quinta-feira, outubro 15, 2020

    Tag: Questões de Gênero

    “Não aceitamos ganhar menos”, diz coletiva negra em carta aberta

    “Nosso posicionamento é objetivo: as mulheres negras não aceitam ganhar menos que qualquer pessoa que desempenhe as mesmas profissões, cargos e funções”. É o que diz um dos trechos da carta aberta sobre a desvalorização do trabalho de mulheres negras ‘Não aceitamos ganhar menos‘, organizado pela Coletiva Negras que Movem. Lançada nesta quarta-feira (30), a carta tem como objetivo jogar luz à histórica desigualdade salarial entre brancos e negros, principalmente no que diz respeito ao trabalho desenvolvido por mulheres pretas e pardas. “Com Mãe Stella aprendemos que as pessoas não valem pelos cargos sociais ou postos religiosos que possuem, mas sim pelo simples fato de existirem. As mulheres negras não só existem, como movimentam R$ 704 bi por ano na economia brasileira”, aponta um trecho. A coletiva é formada por 23 mulheres negras contempladas pelo Programa de Aceleração do Desenvolvimento de Lideranças Femininas Negras: Marielle Franco, do Fundo Baobá, que ...

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    Debora Diniz pesquisa o aborto no Brasil há 25 anos Foto: Arquivo Pessoal

    Debora Diniz: ‘A criminalização do aborto mata, persegue e não reconhece a capacidade de escolha das mulheres’

    O aborto não saiu do debate público desde que o caso da menina do Espírito Santo, grávida aos 10 anos de idade após ser estuprada por um tio, veio à tona no mês passado. A pressão sofrida pela criança para manter a gravidez, mesmo tendo o direito legal de interrompê-la, e as cenas de extremistas religiosos em frente ao hospital onde ela seria atendida a chamando de assassina geraram revolta. Pouco tempo depois, a mobilização se voltou para a uma portaria editada pelo Ministério da Saúde que dificultava o acesso ao aborto legal em caso de estupro ao obrigar os profissionais de saúde a notificarem à polícia ao acolher mulheres vítimas de violência sexual e a informarem a gestante sobre a possibilidade de visualização do feto por meio de ultrassonografia. A medida foi imediatamente repudiada por uma série de especialistas em direitos reprodutivos e representantes do movimento de mulheres, e ...

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    A primeira turma de medicina da federal do Recôncavo teve 12 alunos negros, cerca de 40% do total dos formandos - Arquivo pessoal/Imagem retirada do site Folha de São Paulo

    Homem branco com ensino médio privado e superior público tem renda maior

    Fazer ensino médio em escola privada e universidade pública, realidade de uma minoria de brasileiros, resulta em salários maiores no futuro. Mas a vantagem não é proporcional entre todos os formandos dessas modalidades de ensino mais valorizadas, aponta estudo do Insper. Mesmo entre aqueles que cursaram o ensino superior público, um homem branco chega a ganhar em média quase 160% a mais do que uma mulher negra (considerando a soma de autodeclaradas pretas e pardas). E esse diferencial não está ligado somente à escolha de cursos, já que mesmo dentro de uma mesma profissão a vantagem dos homens brancos se mantém. Entre médicos que se formaram em universidade pública, por exemplo, um homem branco ganha em média R$ 15,1 mil, um homem negro R$ 10,6 mil, uma mulher branca R$ 6,6 mil e uma mulher negra R$ 6,4 mil. “Há uma estratificação bem clara: quem mais ganha é o homem branco, ...

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    A estudante Nina da Hora (Foto: Lucas Borba)

    Conheça Nina da Hora, nome quente na luta pela equidade de gênero e raça na tecnologia

    Erê vive em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, num lar com sete cachorros, seis “salsichas” e um poodle. Em junho, estava aprendendo a andar: se locomovia bem em terrenos planos e desviava de obstáculos com precisão. Mas em chão acidentado, como o do quintal da casa, se atrapalhava um pouco mais. Erê, ao contrário do que possa parecer, não tem pernas, pois não é gente. Ele tem rodinhas, afinal é um robô — e ainda possui uma placa Julieta, plataforma Falcon e sensores ultrassônicos e de refletância analógica (apetrechos que estas páginas não dariam conta de explicar). É obra criada por umas das jovens mentes mais promissoras da ciência da computação no Brasil: Ana Carolina da Hora, de 25 anos, mais conhecida como Nina da Hora. Moradora de Caxias e estudante da PUC-Rio, a dona dos pets e do Erê têm feito sucesso com sua proposta de descomplicar e ...

