quinta-feira, abril 22, 2021

Tag: Djamila Ribeiro

Djamila Ribeiro – Filósofa e Escritora “Não é preciso ser negro para se engajar na luta antirracista” (Foto: Victor Affaro)

Mulheres de Sucesso: Forbes destaca 20 nomes em 2021

A revista Forbes Brasil listou as 20 Mulheres de Sucesso do Brasil, com entrevistas com as personalidades de destaque em diversas áreas – da literatura, da música, da luta pela igualdade, dos negócios, da ciência, dispostas a mudar o mundo. A lista aponta mais uma vez que a equidade de gênero na sociedade e no mercado de trabalho é um caminho sem volta. A diversidade nas empresas provou ser um poderoso fator de eficiência, inovação, criatividade, produtividade, harmonia e qualidade em todas as suas dimensões. O destaque foi Djamila Ribeiro, filósofa e escritora que fechou o ano de 2020 com o livro mais vendido pela Amazon e que agora prepara a quarta obra, trazendo um tom mais pessoal. A matéria completa está disponível no app da Forbes Brasil, compatível com os sistemas iOS e Android.     Fonte: Forbes  

Leia mais
Reprodução/Instagram

Centenária, Folha se destaca ao publicar vozes negras que dizem o que querem

“Por uma vez, o povo negro irá se servir das palavras de que tem vontade de se servir, e não já somente das palavras que os brancos estão dispostos a ouvir; e é o que farão, quaisquer que sejam os esforços da imprensa para deter a utilização desta palavra de ordem, fazendo dela sinônimo de racismo e de separatismo.” ( Stokely Carmichael, “O Que Nós Queremos”, The New York Review of Books, setembro de 1966). Nesta sexta (19), a Folha completa 100 anos de vida e coube a mim a tarefa de ocupar esse espaço nesta edição histórica. Pensei durante a semana no que escreveria —de uma certa forma elogiar a história do jornal me pareceria um tanto quanto artificial, uma vez que faço parte de um povo apartado das páginas da imprensa brasileira a não ser em páginas policiais, nas tiras de humor para manifestação do racismo e nas ...

Leia mais
Chadwick Boseman - May/NurPhoto via Getty Images) (Cheriss May/NurPhoto via Getty Images)/Reprodução

10 discursos famosos para refletir sobre o racismo

É preciso falar sobre racismo. Seja nas redes sociais, no cinema ou na mesa do bar. O assunto é sério, antigo, mas ainda está presente no dia a dia. Atacando pessoas no Brasil e no mundo, ele está enraizado e pode se apresentar de uma maneira mais explícita por meio de comentários carregados de preconceitos e atitudes discriminatórias ou mesmo de forma velada em diálogos do dia a dia ou na falta de representatividade negra em diversas áreas. Por isso, o GUIA separou dez discursos marcantes para você refletir sobre o tema. Neles, é possível ouvir o relato de negros sobre o racismo, abordando os desafios tanto em suas carreiras quanto em suas vidas pessoais. Confira: Martin Luther King “Eu tenho um sonho de que um dia, nas colinas vermelhas da Geórgia, os filhos de ex-escravos e os filhos de ex-donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da irmandade. ...

Leia mais
Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

Djamila Ribeiro é a entrevistada do próximo Roda Viva

A escritora e filósofa Djamila Ribeiro é a entrevistada do Roda Viva de segunda-feira (9). O programa vai ao ar às 22h na TV Cultura, no site da emissora, no canal do YouTube, no Dailymotion e nas redes sociais Twitter e Facebook. Em 2019, Djamila foi considerada pela BBC uma das 100 mulheres mais influentes do mundo. Natural de Santos, litoral de São Paulo, é mestra em Filosofia Política pela Universidade Federal de São Paulo e autora dos livros best-sellers Lugar de fala, Quem tem medo do feminismo negro? e Pequeno Manual Antirracista. Djamila Taís Ribeiro dos Santos é coordenadora do Selo Sueli Carneiro e da Coleção Feminismos Plurais dedicados à publicação de livros de autoras e autores negros, e também colunista do jornal Folha de S. Paulo. A escritora ganhou, também em 2019, o prêmio Prince Claus Awards, concedido pelo governo holandês, por produção cultural no Brasil. Participam da ...

