Tag: Questões de Gênero

Mayara Silva de Souza (Foto: Enviada ao Portal Geledés pela autora)

As últimas depois de ninguém: meninas em privação de liberdade

Início este texto agradecendo todas as mulheres, especialmente às mulheres negras, que vieram antes de mim, e também aquelas com as quais andamos juntas e às que estão por vir. Para além de março e da luta, desejo que tenhamos ar para que, depois desta longa ausência de motivos, possamos sorrir juntas e com tantas outras. Junto às mulheres “livres” que me inspiram quero referenciar as mais de 200 meninas e mulheres em privação de liberdade que, por meio do Sarau Asas Abertas, desde 2012 me ensinam sobre o que significa na prática ser um ser humano cada dia melhor, sem vocês minha prática feminista seria ainda mais falha e incompleta, pois enquanto vocês não forem “livres” não será completa. Mundialmente março é um mês marcado por muitas comemorações e celebrações às mulheres, mesmo com altos números de violência doméstica, feminicídio, desigualdade de salários e de direitos, muitas flores e ...

Leia mais
Agência Brasil/EBC

Mulheres pretas

Conversar com a atriz Ruth de Souza era como viver a ancestralidade. Sinto o mesmo com Zezé Motta. Sua fala, imortalizada no filme "Xica da Silva', tece ventos que suavizam nossa face. Há coisas que marcam a existência, e sutilezas, como delicado palimpsesto, tatuado em camadas na nossa memória e nossa pele. Vai um caso. Em 2020, minha neta Alika, hoje com três anos, foi "pega" pela mãe batendo panelinha da janela da casa onde mora, no bairro do Méier, no auge dos protestos contra Bolsonaro (me recuso a chamar de presidente). A precocidade está no sangue das mulheres pretas. E não se aplica só a Alika, mas a todas as mulheres. Elas combateram à escravidão, de dentro da senzala e da casa-grande, onde já se perpetravam estupros coletivos, e, na resistência, o feminicídio. Na luta das letras, nada justifica o apagamento de Maria Firmina dos Reis e Carolina Maria ...

Leia mais
(Foto: @EZEKIXL/ Nappy)

Representatividade na propaganda ainda está longe do ideal, diz pesquisa da ONU Mulheres e Heads Propagands

O cenário de polarização e a legitimação de discursos que diminuem, desvalorizam e esvaziam pautas identitárias, de raça e de gênero se refletem na publicidade. É o que mostra a 9ª onda da pesquisa TODXS, um estudo desenvolvido pela ONU Mulheres e pela Heads Propaganda, viabilizado pela Aliança Sem Estereótipos, movimento que visa conscientizar anunciantes, agências e a indústria da propaganda em geral sobre a importância de eliminar os estereótipos nas campanhas publicitárias. Desde a primeira edição do estudo em 2015 até agora, já foram avaliadas 22.253 inserções de comerciais de televisão e 5.769 posts no Facebook. Se havia um movimento para que essa comunicação das marcas pudesse desconstruir imagens e padrões que estimulam violências físicas, simbólicas ou morais, o momento atual é de retrocesso e estagnação. O levantamento tradicionalmente mapeia como gênero e raça são representados pela publicidade brasileira e este ano traz dados inéditos sobre a representação de ...

Leia mais

“Não aceitamos ganhar menos”, diz coletiva negra em carta aberta

“Nosso posicionamento é objetivo: as mulheres negras não aceitam ganhar menos que qualquer pessoa que desempenhe as mesmas profissões, cargos e funções”. É o que diz um dos trechos da carta aberta sobre a desvalorização do trabalho de mulheres negras ‘Não aceitamos ganhar menos‘, organizado pela Coletiva Negras que Movem. Lançada nesta quarta-feira (30), a carta tem como objetivo jogar luz à histórica desigualdade salarial entre brancos e negros, principalmente no que diz respeito ao trabalho desenvolvido por mulheres pretas e pardas. “Com Mãe Stella aprendemos que as pessoas não valem pelos cargos sociais ou postos religiosos que possuem, mas sim pelo simples fato de existirem. As mulheres negras não só existem, como movimentam R$ 704 bi por ano na economia brasileira”, aponta um trecho. A coletiva é formada por 23 mulheres negras contempladas pelo Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, do Fundo Baobá, que ...