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    Arte: Mayara Almeida do Nascimento

    A onça

    Conto Karina esfrega as mãos. A água fria toca a pele confirmando parte de uma presença. O rosto no espelho reflete encontro e estranheza com a outra de si mesma. As manchas pretas estão por toda face. Simula um sorriso e os caninos saltam da boca. A cara de onça veio pra ficar. O primeiro sinal do animal aconteceu quando Karina tinha sete anos. Gritaram na escola: - Karina cara de macaca! A menina voltou para casa acabrunhada. Na manhã seguinte da desfeita, acordou com uma mancha na testa mais preta que o tom de sua pele. Zelosa, a mãe levou a filha em tudo quanto foi médico. A ciência não encontrou remédio. No terreiro de mãe Joaquina, o caboclo falou: -A menina carrega a mata no corpo. Não há de ser coisa ruim, mas é preciso proteger. Mistério a gente não contesta. Mesmo sem entender a mensagem do Sete ...

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    GettyImagesBank

    13 palavras e expressões da língua portuguesa para não usar mais

    A língua portuguesa é o 5º idioma mais falado no mundo e possui uma sonoridade muito característica. É bastante comum ouvir gringos dizendo que os brasileiros parecem falar cantando, porque ela é mesmo bem ritmada. Prova disso são os poemas escritos em português, de Carlos Drummond de Andrade a Cecília Meireles, passando por Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Chico Buarque… São muitos os nomes de destaque e muitas as palavras e expressões brilhantes. Outras, contudo, inclusive usadas por muitos desses poetas, devem hoje ser evitadas a todo custo, pois são heranças de uma sociedade machista e racista. Abaixo, você encontra uma lista com estes termos que devem ser evitados e ser substituídos, porque não há mais liberdade poética que os justifiquem: 1. Mal-amada Dá a entender que uma mulher é feliz, plena e de bem com a vida se está tendo relações sexuais. O prazer feminino pode ser encontrado de ...

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    Trabalhadoras domésticas no Brasil estão sendo dispensadas sem pagamento por causa do coronavírus

    Coronavírus no Brasil: 39% dos patrões dispensaram diaristas sem pagamento durante pandemia, aponta pesquisa

    Desde o início da pandemia de coronavírus, 39% dos empregadores de domésticas diaristas abriram mão do serviço destas profissionais, sem entretanto manter o pagamento das diárias, indica uma pesquisa que será divulgada nesta semana. Tal percentual é ainda maior entre os entrevistados pertencentes às classes A e B - camadas da sociedade em que a renda por pessoa da família é superior ao teto de R$ 1.526 mensais que limita a classe C. Por  Ligia Guimarães, da BBC Trabalhadoras domésticas no Brasil estão sendo dispensadas sem pagamento por causa do coronavírus (Foto: Getty Images) Nesse grupo (A e B), o percentual de empregadores que dispensaram as diaristas sem pagamento é de 45%. A pesquisa indica ainda que 23% dos empregadores e empregadoras de diaristas e 39% dos patrões de mensalistas afirmaram que suas funcionárias continuam trabalhando normalmente, mesmo durante o período de quarentena. A pesquisa foi ...

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    Divulgação/Casas Bahia

    Fundo Emergencial Mulher Empreendedora

    A Fundação Casas Bahia Nosso propósito é fortalecer comunidades e temos um olhar especial para microempreendores, por isso desenvolvemos e apoiamos iniciativas que promovem a capacitação e o fortalecimento de negócios locais e de geração de renda nas periferias. Da Casas Bahia  Divulgação/Casas Bahia O Fundo Emergencial Mulher Empreendedora O Fundo Emergencial tem o objetivo de apoiar microempreendedoras nesse período de crise. Serão selecionadas 2 mil mulheres para receber a doação de R$500,00 para investir em seus negócios.     O que estão falando Acreditamos que iniciativas de transferência direta de recursos, como essa da Fundação Casas Bahia é extremamente inovadora e necessária para mulheres empreendedoras das comunidades.- Helena Casanovas Viera, presidente da Aliança Empreendedora     Inscreva-se    Leia Também:  Fundo de Apoio Emergencial: Covid-19 Doações Emergências para o Fundo Baobá Edital para apoiar pessoas e comunidades no combate ao Coronavírus já esta aberto Chamada Pública ...