Leia mais
Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

A cultura do estupro avança como uma verdadeira pandemia no Brasil

Na sexta passada, quem estava em Sergipe assistindo à TV viu, várias vezes, reproduzido o vídeo de um homem que flagrava outro estuprando uma menina de 11 anos. Munido de uma faca, o agressor correu ao passo que a criança gritou notando a presença de um terceiro. Só a descrição do vídeo já seria chocante, mas não bastou: emissoras mostraram o vídeo dezenas de vezes, sem cortes ou avisos de que seria uma cena de violência. Tanto a TV Sergipe, afiliada da TV Globo, como a TV Atalaia, afiliada da TV Record, transmitiram estupro em looping, prendendo a audiência aos gritos da criança. No sábado, um homem foi preso em Sabará, em Minas Gerais, acusado de "molestar uma criança". Ele abordou a menina de 12 anos com sua caminhonete, dizendo-se fotógrafo e que gostaria de tirar fotos dela. Convidou-a para entrar no carro, onde passou a mão nos seios, braços ...

Leia mais
The Libraries Are Aprecciated, Jacob Lawrence, 1960 (Foto: Reprodução/Philadelphia Musem of Art)

Nós, os brancos, e a nova partilha discursiva

Mesmo tendo que ser muito cuidadosos com a “cultura do linchamento” e do “cancelamento”, há questões muito importantes no debate suscitado por uma figura respeitada como Lilia Schwarcz em relação ao direito de qualquer um de nós analisarmos criticamente a produção cultural contemporânea para além e independentemente do nosso “lugar de fala”. No caso, a produção é o álbum visual Black is king, de Beyoncé. Hoje, as controvérsias em torno da noção de “lugar de fala” e das “pautas identitárias” atualizam e repetem as reações hostis contra as cotas raciais reproduzidas por intelectuais brancos, utilizando argumentações muito semelhantes. O célebre e criticado “Manifesto contra as cotas raciais”, publicado em maio de 2006, tinha como título: “Todos têm direitos iguais na República Democrática”. Endossado por artistas e intelectuais reconhecidos como Lilia Schwarcz – que, em 2019 publicou em seu Facebook um pedido de desculpas pela adesão ao documento -, o abaixo-assinado invocava o “direito universal” para ...

Leia mais
Reprodução/Instagram

Djamila Ribeiro denunciará Twitter no Ministério Público por ‘explorar o racismo e a misoginia’

A escritora e colunista da Folha Djamila Ribeiro vai ingressar com uma representação no Ministério Público contra o Twitter. Ela alega que a rede social “explora economicamente o racismo e a misoginia” e “lucra com ataques sem defesa a mulheres negras”. Djamila foi um dos assuntos mais comentados daquela plataforma no fim de semana, quando ela foi alvo de críticas por ter veiculado um conteúdo comercial pago pela empresa de táxis 99 em um momento em que entregadores de aplicativos fazem greves por melhores condições de trabalho. “A gente entende que essas pessoas são levianas, fazem ataques descabidos", afirma à coluna Djamila, que diz já ter manifestado apoio às paralisações dos entregadores. "Mas entendemos que o Twitter permite”, afirma. A escritora também registrou boletim de ocorrência por ameaças recebidas por ela e por sua filha devido à repercussão do fim de semana.   Ver essa foto no Instagram   Já faz tempo falo sobre ...

Leia mais
Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

Negro é traficante, branco é estudante que faz ‘delivery de drogas’

Recentemente escrevemos nesta Folha sobre efeitos nocivos da política de drogas empreendida no país para toda a população. Geradora de violência, injustiça e morte, a criminalização das drogas não tem surtido efeito na redução do consumo, muito menos na segurança da população, porém certamente tem gerado muito lucro, seja para traficantes donos de helicópteros com cargos em Brasília, seja para policiais milicianos, seja para donos de “clínicas” de internação obrigatória, ambos que, vejam só, são contrários à descriminalização no palanque e na mídia, que segue tratando esse tema tão importante como tabu. O verdadeiro crime de drogas é cometido por esse sistema que lucra em cima da desinformação, do medo e da morte, porém tais carrascos seguem engravatados e sem punição, enquanto meninos lotam masmorras e cemitérios na posse de farelos. (Foto: Linoca Souza/Folhapress) Lucas Morais da Trindade é um desses. Preso por posse de 10 ...

