Tag: Djamila Ribeiro

    Reprodução/Instagram

    Djamila Ribeiro denunciará Twitter no Ministério Público por ‘explorar o racismo e a misoginia’

    A escritora e colunista da Folha Djamila Ribeiro vai ingressar com uma representação no Ministério Público contra o Twitter. Ela alega que a rede social “explora economicamente o racismo e a misoginia” e “lucra com ataques sem defesa a mulheres negras”. Djamila foi um dos assuntos mais comentados daquela plataforma no fim de semana, quando ela foi alvo de críticas por ter veiculado um conteúdo comercial pago pela empresa de táxis 99 em um momento em que entregadores de aplicativos fazem greves por melhores condições de trabalho. “A gente entende que essas pessoas são levianas, fazem ataques descabidos", afirma à coluna Djamila, que diz já ter manifestado apoio às paralisações dos entregadores. "Mas entendemos que o Twitter permite”, afirma. A escritora também registrou boletim de ocorrência por ameaças recebidas por ela e por sua filha devido à repercussão do fim de semana.   Ver essa foto no Instagram   Já faz tempo falo sobre ...

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    Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

    Negro é traficante, branco é estudante que faz ‘delivery de drogas’

    Recentemente escrevemos nesta Folha sobre efeitos nocivos da política de drogas empreendida no país para toda a população. Geradora de violência, injustiça e morte, a criminalização das drogas não tem surtido efeito na redução do consumo, muito menos na segurança da população, porém certamente tem gerado muito lucro, seja para traficantes donos de helicópteros com cargos em Brasília, seja para policiais milicianos, seja para donos de “clínicas” de internação obrigatória, ambos que, vejam só, são contrários à descriminalização no palanque e na mídia, que segue tratando esse tema tão importante como tabu. O verdadeiro crime de drogas é cometido por esse sistema que lucra em cima da desinformação, do medo e da morte, porém tais carrascos seguem engravatados e sem punição, enquanto meninos lotam masmorras e cemitérios na posse de farelos. (Foto: Linoca Souza/Folhapress) Lucas Morais da Trindade é um desses. Preso por posse de 10 ...

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    Djamila Ribeiro (foto: MAURO PIMENTEL)

    As mudanças não serão imediatas, estrutura racista é secular, diz Djamila

    A filósofa, escritora e ativista Djamila Ribeiro afirmou em entrevista ao UOL Debate, na manhã de hoje, que o debate sobre racismo está sendo feito sem tabus atualmente no Brasil, mas que, para haver mudanças, será necessário mais tempo. A entrevista foi conduzida pelos jornalistas Leonardo Sakamoto, colunista do UOL, e Paula Rodrigues, repórter de Ecoa. "Estamos falando de estrutura secular. Estamos discutindo mais no debate público. Isso que é novo, na verdade. O Brasil foi fundado na violência de sangues negros e indígenas. Hoje a gente pode falar sem tabu", disse. Djamila relembrou que o Brasil começou a considerar o racismo como um crime contra a humanidade na Conferência de Durban, em 2001, na África do Sul, se prontificando a reparar os danos causados pela escravidão. "Houve um levante interessante, mas que só foi possível as pessoas falarem sobre isso porque existiu um movimento que vem historicamente, sobretudo depois ...

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    Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política, ativista feminista e secretária-adjunta de Direitos Humanos de São Paulo. RICARDO MATSUKAWA

    A escola de sua cidade aplica a Lei 10.639/03, uma consequência da luta negra?

    Muitas pessoas têm me perguntado recentemente o que elas podem fazer em prol da equidade racial no país. Quando Angela Davis afirmou que não basta não ser racista, mas é necessário ser antirracista, fez um chamado à ação, à transcendência do mero repúdio moral à discriminação. Por ação, precisamos entender que há uma estrutura posta que intermedeia todas as relações sociais e uma semana de mobilização pela internet não será suficiente para transformá-la. Então, perguntam: qual seria uma ação antirracista possível na minha realidade? O que posso fazer? Linoca Souza/Folhapress Bom, há muito o que ser feito, mas neste texto gostaria de destacar o que é um elemento central na formação e constante atualização do sistema racista: a educação. A luta de movimentos negros pela transformação no sistema educacional remonta às fundações deste país. Desde a Constituição do Império, que proibia as pessoas negras e indígenas ...

