Tag: teatro

    FOTOS: CRISTINA MARANHÃO

    E se Brecht fosse Negro?

    “E se Black fosse Brecht, Negrxs seria. Eu derrubo qualquer Eugenia Palavra Negra é a minha Magia” – Dione Carlos, Black Brecht Esta foi uma jornada em direção ao nosso desejo de autorrepresentação: Quando falo de autorrepresentação, refiro-me a um posicionamento artístico, no qual as posições e as visões de mundo são matéria indissociável da construção artística, ou seja, a obra de arte como meio específico da vida e do discurso político do artista; que de posse da sua história pessoal, a utiliza para um exercício de socialização de sua vivência transformando sua experiência individual na vivência do coletivo, sendo desta forma catalisador de uma história ancestral, tal como o xamã ou o flâneur. Ritualizando sua experiência, consegue representar-se, da mesma forma que através do rito coletivo consegue sentir-se representado no conjunto da sociedade.1 Para que isso pudesse ocorrer no nosso caso era preciso enegrecer Brecht. Começamos este processo com ...

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    “Traga-me a Cabeça de Lima Barreto”, com Hilton Cobra/| Foto: Adeloya Magnon

    Assista: Hilton Cobra em “Traga-me a cabeça de Lima Barreto!”

    Escrita pelo diretor e dramaturgo Luiz Marfuz para comemorar os 40 anos de carreira do ator Hilton Cobra, a peça tem início após a morte do escritor Lima Barreto (1881-1922) e parte de uma imaginária sessão de autópsia na cabeça do autor de “O Triste Fim de Policarpo Quaresma”, conduzida por médicos eugenistas, defensores da higienização racial no Brasil, na década de 1930. O propósito da autópsia seria responder à seguinte pergunta dos eugenistas: “Como um cérebro considerado inferior poderia ter produzido uma obra literária de porte se o privilégio da arte nobre e da boa escrita das raças tidas como superiores?” A partir desse embate, a peça mostra as várias facetas da personalidade e da genialidade de Lima Barreto e reflete sobre a loucura, o racismo, a eugenia, a obra não reconhecida de Lima e os enfrentamentos políticos e literários de sua época no Rio de Janeiro, capital da ...

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    Foto Caio Lirio

    Embarque Imediato Ou Floresce Pitanga Na Trincheira

    É preciso a imagem para recuperar a identidade.  Tem-se que tornar-se visível.  Porque o rosto de um é o reflexo do outro.  O corpo de um é o reflexo do outro.  E em cada um o reflexo de todos os corpos.  A invisibilidade está na raiz da perda da identidade.  Beatriz Nascimento em  Orí.  Direção de Raquel Gerber.   Por Viviane A. Pistache para o Portal Geledés Embarque Imediato (Foto Caio Lirio) Sempre é tempo de aviar sobre o que pulsa mesmo após o apagar das luzes. Embarque Imediato, de autoria do dramaturgo Aldri Anunciação e encenado por Antônio Pitanga, seu filho Rocco Pitanga, com participação virtual de Camila Pitanga encerra temporada em São Paulo com muitas questões reverberando.   Obra que completa a trilogia iniciada pelo espetáculo Namíbia, Não! montada em 2011 sob a direção de Lázaro Ramos (adaptada para o cinema, com estréia prevista para o ...

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    Cena do musical "A Cor Púrpura" - Rafael Nogueira/Divulgação

    Musical ‘A Cor Púrpura’ chega a SP para curta temporada com história de racismo e machismo

    'A história é universal: fala do ser humano, em especial das mulheres', diz diretor Por Tatiana Cavalcanti, da Folha de São Paulo Cena do musical "A Cor Púrpura" - Foto: Rafael Nogueira/Divulgação O musical “A Cor Púrpura”, em cartaz em São Paulo em curta temporada, logo de início nos transporta ao sul dos Estados Unidos nos primórdios do século passado. A cantoria potente faz parecer que estamos no culto festivo de alguma igreja do estado americano da Georgia, onde a história se passa. Tudo embalado por um gospel bem animado e cheio de louvor. A plateia participa batendo palmas, erguendo os braços e balançando as mãos.Mas a história de Celie não é nada animada. Baseada no livro homônimo de Alice Walker —levou o prêmio Pulitzer de ficção em 1983—, a peça retrata o tratamento abusivo dado às mulheres negras no início do século passado. Muita coisa, ...