Leia mais
Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

As mudanças não serão imediatas, estrutura racista é secular, diz Djamila

A filósofa, escritora e ativista Djamila Ribeiro afirmou em entrevista ao UOL Debate, na manhã de hoje, que o debate sobre racismo está sendo feito sem tabus atualmente no Brasil, mas que, para haver mudanças, será necessário mais tempo. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, e Paula Rodrigues, repórter de Ecoa. "Estamos falando de estrutura secular. Estamos discutindo mais no debate público. Isso que é novo, na verdade. O Brasil foi fundado na violência de sangues negros e indígenas. Hoje a gente pode falar sem tabu", disse. Djamila relembrou que o Brasil começou a considerar o racismo como um crime contra a humanidade na Conferência de Durban, em 2001, na África do Sul, se prontificando a reparar os danos causados pela escravidão. "Houve um levante interessante, mas que só foi possível as pessoas falarem sobre isso porque existiu um movimento que vem historicamente, sobretudo depois ...

Leia mais
Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política, ativista feminista e secretária-adjunta de Direitos Humanos de São Paulo. RICARDO MATSUKAWA

A escola de sua cidade aplica a Lei 10.639/03, uma consequência da luta negra?

Muitas pessoas têm me perguntado recentemente o que elas podem fazer em prol da equidade racial no país. Quando Angela Davis afirmou que não basta não ser racista, mas é necessário ser antirracista, fez um chamado à ação, à transcendência do mero repúdio moral à discriminação. Por ação, precisamos entender que há uma estrutura posta que intermedeia todas as relações sociais e uma semana de mobilização pela internet não será suficiente para transformá-la. Então, perguntam: qual seria uma ação antirracista possível na minha realidade? O que posso fazer? Linoca Souza/Folhapress Bom, há muito o que ser feito, mas neste texto gostaria de destacar o que é um elemento central na formação e constante atualização do sistema racista: a educação. A luta de movimentos negros pela transformação no sistema educacional remonta às fundações deste país. Desde a Constituição do Império, que proibia as pessoas negras e indígenas ...

Leia mais

Djamila Ribeiro indica livros para ler durante isolamento por coronavírus

A filósofa e colunista de Marie Claire sugere obras de romance, ficção e poemas escritos por pessoas negras A filósofa e colunista de Marie Claire, Djamila Ribeiro indica livros para ler durante isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus, a COVID-19. De sua casa e em bate papo ao vivo no Instagram de Marie Claire, a autora sugere obras de romance, ficção e poemas escritos por pessoas negras. Confira a lista: 1. Amada - Toni Morrison A história é baseada em fatos reais e é ambientado em 1873, época em que os Estados Unidos começavam a lidar com as feridas da escravidão recém-abolida. Com estilo sinuoso, Toni Morrison constrói uma narrativa complexa, que entrelaça com maestria brutalidade e lirismo. (Companhia das Letras, pags.368, R$ 67,90) 2. O Olho Mais Azul - Toni Morrison Considerado um dos livros mais impactantes da autora, seu primeiro romance conta a história de Pecola Breedlove, ...

Leia mais
DJAMILA RIBEIRO LANÇA NOVO LIVRO, "PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

Djamila Ribeiro: “Somos um país que nunca aboliu materialmente a escravidão”

Em entrevista, a filósofa fala de seu livro ‘Pequeno Manual Antirracista’ e dos desafios para o movimento negro no Brasil de Bolsonaro Por Ana Luiza Basilio, do Carta Capital DJAMILA RIBEIRO LANÇA NOVO LIVRO, "PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL/Retirada do site Carta Capital ) A filósofa americana Ângela Davis já anunciava nos idos da década de 60: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”. A afirmação da ativista é detalhada por Djamila Ribeiro em sua mais recente obra literária, “Pequeno Manual Antirracista”, lançada no final de 2019. No livro, a filósofa e ativista brasileira convoca os leitores a reconhecerem o racismo enquanto estrutural e a perceberem como ele se manifesta em diferentes dimensões do cotidiano, passando pelo foro individual, cultural, econômico e político. Em entrevista, Djamila também fala sobre os desafios do País frente à agenda de equidade racial e ...

