Dia Internacional de Combate à Violência contra Mulher é celebrado na Praça da Matriz

O dia 25 de novembro marca o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher, e para celebrar a data, a Associação Mulher Cidadania, Ambiente e Economia Solidária, realizará na Praça da Matriz, nesse sábado, 24, de 9 às 12 horas, um evento com música, materiais visuais com pinturas e cartazes. Na ocasião, ocorrerá também dissertação de poesias, depoimento de mulheres e a distribuição de panfletos, para reivindicar a volta do Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Barra Mansa (Ceam).

no A Vaz da Cidade

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A data tem o objetivo de alertar a sociedade sobre os casos de violência e maus tratos contra as mulheres. Atualmente, cerca de 150 países desenvolvem esta Campanha. No Brasil, a campanha ocorre desde 2003.

A associação, responsável pelo evento, tem 25 anos de existência, sem fins lucrativos e conta com 45 membros. São realizadas reuniões na 3º sexta-feira de cada mês, na Sala da Igreja Matriz de São Sebastião, no Centro. O grupo trabalha com o direito da mulher, acompanhamento com políticas públicas, palestras em escolas, plenários temáticos para a população, projetos para comunidades, a conscientização e combate as discriminações racial, social, étnica, religiosa e de orientação sexual contra a mulher.

Segundo a presidente da associação, Lúcia Helena Alves, a luta das mulheres por mais igualdade, já mudou muita coisa. “Hoje nós entendemos que a violência contra a mulher não é apenas física, ela é tudo o que causa constrangimento social, político, econômico, moral, mental e emocional”, contou, completando que a Lei Maria da Penha foi um grande avanço na luta das mulheres.

No aniversário de 12 anos da Lei Maria da Penha, no dia 7 de agosto, o Ministério dos Direitos Humanos (HDM), que administra a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, o Ligue 180, divulgou que no primeiro semestre de 2018, foram registradas quase de 73 mil denúncias de violências contra a mulher. De acordo com a presidente, nos dias atuais as mulheres têm mais coragem de denunciar. “Antes as mulheres, por medo, se calavam e acabavam até morrendo. Hoje em dia, denunciam mais, porém, para ter coragem, é preciso ter respaldo e proteção. Pois as mulheres ficam com medo de retaliação”, afirmou.

Lúcia Helena contou ainda que as mulheres que mais procuram a associação, geralmente buscam auxílio e conselhos para lidarem com situação de maridos que bebem e ficam agressivos. “Algumas estão passando por problemas porque, querem romper a relação, onde o homem não aceita e começa a ser agressivo”, contou, acrescentando que a reivindicação pelo retorno do Ceam é de suma importância para que essas mulheres tenham um encaminhamento e acolhimento mais qualificado. “Quando elas nos procuram, nós orientamos e conversamos, mas elas precisam do espaço adequado”, afirma.

CEAM

Centro Especializado de Atendimento a Mulher de Barra Mansa, foi inaugurado em 2009 e era um espaço que acolhia as vítimas de violência, no Parque da Cidade Natanael Geremias. O local era formado por uma equipe de profissionais das áreas de serviço social, psicologia e direito. Contudo, foi fechado em 2016.

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