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A luta do CNA e as pressões internacionais

Fonte: Alô Escola – TV Cultura

Bandeira do Congresso Nacional Africano, organização no governo na África do Sul (Reprodução/ANC)

A oposição ao regime segregacionista tomou corpo na década de 60, quando o CNA, Congresso Nacional Africano, uma organização negra fundada em 1912, lançou uma campanha de desobediência civil. Nascia ali a semente de uma longa luta que culminaria no fim do apartheid, nos anos 90. A luta na África do Sul começou a sensibilizar a opinião pública mundial ainda em 1960. A polícia racista matou 67 negros durante uma manifestação liderada pelo Congresso Nacional Africano em Sharpeville, uma favela a 80 quilômetros de Joanesburgo. O “massacre de Sharpeville” provocou marchas de protesto em todo o país. Em conseqüência, o CNA foi declarado ilegal. Seu principal líder, o advogado Nelson Mandela, foi preso em 62 e depois condenado à prisão perpétua.

A dominação branca começou a perder força com o processo de descolonização em toda a África, principalmente após o fim do império colonial português e a queda do governo de minoria branca da Rodésia, atual Zimbábue, em 1980.

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