Tag: #BlackLivesMatter

SALVADOR, BA, Bruno e Ian Barros da Silva, foram mortos horas depois de furtarem carnes em um supermercado de Salvador Foto: Reprodução/Redes sociais (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Governo da BA afirma haver ‘racismo e ódio aos pobres’ em morte de tio e sobrinho que furtaram carne

O secretário da Segurança da Bahia, Ricardo Mandarino, reconheceu que há componentes de racismo e de ódio aos pobres na morte de Bruno Barros da Silva, 29, e Ian Barros da Silva, 19, assassinados na última semana em Salvador após furtarem carne em um supermercado. Tio e sobrinho, Bruno e Yan foram flagrados por seguranças furtando pacotes de carne no supermercado Atakadão Atakarejo, em Amaralina. No mesmo dia, ambos foram encontrados mortos no porta-malas de um carro com tiros e sinais de tortura, no bairro da Brotas. O supermercado Atakarejo não registrou boletim de ocorrência do furto, segundo informou a Polícia Civil. Familiares das vítimas dizem acreditar que tio e sobrinho foram entregues pelos seguranças do supermercado a traficantes. “Trata-se de um delito resultado desse conceito vil, tosco, desumano, deturpado de que 'bandido bom é bandido morto'. Há, nessa ação abjeta, um componente forte de racismo estrutural e ódio aos ...

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Parem de nos matar (Portal Geledés)

Enquanto processos se arrastam, PMs réus por mortes seguem trabalhando, são promovidos e até condecorados

O dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, foi assassinado, aos 26 anos, por um tiro disparado por um policial militar no Pavão-Pavãozinho, na Zona Sul do Rio, em abril de 2014. DG foi baleado pelo PM Walter Saldanha Corrêa Júnior, lotado à época na Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela, quando estava pendurado no parapeito de uma casa, tentando fugir de um tiroteio, sem chance de defesa. O rapaz, que integrava o elenco do programa “Esquenta!”, comandado por Regina Casé, na Globo, não portava arma alguma. Saldanha foi apontado como o atirador por um colega de farda, a quem teria dito, após o disparo fatal, a frase: “Acho que acertei aquele ganso” — o termo é usado por PMs para se referir a traficantes. Até hoje, entretanto, o crime está impune: o caso tramita na Justiça há mais de cinco anos sem sentença. Nesse período, o réu seguiu trabalhando na ...

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Magna Barboza Damaceno (Foto: Arquivo Pessoal)

Black Lives Matter, epistemicídio e o que nós da Psicologia temos a ver com isso?

O movimento negro no Brasil como refere a pesquisadora Lélia Gonçalves, não pode ser visto como único, justamente por ser diversas as suas pautas e ocuparem várias frentes na quais as entidades lutam para assegurar os seus direitos, assim como o movimento black lives matter nos Estados Unidos, ambos lutam por direitos humanos e liberdades fundamentais no que diz respeito a manutenção da vida, seja ela no plano político, econômico, social, cultural ou qualquer outra que se manifeste. Esta violência coletiva, perpetuada pelo Estado caracterizada pela aniquilação do sujeito a partir da sua exclusão social, restrição e discriminação nos espaços de convivência e oportunidades da vida representa não só o prejuízo da vida, bem como o seu fim, consequentemente causando o seu epistemicídio. O fortalecimento dos movimentos negros no Brasil, vem de longos passos, me remetendo a frase dita por uma médica negra, feminista e autora do livro Comunicação e ...

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João Alberto (Foto: Arquivo Pessoal)

Caso João Alberto: o que se sabe e o que falta saber após 5 meses de investigação

A morte de João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro espancado por seguranças do supermercado Carrefour, em Porto Alegre, em novembro de 2020, completa cinco meses sem previsão de julgamento. A juíza Cristiane Busatto Zardo determinou, nesta terça-feira (20), que o Instituto-Geral de Perícias (IGP) pode realizar a reprodução simulada dos fatos a partir de quinta-feira (22). Não há, segundo a delegada Vanessa Pitrez, previsão de quando isto deva ocorrer. "Enquanto não melhorar a situação da pandemia, o IGP não está realizando perícias que exigem grande número de pessoas", explica. Na semana passada, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o trâmite ao habeas corpus de Giovane Gaspar da Silva, de 24 anos, ex-policial militar temporário acusado de participar do crime. A ministra destacou que as instâncias anteriores não apreciaram o mérito do habeas corpus, o que afasta a atuação do STF no caso. Assim, a defesa do ...