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    Foto:@caiogallucci

    Em 2020 você vai ouvir muito sobre o Coletivo Abrupto. Então venha conhecê-los!

    Coletivo Abrupto entra na cena teatral paulistana para agregar artistas e ampliar as possibilidades da arte como ferramenta transformadora de uma sociedade Com o objetivo de produzir cultura baseada em parâmetros libertadores no que tange a cor, estereótipos e perfis, o Coletivo Abrupto foi criado a partir da reunião de artistas negros que trazem para o protagonismo suas narrativas, experiências e histórias. A primeira ação produzida pelo coletivo será a estreia do espetáculo musical inédito e autoral “A Nossa História”, com texto de Elton Towersey e Vitor Rocha e direção musical, letra e música de Elton Towersey, prevista para o segundo semestre de 2020, com um elenco formado por 10 atores negros (sete membros do coletivo e mais três atores convidados - Agyei Augusto, Luci Salutes e Vitor Moresco). Com direção de Duda Maia, a obra não possui temática étnica. O trabalho criativo desponta da crença de que artistas afrodescendentes ...

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    A atriz Ruth de Souza Foto: Leo Martins / Agência O Globo

    Negras Palavras: Dramaturgias Negras (Homenagem à Ruth de Souza) – 07 de dezembro (sábado)

    07 de dezembro (sábado), 11h | Negras Palavras: Dramaturgias Negras (Homenagem à Ruth de Souza) "Negras Palavras" | 07 de dezembro (sábado), às 11h00 A atriz Ruth de Souza Foto: Leo Martins / Agência O Globo Concebido com o objetivo de proporcionar aos visitantes experiências estéticas tendo como referência a palavra ouvida, falada e escrita, o Projeto Negras Palavras tem como eixo o papel e o lugar da voz africana e afro-brasileira em diferentes manifestações culturais, como a contação de histórias, a mediação de leitura, a produção literária e suas diversas formas de difusão. Nesta edição, com o tema “Dramaturgias Negras”, receberemos Dione Carlos, dramaturga autora de Dramaturgias do Front, e Gabriel Cândido, dramaturgo e ator, autor do livro Fala das Profundezas. Os autores conversarão sobre a produção contemporânea de teatro negro e seus livros, que também estarão disponíveis ao público. A atividade é seguida da ...

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    Foto: Rafaela Queiroz

    Mostra do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André – 26/11

    O Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André realiza, desde o começo do ano, uma pesquisa sobre textos performativos, tendo como base os estudos de Leda Maria Martins, Paul Zumthor, Jacques Rancière, David Kopenawa e Amadou Hampâté Bâ. A partir destes materiais, propomos realizar apresentações de textos performáticos curtos, criados, desenvolvidos, dirigidos e encenados pelos/pelas aprendizes do Núcleo, tendo como base central a figura de Rosa Maria Egipcíaca de Santa Cruz, primeira mulher negra a escrever um livro no Brasil, intitulado: "Sagrada Teologia do Amor Divino das Almas Peregrinas", publicado no século XVIII. no Sesc Foto: Rafaela Queiroz Como parte do projeto Dramaturgias 2, do Sesc Ipiranga, do dia 5  a 26 de novembro a unidade abriga a Mostra do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Teatro de Santo André, orientada pela artista Dione Carlos (foto). Encenadas por aprendizes da icônica ...

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    Imagem: MarioLisovski/iStock

    Itaú Cultural abre inscrições para curso EaD focado em dramaturgia negra

    Entre os inscritos, 40 serão selecionados para as aulas No Correio braziliense Imagem: MarioLisovski/iStock O Itaú Cultural abriu inscições para o curso de ensino à distância (EaD) Dramaturgia Negra: A palavra viva. Os estudantes interessados têm até a próxima terça-feira (19/11) para realizar inscrição no curso que será realizado entre janeiro e março de 2020. A lista dos 40 selecionados será divulgada em 13 de dezembro. A proposta do curso é possibilitar discussões e estudos à respeito da dramaturgia com foco multicultural, refletindo sobre influências desde o teatro egípcio até a dramaturgia negra contemporânea, além das heranças indígenas-afro-brasileiras. As aulas são ministradas pela professora Dione Carlos que atua em parceria com companhias de teatro. Ela é orientadora artística do Núcleo de Dramaturgia da Escola Livre de Santo André e dramaturga convidada do projeto espetáculo da Fábrica de Cultura da Brasilândia. As inscrições são feitas no site: ...

