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Racistas sul-africanos: parceiros incômodos

Fonte: Alô Escola – TV Cultura

Reprodução/youtube

Para os Estados Unidos, no início dos anos 80 a situação da África do Sul era incômoda. De um lado, Washington tinha o apoio do exército sul-africano na luta contra os comunistas em toda a região. De outro lado, o apartheid provocava indignação cada vez maior em todo o mundo, tornando difícil a manutenção do apoio ao regime racista.

Do ponto de vista dos capitalistas, o apartheid não era um regime interessante, porque limitava o acesso da população negra ao mercado de consumo. Além disso, o Partido Comunista sul-africano também lutava contra o racismo, o que poderia levar a uma aproximação entre o partido e o Congresso Nacional Africano.

Em 1984, a lei marcial foi estabelecida numa tentativa de conter a revolta popular contra o apartheid. A economia do país entrou em crise, por causa das sanções internacionais adotadas para pressionar o governo racista. Os protestos prosseguiram nas ruas das principais cidades sul-africanas. Paralelamente, começou a ganhar corpo, no mundo inteiro, o movimento pela libertação do principal líder da luta contra o apartheid: Nélson Mandela.

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