Leia mais
Debora Diniz pesquisa o aborto no Brasil há 25 anos Foto: Arquivo Pessoal

Debora Diniz: ‘A criminalização do aborto mata, persegue e não reconhece a capacidade de escolha das mulheres’

O aborto não saiu do debate público desde que o caso da menina do Espírito Santo, grávida aos 10 anos de idade após ser estuprada por um tio, veio à tona no mês passado. A pressão sofrida pela criança para manter a gravidez, mesmo tendo o direito legal de interrompê-la, e as cenas de extremistas religiosos em frente ao hospital onde ela seria atendida a chamando de assassina geraram revolta. Pouco tempo depois, a mobilização se voltou para a uma portaria editada pelo Ministério da Saúde que dificultava o acesso ao aborto legal em caso de estupro ao obrigar os profissionais de saúde a notificarem à polícia ao acolher mulheres vítimas de violência sexual e a informarem a gestante sobre a possibilidade de visualização do feto por meio de ultrassonografia. A medida foi imediatamente repudiada por uma série de especialistas em direitos reprodutivos e representantes do movimento de mulheres, e ...

Leia mais
A primeira turma de medicina da federal do Recôncavo teve 12 alunos negros, cerca de 40% do total dos formandos - Arquivo pessoal/Imagem retirada do site Folha de São Paulo

Homem branco com ensino médio privado e superior público tem renda maior

Fazer ensino médio em escola privada e universidade pública, realidade de uma minoria de brasileiros, resulta em salários maiores no futuro. Mas a vantagem não é proporcional entre todos os formandos dessas modalidades de ensino mais valorizadas, aponta estudo do Insper. Mesmo entre aqueles que cursaram o ensino superior público, um homem branco chega a ganhar em média quase 160% a mais do que uma mulher negra (considerando a soma de autodeclaradas pretas e pardas). E esse diferencial não está ligado somente à escolha de cursos, já que mesmo dentro de uma mesma profissão a vantagem dos homens brancos se mantém. Entre médicos que se formaram em universidade pública, por exemplo, um homem branco ganha em média R$ 15,1 mil, um homem negro R$ 10,6 mil, uma mulher branca R$ 6,6 mil e uma mulher negra R$ 6,4 mil. “Há uma estratificação bem clara: quem mais ganha é o homem branco, ...

Leia mais
A estudante Nina da Hora (Foto: Lucas Borba)

Conheça Nina da Hora, nome quente na luta pela equidade de gênero e raça na tecnologia

Erê vive em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, num lar com sete cachorros, seis “salsichas” e um poodle. Em junho, estava aprendendo a andar: se locomovia bem em terrenos planos e desviava de obstáculos com precisão. Mas em chão acidentado, como o do quintal da casa, se atrapalhava um pouco mais. Erê, ao contrário do que possa parecer, não tem pernas, pois não é gente. Ele tem rodinhas, afinal é um robô — e ainda possui uma placa Julieta, plataforma Falcon e sensores ultrassônicos e de refletância analógica (apetrechos que estas páginas não dariam conta de explicar). É obra criada por umas das jovens mentes mais promissoras da ciência da computação no Brasil: Ana Carolina da Hora, de 25 anos, mais conhecida como Nina da Hora. Moradora de Caxias e estudante da PUC-Rio, a dona dos pets e do Erê têm feito sucesso com sua proposta de descomplicar e ...

Leia mais
Arte: Mayara Almeida do Nascimento

A onça

Conto Karina esfrega as mãos. A água fria toca a pele confirmando parte de uma presença. O rosto no espelho reflete encontro e estranheza com a outra de si mesma. As manchas pretas estão por toda face. Simula um sorriso e os caninos saltam da boca. A cara de onça veio pra ficar. O primeiro sinal do animal aconteceu quando Karina tinha sete anos. Gritaram na escola: - Karina cara de macaca! A menina voltou para casa acabrunhada. Na manhã seguinte da desfeita, acordou com uma mancha na testa mais preta que o tom de sua pele. Zelosa, a mãe levou a filha em tudo quanto foi médico. A ciência não encontrou remédio. No terreiro de mãe Joaquina, o caboclo falou: -A menina carrega a mata no corpo. Não há de ser coisa ruim, mas é preciso proteger. Mistério a gente não contesta. Mesmo sem entender a mensagem do Sete ...