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    70 anos do músico Itamar Assumpção são celebrados em novo espetáculo de Grace Passô, Anelis Assumpção e Ana Maria Gonçalves


    "PretOperItamar – o caminho que vai dar aqui" estreia no dia 28 de novembro, mês da consciência negra, no Sesc Pompeia Enviado para o Portal Geledés    Foto: Julia Braga Vida e obra do músico Itamar Assumpção são celebradas no espetáculo PretOperItamar – o caminho que vai dar aqui, que estreia no próximo dia 28 de novembro, mês da consciência negra, no Sesc Pompéia, em São Paulo. O projeto foi idealizado pela cantora e compositora Anelis Assumpção - filha do artista visionário - no marco das comemorações de 70 anos do nego dito. Ana Maria Gonçalves, autora de “Um defeito de Cor”, assina a dramaturgia com a premiada Grace Passô, que também dirige o espetáculo. Foto: Duda Portella e Shai Andrade PretOperItamar mergulha na obra do artista e traz ao palco suas performances instigantes, sua indumentária, os marcantes óculos escuros e a ...

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    2ª Temporada de Odara: Tradição, Cultura e Costumes de um Povo

    Após grande sucesso de público, "Odara: Tradições, cultura e costumes de um povo" volta ao teatro Oficina em outubro para sua 2ª temporada! No Clube do Ingresso Espetáculo Odara/Divulgação Espetáculo Odara Encenação do Grupo Odara revive mitos Yorubás e o universo mítico das matrizes africanas e o resultado de uma longa pesquisa sobre a ancestralidade negra e a afrobrasilidade. Entre os dias 04 e 27 de outubro, o Grupo Odara, reconhecido por sua luta pela preservação da cultura afrodescendente por meio de ações sócios culturais voltará com a 2ª temporada do espetáculo ODARA: Tradição, Cultura e Costumes de um Povo no Teatro Oficina, de sexta a domingo. O espetáculo tem a duração de 120 minutos e conta com um elenco de 65 pessoas formado por atrizes, cantoras, dançarinos, capoeiristas, músicos, produtores, técnicos, entre profissionais e alunos participantes das vivencias afros realizadas na casa Florescer. Reúne diversos ...

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    Foto: Paulo Pereira

    Festival gratuito celebra teatro feito por e para pessoas negras

    Mostra acontece no Sesc Interlagos até o dia 3/11 Por Manuela Tecchio, do Folha de São Paulo Foto: Paulo Pereira Com programação inteiramente gratuita, a primeira edição do Festival de Teatro Negro de São Paulo leva o prefixo “Dona Ruth”, uma homenagem a Ruth de Souza, atriz negra pioneira do teatro —a primeira a pisar no palco do Theatro Municipal—, da TV e do cinema brasileiro, morta em julho deste ano. Entre as peças que se destacam na programação está o monólogo “Eu e Ela”, no qual a atriz Dirce Thomaz interage com a história da escritora Carolina Maria de Jesus, uma das primeiras a narrar a vida nas periferias do Brasil. O texto da peça fala ora em primeira ora em terceira pessoa para discutir as questões políticas e sociais de cada época. Já em “Black Brecht”, o Coletivo Legítima Defesa imagina como seriam as ...

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    Nas encruzilhadas do teatro é onde se encontram anjos e divas

    Sabe aquela história fantástica que faz a gente vibrar na mesa de bar, cercada de gente linda, elegante e sincera? Aquela que as amizades dizem: Merecia um filme, uma peça, um conto?  Por Viviane Pistache enviado para o Portal Geledés  Entrevista com Phedra (Foto: Annelize Tozetto)   Miguel Arcanjo levou o conselho a sério, nos agraciando com o espetáculo "Entrevista com Phedra", cujo argumento e texto se baseiam no encontro do jovem jornalista belorizontino na terra da garoa, que também acolheu Phedra D. Córdoba, a diva cubana da Praça Roosevelt.  O novo dramaturgo tem raízes encantadoras: negro das Gerais, é neto de uma liderança histórica do candomblé mineiro e filho de dona Nina, cuja simpatia pode ser conferida também nos temperos que carinhosamente alimenta uma multidão no restaurante popular de Beagá todo santo dia.  De corpo e alma bem alimentados, Miguel traz sustança para o jornalismo ...

