Angola: Oralidade angolana fortalece teatro

Luanda – O actor Meirinho Mendes declarou hoje, quinta-feira, em Luanda, que a oralidade angolana favorece e fortalece o imaginário cénico, considerando o país um dos mais fortes à nível da tradição oral.

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Em declarações à Angop, afirmou que Angola é um país jovem, onde o teatro assenta essencialmente na riqueza oral, sublinhando que “somos dos países mais fortes a nível da tradição oral”.

Acrescenta que o dialectos e língua maternas, como o quimbundo, umbindo, fiote, kikongo e ngangula facilitam a criação de uma base oral e o imaginário cénico.

Comparou a outras realidades, como a do Brasil, onde a arte se assenta exclusivamente na língua do colonizador, limitando-a.

Falou da necessidade de massificar a arte enaltecendo a contribuição de grupos como o Elinga Teatro, Horizonte Zimba Mbandi, a fundação Sinduka Dokolu que têm uma vertente mais académica, levando o teatro mais científico até a algumas escolas.

Defendeu acções para preservar e proteger teatro angolano, referindo que o Brasil é um exemplo no estudo do teatro negro, a cultura negra e a afro-descendência.

Acha que a “mãe África” só tem é que preservar e enaltecer tudo que foi um caminho percorrido apesar de triste, devido a escravidão, mas que se tornou num triângulo culturalmente africano e forte.

Considerou fundamental a criação de espaços para a exibição das manifestações cénicas, bem equipados, que permitam exercer a actividade com alguma dignidade.

Meirinho Mendes acha importante investir-se mais na área produção artística e cultural, que ainda apresenta lacunas.

Acredita que a música já está um pouco mais independente, enquanto as artes cénicas parecem muito dependentes dos apoios do ministério da Cultura.
Falou da necessidade de promover e incentivar o mecenato e sugeriu que, a semelhança de muitos países, a criação de leis que obriguem os empresários a contribuir financeiramente para a promoção cultural.

“Os empresários têm de ter esta sensibilidade cultural. Não devem apenas usufruir do património nacional. Devem contribuir para a preservação e massificação cultural.

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