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Imagem: Elcio Horiuchi/G1

Grupo de ativistas combate impunidade em casos de violência policial na periferia

Richard, Caique, Rogério... As vítimas da polícia em São Paulo têm nome, mas eles muitas vezes são esquecidos, assim como suas histórias e seus direitos. Só em 2020, 814 pessoas foram mortas por forças policiais no estado. Além de execuções, jovens moradores dos bairros de periferia também sofrem com prisões forjadas e tortura por agentes do estado, independentemente de terem ou não envolvimento com o crime. Com o objetivo de garantir a defesa dessas pessoas e combater a impunidade da violência por agentes do estado, um grupo de ativistas criou em 2017 a Rede de Proteção e Resistência Contra o Genocídio, um movimento que atua em bairros pobres da região metropolitana de São Paulo. Veja o vídeo da matéria aqui São dois grupos principais de atuação. O primeiro é formado por cerca de 40 articuladores, que vivem nas comunidades e são referência para os moradores buscarem apoio quando há ocorrências. ...

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Moradores de Minneapolis comemoram decisão do júri que considerou ex-policial culpado pela morte de George Floyd - Adrees Katif/Reuters

Pós-veredicto, espera-se que a polícia tire o joelho de nossos pescoços

Pare e escute o sopro de esperança que está no ar; chama-se justiça. “Nunca esqueça que justiça é como o amor se apresenta em público”, nos ensina um dos grandes oradores negros vivos nos EUA, Cornel West. Justiça não é revanche, é a qualidade de despir a barbaridade de seu manto de autoridade e mostrar que o policial, no caso Derek Chauvin, está nu. Nu de razão, nu de poder legal, nu de respeito pelo próximo, nu da humanidade que partilhamos. Nesta terça-feira (20), Chauvin, que, num ato de frieza macabra, espremeu seu joelho no pescoço de George Floyd por longos nove minutos em maio de 2020, foi condenado por três crimes num veredicto unânime, como a lei determina. Chauvin foi condenado por "second-degree unintentional murder" (homicídio não premeditado, mas praticado com malícia criminosa de matar durante uma lesão corporal grave), por "third-degree murder" (ato perigoso sem consideração pela vida ...

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A médica Jurema Werneck, diretora da Anistia Internacional Brasil Imagem: Divulgação/Anistia Internacional Brasil

Diretora da Anistia Internacional: EUA reconheceram morte de Floyd por racismo

A decisão unânime do júri que condenou o ex-policial Derek Chauvin pela morte de George Floyd, nos Estados Unidos, foi o reconhecimento da Justiça americana de que o assassinato decorreu do racismo estrutural do país. A avaliação é da diretora-executiva da Anistia Internacional no Brasil e ativista dos direitos humanos, Jurema Werneck. Em entrevista à CNN nesta quarta-feira (21), ela disse esperar que a condenação de Chauvin inaugure um processo de retirada do racismo das políticas públicas dos Estados Unidos e, também, do Brasil. "Como a vice-presidente disse, uma decisão da Justiça não é tudo, mas é um passo importante. Ali tivemos o reconhecimento pelo sistema judiciário de que aquela morte foi fruto do racismo", afirmou Jurema. Para ela, a mensagem que fica de todas as ações desencadeadas desde a morte de Floyd, ocorrida em maio de 2020, incluindo o afloramento do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras ...

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O presidente americano, Joe Biden, e a vice Kamala Harris durante pronunciamento na Casa Branca após julgamento do caso George Floyd (Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP)

Biden diz que condenação de ex-policial pela morte de George Floyd é ‘passo adiante’

O presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta terça-feira que a condenação do ex-policial de Minneapolis Derek Chauvin pelo assassinato de George Floyd "é um passo adiante" na luta contra o "racismo sistêmico" que "mancha a alma da nossa nação". Ele e a vice-presidente Kamala Harris pressionaram os senadores a aprovarem uma lei federal contra violência policial que leva o nome de Floyd. — O veredicto de culpa não trará George de volta — disse Biden em um pronunciamento no Salão Oval da Casa Branca. — Mas este pode ser o momento de uma mudança significativa, um passo gigante na marcha em direção à justiça nos EUA. Um júri popular de 12 membros considerou Chauvin, de 45 anos, culpado de todas as três acusações de homicídio, após três semanas de jugalmento, em que dezenas de testemunhas afirmaram que Chauvin usou força desproporcional ao imobilizar Floyd, com o joelho em seu ...

