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CASO UNIBAN: Delegacia da Mulher ouve estudantes que protegeram aluna humilhada na Uniban

Fonte: G1

Elas são testemunhas no inquérito criminal que apura sete crimes.
Advogado requisitou imagens de segurança para apurar caso.

 

A Delegacia de Defesa da Mulher de São Bernardo do Campo, no ABC, deverá começar a ouvir nesta segunda-feira (16) as cinco estudantes da Uniban que ajudaram a colega Geisy Arruda durante o tumulto ocorrido em 22 de outubro, quando ela foi hostilizada pelos colegas por estar com um minivestido. O inquérito criminal foi instaurado a pedido dos advogados de Geisy, insatisfeitos com a sindicância realizada pela universidade.

 

A polícia apura a ocorrência de sete crimes contra Geisy: injúria, difamação, ameaça, constrangimento ilegal, cárcere privado, incitação ao crime e ato obsceno. O advogado criminalista João Ibaixe, que defende Geisy, afirma que pelo menos três das testemunhas podem ser também vítimas.

 

O advogado João Ibaixe disse que o inquérito não representa ameaça contra os possíveis autores. “Somos bastante cautelosos. Queremos apenas que os fatos sejam apurados. São estudantes, não são criminosos habituais. A punição para eles não deve ser cadeia, mas ressocialização”, afirmou.

De acordo com o advogado, as meninas que protegeram Geisy na saída do banheiro e dentro da sala de aula foram agredidas com ameaças verbais, cárcere privado e constrangimento ilegal. Quando tentaram proteger a amiga da multidão, pelo menos uma delas foi tocada sob as pernas por alunos que tentavam fotografar com celular as partes íntimas de Geisy.

A defesa de Geisy requisitou imagens de segurança da universidade e vai solicitar videos divulgados pela imprensa. Também entrou em contato com o fabricante do vestido usado por Geisy no dia do tumulto para mostrar em que circunstâncias esse modelo de roupa é usado, por quantas mulheres e sob quais finalidades.

 


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