Leia mais
Felipe Larozza/VICE

Pelo direito à vida das mulheres

Hoje é o dia da mobilização dos homens pelo fim da violência de gênero  Por Djamila Ribeiro, da Folha de São Paulo Ilustração: Linoca Souza/Folhapress Instituído no Brasil pela lei 11.489, de 2007, o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres é marcado neste 6 de dezembro. Trata-se de uma data mundial criada após, em 1989, um universitário canadense de 25 anos entrar em uma sala de aula de engenharia em Montreal, ordenar que todos os homens do recinto saíssem para que ele pudesse assassinar todas as mulheres presentes, o que acabou fazendo, cometendo suicídio em seguida. Salvo alguma movimentação incipiente, não há nas ruas nenhuma passeata, ato, ou o que quer que seja voltado a discutir a violência de homens contra mulheres em um dos países campeões de futebol e de feminicídio. Pode-se dizer, claro, que se trata de ...

Leia mais
Djamila Ribeiro (Foto: Caroline Lima)

Às feiticeiras, minha reverência

Em sua nova coluna, a filósofa e ativista reflete sobre a força das mulheres negras e suas representações Por Djamila Ribeiro, da Marie Claire Djamila Ribeiro (Foto: Caroline Lima) Há muitos anos, feministas negras brasileiras discutem as diferenças do “ser mulher”. Em oposição à universalização do feminismo, promovida por mulheres brancas, feministas negras discorrem a partir da condição de gênero e da perspectiva decolonial, antirracista. No artigo O poder feminino no culto aos orixás, Sueli Carneiro e Cristiane Abdon Cury analisam a figura da mulher na mitologia africana reproduzida nos terreiros de candomblé, os arquétipos das orixás e as diferenças sociais quanto às relações de gênero. As autoras explicam a tradição da visão das mulheres como bruxas, é evidente que num sentido em tudo contrário ao historicamente atribuído pela civilização ocidental. As grandes feiticeiras estão, sim, na religião, mas podemos perceber sua representação nas avós, nas ...

Leia mais
Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo

Divisão social, racial e de gênero confinou negra no mercado informal

Não há análise e política pública que possam avançar sem a compreensão das raízes da opressão Por Djamila Ribeiro, da Folha de S.Paulo Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo Entender as raízes coloniais do Brasil é compreender fatos históricos que contribuíram na estruturação de desigualdades. Para citar alguns, a lei de Terras de 1850 foi um divisor importante, pois a partir daquele momento a aquisição de terras somente poderia ser feita mediante compra com Estado e não mais por ocupação, o que criou uma elite fundiária. Mulheres negras, no pós-abolição, sem acesso a oportunidades e políticas do Estado, saíram da condição de escravizadas para o trabalho doméstico. Essa relação direta entre a escravidão —considerada um crime contra a humanidade, segundo tratado assinado pelo Brasil na Conferência de Durban de 2001— e os tempos ...

Leia mais
Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo

Os brancos também sabem dançar

Escritor e músico angolano Kalaf Epalanga vem ao Brasil para bate-papo Por Djamila Ribeiro, da Folha de São Paulo Linoca Souza/Folhapress Ultimamente venho pensando em Angola, sobretudo após ter me debruçado nas últimas semanas sobre o livro de Kalaf Epalanga “Também os Brancos Sabem Dançar”, um dos mais vendidos da última Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. Ganhei um exemplar de suas mãos após nos encontrarmos por uma tarde agradável em Berlim, em meio a conversas sobre o Brasil, Angola, as relações coloniais e a exposição de Grada Kilomba em São Paulo —Epalanga é um dos atores do segundo ato sobre Édipo presente na instalação da artista. Do encontro levei a obra, cuja narrativa de sua história com a música se mescla com reflexões sobre o país africano e sobre ser estrangeiro em Portugal. Epalanga está no Brasil com o livro após fazer anos de ...