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    Médica Adriana Melo, que fez a relação entre zika e microcefalia Imagem: Bruno Landim Pedersoli/UOL

    6 mulheres que fizeram história no combate a epidemias no país e no mundo

    Com a pandemia de covid-19, causada pelo novo coronvaírus, e inevitável que olhemos para o passado e relembremos fatos históricos ligados a outras doenças que afetaram o mundo. No Universa Médica Adriana Melo, que fez a relação entre zika e microcefaliaImagem: Bruno Landim Pedersoli/UOL Abaixo, listamos alguns dos nomes femininos de maior destaque nas pesquisas que combateram epidemias anteriores. Veja: Brasileira descobriu relação entre zika e microcefalia, mas teve que insistir para ser ouvida Adriana Melo é médica de gestações de alto risco em uma maternidade pública de Campina Grande (PB) e foi a primeira pessoa a apresentar provas da relação entre os crescentes casos de microcefalia na região, em 2015, e o vírus da zika. Segundo ela, levou quase dois meses para colocar em prática suas ideias de tratamento, pois não era ouvida pelos companheiros. Em fevereiro de 2016, quando a OMS (Organização Mundial da ...

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    Como será o mundo pós pandemia? Pesquisadora da UnB aposta em novos valores para humanidade

    Para Débora Diniz, 'é do desamparo que vamos conseguir imaginar outras formas de vida'. Professora fala ainda sobre como isolamento social rompe redes de apoio de mulheres; leia entrevista. Por Marília Marques, do G1 Débora Diniz, pesquisadora da Universidade de Brasília — Foto: Arquivo pessoal Um mês após a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, os países ainda estão aprendendo a lidar com regras de isolamento social, com o crescimento exponencial de casos do novocoronavírus e os impactos econômicos e sociais da doença. No Brasil, aulas foram suspensas, comércios estão fechados e as famílias de baixa renda serão atendidas por benefícios emergenciais do governo. Do outro lado, até quem passava longe do status de vulnerabilidade social se viu em busca de alternativas para contornar a crise. Em meio ao desamparo e aos aprendizados de como lidar com a situação, cientistas sociais fazem ...

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    Mulheres em tempos de pandemia: os agravantes de desigualdades, os catalisadores de mudanças

    A chegada do coronavírus tem trazido uma transformação completa da forma como vivemos, nos relacionamos e trabalhamos. Os dados mudam a cada hora e estamos todas e todos sem muitas respostas para a maioria das questões que se apresentam. Todos serão impactados direta e indiretamente pela pandemia. No entanto, mesmo em meio ao desconhecimento do que está por vir, uma coisa já está clara: o abalo sentido pelos grupos mais vulneráveis, especialmente as mulheres, será maior, mais profundo, mais complexo e certamente mais duradouro. Da Think Olga A Think Olga e a Think Eva existem para criar impacto positivo na vida das mulheres por meio de soluções inovadoras. Para alcançar este objetivo, nos dedicamos a conhecer a fundo a realidade de um problema para poder enfrentá-lo de forma efetiva e oferecer possíveis respostas. Este é o objetivo deste relatório: servir de radar, trazer informações de qualidade relevantes à perspectiva de ...

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    A pena vermelha – Um conto de cor

    Era uma manhã como muitas outras. Daquelas que começam cedo, com um beijo de “bom dia” da mãe, na ponta do nariz. O menino levantou da cama e foi direto para a cozinha, com a barriga roncando de fome. Sentou-se à mesa no seu lugar de sempre, esperando o leite quentinho com chocolate que sua mãe preparava todos os dias, antes de levá-lo a escola. Era uma manhã como outra qualquer. Mas não foi uma manhã qualquer. Por Caroline Balado Pereira, enviado para o Portal Geledés  Desenho feito pelo meu filho de Caroline Balado, o desenho a inspirou a escrever essa história (Arquivo Pessoal) Ela estava de pé, olhando o redemoinho de leite e chocolate que se formava enquanto ela girava a colher dentro da caneca e pensou, distraída: “porque é tão difícil mesclar esse chocolate com o leite? Demora tanto para ficar homogêneo! preciso mexer e ...