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(Foto: Geledés)

Adolescente negra de 15 anos é morta a tiros por policiais em Ohio, nos EUA

Uma adolescente negra de 15 anos foi morta a tiros pela polícia em Columbus, Ohio, na tarde desta terça-feira, 20, disseram as autoridades, pouco antes do júri responsável pelo julgamento do ex-policial Derek Chauvin condená-lo pelo assassinato de George Floyd no ano passado. A morte da menina, identificada por familiares como Makiyah Bryant, ganhou rapidamente as redes sociais e desencadeou protestos na capital de Ohio. A Divisão de Polícia de Columbus não forneceu detalhes sobre o incidente, que foi confirmado no Twitter pelo prefeito da cidade, Andrew Ginther. O prefeito afirmou que há imagens feitas pelas câmeras de corpo da polícia e pediu aos moradores que mantivessem a paz. Ativistas do 'Black Lives Matter' marcham contra o parlamento de Ohio após a morte da adolescente Makiyah Bryant. (Foto: Stephen Zenner/Getty Images/AFP) "Esta tarde, uma jovem perdeu a vida tragicamente", disse Ginther. "Não conhecemos todos os detalhes. ...

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20.abr.2021 - Mulher se emociona após saber da condenação de ex-policial Derek Chauvin pela morte de George Floyd, em Minneapolis (EUA) (Foto: Octavio Jones/Reuters)

Lágrimas de alegria e alívio após veredito sobre assassinato de Floyd

"Culpado!". Quando o veredito contra o ex-policial branco Derek Chauvin no julgamento pela morte de George Floyd foi ouvido por um alto-falante, a multidão explodiu de alegria e alívio do lado de fora do tribunal, em Minneapolis. Mais de 200 pessoas se reuniram para ouvir o veredito do julgamento contra o policial acusado de matar Floyd, um afro-americano que morreu asfixiado durante sua prisão, em um caso que gerou protestos contra a injustiça racial em todo o mundo. "Culpado de todas as três acusações", anunciou uma voz masculina em um megafone, enquanto as lágrimas escorriam por vários rostos da multidão. "Hoje celebramos a justiça para a nossa cidade", acrescentou. "Eu não posso acreditar... Culpado", disse Lavid Mack, de 28 anos, de pé em um bloco de concreto para ter uma visão melhor do que estava acontecendo. Ele não achava que Chauvin seria considerado culpado. Uma mulher saiu do meio da ...

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Manifestantes pedem justiça no julgamento da morte George Floyd, em Minneapolis (Foto: Stephen Maturen - 9.abr.21/AFP)

Júri começa a discutir veredicto de ex-policial que matou George Floyd

Os Estados Unidos aguardam, a partir desta segunda-feira (19), o veredicto do júri sobre a morte de George Floyd, um homem negro assassinado em 25 de maio do ano passado em Minneapolis, após um policial branco permanecer por quase 10 minutos ajoelhado em seu pescoço. Depois de três semanas de julgamento, em que os jurados ouviram mais de 40 testemunhas e revisitaram, diversas vezes, as imagens e a voz estremecida de Floyd suplicando “eu não consigo respirar”, os argumentos finais foram apresentados nesta segunda. Agora, o júri, composto por sete mulheres e cinco homens, vai debater a portas fechadas até chegar a uma conclusão unânime sobre as acusações que recaem sob Derek Chauvin, 44, o agente que ajoelhou em Floyd. O hoje ex-policial é acusado de assassinato e homicídio culposo e pode receber pena de até 40 anos de prisão. O júri pode decidir condenar ou absolver Chauvin de todas, ...

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Parem de nos matar (Portal Geledés)

Jovem negro é baleado na cabeça por PM à paisana em ida a mercado em SP

Um jovem negro com atraso intelectual foi baleado na cabeça por um policial militar à paisana enquanto estava a caminho de um mercado no Jardim Arantes, zona leste de São Paulo, onde compraria pão e leite na manhã desta quinta-feira (8), contam familiares. Segundo testemunhas, Thiago Aparecido Duarte de Souza, de 20 anos, foi atingido por um disparo à queima-roupa após dizer que estava desarmado e se negar a deitar no chão. Contudo o caso foi registrado na delegacia pelo próprio atirador, o cabo Dênis Augusto Soares, 37, que alegou legítima defesa ao dizer que a vítima tentou sacar um revólver calibre 38. Thiago está internado em estado grave no Hospital Geral de São Mateus sob custódia policial, já que foi preso sob a acusação de porte ilegal de arma de fogo. Uma arma foi apreendida e encaminhada ao 49º DP (São Mateus), que investiga o caso. Mas testemunhas negam ...