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    Djamila Ribeiro indica livros para ler durante isolamento por coronavírus

    A filósofa e colunista de Marie Claire sugere obras de romance, ficção e poemas escritos por pessoas negras A filósofa e colunista de Marie Claire, Djamila Ribeiro indica livros para ler durante isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus, a COVID-19. De sua casa e em bate papo ao vivo no Instagram de Marie Claire, a autora sugere obras de romance, ficção e poemas escritos por pessoas negras. Confira a lista: 1. Amada - Toni Morrison A história é baseada em fatos reais e é ambientado em 1873, época em que os Estados Unidos começavam a lidar com as feridas da escravidão recém-abolida. Com estilo sinuoso, Toni Morrison constrói uma narrativa complexa, que entrelaça com maestria brutalidade e lirismo. (Companhia das Letras, pags.368, R$ 67,90) 2. O Olho Mais Azul - Toni Morrison Considerado um dos livros mais impactantes da autora, seu primeiro romance conta a história de Pecola Breedlove, ...

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    DJAMILA RIBEIRO LANÇA NOVO LIVRO, "PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL)

    Djamila Ribeiro: “Somos um país que nunca aboliu materialmente a escravidão”

    Em entrevista, a filósofa fala de seu livro ‘Pequeno Manual Antirracista’ e dos desafios para o movimento negro no Brasil de Bolsonaro Por Ana Luiza Basilio, do Carta Capital DJAMILA RIBEIRO LANÇA NOVO LIVRO, "PEQUENO MANUAL ANTIRRACISTA" (FOTO: ARQUIVO PESSOAL/Retirada do site Carta Capital ) A filósofa americana Ângela Davis já anunciava nos idos da década de 60: “Numa sociedade racista, não basta não ser racista, é necessário ser antirracista”. A afirmação da ativista é detalhada por Djamila Ribeiro em sua mais recente obra literária, “Pequeno Manual Antirracista”, lançada no final de 2019. No livro, a filósofa e ativista brasileira convoca os leitores a reconhecerem o racismo enquanto estrutural e a perceberem como ele se manifesta em diferentes dimensões do cotidiano, passando pelo foro individual, cultural, econômico e político. Em entrevista, Djamila também fala sobre os desafios do País frente à agenda de equidade racial e ...

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    Felipe Larozza/VICE

    Pelo direito à vida das mulheres

    Hoje é o dia da mobilização dos homens pelo fim da violência de gênero  Por Djamila Ribeiro, da Folha de São Paulo Ilustração: Linoca Souza/Folhapress Instituído no Brasil pela lei 11.489, de 2007, o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres é marcado neste 6 de dezembro. Trata-se de uma data mundial criada após, em 1989, um universitário canadense de 25 anos entrar em uma sala de aula de engenharia em Montreal, ordenar que todos os homens do recinto saíssem para que ele pudesse assassinar todas as mulheres presentes, o que acabou fazendo, cometendo suicídio em seguida. Salvo alguma movimentação incipiente, não há nas ruas nenhuma passeata, ato, ou o que quer que seja voltado a discutir a violência de homens contra mulheres em um dos países campeões de futebol e de feminicídio. Pode-se dizer, claro, que se trata de ...

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    Djamila Ribeiro (Foto: Caroline Lima)

    Às feiticeiras, minha reverência

    Em sua nova coluna, a filósofa e ativista reflete sobre a força das mulheres negras e suas representações Por Djamila Ribeiro, da Marie Claire Djamila Ribeiro (Foto: Caroline Lima) Há muitos anos, feministas negras brasileiras discutem as diferenças do “ser mulher”. Em oposição à universalização do feminismo, promovida por mulheres brancas, feministas negras discorrem a partir da condição de gênero e da perspectiva decolonial, antirracista. No artigo O poder feminino no culto aos orixás, Sueli Carneiro e Cristiane Abdon Cury analisam a figura da mulher na mitologia africana reproduzida nos terreiros de candomblé, os arquétipos das orixás e as diferenças sociais quanto às relações de gênero. As autoras explicam a tradição da visão das mulheres como bruxas, é evidente que num sentido em tudo contrário ao historicamente atribuído pela civilização ocidental. As grandes feiticeiras estão, sim, na religião, mas podemos perceber sua representação nas avós, nas ...

