Capoeira é fio condutor de livro sobre a cultura afrodescendente no Brasil

Sincretismo e quebra de preconceitos em nova obra

Os irmãos Cosme e Damião, mais o amigo Doum, um dia se encontram com um menino chamado Pererê. Juntos, eles descobrem uma nova brincadeira mágica, a capoeira. É através dessa fábula que a escritora Erika Balbino transmite às crianças uma mensagem de orgulho. No livro “Num Tronco de Iroko Vi a Iúna Cantar”, lançamento da editora Peirópolis (80 págs., R$ 49), ela fala da força da cultura africana no Brasil e sobre abrir mão da vaidade em favor de um bem maior.

 A paulistana Erika tem formação em cinema e mídia. Também atua na área da cultura afro-brasileira e da umbanda, além de ser capoeirista há 13 anos e pesquisar sobre o tema.

O livro traz o sincretismo característico do Brasil nos personagens e histórias em que se envolvem e joga luz ao desconhecido por ser descoberto. Como uma “brincadeira de pique-esconde” que tira as vendas do preconceito, como menciona Dennis de Oliveira, professor de jornalismo da ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP), que assina o prefácio do livro.

“A cultura afro-brasileira ainda é invisível. Seu ensino foi aprovado por lei, mas permanecemos no campo do aprendizado da cultura europeia, replicando valores ultrapassados. Continuamos no campo do folclore, como se o negro e até mesmo o índio fossem objeto de uma vitrine, utilizada para fazer figuração em momentos oportunos. A literatura pode nos libertar dessas amarras e acredito que esta seja minha pequena contribuição”, diz Érika.

O livro tem ilustrações do artista Alexandre Keto e ainda traz um CD.

Fonte: O Tempo

 

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