é estudante de Psicologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mulher com deficiência física e ativista. Ela também é criadora da página no Instagram Milita PCD, na qual publica textos informativos e reflexivos sobre o tema. — Não foi nada planejado, começou com uma implicação minha de querer ...

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    (Foto: Imagem retirada do site Século Diário)

    Festa das Ciatas celebra mulheres do samba e na culinária

    Em sua segunda edição, a Festa das Ciatas em 2020 acontece de quinta-feira a domingo desta semana (13 a 16). O evento busca valorizar a presença das mulheres no samba e na culinária popular dos morros. A primeira edição aconteceu com o público ocupando e circulando a região em torno da Praça Costa Pereira, no Centro de Vitória, com shows e barracas de artesanato e alimentação. Diante da situação de pandemia, o evento foi ampliado para vários dias com atividades online e ao vivo. "A vontade de continuar a pauta da mulher na cultura afro-brasileira falou mais alto e transformamos a 2ª edição da Festa da Ciatas em material para a internet, mais precisamente em lives", diz Marilene Pereira, integrante do Coletivo Afoxé, que organiza a Festa das Ciatas e transmitirá toda programação em sua conta no Instagram. Um dos destaques é a presença de Helena Teodoro, filósofa, historiadora e ...

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    George Floyd foi assassinado em 25 de maio por um policial branco, Derek Chauvin, em Mineápolis Imagem: SHANNON STAPLETON/REUTERS

    Mulheres se unem para eleger 1ª parlamentar negra no estado de George Floyd

    O estado de Minessota, nos Estados Unidos, nunca teve uma senadora negra — este ano, no entanto, após o assassinato de George Floyd por um policial branco em Mineápolis, quatro mulheres negras se candidataram a uma vaga no Senado. Agora, o estado pode eleger uma mulher negra pela 1ª vez em 162 anos. Zina Alston Fizer, Aarica Coleman, Marquita Stephens e Laverne McCartney Knighton concorrem em diferentes distritos e têm jornadas políticas diferentes, mas todas atuam junto à comunidade no combate ao racismo e decidiram concorrer após a morte de Floyd. "Quando George Floyd foi assassinado, isso simplesmente me atingiu de forma diferente", disse Coleman, à Elle norte-americana. "Eu estava cansada, estou cansada de trabalhar nos bastidores e esperar. Esperar que as pessoas que estão fazendo política se preocupem com ele ". "Eu disse: 'Quer saber? Eu tenho experiência em política. Não preciso mais ficar nos bastidores'. Quando George Floyd ...

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    Imagem: iStock

    Pandemia amplia canais para denunciar violência doméstica e buscar ajuda

    Entre as consequências mais graves do isolamento social, medida de proteção contra a pandemia do novo coronavírus, está o aumento dos casos de violência contra mulheres e meninas no Brasil e em diversos países do mundo. De acordo com pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, houve um crescimento de 22,2% de feminicídios entre março e abril deste ano em relação a 2019. Ainda segundo a pesquisa, as mulheres também encontram maior dificuldade em realizar denúncias de violência doméstica neste momento, o que leva a uma redução dos registros de crimes em delegacias de polícia. Diante dessa nova crise de violência contra a mulher, surgiram novos canais para tentar oferecer às vítimas opções seguras para fazerem as denúncias, além dos meios já tradicionais. Universa reúne aqui telefones, sites, aplicativos e chats que podem ser úteis para mulheres em situação de violência. Sem ferimentos graves: procure a Delegacia da Mulher se ...

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    Ativista moçambicana Graça Machel durante participação no Fronteiras do Pensamento, em 2019 - Greg Salibian - Divulgação

    ‘Nenhum país trata mulheres como seres completos’, afirma Graça Machel

    A discriminação que sofrem mulheres e negros e a forma como nasce a desigualdade social dentro de cada um são temas abordados por Graça Machel em depoimento ao Fronteiras do Pensamento. ​ “Não há país nenhum no mundo que eu possa dizer que trata as mulheres como seres humanos completos, inteiros. Mesmo no caso de a mulher ter formação superior, expertise, ela ganha um menor salário. Todos os outros critérios estão absolutamente preenchidos, mas ela é mulher e só por isso ela tem que receber menos. Não há país no mundo que possa gabar-se de que já atravessou essas fronteiras”, afirma a ativista. O preconceito racial também é sentido e comentado pela moçambicana. Veja o vídeo. “O fato de eu ter a pele mais escura já faz com que eu seja considerada inferior. Mas, se eu rasgar uma veia minha, o sangue que sai daqui é tão vermelho quanto de ...

