Atitude antirracismo: personagens clássicos infantis ganham um outro significado

Personagens clássicos infantis ganham um outro significado.

Chapolim, Pequena Sereia, Pinóquio e outros personagens clássicos do universo infantil ganham outro significado. Inspirada nas situações do cotidiano e nos atos de preconceito racial a estudante de Psicologia, Liliane Regini Lemos de Oliveira Moraes, viu através de um projeto humanista e inovador, uma oportunidade de se tornar empreendedora. A gaúcha, natural de Porto Alegre passou a confeccionar bonecas de pano negras das principais histórias dos quadrinhos, do cinema e da televisão. Ao dar ‘asas’ a sua criatividade e imaginação, ela embarcou de vez nesta ideia e hoje, concilia os estudos com a confecção de brinquedos.

Por Taiane Kussler Do Tudo e Todas

personagens clássicos infantis ganham um outro significado

O projeto intitulado Maraia’s Bonecas de Pano, surgiu em homenagem a uma das sobrinhas de Liliane, Maraia, 14 anos, que passou por um episódio de racismo na escola durante a infância. Foi neste momento que a jovem colocou em prática os dons artesanais que aprendeu em um curso de confecção e costura, desde os 13 anos.

personagens clássicos infantis ganham um outro significado

Personagens clássicos infantis ganham um outro significado

O trabalho é uma forma que a estudante encontrou para atingir a população negra e revelar a representatividade que elas possuem na sociedade. Uma forma de vencer tabús e preconceitos raciais, que ela vê através dos olhos das crianças que têm acesso aos personagens infantis como Pinóquio, Ariel, a Pequena Sereia, e Boneco de Lata, do Mágico de Oz, entre tantos outros.

Não há melhor forma de combater o racismo e a discriminação racial senão pela disseminação do amor e do afeto, do sentimento de igualdade desde os primeiros anos de vida, afirmou a estudante à Gaúcha ZH.

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Para acompanhar a criatividade deste trabalho, clique aqui e acesse a página no Faceboock de Maraia’s Bonecas de Pano. Conheça já este trabalho!

Destaque

Liliane está concorrendo ao Troféu Luiza Helena Bairros, da Un iversidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que, anualmente, premia personalidades e entidades que se destacam na promoção da igualdade racial e fortalecimento das políticas de ações afirmativas. O reconhecimento está trazendo bons frutos, a estudante já tem encomendas para Portugal e mais de 20 modelos agendados para serem entregues em  Brasília.

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