Leia mais
GettyImagesBank

13 palavras e expressões da língua portuguesa para não usar mais

A língua portuguesa é o 5º idioma mais falado no mundo e possui uma sonoridade muito característica. É bastante comum ouvir gringos dizendo que os brasileiros parecem falar cantando, porque ela é mesmo bem ritmada. Prova disso são os poemas escritos em português, de Carlos Drummond de Andrade a Cecília Meireles, passando por Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque… São muitos os nomes de destaque e muitas as palavras e expressões brilhantes. Outras, contudo, inclusive usadas por muitos desses poetas, devem hoje ser evitadas a todo custo, pois são heranças de uma sociedade machista e racista. Abaixo, você encontra uma lista com estes termos que devem ser evitados e ser substituídos, porque não há mais liberdade poética que os justifiquem: 1. Mal-amada Dá a entender que uma mulher é feliz, plena e de bem com a vida se está tendo relações sexuais. O prazer feminino pode ser encontrado de ...

Leia mais
Trabalhadoras domésticas no Brasil estão sendo dispensadas sem pagamento por causa do coronavírus

Coronavírus no Brasil: 39% dos patrões dispensaram diaristas sem pagamento durante pandemia, aponta pesquisa

Desde o início da pandemia de coronavírus, 39% dos empregadores de domésticas diaristas abriram mão do serviço destas profissionais, sem entretanto manter o pagamento das diárias, indica uma pesquisa que será divulgada nesta semana. Tal percentual é ainda maior entre os entrevistados pertencentes às classes A e B - camadas da sociedade em que a renda por pessoa da família é superior ao teto de R$ 1.526 mensais que limita a classe C. Por  Ligia Guimarães, da BBC Trabalhadoras domésticas no Brasil estão sendo dispensadas sem pagamento por causa do coronavírus (Foto: Getty Images) Nesse grupo (A e B), o percentual de empregadores que dispensaram as diaristas sem pagamento é de 45%. A pesquisa indica ainda que 23% dos empregadores e empregadoras de diaristas e 39% dos patrões de mensalistas afirmaram que suas funcionárias continuam trabalhando normalmente, mesmo durante o período de quarentena. A pesquisa foi ...

Leia mais
Divulgação/Casas Bahia

Fundo Emergencial Mulher Empreendedora

A Fundação Casas Bahia Nosso propósito é fortalecer comunidades e temos um olhar especial para microempreendores, por isso desenvolvemos e apoiamos iniciativas que promovem a capacitação e o fortalecimento de negócios locais e de geração de renda nas periferias. Da Casas Bahia  Divulgação/Casas Bahia O Fundo Emergencial Mulher Empreendedora O Fundo Emergencial tem o objetivo de apoiar microempreendedoras nesse período de crise. Serão selecionadas 2 mil mulheres para receber a doação de R$500,00 para investir em seus negócios.     O que estão falando Acreditamos que iniciativas de transferência direta de recursos, como essa da Fundação Casas Bahia é extremamente inovadora e necessária para mulheres empreendedoras das comunidades.- Helena Casanovas Viera, presidente da Aliança Empreendedora     Inscreva-se    Leia Também:  Fundo de Apoio Emergencial: Covid-19 Doações Emergências para o Fundo Baobá Edital para apoiar pessoas e comunidades no combate ao Coronavírus já esta aberto Chamada Pública ...

Leia mais
Médica Adriana Melo, que fez a relação entre zika e microcefalia Imagem: Bruno Landim Pedersoli/UOL

6 mulheres que fizeram história no combate a epidemias no país e no mundo

Com a pandemia de covid-19, causada pelo novo coronvaírus, e inevitável que olhemos para o passado e relembremos fatos históricos ligados a outras doenças que afetaram o mundo. No Universa Médica Adriana Melo, que fez a relação entre zika e microcefaliaImagem: Bruno Landim Pedersoli/UOL Abaixo, listamos alguns dos nomes femininos de maior destaque nas pesquisas que combateram epidemias anteriores. Veja: Brasileira descobriu relação entre zika e microcefalia, mas teve que insistir para ser ouvida Adriana Melo é médica de gestações de alto risco em uma maternidade pública de Campina Grande (PB) e foi a primeira pessoa a apresentar provas da relação entre os crescentes casos de microcefalia na região, em 2015, e o vírus da zika. Segundo ela, levou quase dois meses para colocar em prática suas ideias de tratamento, pois não era ouvida pelos companheiros. Em fevereiro de 2016, quando a OMS (Organização Mundial da ...