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    Debora Mattos, diretora de Operações da Coca-Cola Brasil (Foto: Rodrigo Felha / Divulgação)

    Sob pressão, empresas encaram a diversidade e mudam estruturas para contratar mais negros, mulheres e LGBTs

    Com a pressão crescente de consumidores, clientes, movimentos sociais e dos próprios empregados, grandes empresas começam a dar um passo além das peças de marketing e das boas intenções na direção da diversidade em seus quadros funcionais. Causas contra o racismo, a desigualdade de gênero e a LGBTfobia começam a se refletir no ambiente corporativo de forma mais estruturada, com metodologias, investimentos e metas. E não é só para ficar bem na foto e reduzir riscos à reputação. As companhias seguem evidências de que cabeças diferentes favorecem a inovação, ampliam mercados e aumentam lucros. Há mais oportunidades, mas ainda faltam negros, mulheres e pessoas LGBTQ+ no topo. A frente racial ganhou impulso com os protestos antirracistas no mundo provocados pelo caso George Floyd nos EUA há dois meses. Além de um posicionamento antirracista, as empresas são cobradas pela coerência: não adianta fazer publicidade contra o racismo sem contratar negros ou ...

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    O chanceler do governo Bolsonaro, Ernesto Araújo Foto: ADRIANO MACHADO / Reuters

    A pátria é pária e antifeminista

    O Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) vota nesta semana duas importantes resoluções para definir e assegurar o compromisso internacional dos Estados em relação aos direitos das mulheres. Os debates têm como foco o combate à discriminação e à violência de gênero, como a condenação da prática de mutilação genital feminina. Durante a negociação dos textos em votação, o Brasil pediu a retirada de parágrafos inteiros que recomendavam o pleno acesso de mulheres à saúde e a direitos sexuais e reprodutivos. A delegação brasileira foi contra a inclusão do artigo que preconizava o acesso a informações e métodos contraceptivos, bem como ao aborto seguro e legal e à prevenção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, HIV e cânceres reprodutivos. Essa conduta consolida o posicionamento retrógrado do governo Bolsonaro e seu alinhamento com Estados reconhecidamente párias na defesa dos direitos humanos. Desde o ano passado, o Brasil ...

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    Thingdesign Artist

    Recriando nossas potencialidades e enfrentando o medo de contar nossa própria história

    Por que é tão difícil para nós mulheres negras falarmos sobre o que pensamos, como pensamos e para quem pensamos? Por que nós, capazes intelectualmente de construir, de criticar, de resolver problemas, dentre outras coisas que as mulheres negras fazem com maestria, constantemente somos atemorizadas pelo processo de produção intelectual? Eu, Wézya, ocasionalmente fico me perguntando do porquê escrevo —  ou mais ultimamente —  não escrevo com tanta frequência. Fico relembrando de como a escrita pra mim sempre esteve nesse lugar de subterfúgio, onde na infância/adolescência me utilizava da escrita (e também da leitura desenfreada) para criar histórias e fugir das perversidades dos colegas racistas do colégio. É impressionante que revisitando essas memórias eu me dei conta de como o refúgio que eu encontrava na escrita, era uma forma de não me sentir tão muda, tal qual Maya Angelou ao ter perdido sua voz na infância. Eu tinha aspirações de ...

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    As mulheres e a choupana

    Para que você entenda a história, peço para que deixe o máximo que possas fora da roda. Se possível traga a alma da criança curiosa, daquela que não se preocupa com a lógica. Senta-se, fique de cócoras, deite-se no chão, fique à vontade. Já viste um pau de fita? A música é mais ou menos assim. Cada uma recebe os primeiros raios do sol do jeito que lhe cabe; Uma pegam a trouxa de roupa e vai a fonte; Outras esquentam a água para o café e a preparam o de comer aos seus; Algumas só a água barrenta tem para cozinhar os últimos grãos de feijão Outras se dirigem para a condução, precisam esquentar a panela dos outros Outras não chegarão a tempo de pegar seus filhos acordados seja do sono da noite ou da morte E já se preparam para um novo labor, dia aqui outro acolá Cada ...