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    Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo

    Divisão social, racial e de gênero confinou negra no mercado informal

    Não há análise e política pública que possam avançar sem a compreensão das raízes da opressão Por Djamila Ribeiro, da Folha de S.Paulo Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo Entender as raízes coloniais do Brasil é compreender fatos históricos que contribuíram na estruturação de desigualdades. Para citar alguns, a lei de Terras de 1850 foi um divisor importante, pois a partir daquele momento a aquisição de terras somente poderia ser feita mediante compra com Estado e não mais por ocupação, o que criou uma elite fundiária. Mulheres negras, no pós-abolição, sem acesso a oportunidades e políticas do Estado, saíram da condição de escravizadas para o trabalho doméstico. Essa relação direta entre a escravidão —considerada um crime contra a humanidade, segundo tratado assinado pelo Brasil na Conferência de Durban de 2001— e os tempos ...

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    Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo

    Os brancos também sabem dançar

    Escritor e músico angolano Kalaf Epalanga vem ao Brasil para bate-papo Por Djamila Ribeiro, da Folha de São Paulo Linoca Souza/Folhapress Ultimamente venho pensando em Angola, sobretudo após ter me debruçado nas últimas semanas sobre o livro de Kalaf Epalanga “Também os Brancos Sabem Dançar”, um dos mais vendidos da última Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip. Ganhei um exemplar de suas mãos após nos encontrarmos por uma tarde agradável em Berlim, em meio a conversas sobre o Brasil, Angola, as relações coloniais e a exposição de Grada Kilomba em São Paulo —Epalanga é um dos atores do segundo ato sobre Édipo presente na instalação da artista. Do encontro levei a obra, cuja narrativa de sua história com a música se mescla com reflexões sobre o país africano e sobre ser estrangeiro em Portugal. Epalanga está no Brasil com o livro após fazer anos de ...

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    Linoca Souza/Folhapress

    A ancestralidade de Dona Ivone Lara

    Matriarca do samba vive eternamente nas vozes que cantam sua história Por Djamila Ribeiro, da Folha de São Paulo Imagem: Linoca Souza/Folhapress Estreou no fim de agosto o musical “Dona Ivone Lara - Um Sorriso Negro”, no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo. No espetáculo, a história da sambista é contada em momentos que marcaram sua vida. A personagem é vivida em diferentes idades pelas atrizes Di Ribeiro, Heloísa Jorge, Belize Pombal e Fernanda Jacob, que contracenam com atores como Felipe Adetokunbo, jovem cantor de voz belíssima, sobre o qual já escrevi nesta Folha. Grande matriarca do samba, Dona Ivone Lara deixou um legado de samba e conduta. Mulher de candomblé, filha de Oxum, veio a se tornar uma ancestral no último ano. Como ancestral, Dona Ivone Lara vive eternamente nas belas vozes que têm cantado sua história e suas músicas, como a de Fabiana Cozza, ...

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    Mover-se para além da dor

    Para sermos livres, devemos escolher além de só sobreviver à adversidade Por Djamila Ribeiro, Da Folha de S.Paulo (Foto: Lucas Lima/UOL) Sempre me fascinou a maneira pela qual muitas feministas negras escreveram de modo a nos inspirar a viver além da dor, de não permitirmos que nossa existência seja somente marcada por violências. Por mais que seja assim, posto que a sociedade é estruturada por racismo, machismo e capitalismo, muitas trazem a importância de encontrarmos nossas próprias definições. A autora bell hooks —assim em minúsculo, a pedido dela—, é uma importante feminista negra americana, dessas que nos fazem refletir nesse sentido. Em um texto, ela questiona o álbum “Lemonade”, de Beyoncé. Segundo a autora, por mais que o disco use narrativas de mulheres negras, ele seria mais um produto que confina essa mulher a um lugar de submissão. Diz hooks: “Para sermos verdadeiramente livres, devemos escolher ...