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Manifestantes protestam em Minneapolis, no estado americano de Minnesota, contra a morte do cidadão negro Daunte Wright em 11 de abril — Foto: Nick Pfosi/Reuters

Manifestantes entram em confronto com a polícia nos EUA após morte de jovem negro

Manifestantes entraram em confronto com a polícia neste domingo (11) em Brooklyn Center, cidade próxima a Mineápolis, após um policial matar um homem negro durante uma abordagem. A morte de Daunte Wright, de 20 anos, ocorreu a cerca de 15 km de onde George Floyd foi morto, em maio do ano passado, também durante uma ação policial nos Estados Unidos (veja mais abaixo). A polícia do Brooklyn Center disse que os policiais pararam um homem devido a uma infração de trânsito, pouco antes das 14h, e descobriram que ele tinha um mandado de prisão em aberto. Enquanto a polícia tentava prendê-lo, ele entrou no veículo e um policial atirou, segundo a corporação. O motorista ainda dirigiu por vários quarteirões antes de atingir outro veículo e morrer no local. A versão da família é diferente. A namorada de Daunte diz que ele levou um tiro antes de voltar para o carro. ...

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Família de George Floyd fecha acordo para receber R$ 150 milhões de indenização

A cidade norte-americana de Minneapolis concordou nesta sexta-feira (12) em pagar US$ 27 milhões (R$ 150 milhões) para encerrar um processo movido pela família de George Floyd por sua morte sob custódia policial. O caso que gerou protestos nos Estados Unidos contra injustiça racial e brutalidade policial. Floyd, um homem negro de 46 anos, morreu em maio do ano passado, quando Derek Chauvin, um policial branco de Mineápolis, ajoelhou-se em seu pescoço por quase nove minutos. Os últimos pedidos de ajuda de Floyd foram capturados em um vídeo amplamente assistido, dando início a um dos maiores movimentos de protesto já vistos nos Estados Unidos. O advogado da família Floyd, Benjamin Crump, disse que o acerto foi o maior acordo pré-julgamento de um processo por homicídio culposo na história do país. O tamanho significa que a morte de um negro nas mãos da polícia "não será mais considerada trivial, sem importância ou indigna ...

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(crédito: Stephanie Keith/Getty Images/AFP)

Julgamento do policial acusado da morte de George Floyd começará na segunda

Nove meses depois da morte de George Floyd lançar uma nova luz sobre a questão racial nos Estados Unidos, o julgamento contra o policial branco acusado de assassiná-lo começa nesta segunda-feira. A seleção do júri começa segunda-feira em Minneapolis no caso contra Derek Chauvin, um ex-agente do Departamento de Polícia de Minnesota (MPD), que foi filmado pressionando o seu joelho no pescoço de Floyd por quase nove minutos enquanto o afroamericano detido, que estava algemado, lutava para respirar. As imagens chocantes da morte de Floyd, de 46 anos, em 25 de maio, geraram a onda de protestos "Black Lives Matter" contra a brutalidade policial e a injustiça racial nos Estados Unidos e em capitais ao redor do mundo. O caso de Chauvin promete ser inédito em muitos aspectos: contará com advogados famosos, será realizado sob forte segurança e será transmitido ao vivo. O escritório do Procurador-Geral do Estado de Minnesota ...

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"Justiça para Daniel Prude": protesto em Rochester em setembro de 2020 (Foto: Reuters/ L. DeDario)

EUA: agentes que asfixiaram homem negro nem serão julgados

A Justiça americana eximiu nesta terça-feira (23/02) a polícia de responsabilidade no caso de Daniel Prude, um homem negro que morreu uma semana depois de ser detido de forma violenta e perder a consciência em Rochester, no estado de Nova York. A prisão ocorreu em março passado, mas as imagens da detenção vieram a público apenas em setembro, gerando uma onda de protestos no estado de Nova York. Prude, de 41 anos, sofria de problemas de saúde mental. Ele visitava o irmão em março quando aparentemente teve um surto psicótico. Ele correu pela rua pelado e foi algemado pelos policiais. Em seguida, os policiais colocaram um capuz especial em sua cabeça, um dispositivo conhecido como spit hood e usado para evitar que os detidos cuspam ou mordam. Na época, o estado de Nova York estava no estágio inicial da epidemia de coronavírus O vídeo mostra um dos policiais segurando o capuz na cabeça ...