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    A sociedade é uma trapaça

    A sociedade trapaceira, deveria ser parceira. Mas mata todo dia jovens por besteiras. Ela não está de brincadeira. Outra noite queimou as bruxas na fogueira. Mulheres bruxas, bruxas mulheres. Deixem-nas fazerem o que quiserem. Mataram Marias e Marieles. Eu me pergunto, o que vocês mais querem? Hoje de novo liguei no jornal. Morte de um marginal, perai… Marginal? Não, era só mais uma criança inocente brincando em seu quintal. Mas um corpo negro que chegou ao fim antes do final. Até agora nenhuma notícia dos culpados. Entretanto quem está preocupado com os culpados? Eram negros… Menos um para o estado. Esse tipo de notícia se repete todo dia. Morre preto, pobre, mulher, viado, trans, sapatão. Um foi de tiro, o outro inocente na prisão, sem falar na depressão. A mulher assediada sem razão, os jovens marginalizados, sem futuro, sem perdão. Sangue preto escorre em suas mãos.  Mônica Silva   ** ...

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    “Sigam as elefantas: mulheres em tempos de pandemia”

    Na selva africana, os caminhos para evitar caçadores e predadores, o conhecimento da memória coletiva, os alarmes e saudações da manada são liderados pela elefanta mais velha. É ela quem transmite aos animais sob seu comando a segurança para seguir adiante, quem dá o alerta para recuar, quem reconhece o perigo e decide o que fazer, para onde ir. Ela é a mais velha, a mais sábia, a liderança inconteste que abre os caminhos para que todos sigam em segurança. Ela nunca se esquece e nada teme. As mulheres gregas desenhavam os perfis de seus amados na parede a partir da sombra projetada enquanto dormiam para que não fossem esquecidos depois de morrerem na guerra. Beatriz Galindo, a Latina, dama de companhia de Isabel de Castilha, a rainha católica, para não perder a guarda dos filhos quando ficou viúva, se tornou freira e assim, na prática, foi a primeira mulher ...

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    Projetos promovem ações solidárias voltadas para mulheres em situação de vulnerabilidade durante a pandemia de coronavírus. Foto: Arte sobre foto do Pixabay

    Coronavírus: mulheres em todo o Brasil precisam de ajuda. Veja o que você pode fazer por elas

    As mulheres estão entre os grupos mais afetados pelas consequências sociais e econômicas da pandemia do coronavírus. Elas são maioria entre os trabalhadores informais, ainda recebem salários menores e também sofrem com a violência doméstica, que tem crescido no período de isolamento domiciliar. Por isso, diversos projetos pelo país estão organizando ações solidárias voltadas para mulheres em situação de vulnerabilidade. Para quem quiser e puder ajudar, a equipe de CELINA preparou uma lista de iniciativas que reúnem doações para essas mulheres. Essa pode ser uma forma de colocar a sororidade em prática nesse momento tão difícil. Confira: Apoie uma empreendedora periférica Rio de Janeiro O projeto, organizado pelo coletivo e start-up As Josefinas, arrecada doações para comprar cestas básicas, kit limpeza, kit infantil e hortifruti (adquirido de produtores locais) para cerca de cem microempreendedoras da Zona Oeste carioca e seus familiares. A cada R$ 1 doado, os patrocinadores da campanha ...

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    Naiá Braga / TV Bahia

    Um risco a frente: a banalidade das mortes

    Março foi um mês atípico. Abril tem demonstrado que a normalidade dos dias é um sonho ainda distante. Os gráficos com mortos e contaminados tem postergado qualquer fio de esperança. Novos cotidianos são instaurados: checagens térmicas, lojas fechadas, isolamentos, saudades. Também novos debates: negacionistas usam das mais cínicas das máscaras para nos dizer das desigualdades e dos limites de alguns para manterem o isolamento. Reivindicam o retorno da economia como se tal medida expressasse apenas a preocupação em atender o alto número de trabalhadores do Brasil que atuam na informalidade nos últimos anos. Apesar de falaciosas, as preocupações negacionistas chamam a atenção para cenários reais: as pessoas ainda estão nas ruas. Noticiários mostraram primeiro a exposição de grupos mais empobrecidos nas filas para recebimento de doações de cestas básicas em Salvador. Mais tarde, no Rio, sujeitos desconhecedores de smartphones e ainda não integrados à moderna sociedade da informação se aglomeraram ...

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