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    Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago/ Artista: Ailén Possamay

    Pandemia COVID-19 e as mulheres

    Todos sabemos apontar e compreender, mesmo com as muitas mudanças ocorridas, os já estabelecidos papéis de gênero, onde às mulheres caberia o lugar de “cuidadoras”, de “donas de casa”, de principais responsáveis pelos domicílios e pelas famílias. Por Marlise Matos. no Anpocs Imagem: Isso que chamam de amor é trabalho não pago (Artista: Ailén Possamay) Em tempos de pandemia da COVID-19, infelizmente, esses papéis podem mais uma vez atuar contra as próprias mulheres, colocando-as ainda mais em risco e vulnerabilidade. Basta olhar para qualquer hospital, Unidade de Pronto Atendimento ou Posto de Saúde para perceber que as mulheres são a imensa maioria da força de trabalho na área da saúde. Wermelinger et al (2010) identificaram, a partir dos dados censitários do Brasil sobre a nossa força de trabalho em saúde, o fenômeno da feminização da força de trabalho na saúde. Dos trabalhadores de nível superior nessa ...

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    Ingra, Erika, Ester, Flávia e Jaqueline formam o time que sequenciou o gene do coronavírus. Dedicação que comprova a excelência da ciência brasileira (foto: Almir R. Ferreira /SCAPI IMT )

    Ciência é assunto de mulher

    Pesquisadoras brasileiras se destacam ao desenvolver ciência e mostram ao mundo o poder feminino Por Hélio Euclides, no Maré Online Grupo coordenado pela professora Ester Sabino (Imagens: SCAPI IMT/Almir R Ferreira)   O assunto do momento é o novo coronavírus. O primeiro passo numa luta é conhecer o adversário: sequenciar o genoma do vírus, que permite monitorar as diferentes entradas no Brasil, entender de onde ele veio e algumas características do crescimento, mutação e medidas a serem tomadas. O Brasil foi o primeiro país da América Latina a decifrar a sequência da amostra do primeiro caso de infecção da Covid-19 no país, em apenas 48 horas, por meio de cinco pesquisadoras. As biomédicas Jaqueline Goes de Jesus, Ingra Morales, Flávia Salles e a farmacêutica Erika Manuli são as pesquisadoras do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP), dentro do Instituto Adolfo Lutz (IAL). ...

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    (AP Photo/Mahesh Kumar A.)

    Capital, pandemia e os papéis do feminismo

    Ultraliberais querem decidir quem vive ou morre. A maioria — com raça, gênero e classe social segregadas — amarga o medo e a exclusão. É a necropolítica, descrita pelo filósofo Achile Mbembe. Mas brecha da mudança foi aberta… Por SOS Corpo, no Outras Palavras Foto: AP Photo/Mahesh Kumar A. Por SOS Corpo, na coluna Baderna Feminista A rápida expansão da pandemia de coronavírus pelo mundo e a tragédia sanitária e socioeconômica por ela instalada nos coloca face a face com a profunda insegurança social em que o capitalismo jogou populações inteiras, as mais empobrecidas. Já ultrapassamos os 30 mil mortos e não temos condições de prever até onde vamos diante deste cenário de incertezas. A outra questão impiedosa deste processo é a voz dos poderosos querendo transparecer como algo que nos afeta indistintamente, em termos de classe, gênero, raça/etnia. Isso é um mito. Em tempos de pandemias, as ...

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    Anna durante implantação do sistema Aqualuz na comunidade quilombola de São Gonçalo, em Contendas do Sincorá, Bahia Arquivo pessoal

    Água limpa

    A soteropolitana Anna Luísa Beserra Santos, 22 anos, está ajudando a mudar a vida de famílias que sofrem com a falta de água potável na região do semiárido brasileiro. Criadora de tecnologia para desinfecção de água da chuva captada por cisternas, em 2019 a cientista foi a vencedora do prêmio Jovens Campeões da Terra na categoria América Latina e Caribe, promovido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em reconhecimento a ações de jovens empreendedores com ideias inovadoras para o futuro do planeta. Por Sidnei Santos de Oliveira, do FAPESP Anna durante implantação do sistema Aqualuz na comunidade quilombola de São Gonçalo, em Contendas do Sincorá, BahiaArquivo pessoal O sistema criado por Anna – intitulado Aqualuz – foi aperfeiçoado durante a graduação em biotecnologia, concluída em 2018 na Universidade Federal da Bahia (UFBA). Em 2015, ela fundou a startup Safe Drinking Water for All (SDW), voltada para ...