Leia mais

Como será o mundo pós pandemia? Pesquisadora da UnB aposta em novos valores para humanidade

Para Débora Diniz, 'é do desamparo que vamos conseguir imaginar outras formas de vida'. Professora fala ainda sobre como isolamento social rompe redes de apoio de mulheres; leia entrevista. Por Marília Marques, do G1 Débora Diniz, pesquisadora da Universidade de Brasília — Foto: Arquivo pessoal Um mês após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, os países ainda estão aprendendo a lidar com regras de isolamento social, com o crescimento exponencial de casos do novocoronavírus e os impactos econômicos e sociais da doença. No Brasil, aulas foram suspensas, comércios estão fechados e as famílias de baixa renda serão atendidas por benefícios emergenciais do governo. Do outro lado, até quem passava longe do status de vulnerabilidade social se viu em busca de alternativas para contornar a crise. Em meio ao desamparo e aos aprendizados de como lidar com a situação, cientistas sociais fazem ...

Leia mais

Mulheres em tempos de pandemia: os agravantes de desigualdades, os catalisadores de mudanças

A chegada do coronavírus tem trazido uma transformação completa da forma como vivemos, nos relacionamos e trabalhamos. Os dados mudam a cada hora e estamos todas e todos sem muitas respostas para a maioria das questões que se apresentam. Todos serão impactados direta e indiretamente pela pandemia. No entanto, mesmo em meio ao desconhecimento do que está por vir, uma coisa já está clara: o abalo sentido pelos grupos mais vulneráveis, especialmente as mulheres, será maior, mais profundo, mais complexo e certamente mais duradouro. Da Think Olga A Think Olga e a Think Eva existem para criar impacto positivo na vida das mulheres por meio de soluções inovadoras. Para alcançar este objetivo, nos dedicamos a conhecer a fundo a realidade de um problema para poder enfrentá-lo de forma efetiva e oferecer possíveis respostas. Este é o objetivo deste relatório: servir de radar, trazer informações de qualidade relevantes à perspectiva de ...

Leia mais

A pena vermelha – Um conto de cor

Era uma manhã como muitas outras. Daquelas que começam cedo, com um beijo de “bom dia” da mãe, na ponta do nariz. O menino levantou da cama e foi direto para a cozinha, com a barriga roncando de fome. Sentou-se à mesa no seu lugar de sempre, esperando o leite quentinho com chocolate que sua mãe preparava todos os dias, antes de levá-lo a escola. Era uma manhã como outra qualquer. Mas não foi uma manhã qualquer. Por Caroline Balado Pereira, enviado para o Portal Geledés  Desenho feito pelo meu filho de Caroline Balado, o desenho a inspirou a escrever essa história (Arquivo Pessoal) Ela estava de pé, olhando o redemoinho de leite e chocolate que se formava enquanto ela girava a colher dentro da caneca e pensou, distraída: “porque é tão difícil mesclar esse chocolate com o leite? Demora tanto para ficar homogêneo! preciso mexer e ...

Leia mais
Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago/ Artista: Ailén Possamay

Pandemia COVID-19 e as mulheres

Todos sabemos apontar e compreender, mesmo com as muitas mudanças ocorridas, os já estabelecidos papéis de gênero, onde às mulheres caberia o lugar de “cuidadoras”, de “donas de casa”, de principais responsáveis pelos domicílios e pelas famílias. Por Marlise Matos. no Anpocs Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago (Artista: Ailén Possamay) Em tempos de pandemia da COVID-19, infelizmente, esses papéis podem mais uma vez atuar contra as próprias mulheres, colocando-as ainda mais em risco e vulnerabilidade. Basta olhar para qualquer hospital, Unidade de Pronto Atendimento ou Posto de Saúde para perceber que as mulheres são a imensa maioria da força de trabalho na área da saúde. Wermelinger et al (2010) identificaram, a partir dos dados censitários do Brasil sobre a nossa força de trabalho em saúde, o fenômeno da feminização da força de trabalho na saúde. Dos trabalhadores de nível superior nessa ...