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    Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo

    Djamila Ribeiro é uma das premiadas do Prince Claus Awards 2019

    Fundo holandês contempla nomes que inovaram na cultura e desenvolvimento Do O Globo  Djamila Ribeiro (Foto: Marcos Alves/Agência O Globo) A filósofa e ativista Djamila Ribeiro foi anunciada nesta quarta-feira, 4, como uma das contempladas pelo Prince Claus Awards 2019, do fundo holandês Prince Claus. Criado em 1996, o prêmio internacional contempla indivíduos e organizações que inovaram nas áreas da cultura e do desenvolvimento. Mestra em Filosofia Política, Djamila é autora de "O que é lugar de fala?" e "Quem tem medo do feminismo negro?" (Companhia das Letras). Nascida em Santos, em 1980, idealizou o selo Sueli Carneiro, que incentiva publicações escritas por negras brasileiras, indígenas e LGBTQI+, e foi secretária-adjunta de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo. O júri, composto por especialistas de várias disciplinas, incluindo música, artes visuais, curadoria, cinema, arquitetura e urbanismo, é responsável por selecionar, a partir de uma lista de ...

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    Eu me arrependo dos meus silêncios

    Toda mulher que foge do que lhe é imposto é tida como louca, histérica Por Djamila Ribeiro, Da Folha de S.Paulo (Foto: Lucas Lima) Um dos temas que norteia o pensamento de muitas feministas negras é o silêncio. É a importância de romper com um regime de autorização discursiva que nos cala, hierarquiza a humanidade, nos põe na condição de outro do humano, aquela que não é pensada a partir de si, mas sempre pelo olhar de quem a define. Silêncio, aqui, é entendido como forma de silenciar existências ou confiná-las a lugares marcados, subalternizados, fixos. Como mulheres, fomos ensinadas a calar, a não saber dizer não para não incomodar, a falar baixo ou falar o que se espera de “uma mulher”. Mulheres negras carregam historicamente o estereótipo da “angry black woman”, a mulher negra raivosa ou agressiva, a “barraqueira” ou, como dizia a grande intelectual ...

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    Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo

    Sentimentos para Nina Simone

    Cantora foi uma mulher injustiçada e sofreu consequências por se posicionar por Djamila Ribeiro no Folha de São Paulo Djamila Ribeiro é autora do best-seller 'Quem tem medo do feminismo negro' Foto- Marcos Alves : Agência O Globo “Olhe para você. Você é livre. Nada nem ninguém é obrigado a te salvar, só você mesma. Plante a sua própria terra. Você é moça e mulher, e as duas coisas têm sérias limitações, mas você é uma pessoa também. Não deixe a Lenore ou um namoradinho qualquer e com toda certeza nenhum médico do mal resolver quem você é. Isso é escravidão. Em algum lugar aí dentro de você está essa pessoa livre de que eu estou falando. Encontre-a e deixe que ela faça algum bem nesse mundo.” Esse é um trecho do livro “Voltar para Casa”, (Companhia das Letras, 136 págs., R$ 44,90) de Toni Morrison, ...

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    Montagem: Geledés

    Roda de conversa Grada Kilomba e Djamila Ribeiro

    A artista plástica Grada Kilomba, abre a exposição "Desobediências Poéticas" na Pinacoteca, que tem forte tom político e apresenta as perspectivas das narrativas pós-coloniais da artista. No sábado (6), Kilomba recebe a pesquisadora, ativista brasileira e colunista da Folha Djamila Ribeiro, que assina um dos textos do catálogo da mostra. no Guia Folha Montagem: Geledés PREÇO GRÁTIS HORÁRIOS ABRE DIA 6/7 TELEFONE 3324-1000 Praça da Luz, 2 - Bom Retiro - São Paulo CARACTERÍSTICAS Capacidade 132 assentos Acesso a pessoa com deficiência

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    Djamila Ribeiro participa da 19ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (SP) — Foto: João Thiago/Divulgação