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    Imagem: Gênero e Número

    Maioria entre informais, mulheres têm lugar central na inédita renda emergencial

    Por três meses, mães chefes de família terão acesso a R$ 1200 para enfrentar crise do coronavírus; medida atende principalmente à população feminina negra, historicamente mais precarizada Por Giulliana Bianconi* no Gênero e Número Imagem: Gênero e Número Haverá renda mínima emergencial de R$ 1.200 na crise do coronavírus para mães trabalhadoras informais que não contam com cônjuge na criação dos filhos. Elas fazem parte de um dos grupos nominalmente contemplados no texto aprovado pela Câmara nesta quinta-feira (26), que propõe a Renda Emergencial Básica por três meses para a população trabalhadora de baixa renda. A medida, acordada entre líderes com chancela do governo, deve ser validada pelo Senado nos próximos dias e tem forte impacto na vida de milhões de mulheres e seus filhos. Não é a primeira vez que mulheres são reconhecidas como centrais no núcleo familiar por programas de assistência social. “O Bolsa ...

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    Pesquisadora do Instituto de Física da UFRGS é entrevistada na série especial 8 de Março do BdF RS - Foto: Reprodução/Instituto de Física UFRGS

    “Ciência gera desenvolvimento”: conheça uma das mais renomadas físicas brasileiras

    Para Márcia Barbosa, meio científico reflete sociedade patriarcal, na qual o papel da mulher não é ser liderança Por Fabiana Reinholz e Katia Marko, do Brasil de Fato Pesquisadora do Instituto de Física da UFRGS é entrevistada na série especial 8 de Março do BdF RS - Foto: Reprodução/Instituto de Física UFRGS Ao se falar em mulheres na Física, um nome facilmente vem à cabeça: Marie Curie (1867-1934), física e química polonesa que ficou conhecida por suas contribuições sobre radioatividade. Albert Einstein se referiu a ela como, de todos os seres celebrados, o único que a fama não corrompeu. Outros nomes que se destacam são de Elizabet Blackwell (1821-1910), física estadunidense que se tornou conhecida por ser a primeira mulher a praticar medicina nos Estados Unidos, fundadora da Universidade Médica da Mulher, e Maria Mayer (1906-1972), física teórica alemã que ganhou o Prêmio Nobel de Física ...

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    Na batalha entre plasmódio e placenta, quem sofre é o feto

    Identificação de processo inflamatório pode conduzir busca de tratamento para malária gestacional Por Maria Guimarães, da Revista Pesquisa FAPESP A enfermeira Jamille Dombrowski, à época estudante de doutorado no grupo de Marinho, examina gestante no Acre (Foto: Rodrigo Medeiros / Ufac) As mulheres que engravidam em regiões onde a malária é endêmica têm motivos de sobra para se preocupar mais do que o inerente à gestação: sofrem sérios riscos de anemia, aborto, parto prematuro e de terem bebês com baixo peso. Agora, um estudo com roedores indica que a via bioquímica responsável pelos danos ao feto tem endereço certo e um caminho de medicação, de acordo com trabalho liderado pelo biólogo Claudio Marinho, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP), publicado hoje (4/3) na revista Science Advances. Por dois anos o grupo do pesquisador acompanhou 600 grávidas na região do alto rio ...

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    Foto: Carol Oms

    Trabalhadoras informais temem não ter como alimentar os filhos em crise do coronavírus

    Maioria em trabalhos informais, mulheres perdem renda e ainda não têm acesso ao benefício anunciado pelo governo Por Helena Berto, da AzMina Foto: Carolina Oms "Sou diarista, gente, e devido à crise do coronavírus, próxima semana qualquer kitnet no bairro por R$ 110,00”. Esse foi o primeiro post de Jennifer Monah, 30 anos, em um grupo no Facebook de um bairro de classe média de São Paulo. No dia seguinte, nova postagem. “Gente, sei que todo cuidado é pouco com o coronavírus. Mas tem muita mulher sozinha que sustenta as crianças e a casa desse dinheiro. Eu tô num mato sem cachorro (…) Trabalho de máscara, luva, o que for preciso.” Sem estabilidade, sem possibilidade de trabalhar de casa, sem direitos trabalhistas e sem benefícios do governo, Jennifer é o retrato de como as trabalhadoras informais estão sendo afetadas pela pandemia do coronavírus (Covid-19) no Brasil. ...

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