Leia mais
Ingra, Erika, Ester, Flávia e Jaqueline formam o time que sequenciou o gene do coronavírus. Dedicação que comprova a excelência da ciência brasileira (foto: Almir R. Ferreira /SCAPI IMT )

Ciência é assunto de mulher

Pesquisadoras brasileiras se destacam ao desenvolver ciência e mostram ao mundo o poder feminino Por Hélio Euclides, no Maré Online Grupo coordenado pela professora Ester Sabino (Imagens: SCAPI IMT/Almir R Ferreira)   O assunto do momento é o novo coronavírus. O primeiro passo numa luta é conhecer o adversário: sequenciar o genoma do vírus, que permite monitorar as diferentes entradas no Brasil, entender de onde ele veio e algumas características do crescimento, mutação e medidas a serem tomadas. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a decifrar a sequência da amostra do primeiro caso de infecção da Covid-19 no país, em apenas 48 horas, por meio de cinco pesquisadoras. As biomédicas Jaqueline Goes de Jesus, Ingra Morales, Flávia Salles e a farmacêutica Erika Manuli são as pesquisadoras do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), dentro do Instituto Adolfo Lutz (IAL). ...

Leia mais
(AP Photo/Mahesh Kumar A.)

Capital, pandemia e os papéis do feminismo

Ultraliberais querem decidir quem vive ou morre. A maioria — com raça, gênero e classe social segregadas — amarga o medo e a exclusão. É a necropolítica, descrita pelo filósofo Achile Mbembe. Mas brecha da mudança foi aberta… Por SOS Corpo, no Outras Palavras Foto: AP Photo/Mahesh Kumar A. Por SOS Corpo, na coluna Baderna Feminista A rápida expansão da pandemia de coronavírus pelo mundo e a tragédia sanitária e socioeconômica por ela instalada nos coloca face a face com a profunda insegurança social em que o capitalismo jogou populações inteiras, as mais empobrecidas. Já ultrapassamos os 30 mil mortos e não temos condições de prever até onde vamos diante deste cenário de incertezas. A outra questão impiedosa deste processo é a voz dos poderosos querendo transparecer como algo que nos afeta indistintamente, em termos de classe, gênero, raça/etnia. Isso é um mito. Em tempos de pandemias, as ...

Leia mais
Anna durante implantação do sistema Aqualuz na comunidade quilombola de São Gonçalo, em Contendas do Sincorá, Bahia Arquivo pessoal

Água limpa

A soteropolitana Anna Luísa Beserra Santos, 22 anos, está ajudando a mudar a vida de famílias que sofrem com a falta de água potável na região do semiárido brasileiro. Criadora de tecnologia para desinfecção de água da chuva captada por cisternas, em 2019 a cientista foi a vencedora do prêmio Jovens Campeões da Terra na categoria América Latina e Caribe, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em reconhecimento a ações de jovens empreendedores com ideias inovadoras para o futuro do planeta. Por Sidnei Santos de Oliveira, do FAPESP Anna durante implantação do sistema Aqualuz na comunidade quilombola de São Gonçalo, em Contendas do Sincorá, BahiaArquivo pessoal O sistema criado por Anna – intitulado Aqualuz – foi aperfeiçoado durante a graduação em biotecnologia, concluída em 2018 na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em 2015, ela fundou a startup Safe Drinking Water for All (SDW), voltada para ...

Leia mais
Imagem: Gênero e Número

Maioria entre informais, mulheres têm lugar central na inédita renda emergencial

Por três meses, mães chefes de família terão acesso a R$ 1200 para enfrentar crise do coronavírus; medida atende principalmente à população feminina negra, historicamente mais precarizada Por Giulliana Bianconi* no Gênero e Número Imagem: Gênero e Número Haverá renda mínima emergencial de R$ 1.200 na crise do coronavírus para mães trabalhadoras informais que não contam com cônjuge na criação dos filhos. Elas fazem parte de um dos grupos nominalmente contemplados no texto aprovado pela Câmara nesta quinta-feira (26), que propõe a Renda Emergencial Básica por três meses para a população trabalhadora de baixa renda. A medida, acordada entre líderes com chancela do governo, deve ser validada pelo Senado nos próximos dias e tem forte impacto na vida de milhões de mulheres e seus filhos. Não é a primeira vez que mulheres são reconhecidas como centrais no núcleo familiar por programas de assistência social. “O Bolsa ...

Leia mais
Página 1 de 241 1 2 241

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist