sexta-feira, outubro 23, 2020

    Tag: Guest Post

    Imafem teriradao do site GSHOW

    BBB20: feministas liberais, monstrualização de corpos negros e hierarquização identitária na mídia de massa

    Muito foi falado sobre as ações e comentários racistas voltados ao ator Alexandre da Silva Santana (vulgo Babu Santana), homem negro e favelado, na 20ª edição do reality show Big Brother Brasil (BBB20) realizado pela Rede Globo. Tais falas e atitudes tiveram como protagonistas Marcela Mc Gowan, participante do programa autodeclarada feminista e assim qualificada pela mídia, e suas melhores amigas no reality, Gizelly Bicalho e Ivy Moares -- todas mulheres brancas associadas, sobretudo no começo do programa, com discursos pelo fim da opressão contra mulheres e em prol dos chamados empoderamento e liberdade femininas.   O tema e as análises a seu respeito chamaram nossa atenção por mobilizarem questões que, ao nosso ver, merecem ser ainda mais verticalizadas (o que nos propomos a fazer aqui), considerando: 1) a relação entre Big Brother Brasil, um produto midiático de massa, e a realidade de seus participantes, realizadores e espectadores; 2) a porosidade ...

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    Fabiano Mestre Foto: Fabiana Ribeiro/Campinas

    Pós-pandemia: a dor continuará

    O conceito pessimismo não seria uma definição plausível, quando olhamos em outras perspectivas o momento no qual nos encontramos. É o que desejo fazer através desta reflexão.  Por Edson Fabiano*, enviado para o Portal Geledés  Fabiano MestreFoto: Fabiana Ribeiro/Campinas Outros olhares... Talvez seja por isso que a escritora negra Carolina Maria de Jesus disse: as crianças ricas brincam nos jardins com seus brinquedos prediletos. E as crianças pobres acompanham as mães a pedirem esmolas pelas ruas. Que desigualdades trágicas e que brincadeira do destino. O mundo do faz-de-conta foi/é uma realidade na vida de todo ser humano adulto quando criança. Era nesse mundo que sonhávamos ser e ter o que a realidade dura e sofredora, de algumas crianças, permitia. Independente da classe social e da cor da pele, o sentimento de incompletude, de que algo está faltando, é inerente a todo ser humano, ainda que cercado de ...

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    Arquivo Pessoal

    Eu dentro de mim

    Já que o mundo está em medida de contenção social, acredito estar diante de um dos maiores desafios que o ser humano possa receber da vida, que é o de ter a oportunidade de ficar sozinho e explorar a sua consciência, conhecer quem é essa pessoa que cohabita em meu corpo, ou seja tentar descobrir quem “eu dentro de mim”. Por Tatiane Cristina Nicomedio dos Santos, enviado para o Portal Geledés Tatiane Cristina Nicomedio dos Santos (Foto: Arquivo Pessoal) Então vamos lá, vou iniciar essa descoberta como se fosse um diálogo entre o meu eu e a minha consciência. - Oi!  -Você está aí? - Será que poderia me dizer, ou pelo menos me ajudar a entender, quem sou “eu dentro de mim”? Sei que não irá responder!!! A minha mente, neste momento está parecendo um papel em branco...  No entanto, um papel em branco, para alguns ...

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    tanyabosyk

    Quantas autoras negras você já leu?

    Em tempos de quarentena, por que não aproveitar para pensar nas nossas escolhas literárias? Quem tem a possibilidade de se isolar em casa, deve estar se dividindo entre Netflix, Big Brother, encontros por skypes, lives, redes sociais e leituras. Sim, há também os que não resistem a uma boa leitura. Apesar de todas as outras distrações, o livro ainda resiste firme e forte nas nossas preferências. Ele ainda não saiu de moda, não é mesmo?  Por Juliane Sousa, enviado para o Portal Geledés tanyabosyk/Adobe Então, caro/a leitor/a, vamos aproveitar este momento para falar de literatura feita por autoras negras. Você já parou para pensar em quantas autoras negras você já leu em todo a sua vida de leitor/a? Já sei, você não escolhe o livro pela capa, também não acha que isso é relevante, porque o que importa é a literatura. Sinto te informar, mas esse argumento ...

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    Amauri Mendes. Foto Paula Giolito

    O protagonismo negro perante a pandemia do Covid-19 – Outro olhar sobre a Conjuntura Nacional

    As infinitas chibatadas e suas marcas não lhe amedrontaram. Os estupros sofridos e a normalização deles, não lhe afrouxaram. A sinhá carrasca, aquela que lhe cuspiu na cara, lhe pisou e invejou, não lhe tirou o brilho nem o calor. Enterrar seus filhos aos gritos, laçados meninos, homens pequenos geniais, sábios, traquinos,  Interrompidos por tiros, nada disso lhe desesperançou. O tempo passou, você conheceu o livro, o livro lhe armou e, hoje, para acessá-la com êxito,  é preciso usar, antes de tudo, com sua licença e por favor, sujeito a sim ou não...  dô mó valor! Preta Flor, de Milsoul santos Por Amauri Mendes Pereira, enviado para o Portal Geledés Amauri Mendes. Foto Paula Giolito O ministro da saúde, Nelson Mandetta foi demitido. Saiu bem. Seu trabalho no enfrentamento do COVID-19 foi prestigiado por mídia e opinião pública. Novos dados e cenários insuflam os debates: “Bolsonaro é ...

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    ilustrações Amanda Favali (@favali_)

    Trajetória: Nuances sobre o racismo brasileiro

    Presa nos elos de uma só cadeia, A multidão faminta cambaleia, E chora e dança ali! Um de raiva delira, outro enlouquece, Outro, que martírios embrutece, Cantando, geme e ri! (ALVES, Castro. Navio Negreiro, 1880) Por Jaqueline Lima Sales da Silva*,  enviado para o Portal Geledés  ilustrações Amanda Favali (@favali_) No Brasil do século XXI, não é raro encontrarmos pessoas fingidas que não declaram abertamente suas “preferências”, seus medos, seu racismo e sua direcionada covardia social. Ficamos sem saber como estruturar pensamentos e ideias diante da hipocrisia nos seus variados segmentos, mas a hipocrisia racista brasileira é a que mais chama atenção. Nessa mesma lógica nos orienta Abdias Nascimento, em seu livro: O genocídio do negro brasileiro: Processo de um racismo mascarado (1978) que “a realidade brutal que os brasileiros têm de aceitar é que o racismo é em toda a parte diferente, e em toda a parte ...

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    Nota da Frente Estadual de Juristas Negras e Negros do Rio de Janeiro sobre a responsabilidade do estado em relação á vida das pessoas submetidas ao sistema prisional durante a pandemia

    A FEJUNN-RJ, por intemédio desta nota, vem a público oferecer apoio às instituições defensoras das liberdades públicas, em especial à Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro – DPGE, que – incansavelmente – vem lutando para reduzir a superlotação dos presídios e das unidades de internação de adolescentes, com o objetivo de evitar o contágio pela COVID-19, durante a pandemia. Do  FEJUNN, Enviado para o Portal Geledés  (Foto: Reprodução/Facebook) Temos acompanhado com muita atenção a luta da DPGE para implementação dos direitos previstos na Constituição da República. Por isso, estamos apreensivos com as negativas sistemáticas de seus pedidos de Habeas Corpus, o que, a toda evidência, parece-nos apontar para uma insensibilidade incompatível com a atual conjuntura e, sobretudo, com o princípio da dignidade da pessoa humana. Tratando-se de um dos momentos mais difíceis da história da humanidade, espera-se que os juízes e as juízas, pelo lugar ...

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    Foto: Shutterstock

    Escola remota

    Apaixonei-me pela educação dentro de uma sala de aula, como estagiária. Antes disso, era um misto de amor e ódio, porque ao mesmo tempo em que a escola parecia abrir portas e oferecer esperança, ela me aniquilava como ser, ao me subjugar por uma disciplina esterilizante. Por Gláucia Portela*, enviado para o Portal Geledés  Foto: Shutterstock De aluna a professora e coordenadora, passei a ser uma estudiosa da cultura escolar, a fim de entender melhor os processos e aprimorar o meu fazer. Estes são os meus lugares de fala. E, depois de ler tantos escritos sobre a reinvenção da escola, espaço sagrado para mim, onde vivo mergulhada há exatos 35 anos, cheguei às reflexões que agora compartilho com vocês. Muito tem sido dito sobre os destinos da escola em época de pandemia, por meio das falas de todos os tipos e vindas das diferentes vozes que compõem ...

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    Jacek Sopotnicki/imageBROKER RF/Getty Images

    Ostracismo Fashion

    Ao dizer que “moda é uma forma específica de mudança social”, o filósofo, Gilles Lipovetsky, me proporciona pensar que, por um período cíclico, pessoal e social há mudanças de comportamentos. Alguns regrados pela vaidade, outros alimentados por alguns ideais como sustentabilidade, conforto, praticidade, elegância, cultura e bem estar social.  Por Jane Gomes, enviado para o Portal Geledés Jacek Sopotnicki/imageBROKER RF/Getty Images Não nego que o termo moda ainda se mantém ligado, no senso comum, à frivolidades, porém o mundo veste moda, mas com linguagens específicas que lhes permitem tanger esferas. Nessa compreensão, se é ou não fútil, foram produzidos e adotados diversos termos que correlaciona o sistema do vestuário, integrando tempo, espaço, cultura, política, economia, classe social, regionalidade e sociabilidade, dentre outros fatores capazes de produzir sentido, ao termo “moda”.    Abrangentemente, o mundo fashion destaca-se nos continentes e cada nacionalidade cria seus valores de acordo com as ...

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    (Foto: Reprodução/ Twitter)

    Diário do isolamento social, o guru

    alceu é funcionário público, seu hobby e ler jung e tocar flauta doce. Por  Lelê Teles, enviado para o Portal Geledés frequenta uma chácara, nos arredores de brasília, propriedade de um coroa barbudo que se autodeclara guru. o sujeito manja de mantras, massagem ayurvédica e, apesar de solteiro, faz terapia para casais. por influência do tal guru, alceu já foi à índia. ir à índia, pra essa moçada que cultua gurus, é como ir ao vaticano para os católicos, à meca para os muçulmanos e à israel para os seguidores dos empresários de cristo. alceu é casado com alice, que é atriz e nutróloga e frequenta o retiro com o marido. por força de um decreto do governo do distrito federal, o casal foi obrigado a ficar sem ver o guru por pelo menos quinze dias. há sete dias alice não vai ao teatro e nem ao consultório e, pelo mesmo ...

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    Arquivo Pessoal

    Mucama do Publix: sobre ser ausente nos atos e agoras de uma periferia urbana

    Tínhamos ruas iguais, as esquinas eram nossas e, todos os dias, os cheiros ministravam sobre micropausas. Éramos espectadores um do outro, mas uma TV dormia sempre acordada, enquanto a outra saía do prumo e acordava dormindo. Aquela igualdade toda, por assim dizer, era a vaga ideia que eu tinha do pedaço da realidade que me abordava aos finais de semana. Um sempre protagonizava o outro, para falar a verdade. Não existia essa coisa de figurante. Sabe como?  Por  Bernard Teixeira Coutinho, enviado para o Portal Geledés Arquivo Pessoal Tudo era motivo para sair de casa, principalmente quando a rádio comunitária anunciava as promoções do dia e as atrasadas. Todos os pais e mães mandavam seus filhos descansados aos bares e mercearias. Os filhos iam, com trinta reais no bolso e com uma lista de compras, mas só voltavam na hora do ronco do sol. Ninguém queria largar ...

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    (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913)

    Onde estão nossos médicos negros? A história de um filho e neto de escravizados que se tornou médico

    Quantos vezes você já se consultou com um médico negro? Uma visita as fotos de formatura nas paredes dos cursos de Medicina no Brasil é mais uma evidência do racismo estrutural, um dos legados da escravidão por aqui.  Por Alexandra Lima da Silva, enviado para o Portal Geledés  (Créditos da imagem: Jornal A Imprensa, 19/08/1913) Num país em que a maioria da população se autodeclara negra, é violento e doloroso constatar que o direito a uma formação para salvar vidas é também um privilégio, assim como o direito de viver.  Neste país de maioria negra, a existência de médicos negros acaba se tornando uma exceção, quando deveria ser a regra. Por isso, é importante dar visibilidade a experiência de médicos negros no Brasil, e compreender as estratégias de enfrentamento do racismo empreendidas por tais sujeitos.  Israel Antônio Soares Junior tinha acabado de se formar médico, quando, faleceu aos ...

