Djamila Ribeiro faz sessão de autógrafos e participa de bate-papos abertos em Brasília

Filósofa lança ‘Quem tem medo de feminismo negro?’ e ‘O que é lugar de fala?’ na Asa Norte e no Gama. Veja programação.

Do G1

Foto: Gabo Morales/TRËMA

A filósofa e escritora Djamila Ribeiro faz sessão de autógrafo dos livros “Quem tem medo de feminismo negro?” e “O que é lugar de fala?” nesta sexta (31) e no sábado (1º) em Brasília. O evento inclui roda de conversa e performances – entrada é gratuita.

Nesta sexta, o evento começa às 19h no EWE Gastronomia, na 216 Norte, com a apresentação de “Poetas negras purais”, com Marina Andrade, Vera Verônika, Guerreira Lilian, Prethaís, Julia Nara, Meimei Bastos e Marina Mara.

O bate-papo começa às 20h com Keka Bagno, Leila Negalaize, Graça Santos, Joseanes Santos e Djamila. A sessão de autógrafos será das 21h15 às 22h.
Haverá, ainda, uma feira com a VRA Acessórios, as pochetes da Mariana Xavier, as mandalas e roupas da Carlinha Alves e uma banca de livros e CDs. O livro “Quem tem medo do feminismo negro?” estará à venda.

Já no sábado, o eveto se desloca para o espaço Semente Cia. de Teatro, próximo à rodoviária do Gama. Às 10h, a performance poética “Macunaíma”, de Amanda Vitória, abre a programação. Em seguida, Djamila inicia a roda de conversa.

Que livros são esses?
“Quem tem medo de feminismo negro?”
O livro, publicado neste ano, reúne um longo ensaio autobiográfico inédito e uma seleção de artigos publicados por Djamila Ribeiro no blog da revista Carta Capital entre 2014 e 2017.

Djamila destrincha conceitos como os de empoderamento feminino e interseccionalidade, e aborda temas como os limites da mobilização nas redes sociais, as políticas de cotas raciais e as origens do feminismo negro nos Estados Unidos e no Brasil.

‘O que é lugar de fala’?
Lançado em 2017, o livro aborda o conceito de lugar de fala partindo do princípio de que a sociedade brasileira “tem, como norma, a branquitude, masculinidade e heterossexualidade”, segundo a descrição da obra.

Djamila traz à tona a importância de que se pense no rompimento de uma voz única com o objetivo de propiciar uma multiplicidade de vozes. Partindo de obras de feministas negras, como Patricia Hill Collins, Grada Kilomba, Lélia Gonzalez, Luiza Bairros, Sueli Carneiro, o livro aborda, pela perspectiva do feminismo negro, a urgência da quebra dos silêncios instituídos.

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