Tag: Guest Post

    Vinícius (Reprodução/Instagram)

    Por que o Covid-19 nos obriga a repensar nossa concepção de educação?

    Secretarias, conselhos, universidades, gestores, professores, educadores e especialistas em educação estão se debruçando para encontrarem alternativas pedagógicas com finalidade de dirimir os impactos do isolamento social na aprendizagem, na saúde mental e na alimentação. Todas as alternativas, documentos, propostas e ações são relevantes, necessárias e urgentes, diante do contexto que exige postura ativa e respostas ágeis. No entanto, propostas paliativas não equacionam os problemas estruturais que atravessam as vidas dos estudantes. Por isso, o coronavírus e sua imposição de isolamento social nos obriga ampliar nossa concepção de educação. Não é apenas um problema de conectividade e acesso aos recursos tecnológicos. O contexto apenas descortinou e intensificou o nosso abismo educacional. Como vivem as crianças longe dos olhos docentes? Fome, violência física e simbólica, abusos e outras tragédias reais, estão nos últimos 60 dias, como feridas ainda expostas, e não pode mais ser escamoteadas em planos de aulas, merendas sem valor ...

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    Encontro etnomusical (para o fim da pandemia do coronavirus): Conselhos do fundo do nosso quintal

    Antes de voltarmos a ‘vida normal’ depois do fim da pandemia, precisamos justamente pensar em como iremos conversar acerca do mundo que queremos. Mas como fazer isso? Vamos aqui, de maneira ideal, propor pequenos encontros com vista ao conhecimento entre as pessoas e a formação de grupos. A primeira proposta é que em grupos de uma mesma quadra ou rua, duas ou três famílias de vizinhos, procurem um lugar debaixo de uma arvore, ou embaixo de um viaduto. Façamos a roda. Se ela ficar muito grande, pode-se fazer uma roda dentro da outra como um caracol. No centro, pode-se colocar imagens de santos/orixás das preferências das pessoas envolvidas, ou mesmo imagens de parentes, assim como os instrumentos e as bebidas. Os instrumentos podem ser de ‘samba, de funk, de raggae, de rap ou de rock and roll’.  Quem quiser pode usar o corpo como instrumento, como faz os Barbatuques, ou ...

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    Arquivo Pessoal

    Negra sim!?

    Cresci sem me reconhecer como criança negra, apesar dos inúmeros apelidos ofensivos, referentes ao meu cabelo, minha pele não é retinta e isso me fazia acreditar que era branca. Meu pai é um homem negro, minha mãe uma mistura que a deixou mais próxima da branquitude, cabelo liso, lábios e nariz finos, pele clara. Só na Universidade, durante o Mestrado, que me descobri negra. Foi um processo doloroso, pois tive consciência de que muitas experiências que vivi na infância e em relacionamentos afetivos, na verdade era racismo. Suspeito que muitas meninas negras de pele clara, assim como eu, viveram um dia a sensação de um não lugar, é justamente isso que me leva a escrever este ensaio.  Há mais ou menos dois anos venho me aprofundando nas leituras sobre as questões raciais. O livro "Racismo Estrutural", do professor, filósofo e advogado Silvio Almeida, tem sido um importante aliado neste processo ...

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    Imagem: Simon Plestenjak/UOL

    Reflexões sobre o COVID-19 e a Realidade nas Favelas Brasileiras

    Estamos vivendo atualmente uma pandemia causada pelo COVID-19, que tem interferido diretamente no modo de vida da população mundial, somos orientados a adotar as medidas preventivas recomendadas pela OMS, como forma de reduzir o contágio, diante deste cenário precisamos pensar qual é a realidade das comunidades periféricas neste momento de crise. É nítido que sempre existiu uma negligência histórica por parte do Estado nas favelas brasileiras. Serviços públicos básicos não chegam, e isso, se amplifica ainda mais em momentos de crise, como a que estamos vivenciando atualmente. A pandemia causada pelo COVID-19 tem gerado um agravamento de uma crise já existente, em que suas consequências refletem diretamente nas áreas sócias, políticas e econômicas.  Este é o cenário perfeito para proliferação do coronavírus que vem causando muita preocupação nessas comunidades. Fique em casa, evite aglomeração de pessoas, lave bem as mãos com água e sabão, várias vezes ao longo do dia, ...

