sexta-feira, fevereiro 3, 2023
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Documentário mostra como a contemporaneidade e a ancestralidade caminham juntas na luta antirracista

Documentário produzido por jovens do Curso de Multimidia de Geledés - Instituto da Mulher Negra apresenta um panorama de ativismos negros que conectam diferentes gerações em espaços físicos e ambientes digitais

Com depoimentos de ativistas, o documentário perpassa vivências, particularidades e referências de militantes negros que embasam ações políticas antirracistas, acreditando que a união de suas vozes, independente de sua geração, possibilita caminhos para a ocupação da população negra em diferentes esferas. Com 15 minutos de conteúdo, Legados do Movimento Negro estréia em janeiro de 2023, no canal do YouTube de Geledés – Instituto da Mulher Negra.

Para dar esse panorama, o documentário traz depoimentos de: Carolina Piai Vieira (Cartografia Negra), Harry de Castro (Terça Afro), Lydia Garcia, Mateus Fernandes, Milton Barbosa (Movimento Negro Unificado), Pedro Vinicius Alves (Cartografia Negra), Raissa Albano de Oliveira (Cartografia Negra), Regina Santos (Movimento Negro Unificado), Thiago Torres (Chavoso da USP), que refletem sobre diferentes perspectivas e formatos de atuação no debate racial.

Durante uma de suas falas, Milton Barbosa, um dos fundadores do Movimento Negro Unificado (MNU), reflete como os dialogos geracionais são necessários para a continuidade da luta: “Aprender os fundamentos da luta, o significado do que nós abordamos, o embate com a violência policial, os nego véio e as nega véia têm um monte de coisa pra passar sobre a religião, sobre a história, sobre a vida e a forma de enfrentamento ao racismo”.

As memórias de nossas lutas, também estão presentes em nossos territórios, e na contramão do apagamento histórico. Para isso, coletivos independentes contribuem para o mapeamento do protagonismo negro em diferentes localidades, e reverberam essas descobertas em escolas, comunidades, ambientes virtuais e ambientes físicos da cidade, como no trabalho do Cartografia Negra ao pensar a memória: “[…] por muito tempo, a narrativa oficial da cidade de São Paulo privilegiou, valorizou e contou memórias de povos específicos.” – Raissa Albano de Oliveira.

O documentário também busca contemplar  demandas como a de  democratização do acesso à herança histórica da população negra de modo a se pensar na horizontalização de seus diferentes conhecimentos e saberes. Nesse sentido, o documentário aponta a necessidade de ampliar a comunicação sobre letramento racial,  para ressignificar a representação do negro para que cada vez mais pessoas possam se reconhecer.

As heranças históricas são de suma importância para a consciência dos ativismos atual, pois, “há uma contemporaneidade, mas também há uma ancestralidade”, como afirma Lydia Garcia, uma das fundadoras do Conselho de Defesa do Direito do Negro do Distrito Federal, que também fez parte do processo de criação do Centro de Estudos Afro Brasileiro (Distrito Federal). De suas próprias vivências, portanto, a formação de Lydia na militância perpassa os ambientes jurídicos e das pesquisas acadêmicas, mas se estende e se entende também a partir das artes, linguagem essa que acompanhou a maior parte de sua vida.

Num contexto atual, em conjunto das personalidades que já possuem uma longa trajetória no movimento negro, são crescentes também novas formas de comunicação e ligação entre militantes, como é o caso de uma juventude negra que dispõe das redes sociais e mídias digitais para expandir possibilidades de atuações políticas.

Thiago Torres, popularizado como Chavoso da USP, por exemplo, fala sobre tornar-se mais conhecido a partir das redes sociais, reflexo também de conquistas e protagonismos reivindicados ao longo de décadas. Como aluno de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP) e morador da comunidade da Brasilândia, zona norte de São Paulo, Thiago traz neste documentário contribuições que enriquecem o debate da luta antirracista e como se faz necessário incluir esses diferentes articuladores do movimento em distintas linhas de atuação, fazendo ainda crítica direta ao academicismo de linguagem excludente, dificuldade com que se depara ao ingressar na universidade pública.

Assim, ao longo do curta documentário, diferentes temas (ancestralidade, direito à memória, ativismo, mídias digitais) e falas se interligam em pensar que passado e presente dialogam para a continuidade dos movimentos negros em curso.

Se junte ao movimento e acompanhe de perto essa conversa na voz de quem vem transformando essa luta coletiva para além do mundo digital!

Dentre os convidados estão: 

Carolina Piai Vieira, co-fundadora do coletivo Cartografia Negra

Harry de Castro, artista, ativista, sambista e co-fundador do coletivo Terça Afro Teatro Baile

Milton Barbosa, co-fundadora do Movimento Negro Unificado

Pedro Vinicius Alves, poeta, pesquisador, educador e co-fundador do coletivo Cartografia Negra e co-curador da Bienal de Arquitetura 

Raissa Albano de Oliveira, co-fundadora do coletivo Cartografia Negra e co-curadora da Bienal de Arquitetura

Lydia Garcia, arte-educadora, articuladora cultural, ativista, pianista e CEOdo ateliê de moda e arte étnica BAZAFRO

Regina Santos Barbosa, coordenadora do Movimento Negro Unificado 

Thiago Torres (Chavoso da USP), palestrante e administra a página Quebrada Cult e Mandela Free

Matheus Fernandes, criador de conteúdo, podcaster e representante na Agência Mural 

Ficha Técnica Contemplada: 

Realização – Geledés Instituto da Mulher Negra;

Supervisão Técnica – Natália Carneiro Day Rodrigues;

Direção – Nathalie Rocha, Sara Gama, 

Assistência de direção – Fraces Gonf, Sara Gama, Ester Francisco

Roteiro – Fraces Gonf, Sara Gama, Ester Francisco

Produção – Nathalie Rocha, Sara Gama

Direção de Arte e cenografia – Salette Jorge

Pesquisa – Ezequiel Tavares Felipe, Fraces Gonf, Salette Jorge, Nathalie Rocha, Sara Gama 

Argumento e Roteiro – Fraces Gonf, Salette Jorge, Ester Francisco, Nathalie Rocha

Fotografia –  Salette Jorge, Nathalie Rocha

Câmera – Salette Jorge 

Captação de Som – Salette Jorge, Ester Francisco 

Logger – Fábio Ofavo

Montagem e edição – Fábio Ofavo, Fraces Gonf, Sara Gama, Ester Francisco

Design e Identidade Visual – Salette Jorge, 

Animação e Ilustração – Fábio Ofavo,

Edição de Som e Mixagem – Salette Jorge, Ester Francisco

Correção de Cor – Frances Gonf, Salette Jorge, Sara Gama

Transcrição das Entrevistas – Fraces Gonf, Nathalie Rocha

Legendagem – Fraces Gonf, Ester Francisco, Salette Jorge

A coluna abaixo é sugestão de adição de integrantes do grupo:

Entrevista com Cartografia Negra – Frances Gonf, Nathalie Rocha

Entrevista com Harry de Castro (Terça Afro) – Francês Gonf

Entrevista com Milton Barbosa- Nathalie Rocha

Entrevista com Lydia Garcia – Nathalie Rocha

Entrevista com Regina Santos Barbosa – Nathalie Rocha 

Entrevista com Thiago Torres (Chavoso da USP) – Ester Francisco, Sara Gama 

Entrevista com Matheus Fernandes – Ester Francisco, Sara Gama

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