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    Jackeline Romio (ONU)

    Precisa-se: Um coral de vozes de mulheres negras

    Tradução: “Need: A Choral Of Black Women´s Voices”- Audre Lorde, 1979.   Por Jackeline Romio (2020),  enviado para o Portal Geledés  Audre Lorde /Foto: Jack Mitchell/Getty Images para Patricia Cowan e Bobbie Jean Graham  e as Centenas de Outras Mulheres Negras Mutiladas cujos Pesadelos Informam Minhas Palavras   Faladeira linguaruda  sua língua será cortada e cada garotinho da cidade ganhará um pedacinho  – cantiga de ninar    I EU: Esta mulher é Negra então seu sangue é derramado em silêncio esta mulher é Negra então sua morte cai na terra como as gotas dos pássaros  para ser lavada com silêncio e chuva.   P.C.: Por um longo tempo depois do bebê nascer  Eu não saia por nada  e isso ficou realmente solitário. Então Bubba começou a perguntar sobre seu pai  Eu desejei me conectar com o sangue novamente  pensei talvez pudesse encontrar alguém e nós poderíamos ...

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    GETTY IMAGES

    O discurso punitivista do Sérgio Moro e o perigo da Pandemia COVID-19 nas prisões brasileiras

    Uma grave pandemia assola o mundo todo, colocando diversos governantes a pensar medidas que serão necessárias para diminuir o contágio. Mas infelizmente, essas medidas não alcançam mudanças estruturais na realidade. É o caso das prisões brasileiras. Em entrevista a Folha de São Paulo, o Ministro da Segurança e Justiça, Sérgio Moro disse que tem tomado medidas para possibilitar a segurança sanitária dos encarcerados. Em resumo, essas medidas incluem, vacinação para H1N1, distanciamento entre os internos e limpeza das penitenciárias. Mas vejamos, será que dentro de um estado punitivo de superlotação das prisões é possível distanciar os encarcerados? E outro ponto, será que apenas limpeza de um local insalubre, do qual, vivem no mesmo local, ratos, baratas e pessoas, resolveria? Por  Ícaro Jorge, enviado para o Portal Geledés GETTY IMAGES A disputa entre saúde e o crescimento econômico se torna centro das discussões sobre o direito de um ...

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    Imagem: Lifetime/Divulgação

    Sobrevivi a R. Kelly e a violência contra mulheres negras

    Ser mulher negra é enfrentar a luta cotidiana, tentar sobreviver e seguir mais adiante.  A dor não vai passar, mas a mulher negra se levanta generosamente para lutar de forma que outras não experimentem o que ela viveu. − Jurema Werneck Por Ricardo Corrêa, enviado para o Portal Geledés  R. Kelly  (Imagem: Lifetime/Divulgação) Está disponível no catálogo da Netflix a série documental Sobrevivi a R. Kelly (2019) abordando histórias de mulheres negras que acusam o rapper afro-americano R. Kelly, atualmente preso¹, de crimes de abuso sexual e psicológico. A série é dividida em seis episódios, e confesso que durante a exibição fui acometido por vários sentimentos. No primeiro momento, decepção, já que na adolescência as músicas do artista embalaram muitos bailes de black music que eu freqüentava. Depois, revolta e indignação, ao refletir sobre as condições das mulheres negras que são vítimas de inúmeros casos de violências, ...

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    A pena vermelha – Um conto de cor

    Era uma manhã como muitas outras. Daquelas que começam cedo, com um beijo de “bom dia” da mãe, na ponta do nariz. O menino levantou da cama e foi direto para a cozinha, com a barriga roncando de fome. Sentou-se à mesa no seu lugar de sempre, esperando o leite quentinho com chocolate que sua mãe preparava todos os dias, antes de levá-lo a escola. Era uma manhã como outra qualquer. Mas não foi uma manhã qualquer. Por Caroline Balado Pereira, enviado para o Portal Geledés  Desenho feito pelo meu filho de Caroline Balado, o desenho a inspirou a escrever essa história (Arquivo Pessoal) Ela estava de pé, olhando o redemoinho de leite e chocolate que se formava enquanto ela girava a colher dentro da caneca e pensou, distraída: “porque é tão difícil mesclar esse chocolate com o leite? Demora tanto para ficar homogêneo! preciso mexer e ...