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    bell hooks (photo by Liza Matthews) and Thich Nhat Hanh (photo by Velcrow Ripper).

    Construindo uma comunidade de amor

    Thich Nhat Hanh, monge budista, tem sido uma presença em minha vida, como um professor e guia, por mais de vinte anos. Nos últimos anos eu comecei a duvidar da conecção de coração que eu sentia com ele porque a gente nunca havia se encontrado ou falado um com o outro, e ainda assim seu trabalho estava sempre presente no meu. Comecei a sentir a necessidade de encontrá-lo cara a cara, mesmo enquanto minha intuição continuava dizendo que isso aconteceria na hora certa. Meu trabalho com o amor tem sido confiar que a intuição continuava dizendo que acontecereria quando fosse a hora certa. Meu trabalho com o amor tem sido confiar nesse conhecimento intuitivo. Aqueles que me conhecem intimamente sabem que eu tenho contemplado o lugar e significado do amor nas nossas vidas e cultura por anos. Eles sabem que quando um assunto atrai minha imaginação intelectual e emocional, eu ...

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    (Foto: Getty Images)

    Os desafios para os Direitos Humanos em tempos de Pandemia

    A Organização Mundial de Saúde – OMS declarou, em 30 de janeiro de 2020, que o surto do novo coronavírus (COVID-19) constitui uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional – ESPII. A seguir, 11 de março, declarou situação de pandemia da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus. De sua parte, o Ministério da Saúde, através da Portaria n° 356/GM/MS, na mesma data regulamentou e operacionalizou o disposto na Lei nº 13.979, de 06 de fevereiro de 2020, que estabelece as medidas para enfrentamento da presente emergência de saúde pública e através da Portaria nº 454/GM/MS, de 20 de março do corrente ano, declarou, em todo o território nacional o estado de transmissão comunitária do novo coronavírus (Covid-19), adotando o isolamento domiciliar para as pessoas sintomáticas, bem como o distanciamento social para as pessoas com mais de sessenta anos, como a melhor e mais eficaz forma de conter a ...

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    @TERRICKSNOAH/Nappy.co

    Mulher negra: tu és uma raiz sagrada

    Contáramos estórias de negação. Açoitaram verdades sobre nós. Encobriram nossos traços para não reconhecer a nossa beleza. Demonizaram nossos rostos para não exaltar nosso sagrado. Legados históricos do que eu não sou. Desnudar essa pele não é uma tarefa fácil. Há quem nos ensine sete passos de como recuperar o amor próprio. Mas não consideram que até o amor nos foi retirado. Toda uma subjetivação expropriada, mercantilizada, para esvaziar-nos do que é característico nosso. Nossa ontologia nunca foi (re)conhecida. Pelo contrário, aprisionaram-na em navios de aniquilamento existencial. Impuseram-nos um jeito de não sentir. De resistir a dor. De sobreviver e não viver. De aceitar e não espernear. De ceder e não ser. De fincar e não atravessar. No entanto, esqueceram eles, que nenhum cativeiro, nenhuma senzala, nenhum mocambo, nenhuma periferia – e até mesmo nenhuma prisão – podem deter o esparramar das nossas raízes ancestrais. E é essa raiz em ...

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    Fabiano Mestre Foto: Fabiana Ribeiro/Campinas

    Narrativas evaristianas: Ponciá Vicêncio em tempos difíceis

    Não devemos alimentar um olhar passivo, resignante, diante da situação crítica e aterrorizante que estamos vivendo, ao mesmo tempo em que corpos são sepultados, sistematicamente, em várias cidades brasileiras, em virtude da epidêmica infecção ocorrida em nosso país. Sabemos que o alcance da infecção causada pelo novo coronavírus terá sua maior incidência nas localidades densamente ocupadas, de extrema pobreza, em que há residências de poucos cômodos e muitos moradores, favorecendo assim, o crescimento exponencial da epidemia. Não podemos negar os fatos e dados dos institutos de pesquisas, que demonstram existirem famílias, nas quais, cinco ou mais pessoas dormem no mesmo cômodo. Intermitentemente, na densa noite escura, há gemidos e gritos, que se fragmentam em esperançar, não obstante ao sofrimento sufocante, pelo ar que não chega aos pulmões. Para algumas pessoas, sobretudo as mulheres, golpeadas pelo dilacerante infortúnio da dura vida, mulheres trabalhadoras, mulheres pobres, mulheres negras, mulheres... o amanhecer se descortina em ...