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Geledés

Família diz que menino morto no Rio foi retirado da porta de casa pela PM

A família do adolescente Ray Pinto Faria, de 14 anos, encontrado morto ontem em um hospital do Rio com ao menos dois tiros, afirma que a criança foi retirada da porta de casa pela PM e morta em seguida. As armas dos policiais militares que participaram da ação foram apreendidas e passarão por perícia, segundo a Polícia Civil. Ray estava na frente da casa onde mora, no bairro do Campinho, na zona norte do Rio, jogando no aparelho celular, quando foi abordado. De acordo com uma tia do rapaz, que não terá o nome divulgado por questões de segurança, foram horas de buscas pela criança que foi encontrada morta no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, também na zona norte. No hospital, a família tomou conhecimento que Ray foi levado para a unidade de saúde juntamente com outras duas vítimas. De acordo com a tia, no hospital foi informado que o ...

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Foto: Ari Melo/ TV Gazeta

Moradores carregam corpos e relatam danos psicológicos após ações da PM na Baixada Fluminense

Joana, 75, foi à rua resolver tarefas cotidianas, mas a violência que atravessa a vida na Baixada Fluminense a paralisou. Na praça, havia uma pilha de corpos, amarrados pelos pés. “Era como se fossem animais, parecia um monte de bicho”, contaria depois à filha, aos prantos. Naquela terça-feira, 12 de janeiro, a Polícia Militar do Rio de Janeiro afirmou ter encontrado oito corpos em Belford Roxo, cidade a cerca de 30km da capital, palco de disputas entre facções do tráfico de drogas e grupos milicianos. No dia anterior, teve início uma megaoperação da PM que, segundo moradores da região, avançou por fevereiro. A ação ocorre a despeito da decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que restringiu as operações no estado durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo a Polícia Militar, o objetivo é instalar um destacamento que contará com 125 agentes no Complexo do Roseiral, favela controlada pelo Comando Vermelho. A corporação diz que não teve responsabilidade ...

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Manifestantes protestam em São Gonçalo, região metropolitana do Rio, contra assassinato de negros - Lucas Tavares-Folhapress

Deuses ateus: buscando reconstruir afeto numa sociedade que vê o homem negro como ameaça

“Deuses nascem todos os dias mesmo E os melhores têm a pele preta E são assassinados todos os dias pelos de pele clara Geralmente usando azul caneta Eu tenho muito amor pra dar e um filho pequeno Diz o que quer de mim Meu menino é um deus ateu Pois em algum momento vai duvidar de si” (Delacruz - Deuses Ateus) Eu aprendi a amar com um homem preto: o meu pai. E hoje perco noites de sono pensando na desumanização que nossa sociedade imprime em homens pretos. Nosso país não ama homens pretos. O Brasil não é um local seguro para homens pretos. Não é um lugar seguro para pessoas pretas. E por conta disso, hoje eu vou falar sobre contrassenso. Para uma pessoa que foi criada por um homem preto e entende isso como uma expressão de amor, não é fácil compreender uma sociedade que trata os ...

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Arquivo Pessoal

Governo do Rio sanciona Lei Ágatha, que prioriza investigação de crimes contra crianças e adolescentes

O governo do Rio de Janeiro, de Cláudio Costa, sancionou, nesta quarta-feira, 13, a “Lei Ágatha”, que prioriza investigação de crimes contra crianças e adolescentes. A Lei 9.180/21 é de autoria das deputadas Dani Monteiro e Renata Souza, ambas do PSOL, e da deputada Martha Rocha, do PDT, e garante que crimes cometidos contra a vida de crianças e adolescentes tenham prioridade na investigação. A medida recebe o nome de Ágatha Vitória Sales Félix, uma menina de 8 anos, que foi baleada e morta, em 2019, durante operação policial no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio. A nova norma estabelece que "os procedimentos investigatórios e as comunicações internas e externas referentes aos procedimentos investigatórios deverão conter o seguinte aviso escrito: 'Prioridade - Vítima Criança ou Adolescente'".   Fonte: Brasil 247

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