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    Foto: Gabriela Barros/Reprodução/Instagram

    O Agora é Nossa Maior Missão: Poesia de Auto-Cuidado

    Caroline Anice: Saber-se viva é a melhor sensação. Poder respirar os ares da revolução abrindo o peito pra inspirar os sonhos de toda uma nação. O agora é o melhor tempo para construir o futuro mas o capital, classista, racista e heteropatriarcal, é tão imundo que nos faz ficar ansiosas a cada segundo precipitando todas as tragédias do mundo porque parece que nunca mais nos daremos as mãos. Esses são os planos de quem quer nos deixar sem chão. Por Caroline Anice , no Instagram  Vamos juntas então, respira fundo e presta atenção. Respira outra vez e solta devagarinho o ar do pulmão. Imagina toda angústia saindo pelas narinas e inspira o ar agradecendo por estar viva porque é possível a justiça um dia ser realidade em nossas vidas e só quem se ama pode fazer revolução. Cuidar de si mesma não é besteira nem egoísmo, nem de longe é ...

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    Fabiano Mestre Foto: Fabiana Ribeiro/Campinas

    O Sagrado não visto no jejum presidencial

    A sacralidade da vida nos atravessa. As celebrações públicas de iniciação e cultos das mais diversas religiões estão suspensas. Não existirão cânticos, danças e louvação coletiva.  Por Edson fabiano,  enviado para o Portal Geledés  Fabiano MestreFoto: Fabiana Ribeiro/Campinas Gilberto Gil em sua música Louvação nos diz: "meu povo preste atenção - atenção, atenção ", parece que a rogação do cantor ganha força ecoante nas linhas de seus versos: louvo agora e louvor sempre/O que grande sempre é/Louvo a força do homem/E a beleza da mulher/Louvo a paz pra haver na terra/Louvo o amor que espanta a guerra. Até que ponto o capricho inconsequente, irresponsável, do governante de uma nação pode incidir na espiritualidade de um país cuja diversidade religiosa concebe o Sagrado a partir de perspectivas diversas e particulares? A laicidade prevista na nossa Constituição, popularmente chamada Constituição Cidadã, de 1988, fica à mercê dos interesses políticos ...

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    Adobe

    Invisível mais que visível

    Adobe Por  Alexandre Tarlei Ferreira, enviado para o Portal Geledés  Nesses dias do sol mais cinza que já vi Parasitas de paletó proliferam pelas proprias bocas podres da impunidade A imunidade mentirosa e egoista Do capital desenfreado,desrespeitoso e exagerado Palavras de ordem que ditam a morte(dos pretos,pobres e velhos é claro) Dos sábios(sabedoria de vida vivida) Com banalidade e vivacidade do capitalismo selvagem Viva a cidade morrendo mas trabalhando Pro lucro do rico e não assistência(morte)do pobre Foda-se o pobre Viva o patrão(é assim que eles pensam) No buzinaço só carraço e aglomeração Disseminando a peste e burlando a ciência e a recomendação Do médico e do profissional de saúde(mas o que é saude na roda da fortuna) Saude publica ainda(do comum periferia) Incentivados por um patético(mas perigoso)lider da Nação Que semeia más ações Sem escrúpulo nem comoção(mas como cobrar isso ou valor do coração de um ...

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    Aonde mora a violência contra a mulher?

    No dia 23 de julho de 2019, a jornalista Cláudia Collucci publicou um artigo no jornal Folha de São Paulo intitulado: Mulher corre mais risco de ser morta em casa do que na rua. No texto, a autora apresenta dados do Atlas da Violência de 2018, em especial a informação sobre o aumento de 17,1% do número de mulheres mortas dentro de casa entre 2012 e 2017, enquanto, no mesmo período, os assassinatos em locais públicos caíram 3,3%. Por Camila Miranda Sousa Race, enviado para o Portal Geledés  Foto da Campanha Feminicídio: uma realidade que queremos acabar do Ministério Público da Bahia. Esses dados trazem um paradoxo: em um país marcado por conflitos urbanos e violência nas ruas, a mulher é mais assassinada em casa. Ademais, outro ponto sensível é o fato da mulher negra ser a maior vítima de feminicídio no país, perfazendo 61% das ...

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