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    Jussara Marçal e Jé Oliveira Crédito: Evandro Macedo

    Gota D’Água {PRETA} abre temporada no Sesc Santo André em julho

    Vista por quase oito mil pessoas, a nova versão do texto Gota D’Água realça a realidade negra, a discussão social e de classes e o protagonismo da mulher preta Do ABC do ABC Jussara Marçal e Jé OliveiraCrédito: Evandro Macedo A peça Gota D’Água {PRETA} estreia no Sesc Santo André em 12 de julho e segue com temporada até o dia 28 do mesmo mês, às sextas, sábados e domingos. A montagem, projeto do premiado ator, diretor e dramaturgo Jé Oliveira, fundador do Coletivo Negro, mostra a versatilidade do artista ao transitar entre o Rap e a MPB. Em seu último trabalho, homenageou os Racionais MC’s com a peça-show “Farinha com Açúcar”, que rodou o país por três anos. Pela primeira vez com um elenco predominantemente negro, o espetáculo traz para a cena paulistana a realidade negra que perpassa a obra Gota D'Água, escrita por Chico ...

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    Trio está em Moçambique desde o começo do mês (Cleiton Ferreira/Divulgação)

    De Perus à África: Trupe Liuds leva espetáculo sobre mulher negra para Moçambique

    Uma boneca africana inicia uma longa trajetória em busca das raízes ancestrais. Criada pela Trupe Liuds, em Perus, na região noroeste de São Paulo, a história de Mjiba – a boneca guerreira – atravessou o Oceano Atlântico e chegou às crianças da Maputo, em Moçambique. por Jéssica Moreira no Mural Trio está em Moçambique desde o começo do mês (Cleiton Ferreira/Divulgação) A trupe viajou na primeira semana de junho para o continente africano, onde ficará até o final do mês. Formada pelos palhaços Torradinho (Valmir Santana), 29, Candango (Clébio Ferreira), 34, e Gigica (Girlei Miranda), 57, a peça foi uma das selecionadas pelo FITI (Festival Internacional de Teatro de Inverno) de Maputo. A trupe também está ministrando oficinas de comicidade negra e faz debates com artistas da região. Para os integrantes, a viagem até Moçambique simboliza um verdadeiro fechamento de ciclo, seja para o grupo, que ...

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    RECLUSA, espetáculo do Coletivo Zona Agbara, discute o encarceramento institucional e sociológico das mulheres negras

    A filósofa, ativista e professora norte-americana Angela Davis dizia: “Não aceito mais as coisas que não posso mudar, estou mudando as coisas que não posso aceitar”. Tem-se a certeza de que essa frase ecoa até os dias de hoje e ganha novos contornos com “RECLUSA”, espetáculo de dança da Zona Agbara, coletivo feminino formado por mulheres negras e gordas, que estréia dia 17 de junho de 2019 no Teatro de Contêiner Mugunzá (R. dos Gusmões, 43 - Santa Ifigênia). A entrada é franca. Por Lau Francisco, Enviado para o Portal Geledés (Foto: Sheila Signário) “RECLUSA” discute o encarceramento feminino tanto no viés institucional quanto sociológico. Duro acreditar que as mulheres negras e as mulheres negras e gordas sofram com uma série de estereótipos raciais e sexuais. E que estes mesmos estereótipos possam criar uma variedade cruel de encarceramentos – psicológicos e físicos – lentos genocídios silenciosos ...

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    Capa do livro, que vai ser lançado neste final de semana (foto: Funarte/Divulgação)

    ‘Dramaturgia negra’ reúne 16 obras teatrais de autores negros

    A Funarte vai lançar o livro Dramaturgia negra neste fim de semana, no Rio de Janeiro, durante o Fórum de Performance Negra, e em São Paulo, como parte do Brasil Cena Aberta. Do Correio Braziliense Ao todo, são 16 textos, alguns de escritores premiados, que falam sobre periferia e antepassados dos dramaturgos na África, por exemplo, e misturam narrativas míticas e realistas. A ideia é mostra como é ser negro no Brasil atual. Quem não conseguir comprar a publicação pode encomendar pelo e-mail da Funarte ([email protected]) a partir de segunda-feira (10/6). As peças foram selecionadas e organizadas por Eugênio Lima e Julio Ludemir. Capa do livro, que vai ser lançado neste final de semana(foto: Funarte/Divulgação) Confira a lista de obras e dramaturgos Antimemórias de uma travessia interrompida — Aldri Anunciação Esperando Zumbi — Cristiane Sobral Ialodês — Dione Carlos Vaga carne — Grace Passô Farinha com açúcar ou sobre a sustança ...