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    Empregada Doméstica

    Uma reflexão sobre empregadas domésticas na pandemia

    A medida mais eficaz contra o Covid-19 é ficar em casa, o que parece simples para alguns, mas, para outros, não. Profissionais como atendentes de caixa de supermercado, balconistas de farmácia, garis, médicos, enfermeiros entre outros continuam trabalhando normalmente durante a pandemia, por uma razão compreensível: atuam em setores essenciais de atendimento às necessidades básicas da população, como alimentação, saúde etc. Entretanto, venho chamar a atenção sobre um grupo de profissionais que não atua em áreas prioritárias neste momento e, que, portanto, deveriam ser liberados/as para ficarem em suas casas cuidando e sendo cuidados. Estou falando das empregadas domésticas, que, em sua maioria, são mulheres negras e periféricas. Vocês pararam para pensar por que essas mulheres não foram liberadas? Se, principalmente as elites, que usufruem dos serviços das empregadas domésticas, estão em suas casas e nem sempre trabalhando de home office, e mesmo que estivessem, acredito que seriam perfeitamente capazes ...

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    Adobe

    Existe alguma possibilidade da população negra e pobre paulistana não ser a principal vítima fatal do Covid-19?

    Nas últimas semanas temos visto uma série de debates e reflexões acerca dos dados de contaminação e óbitos, em decorrência do Covid-19, da população negra dos Estados Unidos. No Brasil, país extremamente racializado, e no qual a população negra além de ser a maioria (56%, de acordo com dados do IBGE) é também, a que mais sofre com a negação dos direitos, não se verifica notícias e discussões que incorporam a dimensão racial, como um elemento estrutural, para a compreensão dos casos de Covid-19. Portal Geledés Portal Geledés  Não há abordagens, pelos mais conhecidos meio de comunicação (jornais e programas de televisão), sobre a alta probalidade, de mulheres negras e homens negros, se tornarem as principais vítimas fatais do vírus também em nosso país.  Nesse momento, começam a surgir algumas reportagens e apontamentos acerca do aumento de óbitos na periferia, entretanto, não há referências sobre um fato importante: a periferia de ...

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    Foto: Getty Images / BBC News Brasil

    A manutenção de Fundeb como estratégia para reorganização das comunidades escolares pós-pandemia do covid-19

    Foi reportada, pela primeira vez, pelo escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 31 de dezembro de 2019. Em 31 de janeiro de 2020, o surto foi declarado como Emergência de Saúde Pública. Em 11 de março de 2020, menos de quarenta e cinco dias depois, já havia se espalhado pelo mundo e a OMS declarou a disseminação comunitária do Covid-19, em todos os continentes, como pandemia. Para contê-la recomenda três ações básicas: isolamento e tratamento dos casos identificados, testes massivos e distanciamento social. Em 4 de fevereiro de 2020, o Ministério da Saúde do Brasil editou a portaria nº 118/GM/MS, declarando Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional, em razão de infecção humana pelo novo Conavid-19. Em decorrência da situação de calamidade pública, Estados e Munícipios se organizaram para que autoridades públicas constituídas tratassem de organizar um arsenal jurídico, médico-profilático e social para manter as diversas comunidades e ...

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    Consumidor abre torneira vazia — Foto: Martin Bernetti / AFP

    O vírus chegou mas a água do morro ainda NÃO

    Os desafios que as comunidades periféricas vêm passando nos últimos tempos ressalta as desigualdades sociais e econômicas de forma nítida. Falar do COVID 19 nas periferias tem sido um desafio que os coletivos e as organizações sem fins lucrativos resolveram encarar. Uma vez que pensar no povo e no vírus é pensar em combater a fome, e rápido, pois a fome não espera a burocracia do poder público.   O número de pessoas contagiadas pelo vírus no Território do Bem só cresce. O Território do Bem se localiza em nove bairros em vulnerabilidade social e economia da capital do Espírito Santo. Os ativistas sociais preocupados com mais de 31,5 mil habitantes buscam, todos os dias, um território humanizado e alimentado. As dificuldades apresentadas por moradores/as das periferias se perpetuam em todas as comunidades periféricas do Brasil, é sempre o mesmo relato: “não temos água, não tenho alimentação, o gel é caro, ...