Leia mais
Linoca Souza/Folhapress

A ancestralidade de Dona Ivone Lara

Matriarca do samba vive eternamente nas vozes que cantam sua história Por Djamila Ribeiro, da Folha de São Paulo Imagem: Linoca Souza/Folhapress Estreou no fim de agosto o musical “Dona Ivone Lara - Um Sorriso Negro”, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. No espetáculo, a história da sambista é contada em momentos que marcaram sua vida. A personagem é vivida em diferentes idades pelas atrizes Di Ribeiro, Heloísa Jorge, Belize Pombal e Fernanda Jacob, que contracenam com atores como Felipe Adetokunbo, jovem cantor de voz belíssima, sobre o qual já escrevi nesta Folha. Grande matriarca do samba, Dona Ivone Lara deixou um legado de samba e conduta. Mulher de candomblé, filha de Oxum, veio a se tornar uma ancestral no último ano. Como ancestral, Dona Ivone Lara vive eternamente nas belas vozes que têm cantado sua história e suas músicas, como a de Fabiana Cozza, ...

Leia mais

Mover-se para além da dor

Para sermos livres, devemos escolher além de só sobreviver à adversidade Por Djamila Ribeiro, Da Folha de S.Paulo (Foto: Lucas Lima/UOL) Sempre me fascinou a maneira pela qual muitas feministas negras escreveram de modo a nos inspirar a viver além da dor, de não permitirmos que nossa existência seja somente marcada por violências. Por mais que seja assim, posto que a sociedade é estruturada por racismo, machismo e capitalismo, muitas trazem a importância de encontrarmos nossas próprias definições. A autora bell hooks —assim em minúsculo, a pedido dela—, é uma importante feminista negra americana, dessas que nos fazem refletir nesse sentido. Em um texto, ela questiona o álbum “Lemonade”, de Beyoncé. Segundo a autora, por mais que o disco use narrativas de mulheres negras, ele seria mais um produto que confina essa mulher a um lugar de submissão. Diz hooks: “Para sermos verdadeiramente livres, devemos escolher ...

Leia mais
Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo

Djamila Ribeiro é uma das premiadas do Prince Claus Awards 2019

Fundo holandês contempla nomes que inovaram na cultura e desenvolvimento Do O Globo  Djamila Ribeiro (Foto: Marcos Alves/Agência O Globo) A filósofa e ativista Djamila Ribeiro foi anunciada nesta quarta-feira, 4, como uma das contempladas pelo Prince Claus Awards 2019, do fundo holandês Prince Claus. Criado em 1996, o prêmio internacional contempla indivíduos e organizações que inovaram nas áreas da cultura e do desenvolvimento. Mestra em Filosofia Política, Djamila é autora de "O que é lugar de fala?" e "Quem tem medo do feminismo negro?" (Companhia das Letras). Nascida em Santos, em 1980, idealizou o selo Sueli Carneiro, que incentiva publicações escritas por negras brasileiras, indígenas e LGBTQI+, e foi secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. O júri, composto por especialistas de várias disciplinas, incluindo música, artes visuais, curadoria, cinema, arquitetura e urbanismo, é responsável por selecionar, a partir de uma lista de ...

Leia mais

Eu me arrependo dos meus silêncios

Toda mulher que foge do que lhe é imposto é tida como louca, histérica Por Djamila Ribeiro, Da Folha de S.Paulo (Foto: Lucas Lima) Um dos temas que norteia o pensamento de muitas feministas negras é o silêncio. É a importância de romper com um regime de autorização discursiva que nos cala, hierarquiza a humanidade, nos põe na condição de outro do humano, aquela que não é pensada a partir de si, mas sempre pelo olhar de quem a define. Silêncio, aqui, é entendido como forma de silenciar existências ou confiná-las a lugares marcados, subalternizados, fixos. Como mulheres, fomos ensinadas a calar, a não saber dizer não para não incomodar, a falar baixo ou falar o que se espera de “uma mulher”. Mulheres negras carregam historicamente o estereótipo da “angry black woman”, a mulher negra raivosa ou agressiva, a “barraqueira” ou, como dizia a grande intelectual ...

Leia mais
Página 1 de 6 1 2 6

Welcome Back!

Login to your account below

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Add New Playlist