A conversa de Snowden com ativista contra a discriminação racial

Edward Snowden declarou recentemente estar disponível para cumprir pena nos Estados Unidos, mediante acordo.

Edward Snowden continua a ser procurado pelos Estados Unidos, depois de ter denunciado a espionagem a cidadãos norte-americanos feita pela National Security Agency (NSA – Agência de Segurança Nacional), onde trabalhou.

Apelidado de traidor por uns, Snowden tornou-se um ativista, alertando constantemente para as violações de privacidade e o impacto que estas têm na liberdade nas pessoas. Ontem, no Twitter, uma conversa com um membro do movimento Black Lives Matter chamou a atenção de internautas na plataforma.

O Black Lives Matter (‘A vida dos negros importa) é um movimento recente que tem crescido nos Estados Unidos, na sequência de vários casos vindos a público, denunciando abusos por parte da polícia norte-americana, contra cidadãos afro-americanos.

No Twitter, um ativista do movimento, Deray McKesson, entrou em contacto com Snowden, travando uma conversa sobre justiça social, vigilância, violência de Estado e ativismo, que terminou com a combinação de um futuro encontro.

Deray questionou Snowden sobre o que pensa do Black Lives Matter. Na conversa que se desenvolveu Snowden realçou que “ao longo da história” sempre foram os mais vulneráveis que sofreram com a “vigilância injustificada”.

Deray revelou ainda que ele e outros membros do seu movimento têm estado sob vigilância das autoridades. Já Snowden realçou que este tipo de “violência arbitrária é uma ameaça à sociedade civil”.

Sobre o facto de Deray e outros ativistas estarem a ser vigiados, Snowden aconselhou organização mas também encriptação como forma de proteger mensagens internas.

A conversa terminou com um convite de Deray a Snowden para uma conversa pública (com questões logísticas ainda a serem estudadas, já que Snowden se encontra exilado na Rússia). O antigo funcionário da NSA respondeu que sim, que está disponível.

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