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Conviver é possível?

Por Kátia Mello

A pergunta é o tema do Trip Transformadores 2018, movimento que fecha seu calendário anual homenageando e premiando, na quinta-feira, 22 de novembro, dez brasileiros que reacendem nossa esperança no coletivo

Há 12 anos, a Trip, na forma do movimento Trip Transformadores, criou um antídoto contra a onda de desânimo e falta de esperança que assola o Brasil.Uma ideia nascidapara mostrar que, apesar de tudo e de todos,ainda há no país muita gente a fim, focada e trabalhando sério para sair da agenda negativa e para mudar o que nos faz andar para trás enquanto nação. 

Convidando para uma reflexão urgente – “Conviver é possível?” – a 12ª edição do prêmio acontecerá no dia 22 de novembro, no auditório Ibirapuera, um dos palcos mais nobres de São Paulo. O evento conclui o calendário anual do movimento, que, ao longo de 2018, promoveu outros dois encontros para celebrar o poder transformador brasileiro: um show gratuitoem homenagem a Cazuza, para milhares de pessoas,no parque Villa-Lobos, e uma noite de conversas inspiradoras transmitidas ao vivo pelo Facebook e Instagram, que teve, entre outras figuras brilhantes, o artista e ativista chinês Ai Weiwei como atração principal.

Imagem: Trip

A NOITE DA PREMIAÇÃO

Agora é a vez dos grandes protagonistas desta edição ganharem o centro do palco. Selecionados ao longo de meses de pesquisas pelo conselho do Trip Transformadores, Danilo Zampronio,Gabriela Manssur,Lázaro Ramos,Lucinha Araújo,Luiz Chacon Filho,padre Júlio Lancellotti,Ricky Ribeiro,Sebastião Oliveira,Sueli Carneiro eValdeci Ferreira são os dez homenageados da 12ª edição do prêmio. Com direção artística de Marcello Dantas, o evento será apresentado pelo ator Lee Taylor e levará ao palco do auditório música e conteúdo da melhor qualidade. Dessa vez, Marcello convidou três vozes negras que se destacam pela potência e resistência de sua música: a cantora e compositora Luedji Luna; o compositor, cantor e pesquisador da música popular brasileira Nelson Sargento,que aos 94 anos esbanja talento e graça;e a cantora e compositora francesa Anaïs Sylla. (Spoiler: para encerrar, o trio cantará junto uma versão de “Eu sou o samba”.)

As atrizes Taís Araújo, Maeve Jinkings, Julia Rabello Laura Neiva, o ator Marcos Pigossi, o chef André Mifano e a apresentadora Angélica já confirmaram participação nas homenagens e estarão entre muitos outros convidados comprometidos com o lema do Trip Transformadores: “Só estará bom de verdade quando estiver bom para todos”.

Conheça abaixo os homenageados do prêmio Trip Transformadores 2018

Danilo Zampronio – Caçula entre os homenageados, esse físico biomolecular e pesquisador de apenas 26 anos se dedica a desenvolver pesticidas sustentáveis com baixíssimo impacto ambiental, alta eficiência e não tóxicos a seres humanos e outros organismos vivos.

Gabriela Manssur – Referência na defesa da mulher, a promotora criou projetos que oferecem apoio às mulheres vítimas de violência doméstica e impactam na reeducação de homens agressores, como o Tem Saída e o Tempo de Despertar.

Lázaro Ramos– Muita gente não sabe, mas, além de grande ator, apresentador e escritor, Lázaro Ramos é também um grande entusiasta da educação. Embaixador da Unicef, ele usa sua visibilidade, de forma permanente e incansável, em favor  de projetos de educação, visitando escolas e participando de campanhas e eventos de incentivo a um ensino de qualidade para todos.

Lucinha Araújo – Da dor da perda do filho, o músico Cazuza, vítima da aids, Lucinha transformou o luto em luta ao fundar a sociedade Viva Cazuza: instituição de amparo a crianças e jovens carentes ou soropositivos. Bem além da instituição que criou, seu trabalho ajudou a quebrar o preconceito que cercou (e ainda cerca) a síndrome e suas vítimas. 

Luiz Chacon Filho – Pioneiro no Brasil na utilização de bactérias para despoluir a água, o paulistano de 43 anos fundou, em 1995, a SuperBAC. Na prática, ele usa misturas de micro-organismos superespecíficos como aliados na gestão ambiental de segmentos como agricultura, indústria e até dentro de casa. 

Padre Júlio Lancellotti– O padre paulistano é, antes de tudo, um militante dos direitos humanos. Aos 69 anos, o fundador das Casas Vida 1 e 2 –criadas originalmente para acolher crianças portadoras do HIV –dedicou sua vida a cuidar de moradores de rua e usuários de drogas, “os invisíveis da sociedade”, como ele diz. Para desempenhar esse trabalho, enfrentou processos judiciais, críticas e até agressões físicas. Resiliência e perseverança são apenas duas palavras que não conseguem definir por completo uma existência integralmentededicada ao outro.

Ricky Ribeiro – Diagnosticado aos 28 anos com ELA (esclerose lateral amiotrófica), o administrador paulistano comanda o Mobilize Brasil, maior portal sobre mobilidade urbana sustentável do país. Hoje, aos 38 anos, ele movimenta apenas os olhos e se comunica através de um leitor óptico para escrita e de um programa que transforma texto em voz. Mesmo assim, é uma das mentes mais ativas em prol da mobilidade urbana no Brasil.

Sebastião Oliveira– Separado da mãe aos 7 anos de idade, ao ser internado num abrigo de menores, Sebastião transformou tudo o que aprendeu com essa duríssima experiência na Miratus: uma entidade sem fins lucrativos que ensina badminton a crianças de comunidades controladas pelo narcotráfico. Sebastião desenvolveu ainda uma metodologia própria de treinamento, inspirada nas batidas do samba. Com suas ideias originais, já formou atletas olímpicos e gerações de brasileiros melhor preparados para a vida.

Sueli Carneiro–A filósofa de 67 anos é uma das fundadoras do Geledés – Instituto da Mulher Negra, a primeira organização negra e feminista independente de São Paulo, criada há 30 anos para escancarar as desigualdades, impulsionar estratégias de inclusão e combater o racismo e o sexismo.

Valdeci Ferreira – Há 30 anos, Valdeci se dedica a disseminar um modelo de prisão humanizada: sem policiais ou carcereiros e onde todos os presos são obrigados a trabalhar e estudar. Nas Apacs–Associação de Proteção e Assistência aos Condenados –, o principal objetivo é reabilitar o encarcerado para a vida em sociedade. Os resultados têm sido altamente estimulantes e apontam para uma possível solução para um dos mais severos e alarmantes problemas da sociedade brasileira contemporânea, seu sistema prisional medieval, que prepara e fornece mão de obra para o crime organizado.

Para conhecer mais sobre o Trip Transformadores, acesse: www.trip.com.br/transformadores.

O prêmio Trip Transformadorestem como patrocinadores o Grupo Boticário e o Banco do Brasil.

A iniciativaconta com o copatrocínio de Ben &Jerry’s, GOL, Ambev e Shell e com o apoio da AlmapBBDO, Suzano, Academia de Filmes, Omint, Update or Diee aplicativo 99.

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