Caboclos Nkisis – a territorialidade banto no Brasil e em Cuba

O projeto, financiado pelo Programa OI FUTURO realizou, através de intercâmbios entre mestres da religiosidade banto, antropólogos e fotógrafos/documentaristas, um diálogo acerca das noções de espaço, território e identidade no Brasil (Maranhão) e Cuba (Havana), tendo como eixo das discussões as religiões de ascendência banto (Pajé de Negros e Terecô, MA e Palo Monte, Cuba).

Por Ana Stela de Almeida Cunha via Guest Post para o Portal Geledés

O objetivo maior foi fomentar tais discussões através do uso das novas tecnologias (blogs, câmeras de vídeo, áudio), abrindo espaço então para diálogos simétricos entre fazedores de cultura e seu entorno, estimulando a documentação/registro de bens imateriais/materiais em contexto religioso específico, tanto em Cuba quanto no Brasil, espaços estes que foram/são historicamente privados de acessos a bens tecnológicos. Assim, no Brasil trabalhamos nos terreiros situados em quilombos (Codó e Guimarães) e em Cuba nos chamados cabildos, associações religiosas que remontam à escravidão anterior.

Fomentamos conversas acerca da noção de espaço e identidade e tratamos de retratar essas “sensações” das comunidades visitadas através de tecnologias do aúdio visual, como fotografias, imagens de vídeo, experimentos de novas técnicas narrativas.

No dia 6 de março lançaremos um livro de textos e fotografias, um documentário realizado e dirigido pela antropóloga e linguista Ana Stela Cunha e uma exposição fotográfica de Márcio Vasconcelos (Maranhão).

Teremos um momento de conversa entre alguns participantes do projeto, religiosos e acadêmicos.

O evento será no Museu Casa de Nhozinho, localizado na Rua Portugal, Reviver, São Luís, MA, a partir das 18 hs.
Estão todos convidados a ouvir, ver e falar de/para caboclos e nkisis!

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