    Djamila Ribeiro critica combate seletivo ao preconceito

    Na Feira do Livro de Ribeirão Preto, escritora defendeu a luta contra a opressão, seja ela qual for. 'Não dá para ser feminista e não entender que existe LGBTfobia no Brasil', afirma. Por Pedro Martins*, G1  Djamila Ribeiro participa da 19ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto (SP) — Foto: João Thiago/Divulgação Considerada uma das principais vozes do feminismo negro no Brasil, a filósofa e escritora Djamila Ribeiro nega que o movimento seja uma "vertente" ou "escalonamento" do racismo, destacando que a luta contra a opressão não pode ser seletiva. Polêmica e de opinião conceitual, embasada na literatura, em estudos acadêmicos e na própria experiência, Djamila diz que é preciso combater o preconceito não só de gênero, mas de classe social, raça e orientação sexual. “Não dá para lutar contra uma opressão e reforçar outra. Lutar contra o machismo e reforçar o racismo é alimentar ...

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    Foto: Gabo Morales/TRËMA

    O pacto branco e a maldição da mediocridade por Djamila Ribeiro

    Não é real que só um grupo produza mentes e talentos por Dijamila Ribeiro na Folha de São Paulo Foto: Gabo Morales/TRËMA Cada pessoa negra consciente deste país consegue listar inúmeros exemplos de como o Brasil está sequestrado por um grupo de pessoas brancas que se protegem em nome das estratificações postas desde Álvares Cabral. A reforma da Previdência é mais uma medida que precariza e realimenta a estrutura casa grande-senzala, uma vez que atinge justamente a camada que mais sofre com trabalho extenuante, com a carga tributária sobre consumo que onera desproporcionalmente pessoas pobres e negras, como afirma Silvio Almeida, forçando-as que trabalhem até que morram para que a elite e a pretensa elite possam desfrutar do servilismo “ad eternum”. Uma espécie piorada da Lei do Sexagenários, dos tempos da escravidão, em vias de ser aprovada a toque de caixa para benefício de um grupo ...

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    Sueli Carneiro (Foto- Caroline Lima)

    Evento gratuito voltado à literatura afro-brasileira é realizado em Porto Alegre

    12ª Festipoa Literária começa nesta segunda-feira (29) e segue até o dia 6 de maio. Programação está espalhada por diversos espaços da Capital. Do G1  Começa nesta segunda-feira (29) a 12ª Festipoa Literária em Porto Alegre. O evento, voltado à literatura afro-brasileira, é gratuito e ocorre até o dia 6 de maio em diversos espaços da Capital. A abertura oficial está marcada para as 19h, no Salão de Atos da UFRGS​. Sueli Carneiro, homenageada desta edição, participa de uma conversa com a filósofa e ativista Djamila Ribeiro e a jornalista, poeta e editora Fernanda Bastos. Outros nomes integram a programação (veja abaixo). Sueli Carneiro (Foto- Caroline Lima) Filósofa, ensaísta e fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, Sueli é um dos nomes mais destacados do feminismo negro no Brasil. "Com todo mundo que a gente conversa, a Sueli é referência para todas elas. A raiz ...

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    Cartas pro Lula- Djamila Ribeiro

    Estimado Presidente Lula, Por Djamila Ribeiro, do Cartas pro Lula Imagem: Lucas Lima Expresso nesta carta minha profunda solidariedade frente às injustas condenações e perseguições judiciais sofridas por você e sua família. Acompanho desde o início a farsa jurídica posta em curso para legitimar o antipetismo, a deterioração de empresas nacionais e a alteração no curso eleitoral brasileiro, farsa cada vez mais escancarada agora com o juiz como ministro da justiça do candidato favorecido pelo seu afastamento na disputa. Não o conheço para além de um cumprimento uma única vez na quadra do Sindicato dos Bancários em São Paulo, em 2016, bem como, embora tenha sido Secretária Adjunta de Direitos Humanos na gestão de Fernando Haddad, não faço parte de partido político. Nem por isso, deixo de admirar as conquistas de seus mandatos para o país; pelo contrário, sou de família de trabalhadores que o apoiaram ...

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