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    Jeremy O. Harrys: o dramaturgo sensação na Broadway

    Aos 29 anos, e ainda na faculdade, ele já trilha o caminho da fama com duas peças badaladas na Broadway Por JAYA SAXENA, Da Vogue Jeremy O. Harrys (Foto: Micaiah Carter) Os dramaturgos raramente se tornam nomes conhecidos pelo público. Mas há uma boa chance de Jeremy O. Harris estar a caminho desse tipo de fama. Ele tem 29 anos e ainda estuda na Yale School of Drama, mas sua estreia na Broadway, com a provocante Slave Play, foi lançada no último outono em Nova York com um tipo arrebatador de atenção que qualquer escritor esperaria uma vida inteira para ter. Ele rapidamente seguiu em março com uma nova produção deslumbrante chamada Daddy e agora está sendo saudado como uma das novas vozes mais excitantes, teatrais ou não, de sua geração. Encenada em uma plantação americana no Velho Sul, Slave Play é uma exploração crua de raça e sexo e apresenta ...

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    Foto: Sofia Berberan/Divulgação

    Teatro Griot apresenta em Coimbra peça sobre o racismo e a escravatura

    O Teatro Griot apresenta em Coimbra, na quinta e na sexta-feira, o espetáculo "Posso Saltar do Meio da Escuridão e Morder", encenado por Rogério de Carvalho e no qual a companhia aborda os temas do racismo, da escravatura e da sujeição. Do Diário de Notícias  Foto: Sofia Berberan/Divulgação Na peça, apresentada no Teatro da Cerca de São Bernardo (TCSB), "Zia Soares, Daniel Martinho e Gio Lourenço dão corpo e voz à história de uma mulher negra, escravizada, para quem a insubmissão surge como a única possibilidade de sobrevivência", refere a companhia de Coimbra 'Escola da Noite', que programa o TCSB. "Posso Saltar do Meio da Escuridão e Morder", que se estreou em novembro de 2018, em Cabo Verde, conta com desenho de som do rapper Chullage e desenho de luz de Jorge Ribeiro. Em 2017, o Teatro Griot passou pelo TCSB, onde apresentou "Faz escuro nos ...

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    “Gota d´Água, para a minha tristeza, é totalmente atual”, diz o dramaturgo Jé Oliveira

    Na tarde do domingo 31, uma plateia se apertava no auditório do Itaú Cultural, em São Paulo, para ouvir atentamente o diretor de teatro e ator Jé Oliveira e a cantora e atriz Juçara Marçal, protagonistas do espetáculo Gota d'Água {Preta}. Durante duas horas ineterruptas, na sessão chamada Encontro com o Espectador, promovida pela instituição, a versão negra da peça, escrita por Chico Buarque e Paulo Pontes há quatro décadas, ganhou novas dimensões. Como conta nessa entrevista à coluna Geledés no debate, Jé de Oliveira afirma que essa releitura da tragédia grega é “uma analogia necessária ao trazer com aprofundamento a questão dos negros para a Gota d´Água (Preta).” No papel da protagonista Joana, o dramaturgo traz a voz cristalina e retumbante de Juçara Marçal. Só que desta vez, Joana é traída por uma mulher mais jovem e mais clara. “A traição é racial”, explica o diretor. A nova dramaturgia ...

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    Crédito: Valmyr Ferreira Luz/Divulgação. Espetáculo Filho do pai, com Antonio Pitanga e Nando Cunha

    Peça ‘Filho do pai’, com Antonio Pitanga, aborda relação de pai e filho

    Antonio Pitanga e Nando Cunha protagonizam o espetáculo Filho do pai, com texto do brasiliense Maurício Witczak Espetáculo Filho do pai, com Antonio Pitanga e Nando Cunha (Crédito: Valmyr Ferreira Luz/Divulgação) Durante anos, o ator carioca Nando Cunha e o roteirista brasiliense Maurício Witczak ficaram com o espetáculo Filho do pai engavetado. A ideia da peça veio quando eles trabalharam juntos, em 2006, em um filme do também brasiliense René Sampaio. Até que, no ano passado, o projeto finalmente ganhou vida nos palcos, tendo Nando como protagonista ao lado de Antonio Pitanga. Com texto de Witczak, a montagem retrata a história de pai e filho que se reencontram. O encontro acontece quando o personagem de Nando Cunha está ensaiando um texto de Hamlet, clássico de William Shakespeare, e o personagem de Pitanga aparece para dizer que está doente. “Essa é uma história universal, de um pai ...

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