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    Naiá Braga / TV Bahia

    Um risco a frente: a banalidade das mortes

    Março foi um mês atípico. Abril tem demonstrado que a normalidade dos dias é um sonho ainda distante. Os gráficos com mortos e contaminados tem postergado qualquer fio de esperança. Novos cotidianos são instaurados: checagens térmicas, lojas fechadas, isolamentos, saudades. Também novos debates: negacionistas usam das mais cínicas das máscaras para nos dizer das desigualdades e dos limites de alguns para manterem o isolamento. Reivindicam o retorno da economia como se tal medida expressasse apenas a preocupação em atender o alto número de trabalhadores do Brasil que atuam na informalidade nos últimos anos. Apesar de falaciosas, as preocupações negacionistas chamam a atenção para cenários reais: as pessoas ainda estão nas ruas. Noticiários mostraram primeiro a exposição de grupos mais empobrecidos nas filas para recebimento de doações de cestas básicas em Salvador. Mais tarde, no Rio, sujeitos desconhecedores de smartphones e ainda não integrados à moderna sociedade da informação se aglomeraram ...

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    Imafem teriradao do site GSHOW

    BBB20: feministas liberais, monstrualização de corpos negros e hierarquização identitária na mídia de massa

    Muito foi falado sobre as ações e comentários racistas voltados ao ator Alexandre da Silva Santana (vulgo Babu Santana), homem negro e favelado, na 20ª edição do reality show Big Brother Brasil (BBB20) realizado pela Rede Globo. Tais falas e atitudes tiveram como protagonistas Marcela Mc Gowan, participante do programa autodeclarada feminista e assim qualificada pela mídia, e suas melhores amigas no reality, Gizelly Bicalho e Ivy Moares -- todas mulheres brancas associadas, sobretudo no começo do programa, com discursos pelo fim da opressão contra mulheres e em prol dos chamados empoderamento e liberdade femininas.   O tema e as análises a seu respeito chamaram nossa atenção por mobilizarem questões que, ao nosso ver, merecem ser ainda mais verticalizadas (o que nos propomos a fazer aqui), considerando: 1) a relação entre Big Brother Brasil, um produto midiático de massa, e a realidade de seus participantes, realizadores e espectadores; 2) a porosidade ...

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    Fabiano Mestre Foto: Fabiana Ribeiro/Campinas

    Pós-pandemia: a dor continuará

    O conceito pessimismo não seria uma definição plausível, quando olhamos em outras perspectivas o momento no qual nos encontramos. É o que desejo fazer através desta reflexão.  Por Edson Fabiano*, enviado para o Portal Geledés  Fabiano MestreFoto: Fabiana Ribeiro/Campinas Outros olhares... Talvez seja por isso que a escritora negra Carolina Maria de Jesus disse: as crianças ricas brincam nos jardins com seus brinquedos prediletos. E as crianças pobres acompanham as mães a pedirem esmolas pelas ruas. Que desigualdades trágicas e que brincadeira do destino. O mundo do faz-de-conta foi/é uma realidade na vida de todo ser humano adulto quando criança. Era nesse mundo que sonhávamos ser e ter o que a realidade dura e sofredora, de algumas crianças, permitia. Independente da classe social e da cor da pele, o sentimento de incompletude, de que algo está faltando, é inerente a todo ser humano, ainda que cercado de ...

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    Arquivo Pessoal

    Eu dentro de mim

    Já que o mundo está em medida de contenção social, acredito estar diante de um dos maiores desafios que o ser humano possa receber da vida, que é o de ter a oportunidade de ficar sozinho e explorar a sua consciência, conhecer quem é essa pessoa que cohabita em meu corpo, ou seja tentar descobrir quem “eu dentro de mim”. Por Tatiane Cristina Nicomedio dos Santos, enviado para o Portal Geledés Tatiane Cristina Nicomedio dos Santos (Foto: Arquivo Pessoal) Então vamos lá, vou iniciar essa descoberta como se fosse um diálogo entre o meu eu e a minha consciência. - Oi!  -Você está aí? - Será que poderia me dizer, ou pelo menos me ajudar a entender, quem sou “eu dentro de mim”? Sei que não irá responder!!! A minha mente, neste momento está parecendo um papel em branco...  No entanto, um papel em branco, para alguns ...

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    tanyabosyk

    Quantas autoras negras você já leu?

    Em tempos de quarentena, por que não aproveitar para pensar nas nossas escolhas literárias? Quem tem a possibilidade de se isolar em casa, deve estar se dividindo entre Netflix, Big Brother, encontros por skypes, lives, redes sociais e leituras. Sim, há também os que não resistem a uma boa leitura. Apesar de todas as outras distrações, o livro ainda resiste firme e forte nas nossas preferências. Ele ainda não saiu de moda, não é mesmo?  Por Juliane Sousa, enviado para o Portal Geledés tanyabosyk/Adobe Então, caro/a leitor/a, vamos aproveitar este momento para falar de literatura feita por autoras negras. Você já parou para pensar em quantas autoras negras você já leu em todo a sua vida de leitor/a? Já sei, você não escolhe o livro pela capa, também não acha que isso é relevante, porque o que importa é a literatura. Sinto te informar, mas esse argumento ...

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    Amauri Mendes. Foto Paula Giolito

    O protagonismo negro perante a pandemia do Covid-19 – Outro olhar sobre a Conjuntura Nacional

    As infinitas chibatadas e suas marcas não lhe amedrontaram. Os estupros sofridos e a normalização deles, não lhe afrouxaram. A sinhá carrasca, aquela que lhe cuspiu na cara, lhe pisou e invejou, não lhe tirou o brilho nem o calor. Enterrar seus filhos aos gritos, laçados meninos, homens pequenos geniais, sábios, traquinos,  Interrompidos por tiros, nada disso lhe desesperançou. O tempo passou, você conheceu o livro, o livro lhe armou e, hoje, para acessá-la com êxito,  é preciso usar, antes de tudo, com sua licença e por favor, sujeito a sim ou não...  dô mó valor! Preta Flor, de Milsoul santos Por Amauri Mendes Pereira, enviado para o Portal Geledés Amauri Mendes. Foto Paula Giolito O ministro da saúde, Nelson Mandetta foi demitido. Saiu bem. Seu trabalho no enfrentamento do COVID-19 foi prestigiado por mídia e opinião pública. Novos dados e cenários insuflam os debates: “Bolsonaro é ...

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    ilustrações Amanda Favali (@favali_)

    Trajetória: Nuances sobre o racismo brasileiro

    Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! (ALVES, Castro. Navio Negreiro, 1880) Por Jaqueline Lima Sales da Silva*,  enviado para o Portal Geledés  ilustrações Amanda Favali (@favali_) No Brasil do século XXI, não é raro encontrarmos pessoas fingidas que não declaram abertamente suas “preferências”, seus medos, seu racismo e sua direcionada covardia social. Ficamos sem saber como estruturar pensamentos e ideias diante da hipocrisia nos seus variados segmentos, mas a hipocrisia racista brasileira é a que mais chama atenção. Nessa mesma lógica nos orienta Abdias Nascimento, em seu livro: O genocídio do negro brasileiro: Processo de um racismo mascarado (1978) que “a realidade brutal que os brasileiros têm de aceitar é que o racismo é em toda a parte diferente, e em toda a parte ...

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    Nota da Frente Estadual de Juristas Negras e Negros do Rio de Janeiro sobre a responsabilidade do estado em relação á vida das pessoas submetidas ao sistema prisional durante a pandemia

    A FEJUNN-RJ, por intemédio desta nota, vem a público oferecer apoio às instituições defensoras das liberdades públicas, em especial à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro – DPGE, que – incansavelmente – vem lutando para reduzir a superlotação dos presídios e das unidades de internação de adolescentes, com o objetivo de evitar o contágio pela COVID-19, durante a pandemia. Do  FEJUNN, Enviado para o Portal Geledés  (Foto: Reprodução/Facebook) Temos acompanhado com muita atenção a luta da DPGE para implementação dos direitos previstos na Constituição da República. Por isso, estamos apreensivos com as negativas sistemáticas de seus pedidos de Habeas Corpus, o que, a toda evidência, parece-nos apontar para uma insensibilidade incompatível com a atual conjuntura e, sobretudo, com o princípio da dignidade da pessoa humana. Tratando-se de um dos momentos mais difíceis da história da humanidade, espera-se que os juízes e as juízas, pelo lugar ...

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